DO PORTAL TERRA BRASIL

A taxa de reprovação do governo Dilma Rousseff (PT) chegou a 62% após em seu terceiro mês no segundo mandato, segundo apontou a pesquisa Datafolha. Com esse número, Dilma atingiu a pior marca de um presidente desde 1992, quando Fernando Collor de Mello alcançou 68% de reprovação na véspera de seu impeachment. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Com a piora na economia, a reprovação da petista subiu 18 pontos desde fevereiro e, pela primeira vez, atingiu a maioria da população. A pesquisa foi feita com 2.842 eleitores logo após as manifestações de domingo.

Entre os que apontaram o mandato como ótimo ou bom, a taxa chegou a 13%, a menor aprovação de Dilma como presidente. O momento é comparável com os piores momentos de Itamar Franco (que atingiu 12%) e Fernando Henrique Cardoso (13%), além do próprio Collor (9%).

No governo Lula, a menor taxa de aprovação foi de 28%, em dezembro de 2005, logo após a cassação do mandato parlamentar de José Dirceu (PT-SP).

Perfil da rejeição

Segundo o Datafolha, Dilma tem maior taxa de rejeição nas regiões Centro-oeste (75%) e Sudeste (66%), nos municípios com mais de 200 mil habitantes (66%), entre os eleitores com escolaridade média (66%) e no grupo dos que têm renda mensal familiar de 2 a 5 salários mínimos (66%).

A maior aprovação aparece na região Norte, com 21%. No Nordeste, a presidente aparece com 16% de aprovação. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Congresso

A pesquisa avaliou ainda aprovação do Congresso Nacional. Entre os entrevistados, 9% consideraram o trabalho dos parlamentares como ótimo ou bom. Para 50% da população, a atuação de senadores e deputados é ruim ou péssima.

VOLTASTE

Voltaste, ainda bem que voltaste
As saudades que eu sentia não podes avaliar
Voltaste, e à minha vida vazia
Voltou aquela alegria que só tu lhe podes dar

Voltaste, ainda bem que voltaste
Embora saiba que vou sofrer o que já sofri
Cansei, cansei de chorar sozinha
Antes mentiras contigo do que verdades sem ti

Voltaste, que coisa mais singular
Eu quase não sei cantar se tu não estás a meu lado
Voltaste, já não me queixo nem grito
És o verso mais bonito deste meu fado acabado

Voltaste, ainda bem que voltaste
O passado é passado, para que lembrar agora
Voltaste, quero lá saber da vida
Quando dormes a meu lado, a vida dorme lá fora?

BOM DIA!!!

mar
18

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DEU NO EL PAIS

Israel acordou na quarta-feira com a surpresa da vitória do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Com praticamente todos os votos apurados, o conservador Likud obteve 30 cadeiras contra as 24 da coalizão de centro-esquerda União Sionista, liderada pelo trabalhista Isaac Herzog, em um Parlamento de 120 membros. Netanyahu derrotou as pesquisas, que previam sua derrota no final da campanha, com um resultado épico que destruiu também as pesquisas de boca de urna divulgadas na noite de terça-feira pelas redes de televisão, que davam um empate entre as duas formações. Agora ele se prepara para ser reeleito para um quarto mandato como chefe de Governo, o terceiro consecutivo desde 2009.

O esforço desesperado do líder do Likud na reta final da campanha parece ter adiantado para obter um inquestionável triunfo nas urnas. Netanyahu encontra-se agora em condições de negociar uma nova coalizão após vencer nas urnas em uma espécie de plebiscito de sua carreira política. Se, como parece previsível, forjar uma aliança que lhe proporcione uma maioria de mais de 61 cadeiras, estará no caminho para se transformar no primeiro-ministro há mais tempo no poder, superando até mesmo David Ben Gurion, fundador do Estado. 71,8% dos eleitores, acima da média de eleições anteriores, exerceu seu direito ao voto.

Aliança conservadora

Um sorridente Netanyahu comemorou de madrugada em Tel Aviv diante de centenas de seus seguidores a vitória do Likud antes da publicação oficial dos resultados. O primeiro-ministro, acompanhado no palanque por sua esposa, Sara, convidou os partidos conservadores a formar um “Governo nacional” no qual se comprometeu a responder as exigências da segurança e as preocupações da população sobre o custo de vida.

