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Postado em 23-03-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 23-03-2015 00:30


Agora é Cid

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DEU NO POR ESCRITO (BLOG DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Em eterna crise de identidade há muitas gerações, o povo brasileiro tende a adorar ídolos e enxergar heróis. São muitos os momentos difíceis na sua história recente, impelindo-o a “eleger” de vez em quando alguém que, com certeza, daria um jeito no país.

Um deles foi Aureliano Chaves, político conservador mineiro que não hesitou em apoiar o regime militar, do qual recebeu uma cadeira de governador e, depois, de vice-presidente da República, no último governo militar, de João Figueiredo (1979-1985).

Era a retomada do “vice civil”, que acabara em 1969, quando a outro mineiro, Pedro Aleixo, não foi permitido assumir o cargo no impedimento, por motivo de doença, do general Costa e Silva, substituído por uma junta militar.

Identificou-se em Aureliano uma possibilidade de “democracia”. A grande imprensa exultou quando, licenciado Figueiredo para cirurgia cardíaca nos Estados Unidos, ele assumiu o cargo. Na época, liderou pesquisas para o caso de eleição direta, de qual já se falava.

Outras figuras personalizaram, em muitos momentos, a esperança nacional, pelo menos nas pesquisas e na imprensa, sempre de braços dados. Fernando Collor foi uma delas e chegou ao desastrado poder.

Mas também tivemos Roseana Sarney, derrubada por uns inocentes maços de notas de 50 reais exibidos na televisão, coisa absolutamente pouca, talvez quantia que hoje transite amiúde em maletas e cuecas, sem que o cidadão ao lado desconfie.

Não podemos esquecer fanfarrão mais recente, Roberto Jefferson, cuja história de arrivista, afinal, não poderia ser desconhecida, pois comandou a “tropa de choque” de Collor na Câmara dos Deputados.

Com a denúncia do mensalão, descaradamente derivada de negócios mal resolvidos no âmbito dos caixas 2 e da sangria do Erário, somente o processo e a prisão foram capazes de tirá-lo da condição da salvador da pátria em que o choque de frente com José Dirceu o colocou.

O nome da vez é Cid Gomes, o homem “corajoso” que encarou os malfeitores homiziados no Congresso, embora ele próprio não seja nenhum exemplo de vida pública. Já desponta como “terceira via” para a eleição presidencial de 2018, talvez antes, com esse clima de “fora Dilma”.

(Luis Augusto Gomes)

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