Magnífica Elza, sempre!!! Uma interpretação antológica na história do samba brasileiro. A conexão com Jorge Aragão é perfeita.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DOS JORNALISTAS DIOGO MAINARDI E

MÁRIO BONFIM)

Márcio Thomaz Bastos e o abismo moral brasileiro

O aspecto mais surpreendente das contas de Antonio Palocci obtidas pela revista Época são os 5,5 milhões de reais que lhe foram dados via Márcio Thomaz Bastos, morto no ano passado.

Foram 3,5 milhões de reais durante a campanha eleitoral de Dilma Rousseff, em 2010, e outros 2 milhões depois que Antonio Palocci se tornou ministro-chefe da Casa Civil. Onze pagamentos redondos, sem qualquer formalidade.

Todas as evidências indicam, portanto, que Márcio Thomaz Bastos era repassador de propinas. Que o escritório de advocacia do ex-MINISTRO DA JUSTIÇA funcionava como pit stop de bola para malandro. É um do pontos mais baixos da história brasileira, tão pródiga em abismos morais.


De Álvaro Dias sobre Fachin:”escolha correta de Dilma”.

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ARTIGO DA SEMANA

Supremo:Elogio tucano ao petista de Dilma

Vitor Hugo Soares

Se partissem de João Pedro Stédile, amigo do peito do escolhido, comandante das tropas do MST (a expressão é do ex-presidente Lula, no discurso feito na ABI, no auge do escândalo da Petrobras), vá lá. Seriam normais e coerentes as loas à indicação, pela presidente Dilma Rousseff, do jurista Luiz Edson Fachin para o posto de ministro do Supremos Tribunal Federal, na vaga dignificada por Joaquim Barbosa. Aberta há quase nove meses com a aposentadoria precoce do ex-presidente do STF.

Saídas da boca do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), de tantas e tão espetaculares cambalhotas no pensamento, nas palavras e nas ações, os vivas e elogios formais e retóricos também não surpreenderiam tanto. Mesmo sem esquecer a sua afirmação, três dias antes de Dilma confirmar a escolha, que não aceitaria – “nem o Senado” – ninguém com as digitais do PT para a vaga no STF.

Registre-se a bem da verdade, para ser fiel “a Sua Excelência, o fato”, da frase famosa de Ulysses Guimarães: No caso de Fachin, o vídeo divulgado no Brasil e no mundo, no dia da sua indicação, revela, com máxima clareza de detalhes e notável ousadia “a favor”, que o mais que provável novo ministro da Suprema Corte, tem não apenas as digitais, mas o pensamento, o discurso e a atuação típica e natural dos mais notórios e decididos militantes petistas.

Refiro-me, evidentemente, aos antigos “baluartes da militância do PT”, para usar expressão bem ao gosto do partido fundado a partir das grandes manifestações no ABC paulista. Nos dias atormentados que correm, inúmeros deles caíram fora. Outros andam envergonhados, cabisbaixos, deslizando pelos cantos dos gabinetes e alguns corredores do poder, ou, no máximo, exercitando a militância em tempo integral nas redes sociais: nos celulares e computadores do serviço ou pessoais.

Principalmente depois que o tesoureiro do partido, Vaccari Neto, foi preso em casa, esta semana, e recolhido ao cárcere da Polícia Federal em Curitiba. Acusado, com base em denúncias, indícios e provas fartas e substanciosas que envolveriam, também, a mulher, filha, e a cunhada que se entregou ontem na Polícia Federal em Curitiba, vinda do Panamá.Parte da nova etapa da Operação Lava Jato que investiga a roubalheira na Petrobras e em outras empresas endinheiradas do governo federal.

Desastroso e desanimador mesmo foi o que fez o senador Álvaro Dias, líder do PSDB no Congresso. Os termos da sua nota de irrestrito apoio, antes, e as suas palavras de louvação depois de batido o martelo da escolha presidencial, no Jornal Nacional, soam inacreditáveis. Afinal, trata-se da manifestação política de um dirigente do principal partido de oposição ao governo de Dilma Rousseff, no momento em que multidões são convocadas e vão às ruas no país inteiro, em manifestações de protestos contra a corrupçãoe levam entre suas mais expressivas bandeiras e palavras de ordem, pedidos de impeachment da ocupante do Palácio do Planalto.

Habitualmente melífluo e vacilante em suas declarações, o senador tucano foi enfático e decidido desta vez na exaltação da “escolha correta” da presidente Dilma, e nos elogios rasgados à figura de Edson Fachin:

“O jurista paranaense, competente e suprapartidário, valorizará a Suprema Corte do país”, afirmou Dias por escrito. Depois, de viva voz, multiplicou a laudatória para o país inteiro, na declaração ao JN. Balde de água gelada na cabeça das oposições é pouco.

Vamos por parte aos muitos equívocos do parlamentar líder do PSDB: Paranaense o indicado para o STF não é, salvo por motivos de afeto e do coração, pois chegou aos dois anos de idade em terras paranaenses. Nasceu no Rio Grande do Sul a exemplo do amigo Stédile. É gaúcho de direito e de fato nem perdeu o jeito nem o sotaque, como fica mais que demonstrado no vídeo de militante petista que ele protagoniza na campanha de Dilma 2010. Lê e defende com ênfase o documento assinado por juristas “que têm lado”.

Com direito ao canto final da plateia do hino de Lula adaptado à campanha da afilhada: “Olê, Olê, Olê, Olá, Dilma, Dilma”.

