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DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

O professor e filósofo Renato Janine Ribeiro, da Universidade de São Paulo, será o novo ministro da Educação.

Ele é titular da cadeira de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP)

Ribeiro foi visto no Palácio do Planalto, conversou com a presidente Dilma Rousseff e esteve no prédio do Ministério da Educação, na Esplanada dos Ministérios.

Ele deve tomar posse no dia 6 de abril e assumirá o lugar de Cid Gomes (Pros), que deixou o cargo , em 18 de março, depois de desentendimentos com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Veja a nota oficial da Presidência da República:

A presidenta da República Dilma Rousseff convidou nesta sexta-feira (27) o professor doutor Renato Janine Ribeiro para assumir o cargo de ministro da Educação.

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Uma canção para lembrar aquela noite de 27 de março no Forum Rui Barbosa, em Salvador, há 39 anos, no Salão de Casamento apinhado de gente: pais, irmãos, primos, famílias e praticamente todos os melhores amigos meus e de Margarida.

De lá saímos casados, felizes e seguimos sempre juntos pela Bahia, o Brasil e o mundo. Na semana que vem esperamos comemorar tudo isso em Buenos Aires, cidade mais que amada dos dois, com música, boa mesa e vinho, não necessariamente nessa ordem.

Por enquanto, Carlinhos Brown na vitrola, para compartilhar a alegria desta data com todos os leitores, ouvinte e amigos do Bahia em Pauta. Viva!

(Vitor Hugo Soares -acho que Margarida também assinaria esta nota que escrevi, embora talvez escolhesse outra canção, quem sabe de trilha de cinema. “Meia Noite em Paris”, de Woody Allen, por exemplo )


Rod Stewart, com o Rock in Rio 2015 na agenda!

BOM DIA!

(Gilson Nogueira)

mar
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Posted on 27-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-03-2015

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A presidente Dilma exibe, neste segundo mandato, a elevada média de um ministro exonerado por mês.

Março ainda nem terminou e já voaram Marcelo Neri (Assuntos Estratégicos), Cid Gomes (Educação) e Thomas Traumann (Comunicação Social).

Mas, longe de ser algo negativo, esse processo demissório pode ser aproveitado pelo governo para atender ao desejo do PMDB de reduzir a 20 os 39 ministérios.

Basta que Dilma não nomeie ninguém para os cargos que forem ficando vagos. No ritmo atual, em julho de 2016 chegaremos ao número “ideal”.

mar
27
Posted on 27-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-03-2015


Andreas Lubitz, o copiloto do avião da Germanwings.
Na Golden Gate, San Francisco(CA)/ Facebook (Reuters)

DEU NO EL PAIS

Carlos Yárnoz

De Paris

O copiloto do avião que caiu nos Alpes franceses na última terça-feira acionou de maneira deliberada o comando para a descida do avião, impediu o comandante de voltar à cabine e estava vivo no momento final da queda do voo GWI 9525 com 150 pessoas a bordo. Esta é a explicação dada na manhã de quarta-feira pelo promotor de Marselha Brice Robin, que coordena as investigações sobre o caso.

Da gravação recuperada de uma das caixas-pretas é possível deduzir que o copiloto tinha a “vontade de destruir o avião”, disse.

Segundo o promotor, o copiloto foi quem manipulou e acionou “de forma voluntária” a descida da aeronave. Depois, se escutam chamadas do comandante, pelo interfone, identificando-se, mas sem receber respostas do copiloto. “Sua respiração [a do copiloto], aparenta ser uma respiração normal”, acrescentou Robin, para explicar que tudo indica, portanto, que ele estava vivo nos momentos finais que antecedem a queda. O promotor sustentou ainda que “nada permite dizer ainda que se trata de um atentado terrorista”.

“Os gritos dos passageiros só são ouvidos no último momento”, acrescentou o promotor, que destacou ainda que a morte dos 150 ocupantes do avião foi “instantânea”.

