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DEU NO PORTAL DE A TARDE/COM AGÊNCIA BRASIL

A ex-presidente da Petrobras Maria das Graças Foster afirmou nesta quinta-feira, 26, que a corrupção que envolve a estatal teve origem fora da companhia. “O esquema de corrupção, pelos dados que tenho, se formou fora da Petrobras”, disse.

A executiva ressaltou que a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) ajudou a gestão da Petrobras. Ela defendeu ainda o modelo de administração e governança da estatal. “A gestão interna da Petrobras é suficientemente boa, tanto é que tem passado pelos auditores.”

Sobre licitações, Graça disse que nunca presenciou nenhum tipo de irregularidade. “Como diretora, eu jamais soube quem seria o vencedor de uma licitação até a hora que os envelopes eram abertos”, disse.

Com relação à formação de cartéis, Graça disse que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) está avaliando se eles de fato existem. “Temos excelentes empresas que hoje a Petrobras não pode contratar, porque estão sendo acusadas de fazerem parte de um cartel”, afirmou.

Abreu e Lima

Foster disse também que o principal problema da refinaria de Abreu e Lima foi uma sucessão de mudanças no projeto. Segundo ela, a falta de um projeto básico gerou aditivos e mais aditivos. “Esse é um problema”, avaliou.

Sobre o projeto do gasoduto Gasene, Graça afirmou que continua orgulhosa, mas envergonhada por causa do pagamento de propinas, revelado pelo ex-gerente de serviços da Petrobras Pedro Barusco. “Gostaria que isso tudo fosse mentira e que não houvesse propina alguma”, disse.

Segundo ela, o projeto do gasoduto foi finalizado com custo 20% acima do previsto. “Considero a média 20% adequada”, disse, ressaltando que não houve prejuízo no empreendimento.

Barusco

A ex-presidente da Petrobrás afirmou que não acredita na fala do ex-gerente de serviços da estatal Pedro Barusco, que afirmou ter recebido propina sozinho. “Não consigo imaginar como pode ser verdadeira a fala do Barusco.”

Graça responde ao bloco de perguntas do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). Segundo ela, a Petrobras fez investigações nos contratos e entrou em contato com a SBM Offshore, que afirmou ter pagado propinas, mas não disse quanto nem para quem. “É um processo em curso”, disse.

“Tão logo soubemos da propina, cancelamos qualquer relação comercial com a SBM”, afirmou, tratando como positivo um acordo de leniência com a empresa. “Fica mais competitivo”, afirmou.

Desinvestimentos

Foster disse também foram necessários desinvestimentos nos últimos anos. “Estávamos acostumados a investir, investir e investir. Só que a Petrobras, em 2012, já não aguentava mais”, afirmou.

Segundo ela, a estatal fez um desinvestimento nos anos de 2011, 2012 e 2013, que alcançou cerca de US$ 11 bilhões de dólares. “Foi necessário fazer”, disse.

Neste momento, o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), terminou os questionamentos iniciais e o espaço foi aberto para que outros parlamentares interpelem a gestora.


Hélio Pólvora:parte uma legenda cultural da Bahia

DEU NO PORTAL DO JORNAL A TARDE

Thaís Seixas

Morreu na madrugada desta quinta-feira, 26, aos 86 anos, o escritor baiano Hélio Pólvora, que ocupava a cadeira 29 da Academia de Letras da Bahia (ALB) desde 1994. Além de escritor, ele também era jornalista, cronista e atuava como editorialista e articulista do Jornal A TARDE – no Caderno 2 e na coluna Opinião – tendo trabalhado ativamente até esta quarta-feira, 25, na produção do editorial.

Hélio lutava contra um câncer de pulmão e sofreu uma parada cardiorrespiratória, vindo a falecer em casa. O corpo do jornalista será cremado no cemitério Jardim da Saudade, mas o dia e o horário ainda não foram divulgados.

Para o escritor Luís Antonio Cajazeira, que ocupa a cadeira 35 da Academia de Letras da Bahia e também era amigo de Hélio, a Bahia perde um importante expoente da literatura.

“Ele era, sem dúvida, a maior expressão das Letras da Bahia na atualidade e nosso maior contista brasileiro. Desde Machado de Assis, o Brasil não tinha um contista com tamanho rigor como o dele. Lançou romances mesmo em idade já avançada, além de ter sido um grande jornalista, crítico e cronista. Eu era amigo e também um grande admirador dele”, ressalta o escritor.

O jornalista, escritor e poeta Florisvaldo Mattos, ex-editor-chefe do Jornal A TARDE, lembra que Hélio foi um dos mais criativos e competentes colaboradores do extinto Caderno Cultural, “com textos de alta qualidade, sempre enriquecedores”. “Era um bom amigo, um dos mais cultos intelectuais baianos e a melhor escrita da Bahia, na minha opinião”.