Benjamin Netanyahu está no caminho para se transformar no primeiro-ministro há mais tempo no poder, superando Ben Gurion

Apesar da eficaz campanha social realizada pelo candidato trabalhista, Netanyahu conseguiu impor sua agenda de segurança nas urnas. O líder da aliança de centro-esquerda União Sionista protagonizou, entretanto, um claro desafio à hegemonia que a direita israelense exerce desde 2001 e devolveu a relevância política a um Partido Trabalhista em decadência. Junto com sua aliada de centro, a ex-ministra Tzipi Livni, reconheceu sua derrota através de um comunicado e ligou para Netanyahu para parabenizá-lo.

A pressão de Herzog nas pesquisas obrigou o líder do Likud a dar uma guinada brusca à direita no final da campanha. Na reta final, o primeiro-ministro buscou o apoio dos colonos judeus ao anunciar que, se mantiver o poder, vetará a criação de um Estado palestino.

A estratégia permitiu que ele continuasse na disputa, mas causou baixas nas fileiras de seus aliados, como o ministro da Economia e líder do Lar Judeu, Naftali Bennet, cuja lista cai para oito cadeiras, e o ministro dos Assuntos Exteriores, o ultradireitista Avigdor Lieberman, que manteve-se com seis deputados em suas fileiras.

Quando as pesquisas de boca de urna ainda prognosticavam um empate, o presidente de Israel, Reuven Rivlin, recomendou um pacto de grande coalizão entre as duas principais forças. Mas tanto Netanyahu como Herzog desprezaram imediatamente o pedido do chefe do Estado. O líder trabalhista, visivelmente preocupado ao falar para seus partidários, anunciou que vai tentar com todas suas forças constituir um “Governo social” que busque “a paz com os vizinhos”.

“A campanha foi marcada pelo personalismo acima dos programas dos partidos”, analisou o ex-porta-voz diplomático Yigal Palmor sobre os primeiros resultados. Gideon Rahat, professor de Ciências Políticas da Universidade Hebraica de Jerusalém e analista de eleições, assegurou que “o chefe do Likud teve um ataque de pânico ao ver as pesquisas e por isso deu um giro radical em sua campanha”. Na opinião desse analista, o líder da União Sionista não excedeu suas expectativas.

Nos resultados das eleições israelenses destaca-se o sucesso do partido centrista Kulanu, do ex-ministro das Comunicações Moshe Kahlon, que entra pela primeira vez no Knesset com 10 cadeiras. A popularidade de Kahlon no Gabinete anterior de Netanyahu disparou quando conseguiu baratear as tarifas da telefonia celular após abrir o setor para a concorrência. As 11 cadeiras somadas pelos também centristas do Yesh Atid, partido do ex-ministro das Finanças Yair Lapid, permitirá a entrada desses grupos no jogo dos pactos pós-eleitorais. Os partidos ultra ortodoxos judeus – Shas (sefaradim, com sete cadeiras) e União da Torá e o Judaísmo (ashkenazim, seis cadeiras) – mantêm sua cota de influência.

O movimento esquerdista Meretz vê-se reduzido a quatro cadeiras, com uma porcentagem de votos situada no limite que dá acesso ao Knesset. A outra grande surpresa das eleições é o bom resultado da Lista Conjunta de partidos árabes, que com 14 deputados se transformou na terceira força do Parlamento israelense.

mar
18
Posted on 18-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-03-2015

DEU NA VEJA ONLINE

O ministro Teori Zavascki, do STF não aceitou o pedido de reconsideração do PPS para que Dilma Rousseff fosse investigada no caso de corrupção na Petrobras. O ministro indeferiu a petição sem sequer analisar os argumentos que a embasavam. Tachou a peça de apócrifa, já que não estava assinada nem pelo deputado Raul Jungmann, do PPS, nem por advogado.

Antes da decisão de Teori, os partidos de oposição haviam tratado do tema em reunião convocada pelo presidente do PSDB, Aécio Neves. O tucanato e os oposicionistas DEM e Solidariedade decidiram subscrever a iniciativa do PPS, apoiando o pedido de abertura de inquérito contra Dilma.

Nas pegadas do despacho de Teori, o deputado Jungmann disse que recorrerá da decisão nesta quarta-feira, agora já com o suporte das demais forças de oposição. O objetivo é levar a encrenca para o plenário do Supremo.


