Igor Kannário:”Tudo nosso, nada deles”

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DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)
Kannarismo desagradou corporações policiais

Uma luta política transformada em guerra que admite qualquer tipo de arma pode ser um risco para a sociedade, como se insinua, agora, na disputa do governador Rui Costa e do prefeito ACM Neto, prováveis candidatos ao governo do Estado em 2018.

Participando de fórum de discussão fechado, na internet, delegados da Polícia Civil manifestaram solidariedade à Polícia Militar, que teria sido “afrontada” pela súbita elevação do cantor Igor Kannario a estrela do Carnaval quase imediatamente a duas prisões que sofrera por porte de maconha.

O aproveitamento político do artista partiu do prefeito, que retirou Kannario da condição de maldito, contratando-o com dinheiro público para apresentar-se na folia, sendo referendado pelo governador, que com o músico confraternizou em camarote. No rastro, o secretário estadual da Cultura anunciou-o para a Virada Cultural, em São Paulo.

A incongruência estaria no fato de que as letras do cantor fazem apologia da violência e do uso de drogas, justamente quando o governo do Estado atribui ao tráfico as grandes mazelas sociais e o alto índice de criminalidade – e ainda se vê envolvido na operação em que a PM matou 12 pessoas no Cabula.

Os delegados ficaram especialmente contrariados com o refrão da música de Kannario que teve projeção no Carnaval. “É tudo nosso e nada deles” representaria um absolutismo comportamental e um posicionamento visivelmente acima da lei, que não serviria de referência para a juventude nem de estímulo à ação policial contra o crime.
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