Deu no site Bahia Política

O ministro do supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foi recebido com um protesto de estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) ao participar de uma banca examinadora de uma tese de doutorado na Faculdade de Educação da instituição (Faced), na manhã desta segunda-feira (13).

A manifestação foi convocada pelo Diretório Central do Estudantes (DCE), pelas redes sociais, para protestar contra o pedido de trancamento feito pelo ministro no julgamento sobre a inconstitucionalidade do financiamento privado de campanhas eleitorais. No mês de abril de 2014, Mendes pediu vista do julgamento da ação que questiona o tema quando o placar no STF estava 6 a 1.

A ação foi ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e entidades da sociedade civil, no último dia 1, pediram que o ministro libere seu voto para que o julgamento seja retomado. Na manhã desta segunda, foi lançado o manifesto “Devolva, Gilmar”, para que o processo tenha continuidade. Confira o texto na íntegra:

“Manifesto DEVOLVE, GILMAR!

Acontece hoje, 13 de abril de 2015, pela manhã, na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, em Salvador, uma ação de escracho contra o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pedindo que o ministro “devolva” o processo de julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4650, apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que proíbe o financiamento empresarial de campanhas eleitorais e partidos políticos. O ministro se encontra na Faculdade de Direito para participar de uma banca de doutoramento. Gilmar pediu vistas da (ADI) 4650 no dia 2 de abril de 2014, e passado 01 ano desde então, o processo ainda está travado em suas mãos. Na prática, a (ADI) contribui enormemente à democracia e ao combate à corrupção, pois proibindo que empresas financiem a política esta iniciativa retira o principal ponto de contato entre corruptos e corruptores. Além disso, retira a influência do poder econômico das eleições, favorecendo a igualdade de condições das candidaturas e evitando distorções de representatividade de segmentos sociais. Existem hoje no congresso diversas propostas de Reforma Política, o ponto que trata do financiamento privado de campanha eleitoral é um dos mais citados, já que esse é um dos principais mecanismos de controle econômico sobre o sistema político. No STF, a ADI já havia obtido 06 (seis) votos favoráveis e apenas 01 (um) contrário quando Gilmar Mendes pediu vistas, na tentativa de engavetar a proposta. Trata-se de uma ação articulada com os setores conservadores do Congresso Nacional, liderados pelo deputado Eduardo Cunha. Impedem a votação da ADI até conseguirem aprovar o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 352/13 e, assim, constitucionalizar o financiamento empresarial. É certo que não se pode seguir avançando rumo às transformações sociais e às reformas de base sem modificar as regras do jogo. Essa é a composição mais conservadora do Congresso desde a ditadura militar. E temos visto, na prática, o quanto podemos não só deixar de avançar, mas retroceder com essa composição, e sabemos o peso que o poder econômico tem sobre as eleições e as decisões tomadas em nosso país. Não há como avançar sem um sistema político livre da influência do poder econômico, dos corruptores e dos corruptos, devemos juntar esforços em torno das campanhas que estão sendo construídas, como a campanha da Coalizão por um projeto de lei de iniciativa popular e da Constituinte Exclusiva e Soberana do sistema político. Por isso pedimos: Devolve, Gilmar!

ASSINAM ESTA CARTA:

LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE, COMITÊ ESTADUAL DO PLEBISCITO CONSTITUINTE – BAHIA, UJS, COLETIVO PARATODOS, COLETIVO QUILOMBO, COLETIVO KIZOMBA, FORA DA ORDEM, O ESTOPIM, JUVENTUDE REVOLUÇÃO, MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES, DCE UFBA, UNE, UEB, ABES e UBES”

Fonte: Varela Notícias

Adios, Galeano! Viva el Uruguai!!

BOA TARDE AMÉRICA LATINA!

