Salve a Armênia!!! Bravo Charles Aznavour, um símbolo de resistência e arte de seu povo.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Ils sont tombés – by Charles Aznavour

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Luiza e Black Style fazem novo precedente baiano

É de indiscutível ineditismo a audiência entre a deputada Luiza Maia (PT) e os integrantes da banda Black Style, que, de uma das motivadoras da Lei Antibaixaria conquistada pela parlamentar, passou a ser sua fiadora.

Alcançará repercussão nacional esse fato, porque um grupo musical, atingido por uma lei que em tese lhe dá prejuízo financeiro, apresenta-se à própria “algoz” para dizer que está disposto a se enquadrar

Apesar do evidente marketing, pois havia interesse de ambos os lados, todos saem ganhando muito nisso – a deputada, a banda e a sociedade, que recebe um sinal positivo, de que a arte não é uma mercadoria podre que se tenta vender de todas as formas.

Ganha, sobretudo, a luta em favor da dignidade feminina, hoje afogada num oceano de jogadas escusas que transformam a mulher num produto reles, coisificando-a até o ponto em que pode ser “legitimamente” violentada.

abr
24

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Fachin bate e Álvaro Dias gosta

De acordo com a coluna de Lauro Jardim, na Veja.com, o senador tucano Álvaro Dias, relator da indicação de Luiz Edson Fachin para o STF, argumenta que o fato de o conterrâneo paranaense (também honorário como ele) ter votado em Dilma Rousseff não o impedirá de ser um ministro imparcial. Para exemplificar, cita o caso de Joaquim Barbosa, que também foi eleitor de Dilma e de Lula, mas, no julgamento do mensalão, contrariou os interesses do PT.

Álvaro Dias, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Votar, simplesmente, é bem diferente de fazer campanha, assinar manifesto e artigos pró-PT. É bem diferente de dizer que jurista “tem lado”. É bem diferente de defender uma reforma na Constituição “eurocêntrica”.

Por que, afinal de contas, perdemos o nosso tempo? Como todo tucano, Álvaro Dias gosta de apanhar de petista. No seu discurso da vergonha, que reproduzimos dias atrás, Luiz Edson Fachin bate com gosto no governo FHC. Que assim seja, então: desça o braço, jurista, que eles adoram.

abr
24

DO PORTAL EUROPEU TSF

O arcebipo de Bruxelas, André-Joseph Léonard, que também é primaz da Bélgica, foi condenado nesta quinta-feira (23)a pagar 10 mil euros como indenização a um antigo menino de coro vítima de um padre pedófilo, por não ter tratado do assunto.

O queixoso foi violado por um padre, no sul da Bélgica, entre 1987 e 1991. Os primeiros fatos ocorreram quando tinha 14 anos, tendo-lhe causado importantes sequelas psicológicas.

Em 1996, o ex menino de coro denunciou o seu violador a um tribunal interno da Igreja católica belga, que o aconselhou a seguir uma terapia.

Depois, apresentou queixa do agressor a um tribunal penal, mas os fatos foram considerados prescritos. Recorreu então à justiça civil para reclamar indenizações ao violador, que desta vez foi condenado.

Decidiu também pedir contas a André-Joseph Léonard, bispo de Namur, no centro do país, entre 1991 e 2010 e, a este título, superior hierárquico do padre violador. O tribunal de recurso de Liège deu-lhe hoje razão.

“Convém registrar que a forma como (André-Joseph Léonard) considerou e tratou a denúncia dos abusos de que (o queixoso) foi vítima manteve este num sentimento de injustiça e abandono, entre 1996 e 2001, e contribuiu para o desmoronamento da sua estrutura psíquica, a sua desvalorização e os problemas psicológicos que causaram uma incapacidade de trabalho”, indicou a sentença do tribunal, citada pelo jornal La Libre Belgique.

abr
24
Posted on 24-04-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-04-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


Mães que se opõem à obrigatoriedade da vacinação protestam
no Senado de Sacramento, nesta quarta-feira. / Rich Pedroncelli (AP)

DEU NO EL PAIS

Um comitê do Senado da Califórnia aprovou na quarta-feira uma lei para limitar as razões pelas quais uma família pode decidir não vacinar seus filhos. A lei é consequência do surto de sarampo com origem na Disneylândia, ao sul de Los Angeles, que chegou a contagiar mais de 100 pessoas em vários Estados do oeste dos EUA: a maioria das pessoas infectadas não tinha sido vacinadas. O surto foi declarado oficialmente finalizado na semana passada. A tramitação da lei colocou em evidência a tensão a que chegou o debate em um tema tão pessoal, a ponto de que um dos senadores membros do comitê que votou a legislação declarou ter recebido ameaças de morte.

