Foi em 1965, há 50 anos. No Teatro de Jovem, no Rio de Janeiro, o espetáculo Rosa de Ouro apresentava ao país a beleza de seu samba tradicional, reconduzindo aos palcos a dama do teatro de revista Aracy Cortes e iluminando a voz potente e ancestral de Clementina de Jesus. Dirigido por Hermínio Bello de Carvalho e Kleber Santos, o Rosa de Ouro destacava também os talentos dos bambas Jair do Cavaquinho, Anescarzinho do Salgueiro, Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Nelson Sargento. Rosa de Ouro, que tesouro.

abr
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Posted on 01-04-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-04-2015


Laerte, na Folha de S. Paulo


Este tango, obra prima do mestre Cadícamo, vai para o jornalista Claudio Leal , que estará no leme no BP enquanto seu editor e uma parte da turma deste site blog aproveitam o feriadão da Semana Santa para uns dias de descanso e reencontro com a amada cidade do papa Francisco.

Descanso se for possível, diante da conjuntura lá pelas bandas do Rio da Prata, e também pelo lado de cá do vizinho do Mercosul.

O tango é dedicado também a Maria Olívia, outra pilastra de sustentação do BP. Mandaremos as notícias possíveis. Até a volta!

BOA PÁSCOA A TODOS OS OUVINTES E LEITORES DESTE SITE BLOG DA BAHIA SEMPRE ABERTO PARA O MUNDO E SEUS SINAIS.

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO POR ESCRITO (BLOG DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Verba opõe novamente Rui Costa e Marcelo Nilo

Os últimos acontecimentos em torno do reajuste da verba de gabinete da Assembleia Legislativa, a ser aprovado na sessão de hoje, prenunciam um novo embate entre o governador Rui Costa e o presidente da Casa, Marcelo Nilo, até com data marcada para um desfecho: agosto.

Verba correspondente foi reajustada este ano na Câmara dos Deputados, permitindo aos parlamentares estaduais beneficiar-se com o mesmo índice. Ocorre que não havia previsão orçamentária, e assim Nilo disse que solicitaria uma suplementação, mas acabou concedendo o aumento mesmo com a recusa de Rui de liberar os recursos.

Vale esclarecer os principais dados numéricos da questão. Cada um dos 63 gabinetes tem até o dia de hoje a verba de R$ 78 mil mensais para que o parlamentar preencha livremente de dez a 30 cargos. Ao passar para R$ 92 mil esse total, a Assembleia acrescenta cerca de R$ 11 milhões ao orçamento anual.

A imprensa registrou largamente ontem e hoje a divergência entre deputado e governador, e a situação teve uma espécie de debate pela manhã, na Rádio Metrópole, onde o apresentador Mário Kertész inquiriu os contendores por telefone.

Primeiro foi Nilo, que informou ter concedido o reajuste como fruto de um “acordo de cavalheiros” com os deputados na expectativa de que haja a suplementação até agosto, não se sabe se também na esperança de que o Estado, até lá, tenha recuperado a capacidade de arrecadação.

Se o governo se mantiver inflexível, a Assembleia, segundo o deputado, vai tirar recursos de outras despesas e os próprios parlamentares, que têm em seus gabinetes autonomia para isto, farão um remanejamento para assegurar o aumento dos servidores. “Não se trata de dinheiro para os deputados, mas para os servidores, que não têm aumento há quatro anos”.

Minutos depois, o governador Rui Costa ligou para a emissora e nem mesmo quis citar o nome do aliado Marcelo Nilo. “Não sei como alguém fala em suplementação num quadro de crise”, argumentou, acrescentando que não tem “aquela maquininha de imprimir dinheiro que o governo federal tem na Casa da Moeda e não usa porque causa inflação”.

O governador afirmou que a receita estadual no primeiro trimestre foi inferior à de igual período do ano passado e que está “vendo com o secretário da Fazenda” uma fórmula de organizar as finanças, dando ar de gravidade à situação: “O que eu não quero é atrasar o salário dos servidores”.

