http://youtu.be/VU-GS94Oyvo

Boa Noite!!!

fev
27
Posted on 27-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-02-2015

DEU NO EL PAIS

Fontes oficiais confirmaram a este jornal que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, elevou sua segurança e a de sua família depois que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ter anunciado pessoalmente na quarta-feira a preocupação dos serviços de inteligência diante da possibilidade concreta de que ele seja alvo de atentados relacionados com as investigações do ‘caso Petrobras’. A Operação Lava Jato, que mantém o país em suspense há quase um ano, está a ponto de dar um passo decisivo e de repercussões históricas com a apresentação de denúncias formais contra deputados e senadores, aguardadas para esta sexta-feira, mas que serão conhecidas na próxima semana, conforme informações obtidas pelo EL PAÍS.

As ameaças não provêm de células terroristas, mas de elementos “radicalizados” que extremaram suas posturas como consequência do processo de polarização que vem sendo observado na sociedade brasileira desde as eleições de outubro (vencidas por Dilma Rousseff com apenas com 51% dos votos, contra 49% do oposicionista Aécio Neves). Segundo fontes confiáveis, essa polarização pode conduzir à “violência” e dificulta o trabalho “firme e equilibrado” da Procuradoria e da Polícia Federal, que junto com o juiz federal do Paraná Sergio Moro trouxeram à luz o maior caso de corrupção da sétima economia mundial, tornando pública a podridão escondida pela maior empresa do Brasil, a maior empresa pública da América Latina (outrora “o orgulho dos brasileiros”), que hoje é considerada a petroleira mais endividada do mundo depois de ter perdido, em dois anos, 70% do seu valor de mercado.

Nos últimos meses, a fanatização de determinados grupos que atribuem a corrupção ao PT e a Dilma Rousseff (presidenta do Conselho de Administração da Petrobras durante a maior parte dos anos investigados) e dos círculos próximos ao Governo, que defendem sua atuação, é claramente perceptível em blogs e inclusive nos meios de comunicação tradicionais. “As denúncias vão deixar insatisfeitos ambos os extremos”, explica outra fonte muito próxima da investigação iniciada em Curitiba há dois anos, que aponta para a possibilidade de que as ameaças tenham sido “estimuladas” por setores com interesses na Lava Jato.

Rodrigo Janot (com seu dispositivo de segurança já aumentado) participou na quinta-feira de um ato público em Uberlândia (Minas Gerais) em repudio à tentativa de assassinato sofrida pelo procurador Marcus Vinicius Ribeiro, de Monte Carmelo, atingido por 3 dos 12 disparos feitos por um desconhecido na semana passada e que, segundo o procurador-geral, “é um ataque à democracia”.

Espera-se que ao menos trinta políticos sejam denunciados na próxima semana: a lista vem sendo vazada há meses por alguns jornais brasileiros e compromete muito seriamente o partido do governo e sua base aliada (PP e PMDB). As autoridades reconhecem que o montante total de dinheiro desviado pela rede de subornos, superfaturamento de contratos, financiamento irregular de partidos e lavagem de dinheiro poderia inclusive duplicar a quantidade inicialmente calculada pela Polícia Federal e o Tribunal de Contas, que era de 4 bilhões de dólares (cerca de 11,4 bilhões de reais) entre 2004 e 2012.

fev
27
Posted on 27-02-2015
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DEU NO UOL/FOLHA

IGOR GIELOW
DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, decidiu nesta quinta-feira (26) afastar imediatamente das funções o juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Responsável por ações criminais contra Eike Batista, Souza foi flagrado nesta semana dirigindo um Porsche Cayenne apreendido do empresário.

Ele também deu a vizinhos a guarda de um outro carro da família de Eike, uma Range Rover, e de um piano de cauda.

Segundo a decisão de Andrighi, todos os processos referentes a Eike terão de sair da alçada de Souza, sendo redistribuídos aleatoriamente a outras Varas Federais Criminais. Para a ministra, ao utilizar os bens do réu, Souza confundiu seu papel de magistrado com o de pessoa física, provocando repercussão nacional.

O tempo do afastamento do juiz deverá ser arbitrado pelo plenário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão que abriga a Corregedoria.

Souza poderá recorrer da decisão, talvez com um mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal.

A decisão também considera que o juiz comportou-se de forma indevida ao expressar-se, em diversas entrevistas, de forma negativa sobre Eike. Para Andrighi, isso fere o Código de Ética da Magistratura, e a ministra determina que ele se manifeste de forma mais prudente daqui em diante.

