BOA TARDE!!!

DEU NA COLUNA POLÍTICA RAIO LASER, DA TRIBUNA DA BAHIA

Protestos

E por falar no ministro da Defesa, Jaques Wagner, ele foi duas vezes ao Twitter nos últimos dias para se manifestar sobre os protestos convocados para o domingo em todo o País. “É triste ver como os fascistas destilam ódios nas ruas. E agora acredito que estão iludindo muita gente que progrediu nos 12 anos do nosso governo”. O post seguiu o tom das frases publicadas mais cedo, quando Wagner, ministro responsável pela coordenação civil das Forças Armadas, comparou a mobilização atual à crise política do governo João Goulart que culminou em um golpe militar.

Elite
“Tem uma parte da elite brasileira que sempre se escondeu atrás das justas reivindicações da população, da classe média”, afirmou Wagner. “Em 1964 foi assim. Muita gente de boa-fé foi pra rua contra o que se chamava o ‘terror do comunismo, da bagunça’. O resultado disso foi um período de governos sem regra democrática, o que é sempre um prejuízo”.

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BAHIA EM PAUTA INFORMA E COMENTA

Tem sido rápido e surpreendente o aprendizado e o discurso do ex-governador da Bahia e ex incendiário presidente do Sindicato dos Petroquímicos de Camaçari, Jaques Wagner, em sua atual passagem de dublê de ministro da Defesa do governo petista e membro do “núcleo duro” de assessores políticos do governo Dilma no Palácio do Planalto.

Na primeira nota no twitter é preciso reconhecer: Os generais Golbery, João Figueredo ou Garrastazu Médici não teriam feito melhor.

No segundo caso, talvez tenha sido infeliz a comparação de governos. Em lugar de comparar o quadro atual com o governo de Jango ( onde não se falava de corrupção e assalto à Petrobras), melhor teria sido comparar o governo petista de Dilma com o desenlace do governo Fernando Collor ( por sinal outra vez metido em maracutaias no Lava Jato). Ou não?

Responda quem souber

(Vitor Hugo Soares)


Morreu em SP o baiano de Mucugê, Armênio Guedes, um dos principais articuladores
da imprensa comunista no Brasil (Imagem: José Patrício / Estadão

DEU NO BLOG DO NOBLAT

ARMÊNIO E O CHOQUE DE VALORES

Sandro Vaia

Morreu Armênio Guedes com quase um século de vida, exatamente na semana em que um choque de valores ameaça marcar com uma cicatriz a democracia brasileira, que alguns ainda insistem em tratar como uma “plantinha tenra”.

Dos 96 anos vividos, Armênio passou metade dentro do Partido Comunista Brasileiro, onde nunca foi um burocrata saliente, daqueles cheios de medalhas honorificas, mas sempre foi um estrategista sábio e silencioso, um polo de ideias que tonificaram uma organização esterilizada pelo “centralismo democrático”.

Armênio poucas vezes teve liderança formal dentro do partido, mas nunca precisou disso para ser um catalisador de ideias e valores.

No prefácio do livro “Armênio Guedes, o Sereno Guerreiro da Liberdade”, que escrevi, o poeta Ferreira Gullar, que conviveu com ele durante anos dentro do PCB e foi seu companheiro de exílio no Chile, durante a ditadura militar, escreveu:

“(….) a luta de Armênio pela democratização do PCB e de sua visão revolucionária confundia-se com a necessidade de derrotar a ditadura militar que se instalara no Brasil em 1964. Também nesse plano, as divergências dificultavam o trabalho político, uma vez que a opção dos radicais de esquerda pela luta armada, veio fortalecer os setores mais repressivos do regime militar. Armênio estava entre os que mais atuaram para impedir que o regime fosse arrastado à desastrosa aventura guerrilheira. “

Disciplinado e discreto, mas firme em suas ideias e convicto de seus valores, Armênio rompeu com a ortodoxia de Luiz Carlos Prestes sem nunca precisar romper. Gestos teatrais e grandiloquentes nunca fizeram parte do seu modo de ser. Simplesmente ele e Prestes tinham ideias e concepções diferentes sobre estratégia e sobre democracia, e o tempo se encarregou de mostrar quem estava com a razão.

Depois de fazer o PCB, ainda que na ilegalidade, participar da luta pela redemocratização através da atuação política legal e parlamentar, com as brechas abertas pelo MDB, único partido de oposição tolerado pela ditadura, Armênio se convenceu ainda mais de que não existe sentido em qualquer luta para melhorar o mundo que não tenha como valor fundamental o respeito à liberdade.

Além das lições deixadas pela própria história de vida, pela generosidade e espírito de tolerância que transmitiu às pessoas que o acompanharam, que o cercaram e que conviveram com ele, Armênio Guedes deixou plantadas sementes que levam à compreensão da práxis política não como uma batalha de vida e morte, mas como uma forma de construir utopias possíveis e racionais sem nunca sacrificar os valores essenciais da democracia, que são o pluralismo e a liberdade.

Armênio morreu acreditando que não existe no horizonte do futuro a ser construído através da ação política nenhum espaço para a intolerância ou para a ditadura. Nenhuma ditadura. Nem a do proletariado.