(Vitor Hugo Soares)

abr
13

Do G1

O escritor uruguaio Eduardo Galeano morreu aos 74 anos em Montevidéu, nesta segunda-feira (13), segundo o site do jornal “El País”. Galeano estava internado em um hospital na capital uruguaia desde sexta-feira (10) devido a complicações de um câncer de pulmão, que já havia sido tratado em 2007.

Nascido em Montevidéu no dia 3 de setembro de 1940, Eduardo Galeano começou muito jovem no jornalismo e nos mais variados gêneros literários como o ensaio, a poesia e a narrativa. Ensaísta, historiador e ficcionista, publicou mais de 30 livros, quase todos traduzidos no Brasil. Ele é autor da obra “As veias abertas da América Latina”, em que denunciou a opressão e amargura do continente e que foi traduzido para dezenas de idiomas.

Em sua cidade natal, foi chefe de redação do semanário “Marcha”, na década de 1960, e diretor do jornal “Época”. Aos 14 anos, Galeano já vendia suas primeiras charges políticas para jornais uruguaios como El Sol, do Partido Socialista.

Durante o golpe militar no Uruguai, em 1973, Galeano foi preso. Para fugir da cadeia, exila-se na Argentina. No país vizinho, chegou a lançar o livro “Crisis”, mas não teve vida fácil. Em 1976, outro golpe militar, dessa vez liderado pelo general Jorge Videla, coloca novamente sua vida em risco.

O nome do escritor vai parar na lista dos esquadrões da morte, que executavam opositores ao regime. Para salvar sua vida, ele se refugia na Espanha. Ele só voltaria ao Uruguai em 1985, quando ocorre a redemocratização. Após o retorno, viveu em Montividéu até morrer.

Recebeu o prêmio Casa de Las Américas em 1975 e 1978, e o prêmio Aloa, promovido pelas casas editoras dinamarquesas, em 1993. A trilogia “Memória do fogo” foi premiada pelo Ministério da Cultura do Uruguai e recebeu o American Book Award (Washington University, EUA) em 1989.

Ainda em solo espanhol, Galeano iniciou “Memória do fogo”, uma trilogia sobre a História das Américas. Passando pelos povos pré-colombianos até o recuo das ditaduras militares na região, Galeano leva para as páginas personagens como generais, artistas e revolucionários. A história americana é contatada por meio de pequenos textos sobre ações que mudaram o modo de encarar a vida no continente.

Em 1999, Galeano foi o primeiro autor homenageado com o prêmio à Liberdade Cultural, da Lannan Foundation (Novo México). É autor de “De pernas pro ar”, “Dias e noites de amor e de guerra”, “Futebol ao sol e à sombra”, “O livro dos abraços”, “Memória do fogo” (que engloba “Os nascimentos”, “As caras e as máscaras” e “O século do vento”), “Mulheres”, “As palavras andantes”, “Vagamundo”, “As veias abertas da América Latina” e “Os filhos dos dias”.

Do G1 RS

Com a presença de autoridades, familiares e amigos, o corpo do jurista e político gaúcho Paulo Brossard é velado desde a tarde deste domingo no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul. O ex-ministro morreu pela manhã, aos 90 anos, em sua residência em Porto Alegre. À noite, ele será cremado.

O velório foi realizado no Salão Negrinho do Pastoreio e contou com a presença do governador José Ivo Sartori, que mais cedo decretou luto de três dias no estado. “O Brasil e especialmente a democracia devem muito a Paulo Brossard”, declarou Sartori a jornalistas.

O vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), chegaram ao local por volta das 18h25. Eles cumprimentaram os familiares e permaneceram por cerca de 40 minutos no velório.

Temer ressaltou o legado de dedicação à causa pública deixado por Brossard. “Dedicação à democracia e aos direitos humanos que representa aquilo que hoje está nas ruas. A democracia foi devolvida ao país, em grande parte, pela atuação extraordinária do professor e ministro Paulo Brossard”, disse o vice-presidente.

Natural de Bagé, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul, Brossard foi deputado estadual, deputado federal, senador, Ministro da Justiça e Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foi aposentado do STF em 1994 e não voltou mais à política. Ele era casado com Lúcia Alves Brossard de Sousa Pinto, com quem teve dois filhos.