Mattos também publicou uma mensagem em homenagem ao amigo, em que lembra sua trajetória profissional e se diz “orgulhoso, pois, além disso, fui seu colega, por bastante tempo, no quadro de jornalistas do célebre e saudoso Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro. Com sua morte, perdem o jornal e seus leitores, como também a Bahia um grande intelectual e escritor”.

Nascido no município de Itabuna, Hélio Pólvora era um dos nomes mais destacados de escritores oriundos da região cacaueira da Bahia. Ele deixa esposa e filhos.

Luto

A Academia de Letras da Bahia decretou luto de três dias pela morte do escritor e suspendeu os eventos que aconteceriam nesta quinta: a seção de transmissão do cargo de presidente e o lançamento da revista institucional, que só serão realizados daqui a duas semanas.

“Hélio é um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. É uma glória para a literatura nacional. O patrimônio literário que ele nos deixa é de um valor inestimável. Além de um homem que se dedicou à familia e à literatura, era um intelectual brilhante e possuía uma cultura extraordinária. E escreveu até o último minuto, pois até ontem (quarta) escreveu para o A TARDE”, revela Aramis Ribeiro Costa, presidente da ALB.

Biografia

Hélio Pólvora de Almeida é natural de Itabuna, Bahia, onde nasceu em 1928, em fazenda de cacau. Fez estudos secundários em Salvador, no Colégio Dois de Julho, Colégio Carneiro Ribeiro e Colégio da Bahia. Iniciou-se no jornalismo como colaborador e editor do semanário Voz de Itabuna, e mais adiante foi correspondente em sua cidade de jornais de Salvador. Em janeiro de 1953 fixou-se no Rio de Janeiro, para curso universitário, onde morou por cerca de 30 anos. Foi lá que ele iniciou sua carreira literária e uma atividade jornalística intensa, que prosseguiram na Bahia após 1984, nas cidades de Itabuna, Ilhéus e Salvador.

Seu primeiro livro públicado foi “Os Galos da Aurora” (1958, reeditado em 2002, com texto definitivo). Depois dele, seguiram-se cerca de 25 títulos de obras de ficção e crítica literária, além de participação em dezenas de antologias nacionais e estrangeiras. Seus contos estão traduzidos em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e holandês.

A partir de 1990, passou a residir em Salvador. Eleito para a Cadeira 29 da Academia de Letras da Bahia, faz parte também da Academia de Letras do Brasil (com sede em Brasília), onde ocupa a cadeira 13, que tem como patrono Graciliano Ramos. Pertence ainda à Academia de Letras de Ilhéus.

É Doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz .Fez parte da Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministro da Educação e Cultura, Jarbas Passarinho, para reconstituir os textos e reeditar a obra do Mestre, e integrou a Comissão Selo Bahia, criada pela Secretaria da Cultura e do Turismo, no âmbito da Fundação Cultural do Estado da Bahia


Um samba grandioso usado como tema musical de um governo cada vez menor.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO EL PAÍS

Rodolfo Borges

De São Paulo

Um dia depois de o Palácio do Planalto anunciar a demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação, após bate-boca do então ministro com deputados na Câmara, a presidenta Dilma Rousseff negou a intenção de promover uma reforma ministerial. “Vocês [imprensa] estão criando uma reforma que não existe (…) Eu não tenho perspectiva de alterar nada, nem ninguém, mas as circunstâncias às vezes obrigam você a alterar”, disse a presidenta na semana passada. Pois as circunstâncias levaram o Planalto a anunciar nesta quarta-feira em nota que “a presidenta Dilma Rousseff aceitou hoje, 25, o pedido de demissão do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann”.

A demissão de Traumann foi anunciada em meio à polêmica que se seguiu ao vazamento de uma análise interna em que o então ministro falava sobre o “caos político” no país e criticava a “comunicação errática” do Governo. O documento, publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo, ainda mencionava a utilização de robôs durante a campanha presidencial de 2014. A revelação das informações levou o senador oposicionista Aloysio Nunes (PSDB) e pedir a convocação de Traumann para prestar esclarecimentos no Congresso Nacional.

Minutos depois do anúncio de sua demissão, Traumann publicou em seu perfil no Twitter a letra de uma música de Paulinho da Viola chamada “Novos Rumos”, que diz “vou imprimir novos rumos ao barco agitado que foi minha vida”. A letra segue em um segundo tuíte: “Fiz minhas velas ao mar/ Disse adeus sem chorar/ E estou de partida”; e em um terceiro “Todos os anos vividos/ São portos perdidos que eu deixo para trás/ Quero viver diferente/ Que a sorte da gente/ É a gente que faz”.

A exemplo do que ocorreu no anúncio da demissão de Cid Gomes — cujo cargo de ministro ainda está vago —, o Governo não anunciou quem deve substituir Traumann. Nomes como os dos jornalistas Kennedy Alencar e Eduardo Oinegue já vinham sendo cotados para o cargo antes mesmo do anúncio da demissão. Quando ocorrer, a substituição na Secretaria de Comunicação Social será a terceira do segundo mandato de Dilma na Esplanada dos Ministérios. No início de fevereiro, o professor Mangabeira Unger retornou ao comando da Secretaria de Assuntos Estratégicos no lugar de Marcelo Néri. Unger havia ocupado o posto durante o Governo Lula (2003-2010), de 2007 a 2009.