Como Giuseppe Vacca, teórico do Partido Democrático da Itália, resultado da fusão entre o antigo Partido Comunista Italiano e o antigo Partido Democrata Cristão, Armênio, convencido da importância da democracia como valor universal, não acreditava mais que socialismo e capitalismo fossem excludentes. A ousadia teórica que ele defendeu ao final da vida, foi a de que o capitalismo é “um modo de produção” e o socialismo “um modo de regulação”, e que eles podem conviver e se complementar.

Uma utopia irrealizável, como todas as utopias? Pois foi para isso que ele viveu.
Armênio Guedes, um dos principais articuladores da imprensa comunista no Brasil (Foto: José Patrício / Estadão)

mar
13


Battisti em foto de 2012/AP

DEU NO EL PAIS

O ex-ativista de extrema esquerda italiano Césare Battisti, condenado em seu país por quatro assassinatos durante os anos de chumbo, foi detido nesta quinta-feira na região metropolitana de São Paulo em resposta a um decisão da Justiça que ordenou que ele deixe o Brasil. A informação foi confirmada pela Polícia Federal.
mais informações

Trata-se de uma reviravolta no caso de Battisti, que anos atrás se transformou num incidente diplomático entre Brasil e Itália. Em 2009, a corte máxima brasileira decidiu que o italiano deveria ser extraditado para cumprir pena em seu país, mas o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu pela permanência de Battisti.

A decisão de Lula foi ratificada pelo Supremo em 2011, mas, ao que parece, uma juíza de Brasília conseguiu uma maneira de driblá-la. Em fevereiro, a juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, considerou nula a decisão que concedeu um visto permanente a Battisti porque ele é alvo de uma condenação por um crime doloso, o que contraria, segundo a sentença, a legislação imigratória brasileira.

Desta maneira, a juíza não ordenou que ele fosse extraditado à Itália, mas que deixe o país por ser um estrangeiro em situação ilegal, sendo deportado para algum dos países em que viveu antes de chegar ao Brasil, como a França e o México.
Recurso

Segundo um comunicado, Battisti permanecerá na Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo até a “deportação ser efetiva”. Seu advogado de defesa, Igor Sant’Anna Tamasauskas, disse à imprensa que ele está “revoltado” e que vai recorrer da decisão e que Battisti poderia ser liberado ainda nesta quinta-feira.

Battisti, que nega ter cometido os assassinatos, foi detido no Rio em 2007, depois de permanecer três anos escondido. Ele foi membro do grupo PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) nos anos 1970, e foi condenado, à revelia, à prisão perpétua pelos supostos assassinatos em 1993. Ele fugiu para a França e, depois, para o Brasil.

O caso de Battisti voltou ao noticiário neste ano, quando a Justiça da Itália ordenou a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no escândalo do mensalão.

A transferência de Pizzolato ao Brasil depende, agora, da decisão política do ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando. Para muitos, a contrariedade italiana no caso de Battisti poderia se refletir no destino de Pizzolato.

mar
13


PALAVRAS

Gonzaga Jr.

Palavras, palavras, palavras
Eu já não agüento mais
Palavras, palavras, palavras
Você só fala, promete e nada faz
Palavras, palavras, palavras
Desde quando sorrir é ser feliz
Cantar nunca foi só de alegria
Com o tempo ruim
Todo mundo também dá bom dia

——————————————————
O tempo passa e permanece a verdade da poesia de Gonzaguinha.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

O site da Associação Bahiana de Imprensa publicou ontem a notícia “Reunião da ABI discute invasão de hackers ao blog político ‘Por Escrito’”, que transcrevemos abaixo:

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) decidiu, em reunião realizada nesta quarta-feira (11), encaminhar uma declaração às autoridades encarregadas pelas investigações dos ataques orquestrados por hackers ao blog “Por Escrito”, editado pelo jornalista Luís Augusto Gomes. O objetivo da instituição é exigir rigor na apuração e na punição dos responsáveis por mais essa violação que atenta contra a liberdade de imprensa. “É evidente que se trata de um cerceamento à liberdade de expressão. Isso não é um fato raro, mas tem que ser fortemente combatido. A ABI se mostra vigilante e disposta a cobrar apuração dos fatos”, afirmou o presidente da entidade, Walter Pinheiro, em apoio ao veículo.

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Formalizada queixa contra violação

Data: 12/03/2015
13:20:59

A queixa policial contra invasão a Por Escrito foi formalizada ontem, no Grupo Especializado de Repressão a Crimes por Meios Eletrônicos, da Polícia Civil, diretamente ao delegado titular, Charles Leão, conforme boletim de ocorrência GME-BO-15-00020, expedido às 16h08.

mar
13
Posted on 13-03-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-03-2015


Miguel, no Jornal do Comércio (PE)

DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

O número de mortes resultantes das fortes chuvas que nos últimos dias caíram na cidade costeira do Lobito, província angolana de Benguela, passou de 47 para 62. Mais de 30 vítimas são crianças, de acordo com os dados divulgados pelo Serviço de Proteção Civil e Bombeiros.

Segundo a agência de notícias angolana, Angop, os dados apontam para a morte de 35 crianças. As chuvas tiveram início na noite de quarta-feira e afetaram sobretudo a zona alta da cidade de Lobito.

No seu despacho, a agência de notícias de Angola adianta que no Bairro Novo as águas das chuvas chegaram a atingir um caudal de até três metros, inundando e destruindo várias residências. A Angop acrescenta ainda que continuam as buscas de desaparecidos em pontos considerados críticos, levada a cabo por uma equipe de bombeiros e nadadores salva-vidas.

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