Segundo documentaram as autoridades sanitárias da Califórnia, um turista doente de sarampo visitou o parque Disneylândia, em Anaheim, entre 15 e 20 de dezembro de 2014. O sarampo é uma doença muito contagiosa. Em dois meses, o número de casos tinha superado os cem, espalhando-se por 14 Estados e o México. Quase vinte foram crianças menores de quatro anos. O surpreendente não é que exista contágio, mas propagação tão agressiva do vírus. Isso foi atribuído diretamente ao crescente número de pessoas sem a vacina tríplice viral no Estado da Califórnia. Foi a pior crise de sarampo em 15 anos, desde que a doença foi considerada erradicada nos Estados Unidos e o debate sobre as vacinas chegou até Washington.

A prudência nas declarações de Barack Obama e de alguns possíveis candidatos presidenciais colocou em evidência que se trata de um tema muito delicado no que diz respeito à liberdade pessoal. O surto foi considerado finalizado oficialmente pelo Departamento de Saúde na sexta-feira passada.
mais informações

A crise levou o senador Richard Pan, de Sacramento, a apresentar um projeto de lei para eliminar a maioria das razões pelas quais uma família pode pedir a isenção da vacina. O senador pediatra. É a primeira tentativa séria em anos de limitar a brecha da exceção por motivos de crenças pessoais, o que na prática faz com que a vacinação seja voluntária. A nova lei elimina essa possibilidade e torna obrigatórias as vacinas para que uma criança seja matriculada na escola. Só serão permitidas exceções médicas, não mais “crenças pessoais”. A criança que não estiver vacinada terá que receber educação em sua casa, ou seja, não poderá frequentar escolas. A Califórnia, o Estado mais populoso dos EUA soma-se, assim, a outros 29 Estados nos quais não existe tal conceito para evitar as vacinas.

A lei despertou o lado mais amargo do debate sobre as vacinas. Pais de um e outro lado compareceram à reunião do comitê de Educação do Senado estadual com dramáticos testemunhos a favor e em contra. A lei devia ser votada na quarta-feira passada, mas foi adiada quando os pais antivacinas advertiram ao comitê de que privar as crianças de certo tipo de educação poderia ser inconstitucional. Foi suficiente para criar dúvidas que obrigaram a suspender a votação porque os proponentes não tinham certeza de conseguir os votos.

Houve muita tensão nos dias seguintes. Na sexta-feira, o gabinete do senador Ben Allen, de Santa Mônica, coautor da legislação, afirmou ter recebido uma ameaça de morte. O senador Pan teve sua segurança reforçada, depois de várias ameaças nas redes sociais que o chamavam de nazista. Pan denunciou que seu gabinete recebia ataques coordenados de ligações telefônicas automáticas para bloquear as linhas de telefone como uma forma de intimidação. Nestes dias, os jornais mais influentes da Califórnia entraram no debate com editoriais pedindo a aprovação da lei.

Finalmente, Pan elaborou uma emenda que permitirá às crianças não vacinadas frequentar escolas caseiras comunitárias, não só estudar em sua própria casa. Os autores da lei estão a favor também de aceitar, de alguma maneira, as razões religiosas. As mudanças foram suficientes para ganhar uma primeira votação por 7 a 2 na comissão. A lei precisa ainda passar pelos comitês de Saúde e Justiça.

Os especialistas consideram que uma população está protegida em sua totalidade quando as pessoas não vacinadas não superam os 8%. Nesta situação, as pessoas que não podem receber a vacina, como menores de dois anos, idosos que nunca foram vacinados (ela só se generalizou a partir dos anos sessenta) ou pessoas com outras patologias, estão protegidas pelo que se chama vacinação em grupo. Quer dizer, há tanta gente vacinada ao redor que a possibilidade de que alguém entre em contato com o vírus é mínima. Em algumas regiões da Califórnia, no entanto, especialmente nas comunidades ricas da costa como Santa Mônica ou no condado de Orange, os não vacinados podem chegar a 14%.

Dos 147 casos de sarampo que chegaram a ser registrados desde dezembro, não houve nenhuma morte. No entanto, os médicos advertem que é uma doença que pode ter graves consequências. Em crianças pequenas, pode resultar em pneumonia, danos cerebrais permanentes ou surdez. Em 2013, morreram 145.700 pessoas em todo mundo por sarampo.

  • Arquivos