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Protesto anti-Dilma na Paulista, em março. / EFE

DEU NO EL PAIS

Na véspera de mais um ato pedindo o impeachment de Dilma Rousseff, o instituto Datafolha divulgou uma pesquisa com relativamente boas e alguma más notícias para o Governo. A boa é que a aprovação da mandatária, que vinha despencando desde o final do ano passado, parou de cair. A péssima é que a maioria das pessoas ouvidas no levantamento apoiam a abertura de um processo de impeachment contra ela. Atualmente, nenhum grande partido da oposição endossa abertamente a medida.

No total, 63% dos entrevistados apoiam o impedimento de Dilma, 33% são contra e 4% não sabem, de acordo com os números da reportagem publicada pela Folha de S. Paulo. O desconhecimento do que aconteceria depois, no entanto, também é grande: só 37% sabem que a presidência seria assumida pelo vice, e apenas metade das pessoas que tem conhecimento disso sabem o nome de quem ocupa o cargo atualmente. Logo, apenas 12% dos que defendem o impeachment de Rousseff sabem que Michel Temer (PMDB) herdaria a presidência.

O índice de pessoas que apoiam os protestos contra a mandatária também é alto: 75%. A maioria dos entrevistados (57%) também acredita que Dilma sabia do escândalo de corrupção na Petrobras investigado pela Lava Jato, e mesmo assim deixou que ele ocorresse. A economia também preocupa os brasileiros, e 78% das pessoas acha que a inflação continuará subindo, e apenas 10% acham que o Governo conseguirá resolver o problema.

O caso da Petrobras investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público parece estar alterando as preocupações do brasileiro. Pela primeira vez, o tema corrupção apareceu empatado tecnicamente com saúde na lista das maiores apreensões dos entrevistados. Para 23%, o maior problema é a saúde, e para 22%, a corrupção.

A porcentagem de pessoas que consideram o Governo de Dilma bom ou ótimo se manteve estável em 13% com relação ao levantamento anterior. 60% dos entrevistados consideram o Governo ruim ou péssimo, dois pontos a menos do que na última pesquisa. De qualquer forma, ainda não há razão para o Planalto comemorar, já que estes números estão entre os piores desde o início do primeiro mandato de Dilma, em 2011

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