Dilma em evento no Palácio do Planalto
na segunda-feira. / Fernando Bizerra Jr. (EFE)

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DO EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Antonio Jiménez Barca
De São Paulo

Em uma charge publicada segunda-feira, 16, na Folha de São Paulo, o cartunista Jean Galvão apresenta a presidenta Dilma Rousseff em um canto escuro do palácio, esmagadoramente sozinha, olhando para uma ampla janela onde se veem as multidões que no domingo protestaram nas ruas contra ela. A presidenta, vestida de vermelho, com expressão de enfado, se limita, impotente, a contar, apontando com o dedo: “Um, dois, três, quatro…” A ilustração reflete razoavelmente bem a atual situação política da presidenta: isolada, só, protegida em sua residência de Brasília e a cada dia com menos apoios com os quais contar.

As centenas de milhares de pessoas que saíram no domingo para protestar em São Paulo e outras cidades brasileiras (alguns estimam um milhão, outros elevam a cifra para dois milhões) entoaram, sobretudo, um slogan claro e categórico: “Fora Dilma”. Indo além dos números, a resposta da população, em sua imensa maioria pertencente à classe média e urbana, foi maciça, contundente e inesperada. Daí que a presidenta brasileira atravesse hoje seu pior momento, com uma popularidade que já ia a pique (segundo uma recente pesquisa feita antes do protesto, só 23% consideravam que a gestão de Dilma é boa). Tudo isso, em um tempo recorde de dois meses e meio depois de ter tomado posse de seu segundo mandato.

Os analistas e especialistas observam agora a cada vez mais escassa margem de manobra da presidenta e sua cada vez mais exígua lista de aliados, com exceção do círculo mais próximo de colaboradores e ministros fiéis.

No Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual ela pertence, ouvem-se vozes críticas diariamente. O senador Walter Pinheiro, personagem histórico do partido, condenou o Governo por não saber reconhecer os erros e escutar a sociedade.

Não é só ele. Uma parte do partido de Dilma e de Lula critica, de modo geral e já há algum tempo, o fato de a presidenta ter assumido desde o princípio as teorias econômicas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, favoráveis a um ajuste fiscal, à elevação de impostos e à contenção de gastos. Nesta segunda-feira mesmo, Levy insistiu em que não há como recuar: “Se ficarmos com medo, teremos problemas, porque nos paralisamos”.

O PMDB, seu aliado e de ideologia pouco clara, tampouco é um aliado confiável. É verdade que vários de seus membros estão no Governo, incluindo o vice-presidente do país, Michel Temer. Mas a lista divulgada há duas semanas dos implicados na corrupção da Petrobras, na qual constam os nomes dos presidentes da Câmara e do Senado, ambos desse partido, envenenou essa relação e semeou minas que podem explodir a qualquer momento.

O próprio Lula, mentor de Dilma, referência do PT (e da esquerda brasileira), a pessoa que a elegeu para o cargo e que na última e decisiva parte da campanha eleitoral pôs seu carisma e seu cacife eleitoral ao lado da candidatura de Dilma, permanece neste momento ou, por ora, calado e ausente. Desvendar como estão se dando Dilma e Lula é um capítulo interminável da política brasileira contemporânea, já que as relações entre o fundador do PT e a presidenta podem se complicar o tempo todo: personalidades distintas, dois egos poderosos frente a frente, interesses às vezes opostos, falta de confiança em algumas ocasiões, de ambas as partes…

Até agora o PT ganhava nas ruas. Não mais. O multitudinário protesto do domingo, o mais numeroso na recente democracia brasileira, segundo alguns, com 1 milhão, no mínimo, de manifestantes por todo o Brasil, faz empalidecer a marcha de apoio a Dilma realizada na sexta-feira, com 40.000 participantes (e com o adendo de insultos ao ministro da Fazenda)