Políticos manifestaram pesar pela morte

A presidente Dilma Rousseff divulgou nesta tarde, um nota de pesar pela morte do político. José Ivo Sartori, governador do Rio Grande do Sul, decretou luto de três dias no estado e a bandeira do Palácio Piratini está a meio mastro.

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República divulgou nota com palavras da presidente, que lamenta o falecimento: “É com tristeza que recebo a notícia da morte do jurista Paulo Brossard, homem de fortes convicções democráticas, que se tornou uma referência política na luta contra a ditadura. O país perde um grande brasileiro. Quero prestar minhas homenagens e apresentar meus sentimentos à dona Lúcia Brossard, aos filhos, amigos e familiares do doutor Paulo Brossard”.

Em sua conta no Twitter, Sartori colocou o Palácio Piratini à disposição para as cerimônias. “O domingo começa com uma triste notícia. Lamento profundamente a morte de Paulo Brossard, um dos maiores juristas do Brasil. Perdemos um grande homem, um professor, um ferrenho opositor da Ditadura Militar, um político que fez história. Pela perda de Paulo Brossard, decreto luto de três dias no Estado e coloco o Palácio Piratini à disposição para as cerimônias de despedida”.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também se manifestou por meio de uma nota oficial. “Ao mesmo tempo em que manifesta pesar em razão do falecimento do jurista Paulo Brossard, o Ministério da Justiça assinala a contribuição relevante que ele prestou ao País na luta pela redemocratização e ainda seu papel destacado como titular da pasta da Justiça no Governo Sarney e, em seguida, entre 1989 e 1994, como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 1992, coube a Paulo Brossard, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, comandar a realização do plebiscito no qual o povo brasileiro escolheu a República e o Presidencialismo como forma e sistema de governo do Brasil. Diante de seu legado como homem público, político, jurista, ministro do STF e advogado, é que, nesse momento de dor de seus amigos e familiares, apresento sinceras condolências”.

O senador Paulo Paim (PT-RS) homenageou o jurista em sua conta no Twitter e definiu a perda como “inestimável” para a política. “Acabo de receber a notícia da morte do ex-ministro da República, ex-ministro do STF, ex-senador, o gaúcho Paulo Brossard de Souza Pinto. Paulo Brossard era maragato e libertador. Uma perda inestimável para a politica brasileira. Minhas condolências aos familiares e aos amigos”.

O deputado federal Nelson Marchezan Jr. (PSDB-RS) também se sensibilizou com a morte. “O Legislativo, o Judiciário e o Brasil estão de luto com a morte de Paulo Brossard, esta manhã, em Porto Alegre”.

Felipe Betim

Do Rio de Janeiro

Os atos que vem reunindo milhares de pessoas no país contra o Governo de Dilma Rousseff contaram com vários relatos de pessoas que, por resolverem vestir uma camiseta vermelha, foram insultadas e até agredidas por manifestantes. Para as manifestações deste domingo na praia de Copacabana, este jornalista, movido pela curiosidade e o espírito de aventura – mas sem nenhuma intenção de arranjar confusão, melhor ir dizendo logo – decidiu fazer o mesmo. Apesar dos protestos maternais antes de sair de casa, às 11h da manhã eu era apenas um ponto vermelho no meio de um mar verde e amarelo que gritava, justamente, contra a cor vermelha que representam o PT e o socialismo.

Não, já adianto que não fui espancado e, em um primeiro momento, nem insultado. Mas enquanto caminhava tranquilamente entre os manifestantes, me sentindo um repórter de guerra com meu bloco de anotações em mãos e minha câmera pendurada no pescoço, eram muitos os que viravam o pescoço e arregalavam seus olhos ao reparar em minha camiseta -velha, desbotada, e sem nenhuma mensagem ideológica ou partidária- e tênis vermelhos. “Meu jovem, por que você está vestindo isso? Não viu a confusão que já deu lá atrás?”, indagou um bem intencionado senhor. “Cuidado com essa camiseta, garoto. Vão achar que você é comunista”, afirmou um homem que deixava a praia acompanhado de sua esposa. Um conhecido que protestava, talvez preocupado com minha integridade física, foi direto ao ponto: “Você é mongol? Ficou maluco?!”.

