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Protesto em Salvador. Imagem: El Pais

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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Provocadores viram que não havia espaço para eles

A marca mais expressiva do domingo de protesto que levou milhões de pessoas às ruas em todo o país é o fato de as manifestações terem transcorrido em clima absolutamente tranquilo.

Este registro é indispensável, porque a mobilização popular de junho de 2013, mais significativa em razão da espontaneidade, foi maculada pela ocorrência de atos de violência e destruição.

Se o “vandalismo” fartamente denunciado na época pela mídia poderia ter a justificativa da revolta de setores desprezados da sociedade, causou grande estranheza que tantos episódios não tenham resultado em prisões e investigações que pudessem comprovar-lhes a origem.

“Aos vândalos” – dissemos em texto de 21/06/13, intitulado ‘Nada a estranhar na participação dos vândalos’ –, “a prisão, o processo criminal, a punição, se comprovadamente justa. É assim que fazem os países civilizados, especialmente hoje, com os meios disponíveis para identificar infratores em plena prática da depredação ou de outro tipo de ilícito”.

Não se compreende por que isso não tenha acontecido, permitindo que ilustres anônimos, afinal, boicotassem e terminassem por sepultar aquele legítimo momento nascido da indignação da sociedade.

A questão não abandonou nossas reflexões, tanto que, há apenas seis dias, na matéria “Mídia dá toda força à revolução ‘fake’”, escrevemos que o povo “ensaiou em junho de 2013, agora se vê, um arremedo de rebelião, logo neutralizado pelo medo de ações violentas que se interpuseram sem que praticamente nenhum dos seus agentes tenha sido convenientemente detido e investigado”.

A jornalista Eliane Cantanhêde, no artigo “O ronco das ruas”, ontem, em A Tarde, foi mais explícita na suposição dos fatos do dia: “…sempre pode haver black blocs, encapuzados, quebra-quebra. Que desde já fique todo mundo sabendo que, se isso acontecer, não terá sido por acaso nem genuinamente. A isso se chama de infiltração e provocação”.

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