DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O Antagonista confirma que a mulher de Renato Duque procurou Paulo Okamotto e depois Lula, ameaçando contar tudo, caso o marido dela não fosse solto imediatamente, no final do ano passado. Lula, então, pediu ajuda a um ex-ministro do STF, que fez “embargos auriculares” junto ao ministro Teori Zavascki. Ressaltamos que não temos notícia de que o ministro Teori Zavascki foi informado dos bastidores de tais “embargos”.

Não deixa de ser interessante, para dizer o mínimo, que o assunto tenha suscitado finalmente uma resposta de Renato Duque na CPI da Petrobras.

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BOA TARDE!!!

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Posted on 19-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-03-2015


Duque apela ao direito de ficar calado na CPI

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DO UOL/FOLHA

Bruna Borges

Do UOL, em Brasília

O ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque declarou que permanecerá em silêncio, nesta quinta-feira (19), durante audiência pública da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga irregularidades na estatal.

“Não posso dizer que é um prazer estar aqui [na CPI], mas é uma obrigação e, como cidadão, aqui estou presente. (…) Por orientação da minha defesa técnica, estou exercendo meu direito constitucional ao silêncio. Reservando-me a responder ao Judiciário todas as acusações que foram feitas contra mim”, disse Duque, que foi obrigado a comparecer à CPI. A segurança da Câmara dos Deputados foi reforçada para o depoimento do ex-diretor.

“Existe uma hora de falar e uma hora de calar, essa é uma hora de calar. [Eu] me encontro preso, por esse motivo é que estou exercendo o meu direito constitucional de ficar calado”, declarou aos parlamentares.

Duque é apontado por delatores como um dos protagonistas do esquema de corrupção na estatal. O ex-diretor é suspeito de cobrar propina de 2% a 3% dos contratos da estatal que seriam destinados ao PT.

Interrogado pelo relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), Duque disse que permaneceria calado 19 vezes. O silêncio de Duque gerou críticas dos parlamentares.

“A sua postura de silêncio é tida pelo PSOL como cumplicidade. […] A experiência das CPIs mostra que quem se cala consente e tem culpa no cartório”, disse o líder do PSOL, deputado Chico Valente (RJ).

“Vossa Senhoria vai cumprir no mínimo de 30 anos e ninguém do PT vai protegê-lo. […] Eu não sei se Vossa Senhoria deveria continuar em silêncio”, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), líder da bancada.

Diante das reclamações dos parlamentares, o presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou que a comissão está respeitando uma norma do Código de Processo Penal que dá direito a um investigado de se manter calado para não prejudicar sua defesa.
Duque diz “permanecerei calado” 19 vezes

As suspeitas

O ex-gerente de Serviços Pedro Barusco, que era subordinado a Duque, afirmou em depoimento à CPI na terça-feira (10) que o ex-diretor tratava com o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para o pagamento das propinas. Vaccari e Duque negam todas as acusações.

O ex-diretor foi preso na última segunda-feira (16) após a deflagração da décima fase da Operação Lava Jato. No mesmo dia, ele foi denunciado pela Procuradoria por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha. Duque já tinha sido preso em novembro passado, mas foi solto por uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) com a condição de não deixar o país.

Durante a prisão de Duque, a Polícia Federal apreendeu 131 obras de arte. Elas foram encaminhadas ao museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

Segundo o Ministério Público, o ex-diretor “esvaziou” algumas contas em seu nome que existiam na Suíça e enviou 20 milhões de euros para contas no principado de Mônaco. O dinheiro não havia sido declarado à Receita Federal e foi bloqueado. Isso teria motivado o novo mandado de prisão contra ele.

DO JORNAL O GLOBO

BRASÍLIA — A decisão do ministro da Educação, Cid Gomes, de partir para o ataque ao responder à convocação dele pelos deputados e depois pedir demissão é vista, entre parlamentares do PROS, como a saída encontrada por ele de deixar o ministério de cabeça erguida. Para os colegas de partido, Cid — ao inflamar seu discurso e criticar abertamente os “oportunistas”, conclamando-os a “largarem o osso e deixarem o governo” é parte de um jogo combinado para sua saída com honra do cargo. A presidente está para fazer uma mudança em seu ministério e Cid saberia que sua situação ficou insustentável.