Ainda no ar os fluidos dos recentes conflitos relativos às presidências da Assembleia e Embasa e à vaga para o Tribunal de Contas, todos vencidos por Nilo, eis que os chefes dos Poderes Executivo e Legislativo se bicam novamente, agora por suplementação de recursos.

Há quatro anos, polêmica semelhante ocorreu, o então governador Jaques Wagner resistiu, e na Assembleia chegou-se a elaborar uma emenda constitucional que tornava obrigatório o repasse para cobrir o déficit da Casa, mas um acordo dispensou a votação. É possível que o novo governador queira encarar.

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abr
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Posted on 01-04-2015
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Clayton, no jornal O Povo (CE)

DEU NO EL PAIS

A Argentina amanheceu nesta terça-feira, 31, paralisada por uma greve que não foi classificada como geral, mas que ganhou a adesão de vários sindicatos de diversos setores econômicos e políticos. Tudo começou com uma paralisação dos trabalhadores dos transportes, desde os trens e ônibus até o metrô e os aviões, mas durante os dias anteriores à medição de forças houve a adesão de outros, como os funcionários de bancos, de postos de gasolina e de coleta de lixo. Dois sindicatos identificados com o Governo da peronista Cristina Fernández de Kirchner, o dos motoristas de ônibus e o dos ferroviários, lideram a greve, que teve adesão unânime dos opositores. Protestam contra a não atualização pela inflação da tabela do imposto de renda, mas também medem forças entre si e enviam uma mensagem de força aos candidatos presidenciais, que se enfrentarão nas primárias no dia 9 de agosto.
mais informações

À falta de meios de transporte desde a meia-noite de terça-feira se somaram os piquetes montados pelos militantes do trotskista e oposicionista Frente de Esquerda nas estradas de acesso a Buenos Aires. Por essa razão muitos funcionários de setores de outros sindicatos que não aderiram à greve não puderam ir ao trabalho. Por exemplo, a medida diminuiu o comparecimento de professores e alunos às escolas. A imprensa de outras cidades importantes da Argentina, como Córdoba, Rosário, Tucumã, Mendoza e La Plata, informa que elas também sentiram efeitos da paralisação.

“95% das pessoas teriam trabalhado, mas não conseguem porque não têm como viajar”, disse o chefe do Gabinete de Ministros, Aníbal Fernandez. Ele, que é um dos seis candidatos nas primárias presidenciais kirchneristas, insistiu em qualificar a paralisação como “política”. Um dia antes, o ministro da Economia, Axel Kicillof, tinha dito que o imposto de renda afetava apenas “entre 10% e 15% dos trabalhadores”.

Paralisação afeta transporte público, aviação, bancos e postos de gasolina

Um artigo do portal de notícias Infobae informava na segunda-feira que até 27% dos trabalhadores estavam incluídos entre os contribuintes desse imposto, não apenas os de cargos elevados. Além disso, a inflação anual atingiu 29,9%, segundo agências regionais de estatística, e os sindicatos temem que os aumentos salariais negociados neste ano sejam absorvidos em boa parte pela tributação sobre a renda.
Disputa eleitoral

Quando faltam quatro meses e poucos dias para as primárias presidenciais, a greve também representa uma mensagem de força política dos sindicalistas destinada aos candidatos kirchneristas e de oposição. Os três favoritos são o kirchnerista moderado Daniel Scioli, o peronista opositor Sergio Massa e o conservador Mauricio Macri.

A falta de atualização pela inflação da tabela do IR é por si só um ajuste. No segundo país com maior afiliação sindical da América Latina (37%, abaixo apenas de Cuba), um dos líderes sindicais dos transportes, Juan Schmid, alertou: “Tomamos uma atitude frente a este Governo e também frente aos que venham a sucedê-lo neste mandato”.

Também representa uma demonstração de força entre os principais sindicalistas: já não são apenas os opositores, como o caminhoneiro Hugo Moyano, os que param a Argentina, como nas três greves gerais anteriores entre 2012 e 2014, mas também os que até o momento são kirchneristas, e no entanto agora desafiam CristinaKirchner, como Roberto Fernández, dos ônibus, e Omar Maturano, dos trens.

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