A ministra havia determinado apuração do caso após a divulgação das fotos do juiz dirigindo o Porsche, na terça (24). Na sequência, ela fez uma viagem de trabalho ao Amazonas, da qual retornou na tarde desta quinta. Ao constatar que a investigação não havia andado, resolveu tomar a medida.

O juiz Souza alega que não havia nada de irregular em sua conduta em relação ao Porsche, e que apenas estava resguardando a integridade do bem apreendido como garantia em um dos processos por suposta manipulação do mercado acionário na venda de papéis de empresas de Eike -a OSX e a OGX.

Em relação ao piano, ele afirmou que inicialmente iria deixá-lo com o empresário, mas depois resolveu enviá-lo a alguém de sua confiança para a guarda.

O Tribunal Regional Federal da 2a Região, que contempla o Rio de Janeiro, informou que vai dar “imediato cumprimento à determinação da ministra”.

Procurado para comentar a decisão, o juiz Flávio Roberto de Souza não foi encontrado.

BOM DIA


Palace Hotel: um postal vai ressurgir na Rua Chile
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CRÔNICA
LUZES

Gilson Nogueira

A existencialista Chiquita Bacana, sem vestido e sem calção, sairá da Martinica, em 2016, direto para o Pálace Hotel. Na minha idéia, consta que a moça virá participar do baile de carnaval marcado para a reinauguração do Pálace.

Salvo da morte matada por um jovem empresário interessado, também, em investir na recuperação de toda a área vizinha a um dos símbolos maiores dos anos dourados da Salvador,sem a morte em cada esquina, o Pálace parece, desde já, sorrir por dentro, esperando a hora de brilhar junto ao centro da cidade até aqui esquecido pelos poderes públicos. Parabéns ao futuro, desde já!

A notícia da salvação do Pálace foi lida no Correio e me fez ver Chiquita a fazer planos para sepultar, de vez, esse tal de axé que não tem nada a ver com carnaval de verdade. O Pálace marcará a grande virada. Ou seja, Salvador voltará a ver e brincar CARNAVAL.

Localizado no queixo da Rua Chile, hoje, passarela adormecida da elegância da mulher baiana, o Pálace lembra-me o Flatiron Building (ou Fuller Building) um dos primeiros arranha-céus construídos em Nova Iorque. O nome do edifício foi dado por ter ele a forma de um ferro de passar roupas, o que faz Chiquita mais interessada em conhecer o Pálace, sósia do prédio inaugurado em 1902, dono de 87 metros de altura e 22 andares.

Seu fã baiano, apesar de não ter sido considerado um dos prédios mais altos do mundo, está rindo pelas paredes, literalmente, imaginando a volta dos tempos em que um cafezinho no Edifício Antonio Ferreira era tão sensacional quanto olhar os letreiros do Glória, Liceu, Guarany, Excelsior anunciando filmes memoráveis, as vitrines das Duas Américas, Sloper, Adamastor e de outras lojas reluzindo a última moda, os papos sem hora para terminar nos bares, sorveterias, cabarés e restaurantes e cafés do pedaço .Era a vida pacata da futura metrópole deslizando nas horas como se fosse um cobertor de felicidade, que cobria a cidade.

Que venha o Pálace, assim, feito um banho de luz, para iluminar a história e fazer a capital do berimbau voltar a sorrir como o baiano da gema gosta. Tipo ele , o grande Dorival, tão fantástico quanto o Pálace promete voltar a ser!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP.


Cristina Kirchner participa de inauguração em Bueos Aires. / EFE

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DEU NO EL PAIS

A Justiça argentina arquivou nesta quinta-feira a denúncia apresentada pelo falecido promotor Alberto Nisman contra a presidente Cristina Kirchner por suposto acobertamento de terroristas, segundo informação dos jornais La Nación e Clarín. O juiz federal Daniel Rafecas recusou o pedido para que as acusações de Nisman começassem a ser investigadas.
O promotor, que apareceu morto em circunstâncias duvidosas no seu apartamento, em 18 de janeiro, havia acusado Cristina de “fabricar a inocência” dos terroristas iranianos responsáveis pelo atentado com um carro-bomba contra a sede da Associação Mútua Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires, em 18 de julho de 1994 – um ataque no qual 85 pessoas morreram.

O juiz Rafecas rejeita assim a imputação formal da presidenta que havia sido apresentada pelo promotor Gerardo Pollicita com base na denúncia de Nisman. Pollicita poderá recorrer da decisão, segundo o La Nación.

“Ficou claro que nenhuma das duas hipóteses de delito sustentadas pelo promotor Pollicita em seu requerimento se sustenta minimamente”, afirma Rafecas em seu despacho, segundo o jornal portenho.