Na entrevista, Robin também explicou que nos últimos minutos da conversa gravada entre o comandante da aeronave e o copiloto, quando ambos ainda estavam na cabine, o último dava respostas “lacônicas, breves”, quando ouvia a descrição do plano de voo até a aterrissagem que ocorreria na Alemanha. Na continuação, o comandante “pediu ao copiloto que assumisse o comando” do avião, para que pudesse sair da cabine. Uma vez fechada a porta, o copiloto não pronunciou mais nenhuma palavra. Não respondeu às chamadas do comandante, que tentava se comunicar com ele do outro lado de fora, nem respondeu aos controladores de voo, que estranharam a queda de altitude do A320.

Na noite de terça-feira, reportagem do jornal The New York Times já apontava que um dos pilotos do Airbus A320 da Germanwings se encontrava fora da cabine no momento do acidente e não conseguiu voltar a entrar, apesar de bater na porta com insistência.

O responsável pela investigação explicou que a trajetória seguida pelo avião “não é compatível com um avião controlado pelos pilotos”. Também não bate, acrescentou, “com um avião controlado pelo piloto automático”. Portanto, se o Airbus era manejado conscientemente até o final pelos pilotos em sua queda, algo que não confirmou, só teria seguido essa trajetória no caso de um acidente provocado. De fato, os especialistas já haviam indicado na terça-feira, horas depois da queda, que o avião teve que iniciar a descida de forma deliberada por parte da tripulação. O que não conseguiam interpretar era por que manteve a perda de altitude durante dez minutos até o avião cair.

Entre as explicações dadas anteriormente por Rémi Jouty, diretor do Bureau de Pesquisas e Análises (BEA) da França, nenhuma contradisse a versão do jornal norte-americano. Pelo contrário, uma das teorias aventadas é compatível com a descrição feita pelo jornal. Se esta se confirmar, também ficaria esclarecida uma das grandes incógnitas desses dias: a falta de respostas do avião aos controladores de Aix-en-Provence que chamaram reiteradamente quando viram que havia uma descida anormal.

Os especialistas concordaram na manhã de quarta-feira em trabalhar como potenciais opções “o suicídio ou um ato violento de caráter terrorista”. As últimas notícias sobre esse caso lembram o acidente acorrido em 1999 nos Estados Unidos, quando um avião da EgiptAir caiu no mar com 217 pessoas a bordo. Nessa ocasião, foi aventada a hipótese de um acidente deliberado por parte do comandante.

Citando uma fonte que “teve acesso à gravação de dados” (a caixa preta), a agência France Presse afirmara anteriormente: “No início do voo, se escuta a tripulação falar normalmente. Depois se escuta um ruído de um dos assentos (de um piloto) indo para trás. Uma porta abre e fecha. Ruídos indicam que alguém chama do lado de fora da porta. Não existem conversas até o momento do impacto”.

Por outro lado, ficaria claro que as medidas para proteger o acesso à cabine do avião podem ser um problema. Essas medidas foram estabelecidas após os atentados do 11 de Setembro em Nova York. Todos os aviões devem poder bloquear e blindar a entrada da cabine. O Airbus desenvolveu seu próprio sistema. Se o piloto ou os ocupantes da cabine perdem a consciência, é possível acessá-la do exterior mediante uma chave. Mas se um ou os dois pilotos bloqueiam a porta através de um ferrolho, é impossível entrar. A investigação terá que elucidar se o único piloto que estava na cabine bloqueou, de fato, o sistema para que ninguém pudesse entrar.


mar
27
Posted on 27-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-03-2015


Clayton, no jornal O Povo (CE)

mar
27

DEU NO CORREIO DO ESTADO

Morreu, por volta de 6h30m da manhã desta quinta-feira, o humorista Jorge Loredo, o Zé Bonitinho. O comediante, de 89 anos, estava internado no Hospital São Lucas, na Zona Sul do Rio desde o último 3 de fevereiro, onde permaneceu em estado grave. As causas ainda não foram informadas.

