DEU NO UOL/FOLHA

SAMANTHA LIMA
LUCAS VETTORAZZO
DO RIO

Com impacto do lançamento de perdas de R$ 6,194 bilhões relacionadas à corrupção e outros R$ 44,345 bilhões à reavaliação dos ativos, a Petrobras registrou, em 2014, prejuízo de R$ 21,587 bilhões ante o lucro de R$ 23,4 bilhões registrado em 2013.

A divulgação das demonstrações contábeis auditadas de 2014 em atraso, dos dois últimos trimestres e da anual, foi feita ao mercado às 19h23. As do terceiro trimestre estavam atrasadas havia 159 dias, e a anual, 22 dias.

No ano passado, a receita de vendas da companhia atingiu R$ 337,26 bilhões, alta de 11% ante 2013, graças aos reajustes nos preços do diesel e da gasolina autorizados pelo governo e o efeito do câmbio.

Já o endividamento total da companhia atingiu R$ 351 bilhões, um aumento de 31% em relação ao ano anterior.

O indicador de dívida líquida sobre geração de caixa saltou de 3,52 para 4,77 – um índice considerado saudável para o mercado é de 2,5. A dívida cresceu por conta das captações e da desvalorização do real.

O lançamento das perdas de corrupção foi exigência da PwC, empresa que audita as demonstrações financeiras da estatal. Foi decorrente da revelação, pela Operação Lava Jato, do funcionamento de um cartel de empresas que, com a participação de diretores da Petrobras, combinava resultados de licitações da companhia, a partir de 2004, e cobrava percentuais entre 1% 3% para abastecer o esquema, segundo depoimentos.

O esquema veio à tona em outubro, o que levou a PwC a mandar a Petrobras aprofundar as investigações sobre corrupção, atrasando o balanço do terceiro trimestre. Com as evidências do desvio, a empresa teve de calcular o que foi lançado indevidamente como investimento mas que, na verdade, foi desviado em propina.

NÚMERO DESCARTADO

Em janeiro, duas consultorias contratadas por Graça chegou a uma conta que mostrava ativos superavaliados em R$ 88,6 bilhões. Conselheiros e diretores concluíram, porém, que o número incorporava outras perdas além da corrupção, como variação do câmbio e do barril, além de ineficiência dos projetos.

O número, porém, foi revelado ao mercado, deixando a presidente Dilma Rousseff irritada. O episódio gerou uma crise que resultou na saída de Graça e de cinco diretores, no início de fevereiro.

Em 2014, a produção de petróleo da Petrobras no Brasil cresceu 5,3%, abaixo da meta inicial –de 7,5% com um ponto percentual de tolerância para menos.

DO PORTAL SMARTKIDS

O dia Mundial da Terra é comemorado no
dia 22 de abril.

A data surgiu nos Estados Unidos na década de 70 quando o senador Gaylord Nelson organizou o primeiro protesto nacional contra a poluição.

Mas foi só a partir da década de 90 que a data se internacionalizou, ou seja, outros países também passaram a celebrar a data.

Aproveite esta época para fazer alguma coisa boa para o planeta mãe Terra, como plantar uma muda, convocar os amigos para ajudar a coletar o lixo da praça ou parque que você frequenta, colocar lixeiras perto dos rios para evitar lixo nos córregos
e muito mais pode ser feito.

O importante é passar a mensagem da importância de cuidar do nosso planeta, afinal esta é a nossa casa.

Por coincidência hoje também celebramos o descobrimento do Brasil, quando os portugueses desembarcaram em terra tiveram o primeiro contato com os índios. Os portugueses estranharam muitos dos hábitos indígenas como o fato de andarem nus! Já que o calor do clima tropical é intenso as peças utilizadas funcionavam mais como adornos, o que contrastou muito com as roupas pesadas dos europeus devido ao clima mais frio e ameno.

Apesar do choque entre culturas, os índios ensinaram muito aos europeus. Os índios viviam e vivem em harmonia com a natureza, respeitam a mata, valorizam os bichos e são profundo conhecedores da flora onde vivem, inclusive utilizam como medicamentos diversos tipos de plantas.

Que tal aprendermos um pouco mais sobre os índios brasileiros tenho certeza que encontraremos dicas de como cuidar melhor da nossa Mãe Terra!

Curiosidades sobre a Terra:

– Tem em torno de 4,5 bilhões de anos
– Tem 510,3 milhões de km2 de área total
– Aproximadamente 97% da superfície da Terra é composta por água
– O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal – China com aproximadamente 8.800 metros
– A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões

abr
22

DO JORNAL DO BRASIL (ONLINE)

A diretoria da Petrobras apresentará, nesta quarta-feira (22), as demonstrações contábeis do 3º trimestre de 2014 revisadas pelos auditores independentes e as demonstrações contábeis auditadas do exercício de 2014, a partir das 18 horas.