O tucano Álvaro Dias, em seu deslumbramento bairrista, acima das convicções partidárias e princípios políticos – além da responsabilidade de liderança oposicionista – aparenta desconhecer a militância petista histórica de Fachin. Ou então, pior, faz vistas grossas a tudo isso. Principalmente ao fato de que o nome de maior expressão de seu partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (embora sem ter o nome citado explicitamento) é dura e implacavelmente atacado por Fachin no discurso que virou peça de campanha de Dilma e do PT.

Das loas do senador Dias, resta a proclamada “competência técnica e jurídica”. Mas isso o indicado da presidente Dilma ainda terá que provar na sabatina a que será submetido no Senado e, principalmente, à sociedade brasileira, se e quando chegar ao Supremo.

O vídeo, também sob este ponto de vista, não favorece a Edson Fachin. O resto, a conferir.

(Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br)


BOM DIA!!!

abr
18

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS MARIO BONFIM E DIOGO MAINARDI)

Como age a ala podre da PF

O Antagonista enfatiza: na briga entre a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, a primeira está certa. A segunda é uma instituição balcanizada, e a sua ala podre está querendo melar a Operação Lava Jato. Interrogatórios conduzidos apenas por policiais, sem a presença de procuradores, podem ser facilmente anulados na Justiça, uma vez que a chefia da Lava Jato é da Procuradoria-Geral da República.

É o contrário do que dizem os delegados de sindicato que andam acusando Rodrigo Janot, que virou o Rodrigo Geni.

Ponto.

abr
18
Posted on 18-04-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-04-2015


O presidente nacional do PT, Rui Falcão, nesta sexta-feira.
/ DIVULGAÇÃO

DEU NO EL PAIS

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu na tarde desta sexta-feira,17, depois de uma reunião do diretório nacional, que não vai mais receber doações de empresas privadas. “Ao mesmo tempo que lutamos pelo fim do financiamento empresarial decidimos que os Diretórios Nacional, estaduais e municipais não mais receberão doações de empresas privadas”, afirma o documento divulgado. A decisão, segundo o partido que há 12 anos governa o país, deverá ser “detalhada, regulamentada e referendada” durante 5º. Congresso Nacional do PT, que ocorrerá em junho, na Bahia.

A decisão ocorre dois dias depois da prisão do tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, pela Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção e desvio de dinheiro da Petrobras. Vaccari é considerado um dos principais atores da trama e foi acusado de ser um intermediário entre o partido e a rede corrupta instalada na petroleira pública. Em seu lugar, o partido escolheu o ex-deputado federal Márcio Macêdo, do Sergipe. A escolha também deverá ser ratificada em junho.

Mergulhado em uma profunda crise, o PT tenta, com a medida, reagir ao desgaste de imagem e a associação entre a sigla e escândalos de corrupção. Em menos dez anos, o financiamento ilegal de campanha da legenda esteve no coração de dois escândalos —antes da Lava Jato, foi o mensalão. Com a decisão desta sexta, o PT deixará de receber legalmente milhões de reais de doações privadas, colocando em prática o principal ponto defendido em sua proposta de reforma política: proibir o financiamento privado e estabelecer o patrocínio público de campanhas eleitorais com o fim de, segundo dizem, acabar com a corrupção. “O Partido revitalizará a contribuição voluntária, individual dos filiados, filiadas, simpatizantes e amigos”, diz o documento.

O partido é o que mais vem recebendo doações privadas nos últimos anos. Em 2013, o PT arrecadou legalmente um total de 79,8 milhões de reais, enquanto que o PSDB, o PMDB e o PSB conseguiram, juntos, 46,5 milhões. Já em 2014, ano que reelegeu a presidenta Dilma Rousseff, o partido arrecadou no primeiro turno 47,8 milhões de reais das empreiteiras investigadas pela Lava Jato, em contraste com os 38,1 milhões do PMDB e dos 28,7 milhões do PSDB. Além disso, do total de 200 milhões de reais que as empresas investigadas “investiram” na passada campanha eleitoral, 124 milhões (62%) foram para a base aliada do governo.

Dessa vez, o PT assegura que irá estimular doações físicas de entre 15 e 1.000 reais, segundo detalhou o presidente nacional da legenda, Rui Falcão.

Além disso, o partido definiu em seu documento que o maior desafio da atual conjuntura é derrubar o Projeto de Lei nº 4330, que regula a terceirização do trabalho. Para a legenda, o projeto é “um dos principais núcleos da política neoliberal”. “A maioria conservadora no parlamento empenha-se na aprovação de contra-reformas que retiram direitos dos trabalhadores, preservam mazelas do atual sistema político e impõem retrocesso a avanços com relação a direitos civis, políticos e sociais”, diz o documento.

Ainda sobre a prisão do “companheiro” Vaccari, “nas condições em que ocorreu, demonstra que o clima de ódio e revanche envolve também fatias da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário”.

abr
18
Posted on 18-04-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-04-2015

DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

A Coca-Cola abriu uma ação judicial contra o fabricante brasileiro de bebidas Fors, acusando-o de plagiar o rótulo da “Coca-Cola Life”, de cor verde.

Em primeira instância, a multinacional brasileira venceu, obrigando a Fors a retirar o produto de circulação e a cancelar a publicidade. Mas a empresa do interior do Estado de São Paulo recorreu.

E agora chegou a decisão em segunda instância, retirando razão à Coca-Cola.

«A autora [Coca-Cola] não possui o direito exclusivo do uso da cor verde [nos rótulos], nem da palavra “life”», diz a sentença agora conhecida. A Coca-Cola Company já anunciou que irá recorrer da decisão para o Superior Tribunal de Justiça.

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