Ela falou nesta segunda, no ‘day after’ aos protestos, mas não parecia falar para todos, como queria fazer supor. Procurou mudar parte dessa fama em entrevista coletiva nesta segunda, quando falou que poderia ter cometido um erro de dosagem na política econômica empregada até o ano passado. “É possível até que a gente possa ter cometido algum”, disse ela, para explicar em seguida que o foco era a melhoria econômica de emprego e de renda. A resposta não parece suficiente para um país em polvorosa, mas para Dilma foi um avanço depois de uma reunião ministerial, em que ouviu dos interlocutores que precisava passar uma mensagem de humildade depois dos protestos. Seus ministros mais próximos, incluindo José Eduardo Cardozo, da Justiça, Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e Jacques Wagner, da Defesa, talvez sejam seus únicos companheiros fieis neste momento. Mas, com tantas pontes que ela já desfez até aqui fica a dúvida se a Dilma Rousseff de verdade não se parece cada vez mais com a Dilma Rousseff da charge.

mar
18
Posted on 18-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-03-2015


Sid, no portal de humor digital A Charge Online


Wallysson: suspeito do assassinato…

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Reinaldo Pepe, bailarino principal do BFB

DO CORREIO

Da Redação

O suspeito de ter matado o bailarino Reinaldo Pepe dos Santos, Wallysson Santana de Castro, 24 anos, foi preso na tarde desta terça-feira (17), no município de Muritiba, a 149 quilômetros de Salvador. De acordo com a Polícia Militar, Wallysson confessou ter matado o integrante do Balé Folclórico após uma discussão conjugal.

Os agentes de inteligência da PM começaram a investigar o fato na cidade de Mata de São João e encontrou indícios consistentes do crime. Eles também verificaram a fuga de Wallysson para a cidade de Muritiba, onde reside seu pai.

Ainda de acordo com a PM, o suspeito não apresentou resistência à prisão e ainda confessou o crime. Ele foi conduzido para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP onde será apresentado à autoridade de polícia judiciária.

Também na tarde desta terça, a Polícia Civil divulgou uma foto do suspeito, que foi identificado após a análise de imagens de câmeras de segurança instaladas próximas ao local onde o bailarino residia, na Rua do Alvo, no bairro da Saúde.

Pepe foi atingido por golpes de um objeto perfurocortante no pescoço e no abdômen. O ataque foi tão violento que o bailarino quase chegou a ser degolado. Ainda de acordo com a polícia, não há informações precisas sobre qual instrumento utilizado na agressão, mas exames periciais já estão sendo feitos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Segundo o diretor-geral do Balé, Vavá Botelho, vizinhos viram um homem saindo da casa de Reinaldo no início da manhã levando um celular e um notebook. O suspeito era branco, vestia camisa e bermuda pretas, tinha o cabelo cortado baixo, com uma franja e estava com os pés sujos de sangue.

Ainda de acordo com o diretor, Reinaldo havia se apresentado no Pelourinho no sábado e, segundo amigos, teria seguido para uma boate, de onde saiu acompanhado de um rapaz.

Após ouvir um ruído alto vindo do quarto de Reinaldo de madrugada e avistarem o homem deixando o local, vizinhos chamaram a polícia. No local, havia muito sangue espalhado e sinais de luta. “A casa estava uma coisa impossível de entrar, tinha muito sangue. Ele era muito forte, tinha um força absurda. Ele deve ter lutado muito”, lamentou Vavá Botelho.

Reinaldo Pepe fazia parte do BFB há 15 anos. “Em 27 anos de balé, a gente nunca teve alguém como ele. Era o principal bailarino da companhia, era solista, professor e um bailarino excepcional. Não se encontra alguém com a força, o vigor dele”, disse Vavá.

Pepe estampava outdoors de uma turnê do Balé Folclórico que vai acontecer no próximo mês nos Estados Unidos. “Daqui a um mês isso vai estar acontecendo em Nova York e a gente vai sem ele. É muito duro para o Balé, para a arte, para tudo. É uma perda inestimável”, declarou Vavá.

O corpo do bailarino foi sepultado na tarde de segunda-feira (16), no cemitério Campo Santo, no bairro da Federação. Vestidos de branco, amigos, familiares e companheiros de trabalho prestaram as últimas homenagens à vítima.

Presente na cerimônia, o presidente do Grupo Gay da Bahia, Luis Mott, lamentou a morte de Reinaldo Pepe e afirmou que qualquer assassinato de um homossexual tem que ser tratado como crime homofóbico. “Esse é o oitavo assassinato de homossexuais na Bahia. Até agora, foram 66 no Brasil”.

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