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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

Estreia esta quinta, dia 12, Citizen Four, que exalta Edward Snowden como novo herói que nos fez reavaliar o sistema de vigilância. Valeu o Oscar de melhor documentário a Laura Poitras

Edward Snowden lembra-se bem de quando a Internet não era monitorada por forças secretas – “não houve nada na história da humanidade que fosse assim”. Mas há muito que o paradigma se transformou e o ex-analista informático que denunciou as práticas de vigilância da Agência de Segurança Nacional (NSA) não deixou de olhar para o nosso tempo com agudo ceticismo: enquanto os media nos distraem com a excessiva atenção sobre as personalidades, as pessoas passaram a agir justamente na expectativa de que são observadas.

“Não sou a história aqui”, disse Snowden quando se apresentou à realizadora e jornalista Laura Poitras e ao repórter Glenn Greenwald no primeiro dos encontros no seu quarto de hotel em Hong Kong, entre 3 e 10 de junho de 2013 – um cenário familiar para todos aqueles que viram o vídeo de 12 minutos, divulgado no site do The Guardian, que apresenta Snowden ao mundo. “Não quero ser quem decide aquilo que deve ou não ser tornado público”, insistiu, como que querendo afastar-se da imagem de Julian Assange e do projeto Wikileaks.

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