Para deputados do PROS, Cid sairia do cargo, deixando-o vaga para a volta de Aloizio Mercadante, que também se queimou como articulador político do governo com o Congresso e, deixando a Casa Civil, e abrindo espaço para que outro ministro petista mais habilidoso, como Jaques Wagner fosse para Casa Civil. Nos pronunciamentos, o próprio Cid e também o líder do PROS na Câmara, deputado Domingos Neto (PROS-CE), afirmou que havia interesse “escusos” dentro da própria base para defender a saída de Cid Gomes.

Antes de deixar a tribuna, depois de ser chamado de “palhaço” pelo deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ), o próprio Cid Gomes afirmou que vinha de Sobral e voltaria para sua cidade natal de cabeça erguida. Deputados da oposição viram na fala inflamada de Cid Gomes uma estratégia acertada para o desgaste sofrido.

— Eu parabenizei ele e disse que a estratégia é certa. Ele está demissionário e volta ao estado dele de cabeça erguida — disse o tucano Jutahy Magalhães (BA).

— Ele está saindo grande — admitiu o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA).

O fato de Cid Gomes ter invertido o ataque preparado pelo Congresso incomodou os parlamentares e culminou na decisão do deputado Sérgio Zveiter de chamá-lo de palhaço. Visivelmente irritado,o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), logo depois que Cid Gomes deixou o plenário, aos gritos de “fujão”, anunciou que a Câmara e ele próprio irão processar o ministro.

— Está claro e nítido que não temos condições de continuar a sessão com um representante do executivo afrontando todos nós. Não vamos perder nosso dia de trabalho. Mas essa Casa tem que reagir — disse Cunha.

No Senado, o adversário de Cid Gomes no Ceará, o líder do PMDB no Ceará, Eunício Oliveira (CE), disse que ele não tinha condições de ficar no cargo.

— Conheço o Cid dese quando ele era governador e discutiu com um parlamentar. Criou uma crise para o governo, Ele mesmo disse que era um ministro mal-educado. Criou uma crise com a base do governo. Ele perdeu a condição de representar o Brasil como ministro da Educação. ele desrespeitou a Câmara e, ao fazer isso, o Poder Legislativo. É o jeito Ferreira Gomes de ser. Não me surpreendeu — disse Eunício.

Ele e o ministro de Minas Energia, Eduardo Braga, acompanharam de seu gabinete trechos da audiência. Mas, no momento das acusações de Cid a Eduardo Cunha, o líder do PMDB estava em reunião no gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).


Cid Gomes, sem temor, deixa o plenário da Câmara.
/ Gustavo Lima (Câmara dos Deputados)

DEU JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Rodolfo Borges São Paulo

Os mais ferinos diriam que é uma tradição de família. Nesta quarta-feira, em meio à maior crise do Governo Dilma Rousseff, o ministro da Educação, Cid Gomes, que havia comparecido à Câmara dos Deputados para se desculpar, cometeu o crime de ser sincero demais, e acabou demitido. No fim de fevereiro, Gomes, que é irmão do ex-governador de ex-ministro Ciro Gomes, também conhecido por se envolver em saias-justas devido à própria sinceridade, disse, durante visita à Universidade Federal do Pará, que há no Parlamento “400, 300 deputados achacadores”. Nesta quarta, junto com as desculpas, Gomes reforçou as críticas, desta vez no plenário da Câmara, para a ira dos deputados, que cobraram e conseguiram, em questão de minutos, sua demissão.

“Eu não tenho nenhum problema em pedir perdão para aqueles que não agem dessa forma, para aqueles que não se comportam desse jeito. Não foi minha intenção agredir ninguém individualmente”, disse aos parlamentares o ministro, que poderia ter parado por aí, mas seguiu: “Me perdoe se isso fere alguém, me perdoem quem traz para si essa carapuça, se alguém se enxerga nessa posição”. Após sua primeira intervenção, o ministro recebeu críticas de um batalhão de deputados, que se revezaram ao microfone para cobrar respeito.

