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DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Governo amplia perdas do servidor estadual

Continuando uma política de arrocho salarial iniciada no governo de Jaques Wagner, a proposta de reajuste do funcionalismo estadual, já acatada pelas entidades representativas dos servidores, mas ainda não aprovada pela Assembleia Legislativa, determinará um perda de 3,41% em relação ao período janeiro-dezembro de 2014, quando a inflação alcançou 6,41%.

O cálculo foi feito por um servidor público que pediu reserva de seu nome, em resposta à afirmação do líder do governo, deputado Zé Neto, de que, “nos anos anteriores, o cumprimento da data-base nunca aconteceu”. A fonte lembrou que, realmente, muitos governos não enviaram a mensagem à Assembleia em janeiro, no entanto, “o reajuste respeitava a data-base porque era retroativo”.

A proposta oficial, que foi protocolada hoje(sexta-feira, 24) na Assembleia, é de aumento de 3,55% retroativos a março e 2,91% a partir de novembro, quando a reposição da inflação do ano passado exigiria a aplicação do índice de 6,41% desde janeiro.

“A trapaça”, segundo a fonte, “começou em 2013, quando o governo Wagner descobriu o mapa da mina, aplicando reajustes segmentados e sem retroatividade”. Grosso modo, de lá para cá, o salário do funcionalismo foi achatado em cerca de 10%. “Como a coisa vem dando certo, o governo Rui Costa resolveu dar uma garfada mais profunda”, completou.

Contestação fica difícil até para a oposição

O debate sobre o reajuste é aguardado com expectativa na Assembleia, quando nada pela curiosidade de se saber como se comportará a bancada da oposição, pois se os maiores interessados, que são os servidores, aceitam, pelos seus representantes, a proposta do governo, pode ser difícil para um deputado posicionar-se contrariamente.

Um exemplo da placidez com que as entidades sindicais receberam a proposta está na declaração de um diretor do Sindicato dos Fazendários durante a “negociação”, praticamente justificando a tunga, pois, se o governo anterior previra um dispêndio de R$ 300 milhões para pagar o reajuste linear, o impacto passaria a R$ 800 milhões em razão da taxa de inflação.

Médicos e professores do Estado se insurgem contra o “acordão” e prometem manifestações, o que talvez dê um alento para a oposição. Mas de pouco adiantará, porque, se unidos os servidores já não conseguem nada, divididos a derrota será ainda mais provável.

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