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Postado em 09-03-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 09-03-2015 00:55

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Carla Jiménez

De São Paulo

Já se sabia que qualquer palavra dita pela presidenta Dilma Rousseff neste momento delicado do país corria o risco de cair no vazio. Mas, o som de batidas nas panelas que se ouviu em diversos bairros de São Paulo –e em algumas áreas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte– durante o anunciado pronunciamento em cadeia nacional pelo Dia Internacional da Mulher, na noite deste domingo, revelou o tamanho do mau humor da população da cidade mais rica do país com a mandatária. Dilma apareceu em rádio e televisão exatamente para defender que o país está passando por “problemas temporários”, para alcançar “soluções permanentes”.

Em seu discurso, a presidenta defendeu que o Brasil passa por um momento diferente, “do que vivemos nos últimos anos. Mas nem de longe vivemos uma crise nas dimensões que dizem alguns. Passamos por problemas conjunturais, mas nossos fundamentos continuam sólidos”, afirmou.

Segundo Dilma, esta seria a segunda etapa de combate à mais grave crise internacional desde a de 1929. E nesta segunda etapa, é necessário usar armas diferentes e mais duras das que foram usadas no primeiro momento. “O mundo mudou e as circunstâncias mudaram, tivemos de mudar a forma de enfrentar os problemas”, disse. Isso porque alguns dos percalços se agravaram no mundo e no Brasil. “A seca, por exemplo, está exigindo aumentos temporários no custo da energia”, disse a presidenta, reforçando que se tratava de um aumento “passageiro”. “Você tem todo o direito de se irritar, e de se preocupar. Mas lhe peço paciência”, argumentou, apelando para um pedido de união e confiança na condução deste processo.

A presidenta voltou a focar sua fala com para a classe trabalhadora, a classe média e “os mais vulneráveis”. E que irá cumprir os compromissos já assumidos. Dilma colocou grandes economias que estão “severamente” enfrentando problemas como exemplo do que o Brasil está passando. “Os Estados Unidos, a União Europeia, o Japão e a até mesmo a China que reduziu seu crescimento à metade de suas médias históricas”.

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