O ministro ouviu a tudo com um meio sorriso antes de voltar ao púlpito e usar palavras ainda mais duras: “Tenho, sempre tive, profundo respeito pelo Legislativo, pelo Parlamento. Isso não quer dizer que a postura de alguns, de vários, de muitos, que mesmo estando no Governo, os seus partidos participando do Governo, não tenham a postura aqui de oportunismo. Eu não quero aqui me referir a partidos de oposição, que têm o dever de fazer oposição. Partidos de situação têm o dever de ser situação, ou então larguem o osso, saiam do governo, vão para a oposição, isso será mais claro para o povo brasileiro”.

Após as declarações, o deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ) retomou as críticas ao ministro, que se retirou do plenário ao ser chamado de “palhaço” pelo parlamentar. Diante da retirada de Gomes, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu fim à audiência antes que os 71 deputados inscritos para criticar o ministro pudessem se manifestar, prometendo processar o ministro em nome do Parlamento e em seu próprio nome. Minutos depois, após uma cobrança do PMDB, maior partido aliado do Governo, Cunha anunciava no plenário que fora informado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, de que Gomes estava demitido.

O Palácio do Planalto só se manifestaria oficialmente minutos depois, por meio de nota que dava conta de que “o ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta”. A demissão não poderia ter chegado em pior hora. Após multidões tomarem as ruas no domingo para protestar contra o PT e o Governo Dilma, a presidenta tentava responder aos manifestantes com um pacote anticorrupção, apresentado horas antes de Gomes ter de deixar o cargo.

Após apresentar a carta de demissão à presidenta Dilma, Gomes disse a jornalistas, na saída do Palácio do Planalto, que sua declaração no Congresso “e mais do que ela, a forma como eu coloquei minha posição na Câmara cria dificuldades para a base do Governo e, portanto, não quis criar nenhum constrangimento”, acrescentando: “pedi demissão em caráter irrevogável, agradecendo a ela [Dilma]”. O ex-ministro disse ainda que “a situação em que eu me encontrei, sendo convocado pela Câmara para questionar a especulação que eu tinha feito em reservado… Eu não podia agir diferente senão confirmar aquilo que disse, que penso pessoalmente”.



BOM DIA!!!


Projeto da ponte:propaganda cara e enganosa

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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A ponte Salvador-Itaparica voltou a frequentar o debate na Assembleia Legislativa, hoje, quando o deputado Luciano Ribeiro disse que o Estado “jogou pelo ralo R$ 90 milhões” ao custear estudos para um projeto que “o governo admite que não será levado adiante” por falta de recursos.

Para Ribeiro, há uma dúvida sobre a situação financeira do Estado, pois o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, em audiência na Casa, disse que o caixa fechou 2014 com R$ 4,6 bilhões, enquanto o secretário da Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, afirmou ontem aos parlamentares que “não há dinheiro para se reformar pequenos trechos de estrada”.

Com a ajuda de Leur Lomanto Junior (PMDB) e Adolfo Viana (PSDB), Ribeiro questionou “outros milhões” gastos em propaganda de “uma ponte que não vai existir”. Leur lembrou a propaganda da Ferrovia Oeste-Leste, “com os outdoors enfileirados como trens”, criticando a “falta de prioridade”, pois “esse dinheiro deveria ir para a segurança pública”.

A defesa do governo foi feita pelo líder do PT, Rosemberg Pinto, para quem a ponte é “um importante vetor de desenvolvimento para a região do Baixo Sul”, e que, se o governo errou, foi com a construção da Fonte Nova, que não se viabilizou economicamente, cabendo ao Estado arcar com o ônus da falta de uma programação sustentável.

O deputado Hildécio Meireles (PMDB) entrou na polêmica para dizer que o Estado, antes de autorizar tão custoso estudo, deveria pelo menos aguardar o licenciamento ambiental da obra, para dar condições de continuidade ao processo e elaborar o projeto executivo.

Entendendo que esse dinheiro “foi gasto sem observância dos princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal”, Meireles fez as contas: com R$ 90 milhões, seria possível construir cerca de 1.800 casas populares ou 450 unidades de saúde da família, ou ainda dois hospitais de atendimento de excelência.

mar
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Posted on 19-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-03-2015


Aroeira, no jornal Brasil Econômico

DO CORREIO

A série de reportagem “Tempo Perdido” foi a vencedora do Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo 2015 na categoria internet. A série, produzida por Juan Torres, Alexandre Lyrio e Edvan Lessa, foi publicada no Correio24horas e abordou a vida de adolescentes que se envolvem com a criminalidade. A lista com os nove vencedores foi anunciada nesta segunda-feira (16).

