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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou, nesta quinta-feira (12) a abertura de inquéritos para investigar os governadores do Rio de Janeiro, Luiz fernando Pezão (PMDB), e do Acre, Tião Viana (PT). Ambos teriam sido citados nos depoimentos da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras.

O ex-governador Sérgio Cabral e o ex-secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro Régis Fichtner também devem ser investigados.

No pedido dos inquéritos, foi solicitado ao STJ autorização para que a Polícia Federal colha o depoimento de nove pessoas, incluindo o governador e o ex-governador do RJ, além da análise de informações sobre doações eleitorais.

Nos autos que envolvem o governador do Acre, a vice-procuradora geral da República, Ela Wiecko, solicitou, além do depoimento dele e informações sobre as doações de campanha, documentos em posse do juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro.
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Em depoimento, o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que Pezão, junto a Sérgio Cabral e Régis Fichtner, solicitou e recebeu R$ 30 milhões de empresas contratadas pela Petrobras para construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

O pedido de inquérito acrescenta informações sobre os doadores das eleições de 2010, disponibilizado no Sistema de Prestação de Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral. Existem aportes financeiros das empresas ALUSA (R$ 500 mil), ODEBRECHT (R$ 200 mil) e UTC (R$ 1 milhão) no comitê financeiro único do PMDB/RJ e da OAS, sendo R$ 400 mil no comitê financeiro da Direção Estadual do PMDB/RJ e R$ 1 milhão no comitê financeiro da chapa Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão.

Costa também informou que Tião Viana solicitou e recebeu R$ 300 mil de recursos de propina recolhidos junto a empresas contratadas pela Petrobras no ano de 2010 como auxílio para sua campanha. As referências estão acompanhadas de anotações realizadas em agenda apreendida durante busca determinada pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

“Só quero ser ouvido”, diz Pezão
Diante das acusações, o governador do Rio de Janeiro disse, em nota oficial, que respeita a decisão da PGR e do STJ. Em contrapartida, classificou como “estapafúrdio” o depoimento do ex-diretor da estatal e disse estar certo de que a investigação vai comprovar que a acusação é falsa.

“Estou à disposição da Justiça, só quero ser ouvido. Essa conversa nunca existiu”, afirmou Pezão. Tião Viana não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

O Terra solicitou posicionamento ao governo do Acre, mas, até o fechamento desta reportagem, não obeteve retorno.
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