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Postado em 13-03-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 13-03-2015 01:10


Battisti em foto de 2012/AP

DEU NO EL PAIS

O ex-ativista de extrema esquerda italiano Césare Battisti, condenado em seu país por quatro assassinatos durante os anos de chumbo, foi detido nesta quinta-feira na região metropolitana de São Paulo em resposta a um decisão da Justiça que ordenou que ele deixe o Brasil. A informação foi confirmada pela Polícia Federal.
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Trata-se de uma reviravolta no caso de Battisti, que anos atrás se transformou num incidente diplomático entre Brasil e Itália. Em 2009, a corte máxima brasileira decidiu que o italiano deveria ser extraditado para cumprir pena em seu país, mas o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu pela permanência de Battisti.

A decisão de Lula foi ratificada pelo Supremo em 2011, mas, ao que parece, uma juíza de Brasília conseguiu uma maneira de driblá-la. Em fevereiro, a juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, considerou nula a decisão que concedeu um visto permanente a Battisti porque ele é alvo de uma condenação por um crime doloso, o que contraria, segundo a sentença, a legislação imigratória brasileira.

Desta maneira, a juíza não ordenou que ele fosse extraditado à Itália, mas que deixe o país por ser um estrangeiro em situação ilegal, sendo deportado para algum dos países em que viveu antes de chegar ao Brasil, como a França e o México.
Recurso

Segundo um comunicado, Battisti permanecerá na Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo até a “deportação ser efetiva”. Seu advogado de defesa, Igor Sant’Anna Tamasauskas, disse à imprensa que ele está “revoltado” e que vai recorrer da decisão e que Battisti poderia ser liberado ainda nesta quinta-feira.

Battisti, que nega ter cometido os assassinatos, foi detido no Rio em 2007, depois de permanecer três anos escondido. Ele foi membro do grupo PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) nos anos 1970, e foi condenado, à revelia, à prisão perpétua pelos supostos assassinatos em 1993. Ele fugiu para a França e, depois, para o Brasil.

O caso de Battisti voltou ao noticiário neste ano, quando a Justiça da Itália ordenou a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no escândalo do mensalão.

A transferência de Pizzolato ao Brasil depende, agora, da decisão política do ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando. Para muitos, a contrariedade italiana no caso de Battisti poderia se refletir no destino de Pizzolato.

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