Topete esculpido com Gumex, bigode delgado, sobrancelhas arqueadas, olhar de conquistador e roupas extravagantes, ele mal mal entra em cena e já arranca gargalhadas da plateia do estúdio da extinta TV Rio, em 1960. Era a estreia de O Bárbaro, vivido pelo ator e humorista Jorge Loredo no programa “Noites cariocas”, que serviria de matrix para o personagem Zé Bonitinho, o galenteator barato e exagerado que marcaria a carreira do artista carioca e a TV brasileira.

O Bárbaro foi rebatizado em homenagem a um conzinheiro que Loredo conheceu em um restaurante de beira de estrada que, por ser muito feio, era chamado de Zé Bonitinho. Os trejeitos do personagem foram inspirados em outra figura real, o Jarbas, um dos companheiros do jovem Jorge Loredo nas maratonas pelos bares da Praça Saens Peña, na Tijuca, onde nasceu.

— Ele tirava um pentezinho do bolso e ficava ajeitando as sobrancelhas e o bigodinho toda hora. Se passava uma moça, cantarolava um tango, um bolero… Fui captando esses trejeitos e criei o personagem — contou o ator.

Autor de bordões inesquecíveis — “Garotas do meu Brasil varonil: vou dar a vocês um tostão da minha voz…!”; “Mulheres, atentem para o tilintar das minhas sobrancelhas”; “O chato não é ser bonito, o chato é ser gostoso”, entre outras —, Zé Bonitinho foi praticamente uma espécie alter ego de Loredo:

— Eu sofri com uma osteomielite (inflamação nos ossos) dos 12 aos 46 anos, por isso fui muito mimado. Isso me fez querer ser mimado pelas minhas mulheres. Era quase um Zé Bonitinho — contou certa vez Loredo que, ainda na juventude, chegou a ser internado em um sanatório por causa de uma turberculose.

Os palhaços estão na origem da vocação de Loredo. Para completar a renda do marido, dona Luiza, mãe do artista, costurava os figurinos das trupes circenses que chegavam a Campo Grande, onde a família morava. O ator acreditava que as fantasias da mãe impregnaram sua retina: já jovem, viu o anúncio dos testes para a escola de Paschoal Carlos Magno, onde passou depois de ser ensaiado por Oscarito e Mafra. Estreou interpretando Mercúcio em “Romeu e Julieta” e nunca mais parou.

Na TV, o ator começou dividindo o banco do programa “Praça da Alegria”, nos anos 1970, com Chico Anysio, Moacyr Franco e Ronald Golias. Diferentemente de Anysio e e Franco, que tiveram programa próprio, e de Golias, que era astro absoluto da “Família Trapo” , Loredo sobreviveu como coadjuvante. O ator chegou a criar outros tipos famosos, como o mendigo soberbo My Lord e o costureiro François Paetê, mas Zé Bonitinho sempre foi a sua grande marca, que só desapareceu da TV quando o programa “A praça é nossa”, do SBT, saiu do ar, no início dos anos 2000.

Longe da televisão, Loredo chegou a participar de filmes dirigidos por ícones do cinema nacional, como Rogério Sganzerla (“Sem essa aranha”, de 1970, e “O abismo”, de 1977) e Arnaldo Jabor (“Tudo bem”, de 1978). Seu último trabalho em um longa-metragem foi em “Chega de saudade” (2008), de Lais Bodansky. Em quase todos esses filmes, mesmo que não estivesse interpretando seu personagem mais famoso, alguns elementos dele, como o vestuário e acessórios vistosos, de alguma forma estavam sempre presentes nas composições Loredo.

O artista foi recentemente redescoberto pela geração mais jovem de cineastas brasileiros. Em 2005, a diretora Susanna Lira lançou o documentário “Câmera, close!”, uma biografia do ator, exibido no Canal GNT. No ano seguinte, o ator e diretor Selton Mello, fã do artista, o dirigiu no curta-metragem “Quando o tempo cair”, para o qual criou um personagem especialmente apra ele. Em 2003, atuou na peça infantil “Eu e meu guarda-chuva”, a convite da atriz Andrea Beltrão.

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