Não, tampouco fiquei maluco, apenas queria testar a reação das pessoas, lhe expliquei. Enfim, provocar, mesmo sem fazer nenhuma provocação explícita. E quanto mais me aproximava do carro de som, de onde a turma do Cariocas Direitos comandava um espetáculo de pérolas -“Nós somos um povo verde e amarelo, não vermelho!”, gritavam-, mais intimidado ficava. Juro que vi um dos organizadores se dirigindo a mim quando disse que havia “vários infiltrados” no ato. Não era o caso -em tempos tão estranhos, tão confusos como estes, sempre melhor insistir neste ponto.

Pouco a pouco as pessoas começaram a se soltar. “Ei, você! Por que está vestindo esta camiseta? Petista! Comunista! Vai pra Cuba!”, falaram alguns. Devido ao trabalho jornalístico que me foi incumbido, tive que me aproximar de alguns manifestantes para fazer algumas perguntas. E confesso que fiquei surpreso que duas senhoras, que defendiam uma intervenção militar, não tenham falado nada sobre minha camiseta. Ao contrário, foram super educadas e atenciosas. Outra mulher, que também defendia a ditadura, me explicou com tooooooda a paciência do mundo sobre a necessidade de tirar “esses comunistas” do poder e fazer uma limpeza ética no Brasil.

Finalmente alguns começaram a se mostrar incômodos quando me dirigia até eles:

– Boa tarde, sou jornalista do EL PAÍS, estou cobrindo o ato e gostaria de…

– Ok, mas por que esta camiseta?

Todos no final das contas se convenceram das minhas boas intenções e, ainda que um pouco desconfiados e sem tirar os olhos da maldita camiseta, me deixaram fazer perguntas e tirar fotos. Bom, quase todos. Um casal que caminhava na praia até chegou a iniciar uma conversa: ele se manifestava contra a corrupção, pedia mais ética e dizia que um impeachment não ia adiantar muita coisa; ela sim exigia o afastamento da presidenta Dilma Rousseff e o fim “da ditadura comunista” do PT. Mas quando repararam no meu figurino vermelho-militante, ele se afastou imediatamente. Já ela…

– Você é um infiltrado do PT!

– Não, sou apenas um jornalista.

– Mentira! Eu percebi as perguntas maliciosas que você fez! Você faz parte do exército do Stédile!!!!!

– Não…

– Sim! E essa cor vermelha, representa o quê?!

– Sou livre para escolher a camiseta que quero usar.

– Não é não! Isso aqui não é ambiente para você! Melhor você ir embora!

Foi divertido. Talvez pela cara de um bom moço de 14 anos que ainda conservo -em modéstia parte-, voltei para a casa inteiro. Segundo o G1, outras três pessoas tiveram a mesma ideia, mas não tiveram a mesma sorte – ou a mesma cara de bom moço. Mas depois desta última reação, confesso que voltei para casa satisfeito.

abr
13


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Sobressaltos de Dilma vêm da redemocratização

Talvez pelo distanciamento, a imprensa estrangeira costuma definir com mais clareza a conjuntura brasileira. Essa do El País, reproduzida no site Bahia em Pauta, de que não faltou sobressalto em nenhum dos 100 dias do governo Dilma, foi precisa.

Num exemplo histórico disso, profetizou um jornal norte-americano na morte de Tancredo Neves: vai haver um “vácuo de poder” no Brasil, porque “o vice-presidente [José Sarney] não tem condições de conduzir a aliança” que derrotou no Colégio Eleitoral o candidato do regime, que era o onipresente Paulo Maluf.

