Palace Hotel: um postal vai ressurgir na Rua Chile
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CRÔNICA
LUZES

Gilson Nogueira

A existencialista Chiquita Bacana, sem vestido e sem calção, sairá da Martinica, em 2016, direto para o Pálace Hotel. Na minha idéia, consta que a moça virá participar do baile de carnaval marcado para a reinauguração do Pálace.

Salvo da morte matada por um jovem empresário interessado, também, em investir na recuperação de toda a área vizinha a um dos símbolos maiores dos anos dourados da Salvador,sem a morte em cada esquina, o Pálace parece, desde já, sorrir por dentro, esperando a hora de brilhar junto ao centro da cidade até aqui esquecido pelos poderes públicos. Parabéns ao futuro, desde já!

A notícia da salvação do Pálace foi lida no Correio e me fez ver Chiquita a fazer planos para sepultar, de vez, esse tal de axé que não tem nada a ver com carnaval de verdade. O Pálace marcará a grande virada. Ou seja, Salvador voltará a ver e brincar CARNAVAL.

Localizado no queixo da Rua Chile, hoje, passarela adormecida da elegância da mulher baiana, o Pálace lembra-me o Flatiron Building (ou Fuller Building) um dos primeiros arranha-céus construídos em Nova Iorque. O nome do edifício foi dado por ter ele a forma de um ferro de passar roupas, o que faz Chiquita mais interessada em conhecer o Pálace, sósia do prédio inaugurado em 1902, dono de 87 metros de altura e 22 andares.

Seu fã baiano, apesar de não ter sido considerado um dos prédios mais altos do mundo, está rindo pelas paredes, literalmente, imaginando a volta dos tempos em que um cafezinho no Edifício Antonio Ferreira era tão sensacional quanto olhar os letreiros do Glória, Liceu, Guarany, Excelsior anunciando filmes memoráveis, as vitrines das Duas Américas, Sloper, Adamastor e de outras lojas reluzindo a última moda, os papos sem hora para terminar nos bares, sorveterias, cabarés e restaurantes e cafés do pedaço .Era a vida pacata da futura metrópole deslizando nas horas como se fosse um cobertor de felicidade, que cobria a cidade.

Que venha o Pálace, assim, feito um banho de luz, para iluminar a história e fazer a capital do berimbau voltar a sorrir como o baiano da gema gosta. Tipo ele , o grande Dorival, tão fantástico quanto o Pálace promete voltar a ser!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP.

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