DO JORNAL ZERO HORA, DE PORTO ALEGRE

A atriz Fernanda Montenegro, que interpreta Teresa em Babilônia, se diz surpresa com a repercussão do beijo entre ela e a personagem de Nathália Timberg nos primeiros capítulos da novela. Ao Ego, ela comentou que assuntos mais urgentes no país também precisam ser discutidos.

— Fiquei surpresa com o volume da repercussão, sim. Nas nossas vidas e na vida mesmo do país temos assuntos mais urgentes — afirma.

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Fernanda também deixou claro que o preconceito alavancou o falatório nas redes sociais.

— Não houve um ‘beijaço’. Quem ampliou a contundência do beijo foi o preconceito de parte do público. O gesto foi absolutamente casto, delicado e carinhoso — define a veterana.

Evangélicos organizam boicote contra novela Babilônia

A atriz de 85 anos pensa ainda que o casal Teresa e Estela ajudará, de alguma forma, a diminuir o preconceito dos brasileiros com homossexuais.

— Esse é o meu propósito. Esse é o propósito da Nathália e de todo o elenco, altamente responsável, e de toda a produção — conclui.

A nova novela das 9h da Rede Globo começou na segunda-feira, dia 16, e tem autoria de Gilberto Braga. Na noite de estreia, o autor comentou que a ideia inicial do beijo era só um selinho.

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— Quando eu escrevi a cena e imaginei as duas juntas, pensei em um selinho de começo. A ideia do beijo mesmo veio da Fernanda e nós aceitamos de primeira — contou ele.

BOA TARDE!!!


Cid duela na Câmara com Eduardo Cunha

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ARTIGO DA SEMANA

O regresso de Cid e o osso de Cunha

Vitor Hugo Soares

Ao conceber o que ele chama de “roteiro da volta de cabeça erguida” (conselho de Ciro, mano mais velho e tarimbado), Cid Gomes (PROS) matutou um bocado, como diria Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Antes de começar a percorrer a sua estrada de regresso a Sobral, progressista cidade cearense do semiárido nordestino onde ele nasceu e começou na política, o ex-governador do Ceará e desde a noite de quarta-feira,18, ex-ministro da Educação do cada vez mais trôpego e apequenado Governo Dilma e do PT, mediu e pesou mais de uma vez atitudes e consequências. Isso apesar da fama de esquentado inconsequente que carrega nas costas.

Pensou sobre a gente, as coisas e, principalmente, sobre os costumes políticos e sociais de sua região natal. É quase certo que passou pela cabeça do ex-governador cearense (ou alguém bem próximo e de confiança pessoal lhe soprou no ouvido) ensinamento que corre de boca em boca entre os vaqueiros nordestinos, descritos como valentes e heroicos personagens desde o tempo das batalhas do beato Antônio Conselheiro, na Guerra de Canudos, no livro referencial de Euclides da Cunha, “Os Sertões”. Notável, igualmente, a narrativa do Nobel peruano Vargas Llosa, no romance histórico “A Guerra do Fim do Mundo”, nas lutas no interior da Bahia na passagem do Império para a República.

O ensinamento fala da virtude da coragem, a partir da constatação de que o medo tem cheiro. “Os cavalos e cachorros sentem-no, por isso derrubam ou mordem os medrosos. Mesmo longe, chega ao povo o cheiro corajoso de seus líderes. A liderança é um risco, quem não o assume não merece esse nome”, resume Ulysses Guimarães na conceituação do primeiro mandamento de seu famoso “Decálogo do Estadista”.

Não custa repetir: Apesar da fama de “gente de pavio curto” atribuída ao clã cearense dos Gomes, principalmente os dois irmãos mais famosos e esquentados da política nordestina e brasileira, Cid mediu bem prós e contra, ônus e bônus da sua empreitada de alto risco. Agora se sabe que com a colaboração fraterna, mas não de todo desinteressada, do irmão dileto e igualmente ex-governador do Ceará e ex-ministro de Estado, duplamente, nos governos de Itamar Franco e de Lula.