Tancredo era um estadista. Não se duvidava que imprimiria ao Brasil um recomeço democrático estável e progressista. Sem ele, a Nova República nasceu híbrida, insegura, abalada, e dessa gênese espúria resultam, necessariamente, os sobressaltos de hoje.

Sarney, embora se lhe reconheça a tolerância democrática, pois não se atreveu a usar a força ou a intimidação nem quando foi pessoalmente submetido a constrangimento físico, foi também tolerante com a corrupção, tolerante com a inflação, tolerante com os amigos, tolerante com a família…

Do caos que seu governo instalou no país é que emergiu Fernando Collor de Mello, e aí mais uma vez o destino teve interferência direta, dando o poder aos tucanos, mesmo o vice-presidente Itamar Franco não o sendo, os quais reordenaram, com o Plano Real, as bases das economia.

A contribuição do sucessor Fernando Henrique Cardoso, no entanto, foi indelevelmente manchada pela instituição da reeleição presidencial, que, sem entrar nos métodos para que fosse conseguida, constituiu, por simples oportunismo, uma inconsequência política, poderíamos mesmo dizer um ato de lesa-pátria.

Essa mudança radical na legislação eleitoral brasileira foi, a princípio, o melhor combustível que se poderia dar à corrupção, mais do que nunca, desde então, disseminada a partir de cinco mil prefeituras, em que a reeleição, e não o trabalho, era entronizada no primeiro dia de mandato.

Para o tucanato em si, a medida foi ainda mais grave, porque viu seus adversários do PT aproveitarem – e já por duas vezes – o maligno instituto. Pena que esses últimos 12 anos não tenham transcorrido como era a esperança da nação, revelando-se apenas um campo livre para os velhos vícios do poder pelo poder, da mistificação ideológica e, claro, de até agora inestimável assalto ao Estado.

Temos hoje, enfim, 30 anos após Tancredo, uma presidente-fantoche, sem evidentes requisitos técnicos e políticos para chegar aonde chegou, abandonada até pelos que a geraram, diante de um quadro de completa incerteza quanto à travessia não dos quatro anos de mandato, mas, com boa vontade, deste 2015.

abr
13
Posted on 13-04-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-04-2015


Amarildo, no jornal Gazeta Online (ES)

abr
13


Chelsea na campanha da mãe em 2009

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DEU NO JORNAL PÚBLICO, DE LISBOA

Em entrevista à revista Elle, a filha de Bill e Hillary Clinton lamenta que as mulheres americanas ainda não tenham as mesmas oportunidades que os homens.

A filha de Hillary e Bill Clinton, Chelsea, acredita que só depois da eleição de uma mulher para a presidência dos Estados Unidos a América será realmente a “terra das oportunidades” que proclama o chavão. “Um dos valores fundamentais do país é a igualdade de oportunidades, que infelizmente ainda não aconteceu no que diz respeito ao género. Isso será resolvido quando tivermos uma mulher na Casa Branca”, disse, numa entrevista à Elle.

Chelsea, que é a capa da edição de Maio daquela revista feminina, não se referia explicitamente à candidatura presidencial da mãe, mas a coincidência não deixou de ser assinalada. Aliás, num exercício arriscado de especulação, alguns comentadores até diziam que a maternidade de Chelsea tinha sido o factor determinante na decisão de Hillary concorrer pela Casa Branca.

“Depois de me tornar avó, comecei a pensar mais profundamente na responsabilidade que todos temos de melhorar o mundo que herdamos e deixaremos de legado”, escreveu Hillary Clinton num novo epílogo para a reedição das suas memórias Escolhas Difíceis. “Estou mais convencida do que nunca que o nosso futuro neste século XXI depende da nossa capacidade de garantir que uma criança nascida das montanhas da Appalachia, no delta do Mississippi ou no vale do Rio Grande cresce com a mesma oportunidades de sucesso que a minha neta Charlotte”, acrescentou.

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