Após a apreciação da matéria pelo Conselho de Administração, haverá uma apresentação e uma entrevista coletiva à imprensa.

Petrobras esclarece silêncio a respeito de pagamentos da SBM

A empresa esclareceu que “continua a apurar a existência de indícios de atos impróprios por parte de empregados ou ex-empregados e a colaborar com o CGU, MPF, Polícia Federal e TCU”, segundo nota divulgada nesta segunda-feira (20). O comunicado se deu em resposta a especulações de que a empresa teria “blindado” desvios de dinheiro no grupo SBM Offshore.

A empresa declarou que colaborou com as investigações repassando as informações apuradas tanto por sua Comissão Interna de Apuração quanto as que surgiram posteriormente para as autoridades públicas competentes.

No dia 23 de maio de 2014, por meio de um telefonema do presidente (CEO) da SBM, a Petrobras recebeu as informações de que o Ministério Público holandês havia confirmado transferência de valores de uma conta de propriedade do representante comercial da SBM no Brasil para um de seus empregados ou ex-empregados, não identificado.

Mesmo sem ter uma confirmação por escrito do presidente da SBM, a empresa encaminhou essa informação na mesma data para a CGU e, no dia 26 de maio 2014, ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. O processo foi declarado sigiloso pelo MPF, impedindo que a Petrobras se manifestasse publicamente sobre o assunto, “a fim de não atrapalhar as investigações”.

Posteriormente, em 27 de maio de 2014, a SBM encaminhou carta confirmando as informações de que o Ministério Público holandês havia identificado transferência de valores de uma conta de propriedade do representante comercial da SBM no Brasil, para um dos empregados ou ex-empregados da petroleira, não identificado. Segundo a nota, a carta também foi encaminhada imediatamente para as autoridades públicas competentes, e a empresa suspendeu a participação da SBM em seus processos licitatórios até o fim das investigações oficiais.

As informações vieram a público apenas no dia 12 de novembro de 2014, por iniciativa da própria SBM, informando a existência de pagamentos indevidos no Brasil. A SBM também assinou um memorando de entendimento com a CGU como primeira etapa possível para um eventual acordo de leniência, onde se obriga a informar os nomes para quem pagou propina.

A nota também pontua que “o ex-empregado Pedro Barusco já assumiu no termo de delação premiada que recebeu valores indevidos de Júlio Faerman, representante da SBM no Brasil”


Imigrantes são resgatados ao desembarcar na Itália.
/ ALBERTO PIZZOLI (AFP)

DO EL PAIS

A Europa senta-se à mesa de negociações para abordar um desafio pretensamente comum, mas que encerra realidades diversas segundo o ponto de observação. A imigração irregular representa, para a Itália, centenas de barcas que cruzam o Mediterrâneo em direção à costa europeia. A Suécia cria novos cargos públicos para lidar com um aumento dos pedidos de asilo. O medo do jihadismo e do grande fluxo de estrangeiros levou a Bulgária a construir um muro que já se estende por 32 quilômetros na fronteira com a Turquia. Realidades tão distantes dificultam uma resposta comum por parte do território almejado por todos os estrangeiros que arriscam sua vida para procurar um futuro melhor: a União Europeia.

Acima de toda a casuística emergem dois polos que aglutinam boa parte dos Estados membros. Os países do norte, principalmente Alemanha, Holanda e os nórdicos, são resistentes a destinar mais recursos para conter os naufrágios no Mediterrâneo porque os estrangeiros que solicitam asilo acabam se fixando no norte da Europa. O sul, com a Itália à frente, recusa-se a enfrentar sozinho a pressão migratória do Mediterrâneo porque o problema diz respeito a toda a Europa. “Não se pode fazer vista grossa”, disse nesta segunda-feira o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

A veemência do ocorrido na costa italiana esfumou a linha que separa esses dois blocos europeus e, pela primeira vez, surge uma vontade de responder conjuntamente ao fenômeno migratório. Fontes da UE asseguram que a Alemanha mostra agora uma atitude muito mais propensa a envolver-se no problema e que isso poderia mobilizar outros países céticos. Mas a complexidade da situação – além do drama dos naufrágios – e a falta de ousadia política dos Estados frearam, durante anos, as soluções.

