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Postado em 03-03-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 03-03-2015 01:09

DEU NO JORNAL A FOLHA DE SÃO PAULO

ANDRESSA TAFFAREL
DE SÃO PAULO

“Jamais imaginei o quanto de terrível é mexer é mexer na criação alheia”, diria José Antonio Espinheira ao fazer seu primeiro longa-metragem, “Cascalho”, uma adaptação do livro homônimo lançado em 1944 por Herberto Sales.

O trabalho, filmado em Andaraí, na Chapada Diamantina, resultaria num grande sucesso, ganhando entusiasmados elogios do escritor.

Também foi o único longa, em 2004, a representar o Nordeste no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Apaixonado pela sétima arte desde a adolescência, Tuna aventurou-se pelo Rio e por São Paulo em busca de oportunidades, que acabaria encontrando ao retornar à terra natal, Salvador.

Foram mais de 30 trabalhos como ator, editor, roteirista, produtor e diretor, parte intimamente ligada ao universo literário, retratando a vida de artistas ou as obras por eles produzidas.

Ultimamente, dedicava-se a um filme sobre o poeta baiano Eurico Alves (1909-74), que ficou inacabado. Se dependesse dele, porém, teria terminado mesmo internado para o tratamento de um câncer.

Por alguns anos, Tuna também fez parte da diretoria de audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Extremamente tímido e reservado, era capaz de se “esconder” das pessoas, conta o irmão, Rui, que lhe deu o apelido –apesar de ter sido sem querer. Quando pequeno, sem conseguir pronunciar “José Antonio”, Rui resumiu o nome para Tuna.

Morreu no sábado (28), aos 71. Deixa a mulher, Yara (que fez a produção de algumas de suas obras), a filha, Maria Rosa, e quatro irmãos.

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