Apesar de a presidenta negar intenção de promover uma reforma na Esplanada, outras mudanças são esperadas para os próximos dias. As especulações dão conta de que o ex-presidente da Câmara Henrique Alves pode assumir o Ministério do Turismo, enquanto o criticado ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, pode perder força na articulação política para o ministro da Defesa, Jaques Wagner.

O posto de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social — responsável pelo contato do Planalto com a imprensa, por elaborar estratégias de comunicação e por gerir as redes sociais da Presidência — não tem o mesmo peso que o do ministro da Educação em um Governo que pretende se notabilizar como promotor da “pátria educadora”, no slogan lançado pela presidenta em seu discurso de posse para o segundo mandato. A própria Dilma, contudo, já vinha cobrando de seus subordinados uma melhora na comunicação de Brasília, e a queda de mais um ministro não ajuda em nada a melhorar o clima de um Governo que amarga baixa popularidade por denúncias de corrupção na Petrobras e por conta de ajustes econômicos que a presidenta havia prometido evitar durante a campanha do ano passado

mar
26
Posted on 26-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-03-2015


Aroeira, no jornal Brasil Econômico

mar
26
Posted on 26-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-03-2015

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DOS JORNALISTAS MARIO BONFIM E DIOGO MAINARDI)

Avisado por leitores, O Antagonista deu uma espiada no twitter de Thomas Trautmann. Ele afoga as mágoas no sambinha.

Veja o que ele escreveu:

“Vou imprimir novos rumos

Ao barco agitado que foi minha vida

Fiz minhas velas ao mar

Disse adeus sem chorar

E estou de partida

Todos os anos vividos

São portos vividos que eu deixo para trás

Quero viver diferente

Que a sorte da gente

É a gente que faz”

É letra de Novos Rumos, de Paulinho da Viola.

Em resumo, o ex-ministro quer dizer que naufragou no mar de lama e teve de enfiar a viola no saco. Eu, Mario, sempre tive de editar Thomas Traumann.

DEU NO ESTADÃO

PARIS – Gravações de voz do Airbus A320 da companhia alemã Germanwings, que caiu na terça-feira matando 150 pessoas, indicam que um dos pilotos estava trancado do lado de fora, incapaz de entrar na cabine de comando. As informações foram divulgadas pelo jornal New York Times, que ouviu um oficial militar que participa das investigações.

O militar descreve um diálogo “normal” entre os pilotos nas primeiras horas de voo. Então, o áudio revela que um deles deixou a cabine e não conseguiu voltar. “Primeiro, ele bate suavemente na porta, mas não tem resposta. Depois, ele passa a tentar arrombar a porta, mas nunca obteve resposta”, disse o militar ouvido pelo Times.

Investigadores disseram ontem que o Airbus não explodiu antes de colidir com uma montanha nos Alpes do sul da França. A conclusão é uma das poucas certezas que peritos do Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA, na sigla em francês) têm sobre a tragédia.

Apesar de os especialistas não descartarem nenhuma hipótese, o Ministério do Interior da França disse que a possibilidade de terrorismo “não é a mais provável”. O mistério em torno da queda do voo da Germanwings, que ia de Barcelona, Espanha, a Dusseldorf, Alemanha, permanecia ontem, apesar de peritos franceses e alemães terem conseguido extrair de uma das caixas-pretas as gravações das conversas entre os pilotos. A caixa-preta (CVR) foi localizada na terça-feira e está sob análise na sede do BEA, em Le Bourget, nas imediações de Paris. A direção da entidade pediu paciência. “É preciso aguardar alguns dias para efetuar uma primeira transcrição das conversas dos pilotos e várias semanas para que ela seja muito precisa”, disse o diretor do BEA, Rémi Jouty.

Por isso, segundo o chefe da perícia, ainda não há “a mínima explicação” sobre as causas do acidente. “Não estamos em condições de ter a menor explicação ou interpretação sobre as razões que levaram o avião a descer e as razões pelas quais ele continuou a descer, infelizmente, até o relevo, da mesma forma que as razões pelas quais ele parece não ter respondido às tentativas de contato do controle aéreo”, afirmou Jouty.

O BEA informou ainda que é cedo para afirmar que os dois motores tenham se desligado, contribuindo para a descida do avião, de 11,4 mil metros de altitude para cerca de 1,5 mil em apenas oito minutos. “O avião voou até o fim. Os destroços não são nada característicos de um avião que explodiu em voo”, informou Jouty. Mais cedo, Bernard Cazeneuve, ministro do Interior, foi enfático em dizer que a “hipótese de terrorismo não é a mais provável, mas também não está descartada”.

Ainda ontem, o presidente da França, François Hollande, visitou o local do acidente com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o premiê da Espanha, Mariano Rajoy.

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