Os 28 Estados membros da União Europeia registraram no ano passado 626.710 pedidos de asilo, segundo dados da Eurostat, a agência estatística da UE. Embora alguns especialistas alertem que muitos estrangeiros entram sem ser detectados e não solicitam proteção, a cifra demonstra que pelo menos boa parte de quem acessa o bloco europeu opta por solicitar esse status, que exige a comprovação de perseguição política ou outro tipo de ameaça que impeça o retorno ao país de origem.

Esse grupo se distribui de maneira muito heterogênea. A Alemanha registrou um terço desses pedidos. Suécia, França, Hungria e Áustria registraram outro terço, o que implica que o grosso se concentra em poucos países. Em todo caso, as coisas estão começando a mudar porque, já no ano passado, a Itália ficou em terceiro lugar em pedidos de asilo, com 64.625. Um novo marco europeu obriga quem busca proteção a inscrever-se no país assim que chega, mas essa prática ainda não é a norma.

Os dados são ainda mais eloquentes ao falar das concessões de asilo. De todas as respostas positivas do ano passado, metade foi concedida pela Alemanha, enquanto a Espanha só outorgou a condição de refugiado a 15 pessoas (e rejeitou 905). “Embora imigração e asilo sejam coisas diferentes, é inegável que as políticas de asilo deveriam estar mais coordenadas na UE. Há países que não estão aceitando sua parte”, diz Richard Youngs, especialista do instituto de pesquisa Carnegie Europe.

Para tentar homogeneizar os critérios, Bruxelas adotou há quase dois anos um novo sistema comum de asilo que desestimula as fugas de um país a outro em função do grau de benevolência para os refugiados. Era uma exigência dos Estados do norte para que o sul também se envolvesse nesses processos. Na prática, os Estados não o aplicaram. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, insistiu que o fizessem “sem demora”. “Na atualidade, um mesmo solicitante de asilo pode ter até 75% de possibilidades de receber asilo em um país da UE e menos de 1%, com os mesmos motivos, em outro país”, expõe graficamente Juncker em sua lista de prioridades para administrar a imigração.

O que ocorre muitas vezes é que, se não forem detectados ao entrar, os estrangeiros que fogem de áreas em conflito e se fixam em certos países do sul se recusam a formalizar o pedido de asilo. “Vemos casos como o da Grécia, onde gostariam de acessar o sistema, mas sabem que isso não implica em nenhum benefício porque, de qualquer maneira, vão viver na rua. Não há incentivos para solicitá-lo”, relata Ana Fontal, do Conselho Europeu de Refugiados e Asilados. Em um caso similar, os sócios do norte criticam a Itália por não fazer o suficiente para reter os estrangeiros que atracam em sua costa – e que legalmente deverão solicitar o status de refugiado na Itália – mas se deslocam a Estados onde a probabilidade de serem aceitos é maior.

Os países do sul admitem essa brecha, mas argumentam que o fenômeno migratório vai muito além dos potenciais refugiados e que atender – ainda que temporariamente – quem chega em primeira instância à costa italiana, espanhola ou grega constitui um esforço no qual o norte quase não participa. Além disso, muitos estrangeiros que chegam ali permanecem de forma irregular em seu território, muito mais propício à economia e ao trabalho informal que os Estados do norte. Sem dados que comprovem isso, o debate em Bruxelas acaba em grande medida apoiado em prejuízos e emoções. “O problema não pode ser resolvido apenas em uma parte da UE. Como os naufrágios desta semana foram tão dramáticos, os países do norte estão despertando”, acredita Richard Youngs, do Carnegie.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

UM ESCÁRNIO

A verba abocanhada pelos partidos, segundo O Globo, aumentou 490% em 20 anos.

Ontem, em seu Twitter, Joaquim Barbosa comentou que os 867 milhões de reais que os partidos vão ganhar neste ano – três vezes mais do que no ano passado – eram um “escárnio”.

O Antagonista faz coro com Joaquim Barbosa. É um escárnio.

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BAHIA EM PAUTA AMPLIA O CORO: UM ESCÁRNIO!!!


Pimentel dá medalha a Stedile sob protestos

DO JORNAL ESTADO DE MINAS

Em cerimônia marcada por protestos, 141 pessoas foram agraciadas nesta terça-feira com a Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto. Em discurso rápido – que durou cerca de 15 minutos – durante o ato, o governador Fernando Pimentel (PT) destacou o legado de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. “Estamos reunidos para celebrar a memória de um homem, um herói e um mito. Representa um ideal sublime e difuso”, afirmou Fernando Pimentel. Segundo ele, o espírito de Tiradentes remete à Liberdade. Ele afirmou que o alferes foi “injustiçado” pelos que deixaram a Justiça de lado. “Não poderia ser mais adequado neste momento da história brasileira celebrarmos Tiradentes”, disse.