Bagagem de sobra, já se vê, de governos e crises. Basta lembrar os choques de levantar faíscas entre o Ciro, ministro da Integração Nacional de Lula, e o bispo da Diocese da Barra (BA), Dom Flávio Cappio. O religioso católico em sua luta de resistência contra o projeto de transposição das águas do São Francisco, o rio da minha aldeia, no marco zero da construção da megalômana obra (vertedouro de dinheiro público para empreiteiras e mina de votos em sucessivas eleições presidenciais, incluindo as duas que elegeram Dilma), no sertão pernambucano de Cabrobó.

No caso de Cid, ele ganhou o tempo possível, desde a fala reservada, mas que sabia estar sendo gravada, na qual soltou o verbo contra “os 400 ou 300 deputados” que integram a chamada aliança de partidos de apoio ao governo Dilma (PMDB e PT à frente), mas que na prática atuam como “achacadores” que “apostam na ideia do quanto pior melhor”, para facilitar os achaques.

Cid teve até uma rápida passagem de internamento no hospital dos famosos em São Paulo, para tratar de uma sinusite. Curado, decidiu atravessar a Esplanada dos Ministérios em seu automóvel particular e se dirigir ao Congresso para o duelo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha e seus “trezentos achacadores”.

Não podia ter escolhido adversário melhor e de maior visibilidade para desafiar e duelar. Nem figura mais adequada, na conjuntura política, para apontar o dedo e afirmar: “Prefiro ser chamado de ministro da Educação mal educado a ser acusado de praticar achaque (Cunha é um dos investigados no Lava Jato e da CPI da Petrobras)”. Ou ainda: “Tenho, sempre tive, profundo respeito pelo Legislativo, pelo Parlamento. Isso não quer dizer aprovação de alguns, de vários, de muitos, que mesmo estando no Governo, os seus partidos participando do Governo, tenham a postura aqui de oportunismo. Eu não quero aqui me referir a partidos de oposição, que têm o dever de fazer oposição. Mas os partidos de situação têm o dever de ser situação, ou então larguem o osso, saiam do governo, vão para a oposição, isso será mais claro para o povo brasileiro”. Fecham-se as cortinas.

Depois foi o que se viu e o que se sabe. A Câmara virou uma fogueira pré-junina. Cid foi direto ao Palácio do Planalto e pediu de volta o seu boné a Dilma (que nem pensou e prontamente atendeu à ordem, emanada da presidência da Câmara, de defenestrar naquela mesma noite o ministro da Educação que ela própria escolheu há menos de três meses).

De cabeça erguida, como recomendou o mano mais velho, Cid retorna agora a sua Sobral, segundo anunciou. O resto, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

mar
21
Posted on 21-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-03-2015


Clayton, no jornal O Povo (CE)

mar
21


“Aos 22 anos, apaixonei-me pelo meu chefe. E aos 24 anos, sofri consequências devastadoras”, disse a ex-estagiária da Casa Branca, que durante a última década pouco tem aparecido em público

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

Mônica Lewinsk, a cA célebre ex-estagiária da Casa Branca assumiu, numa conferência TED, em Vancouver, que se apaixonou pelo homem errado (o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton) e que todo o processo que se seguiu a transformou numa vítima de supostos justiceiros

Lewinsky reapareceu em público quinta-feira,19, numa conferência TED, no Canadá, onde apresentou uma curta comunicação em defesa da luta contra o cyberbullying e declarou que, em relação a esse problema, ela foi a “paciente zero”.

Perante uma sala cheia no Centro de Convenções de Vancouver, Lewinsky falou do “Preço da Humilhação” e contou a sua versão da história que a tornou célebre em finais dos anos de 1990 e que quase fez cair o presidente democrata Bill Clinton, então com 49 anos.