O presidente da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (DAIA), Julio Slochsser, disse a este jornal, assim que soube da notícia, que havia recebido a decisão judicial e estava apenas começando a lê-la. “Mas já posso lhe dizer que somos respeitosos das decisões judiciais. Desde o primeiro momento a DAIA não emitiu nenhuma consideração em relação à denúncia. Aceitamos uma resolução judicial e, como tal, nós somos respeitosos com a Justiça”.

Além de Kirchner, Nisman havia denunciado o ministro de Relações Exteriores, Héctor Timerman, e o deputado Andrés Larroque entre outros.

fev
27
Posted on 27-02-2015
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Caó, no portal de humor digital A Charge Online


Militantes do MTST protestam em São Paulo. / NELSON ALMEIDA (AFP)

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Cerca de 10.000 pessoas convocadas pelo Movimento de Trabalhadores Sem-Teto (MTST) marcharam na tarde desta quinta-feira contra o “racionamento seletivo” de água que sofrem nas suas casas há meses. Os manifestantes, moradores de periferia, favelas e ocupações irregulares, chegaram até o Palácio dos Bandeirantes depois de três horas de caminhada e conseguiram ser recebidos no gabinete do governador Geraldo Alckmin. As exigências da marcha passam por que o Estado seja mais transparente na gestão da crise, que distribua caixas de água para os mais pobres e que suspenda os contratos que privilegiam com descontos os grandes consumidores. O grito de guerra repetia-se nos discursos do carro de som: “Se a água não chegar, a cidade vai parar”.
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“Tem bairros que ficam cinco dias sem água. Enquanto o Governo afirma que não há e que não haverá rodízio, o racionamento já está acontecendo contra os mais pobres. Não vamos a admitir que só nós assumamos a irresponsabilidade do Governo nesta crise”, gritava Guilherme Boulos, um dos líderes do movimento. “Na periferia, o racionamento é sistemático há meses”, disse.

Entre os 10.000 manifestantes — PM e organizadores coincidiram no número — fala-se com assombrosa naturalidade dos banhos com canequinha, de que sem ajuda dos vizinhos muitas noites não poderiam cozinhar, da água suja da torneira (quando sai) e dos baldes para captar água de chuva. Muitos não têm nem caixa de água e, quando são questionados sobre se já pensaram em comprar uma, a resposta é sempre a mesma, uma risada e uma pergunta: “com que dinheiro eu compro?”.

Com a filha nos ombros, a recepcionista Josiane de Jesus, de 28 anos, relata a rotina na sua casa de Parelheiros, no extremo sul de São Paulo. “A água falta desde as 13h e quando volta não tem força para preencher nossa caixa de água. A gente enche ela com a mangueira e, quando não dá, com baldes”. O problema de Josiane é precisamente aquele que na quarta-feira reconhecia por primeira vez o diretor metropolitano da Sabesp Paulo Massato. O dirigente afirmou que a companhia rebaixa tanto a pressão, descumprindo normas técnicas, que é insuficiente para atingir os reservatórios nos telhados.

“Estamos assim desde o mês de março, já me aconteceu várias vezes de chegar em casa depois do trabalho e não poder cozinhar. Em casa, a louça, a roupa e a descarga dependem da água que a gente cata quando chove. Gostaria de que o Governo se colocasse na minha situação, eles continuam tendo água”, lamenta Josiane, que mora com mais sete pessoas.

Os manifestantes carregaram de símbolos a passeata. Um boneco do governador Alckmin tomando banho e um caminhão-pipa, escoltado por homens armados com metralhadoras feitas com canos, ocuparam um lugar nobre da marcha, moradores vestidos de índios dançaram pedindo chuva e dezenas de pessoas se fantasiaram de sujos para encenar como fica difícil viver sem água.

Mancando de uma perna, o baiano Edivaldo de Aragão, de 66 anos, acompanhava com dificuldade e um chapéu de cowboy a multidão. “Já chegamos a ficar sem água um semana, mas a gente pede um baldinho para os vizinhos, senão, não daria”, conta o idoso, morador do Jardim São Marcos, em Embu das Artes.

Outro dos temores dos milhares de manifestantes é a possibilidade de a Sabesp aumentar, mais uma vez desde dezembro, a tarifa, como revelou a Folha de S.Paulo. Boulos advertiu logo no começo da passeata: “Se a conta de água subir, nós não vamos mais pagar”. A multidão também deixou clara sua mensagem na porta da residência do governador: “Se a água subir, o Geraldo vai cair, vai cair, vai cair”.

Está é a segunda marcha do MTST para evidenciar a falta de água nas comunidades mais carentes — a primeira foi em setembro do ano passado. A presença da polícia foi mínima e o protesto acabou sem incidentes

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