Durante a fala de Pimentel foram ouvidas muitas vaias e protestos. O ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski, também foi alvo. Fernando Pimentel chegou a dizer, na abertura de seu discurso, que respeitava as vozes contrárias, mesmo que elas usem “palavras equivocadas”. Durante vários momentos, gritos como “Pimentel traidor” foram entoados pelos manifestantes. A Polícia Militar calcula que cerca de três mil pessoas ficaram do lado de fora da Praça Tiradentes, em Ouro Preto. Aproximadamente 600 ocuparam o espaço destinado ao público.

Pimentel fez questão de ressaltar, durante boa parte de sua fala, a necessidade de se fazer justiça, usando como exemplo a “injustiça” cometida ao personagem da história de Minas. “Os difamadores do humilde alferes foram condenados pelo mais implacável dos tribunais: o tempo”.


Gloria Gaynor e Barry White,You’re the first the last my everything, para esquentar a parada!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

abr
22
Posted on 22-04-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-04-2015


Kácio, no portal de humor gráfico A Charge Online


Felipe Gonzalez, durante uma conferência em 12 de abril.
/ EL PAÍS

DEU NO EL PAIS

O Parlamento venezuelano declarou, nesta terça-feira, o ex-chefe de Governo espanhol (ex-primeiro-ministro), Felipe González, uma persona non grata no país. O pronunciamento aconteceu à tarde em Caracas, depois de uma proposta do Partido Comunista da Venezuela (PCV), que faz parte da coligação política que apoia o chavismo no poder. González anunciou em março passado que trabalharia ativamente na defesa de dois líderes da oposição que estão presos, Leopoldo López e Antonio Ledezma, atualmente detidos na prisão militar de Ramo Verde, a 30 quilômetros a sudoeste da capital. Desde esse anúncio, diferentes porta-vozes do Governo venezuelano, incluindo o próprio presidente Nicolás Maduro, atacaram o político espanhol e insinuaram que ele poderia ser impedido de entrar no país.

Nos últimos dias, a equipe de defensores de Leopoldo López deu a entender que González poderia viajar logo à Venezuela para participar no processo contra o ex-prefeito do município de Chacao e dirigente do partido Vontade Popular. “Só posso dizer que, no momento oportuno, o ex-presidente Felipe González estará na Venezuela, realizará seu trabalho ad honorem como assessor da defesa, como permite o artigo 150 do Código Orgânico de Processo Penal (…) Além das outras missões que Felipe González deve cumprir no território nacional que, esperamos, serão positivas para a libertação de Leopoldo López”, disse na segunda-feira o advogado Juan Carlos Gutiérrez.

A declaração da Assembleia Nacional (AN) não é vinculante para a decisão que for adotada pelas autoridades migratórias, dependentes do Poder Executivo, sobre a permissão para a entrada na Venezuela do ex-chefe de Governo espanhol ou sua expulsão do país. Apesar disso, esta posição votada em plenário pela bancada oficialista dá o tom do que poderia ser a posição definitiva do Governo de Maduro.
Denúncias contra os meios de comunicação

A sessão ordinária do Parlamento não contou com a presença do presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, número dois do oficialismo. Cabello, ex-tenente do Exército, estava, na mesma hora, em um tribunal de Caracas apresentando uma denúncia por difamação contra os jornais El Nacional e TalCual de Caracas, assim como contra o portal de notícias lapatilla.com.

Cabello iniciou na terça-feira essa ação judicial, com a qual ameaçava desde janeiro, quando esses e outros meios publicaram informações enviadas de Washington, segundo as quais um desertor do chavismo, Leamsy Salazar, oficial da Marinha venezuelana que servia como Chefe de Segurança de Cabello, tinha fugido para a capital norte-americana e entrado em um programa de proteção de testemunhas depois de passar informações às autoridades locais. Segundo essas versões, com declarações aos organismos de luta contra o narcotráfico, Salazar estaria incriminando Cabello como chefe do denominado Cartel de los Soles, que domina o tráfico de drogas na Venezuela.

Trata-se da décima denúncia acumulada contra o jornal TalCual, que deixou de circular como impresso no mês de março, por parte de autoridades governamentais. O jornal é dirigido pelo jornalista Teodoro Petkoff, eleito na quinta-feira passada em Madri como vencedor do prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo, outorgado por EL PAÍS. Sobre Petkoff já pesa uma proibição de saída da Venezuela, como parte das medidas preventivas impostas por um tribunal que estuda outra denúncia iniciada por Cabello contra o jornal.

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