Ruas de Outono – Gal Costa Poema: Pablo Neruda

Nas ruas de outono, os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia, vai passar
As folhas pelo chão que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar
Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto
Daria pra escrever um livro, se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar
Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada…

BOM DIA!!!

mar
21
Posted on 21-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-03-2015


JC Teixeira Gomes

OPINIÃO

Rombo na Petrobras e a dissolução moral do poder

JC Teixeira Gomes

Fiz uma viagem recente e gostaria de estar narrando fatos interessantes aos meus leitores, mas tenho sido obrigado a adiar meu projeto, diante da calamitosa situação nacional: afinal, é um privilégio dispor de um espaço para defender o interesse público, função básica do jornalismo consequente.

Não sei se acontece o mesmo com a maioria dos leitores, mas sinto particular dificuldade em assimilar os dados espantosos do rombo na Petrobras, com números que se agigantam a cada dia: mais do que perplexo, eles me deixam atônito, com crescente incapacidade de compreender como foi possível roubarem tanto no Brasil, sem uma pronta e enérgica reação do poder. Torna-se óbvio que o comprometimento foi geral. Todos os ovos podres, numa mesma cesta.

O mais recente dado a me causar espanto foi a revelação de que o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, está sendo obrigado pelo Ministério Público a devolver aos cofres nacionais a extraordinária quantia de 182 milhões de reais, do total que ele já acumulava no exterior, como um dos beneficiários do esquema petista de corrupção na empresa. Amigos leitores, tomemos fôlego para repetir: 182 milhões de reais! Isto apenas em consequência das propinas que recebeu, como um dos integrantes do sistema de ladroagem instituído pelo PT e só descoberto através da delação premiada. 182 milhões de reais num único bolso, fora o que está lá fora e ainda não se sabe! Não há loteria igual.

Pois bem, leitor amigo: tentemos raciocinar juntos para imaginar o que, no conjunto de toda a roubalheira já denunciada, não só a Petrobras mas todo o Brasil perdeu em investimentos, construção e aparelhamento de hospitais e escolas, melhoria da segurança pública, obras de infraestrutura econômica, ampliação de estradas, aeroportos, portos e ferrovias, empreendimentos na área cultural e até esportiva, enfim, na melhoria da qualidade de vida do cidadão brasileiro, pois a riqueza produzida em todos os níveis gera também os impostos que dinamizam a vida social e consolidam o progresso de um país. Você, leitor amigo, que se espanta a cada dia com as incessantes notícias do saque, pare um pouco, na intimidade do seu lar, para avaliar a extensão do prejuízo, concretamente embutido na assombrosa ciranda dos números já divulgados. Não se espante apenas, pense no que lhe foi roubado a cada dia pelos dirigentes da Petrobrás e pelos governantes petistas, sob cujo poder o descalabro vinha ocorrendo. E não se esqueça de que você já tinha sido suficientemente tungado pela quadrilha do mensalão!

A roubalheira começou antes, era do tempo de Fernando Henrique, como já foi denunciado pelo petismo acuado? Vá lá que seja verdade, não duvidemos, a dilapidação do dinheiro do povo é prática antiga no Brasil. Mas, e daí? Em que a suposta culpa do governo de FHC pode absolver a ação mais recente (e já comprovada) da quadrilha petista? O que a sociedade brasileira não aceita é que a tática das acusações generalizadas seja empregada pelos delinquentes já conhecidos, para protelar investigações e assegurar a impunidade tão comum em nossos deploráveis hábitos políticos.

Na longa sequência de dilapidação do dinheiro do povo, que mancha toda a história nacional, o roubo na Petrobras tem dimensão única. Há uma propaganda safada, veiculada nos últimos tempos na TV para confundir o público, evocando as conquistas da Petrobras e sua história de superação de desafios. Pois bem: o maior dos desafios será doravante o de varrer da sua direção os criminosos que o poder político ali instala, como solidários agentes da pilhagem, do saque e da afronta à dignidade nacional. Pois, afinal, nunca antes foi tão exposta no país a dissolução moral do poder.

João Carlos Teixeira Gomes é jornalista, escritor, poeta, membro da Academia de Letras da Bahia. Texto publicado originalmente no jornal A Tarde (Editoria de Opinião)

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