Com inspiração na música Tempo Perdido, da banda Legião, a série de reportagem foi atrás de histórias de jovens, como Railan da Silva Santana, 17 anos, que morreu durante assalto na Faculdade Área 1, em outubro de 2014. A série mostrou que os adolescentes são mortos cinco vezes mais do que matam — jovens entre 13 e 17 anos são uma em cada dez vítimas de homicídios em Salvador.

A série teve reportagens de Alexandre Lyrio e Edvan Lessa, coordenação de Juan Torres, edição para web de Fábio Góis e Wladmir Pinheiro, edição de produção de Linda Bezerra e Perla Ribeiro, fotografia de Almiro Lopes, Evandro Veiga, Marina Silva, Mauro Akin Nassor, Robson Mendes, vídeos de Alexandre Lyrio e dos integrantes do Projeto LabY, Brendon Hilário, Carol Bittencourt, Ginaldo Almeida, Jeane Chaves e Rubian Melo, direção de Ceci Alves e edição de Wallace Nogueira.

O Fantástico (TV Globo) venceu com a reportagem “Prefeito de Coari (AM), acusado de abusar de meninas de 9 a 15 anos, o Grande Prêmio Tim Lopes, dado ao trabalho que mais se destacou em todas as categorias.

A reportagem foi feita pela equipe composta por Mônica Marques, Giuliana Girardi, Walter Nunes, José de Arimatea, Abiatar Arruda, Bruno Della Latta, Bruno Mauro e Claudio Gutierres. Além do prefeito de Coari, cinco servidores da prefeitura foram detidas por suspeita de participação no esquema.

Na categoria Televisão, a vencedora foi a reportagem “O Mistério do Matador de Mulheres” da Rede Record, feita por Daniel Motta, Luiz Gustavo Rocha, Lucas Wilches e Oloares Ferreira. A matéria contou a história de um matador misterioso que assustava mulheres de Goiânia e desafiava a polícia.

Já na categoria Jornal Impresso, o prêmio foi para a reportagem “Os embaixadores do Narcosul”, sobre grandes organizações de tráfico de drogas na região do Mercosul, produzida pelo repórter Guilherme Amado, do Jornal Extra. O trabalho utilizou bases de dados públicas com as informações criminais de 170 traficantes procurados nos quatro países em que o Narcosul funciona: Bolívia, Brasil, Paraguai e Peru.

A foto de Domingos Peixoto, estampada na reportagem “Crime à Liberdade de Imprensa”, do Jornal O Globo, foi a vencedora da categoria Fotografia. A imagem mostra o momento exato em que o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, é atingido por um rojão, durante uma manifestação na Central do Brasil, no Rio.

Na Categoria Meio Ambiente, os jornalistas Alex Almeida e Talita Badinelli, do El País Brasil, ganharam o prêmio pela reportagem “A corrida pelo ouro ameaça os Yanomamis da Amazônia Brasileira”. Uma operação da Polícia Federal conseguiu flagrar 38 balsas e deter 98 garimpeiros que atuavam na região.

Publicada no Diário de Pernambuco, a reportagem “A Sin City Pernambucana”, de Ed Wanderley, ganhou o prêmio da categoria Direitos Humanos. A matéria retrata a cidade de Verdejante, no sertão de Pernambuco, a 503 km do Recife, que tem um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

Já na categoria rádio, Robson Machado de Souza, da Rádio Tupi, foi o primeiro colocado pela série de reportagens “Rosas Despedaçadas”, sobre mulheres que sobreviveram à violência dentro de casa.

A novidade deste ano foi a categoria repórter cinematográfico e o vencedor foi Julio Aguiar, da TV Globo, pela matéria “Ladrão ataca entrevistada durante reportagem sobre roubos no Rio”.

A escolha dos vencedores levou em conta a importância do assunto (relevância nacional ou regional), extensão da reportagem, qualidade da edição e esforço despendido pelo repórter para a sua realização, assim como a repercussão e os resultados obtidos. O Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo existe desde 2002.

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