fev
24


Porsche de Eike, leilão suspenso

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Deu no G1 Rio

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF) adiou nesta terça-feira (24) o leilão que aconteceria na próxima quinta-feira (26) com cinco carros que pertenciam a Eike Batista e foram apreendidos pela Polícia Federal no último dia 6. A ordem foi proferida pelo desembargador federal Messod Azulay, da Segunda Turma Especializada do TRF2.

Em sua decisão, o desembargador levou em conta que os automóveis não são bens perecíveis e não correm o risco de deterioração iminente. Por conta disso, o magistrado entendeu que a realização do leilão pode ser adiada, para que seja garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa do réu.

“Observe-se que a apreensão dos bens se deu há menos de 30 dias, não se justificando a designação de data para o leilão sem que o réu ou terceiros proprietários tenham tido a oportunidade da interposição dos recursos cabíveis quanto à medida constritiva que recaiu sobre seu patrimônio”, explicou. Seriam leiloados uma Lamborghini 2011/2012 (lance inicial de 1.620 milhão), um Smart 2009 (lance inicial de R$ 30 mil), e três Hilux blindadas (lance inicial de R$ 50 mil).

Sindicância

A Corregedoria Regional da Justiça Federal da 2ª Região instaurou nesta terça-feira um processo de sindicância para apurar a conduta do juiz federal Flávio Roberto de Souza, federal titular da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, referente ao uso de bens apreendidos do empresário Eike Batista. O procedimento foi aberto por determinação do corregedor regional em exercício, desembargador federal José Antonio Lisbôa Neiva.

O advogado Sergio Bermudes, que representa Eike Batista, em conversa com o criminalista Ary Bergher, que também integra a equipe de defesa, considerou que, ao dirigir o carro do empresário, apreendido pela Polícia Federal, o juiz cometeu crime de peculato, artigo 312 do Código Penal que significa: “apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio; pena: reclusão, de dois a 12 anos, e multa”.
Porsche está registrado no Detran com o nome de Eike (Foto: Reprodução / Detran)Porsche está registrado no Detran com o nome de

Um ofício obtido pelo G1 mostra que o juiz Flávio de Souza, responsável por julgar o processo contra Eike Batista por crimes financeiros, pediu autorização ao Detran para que dois carros que pertenciam ao empresário passassem a ser utilizados pela Justiça Federal. Dentre eles, o Porsche Cayenne que o magistrado foi flagrado dirigindo pelo jornal “Extra” nesta terça-feira.

O Detran confirma que acatou a solicitação feita para a transferência provisória dos veículos Toyota Hilux e Porsche Cayenne Turbo S para a Justiça Federal. A corregedoria do órgão abriu sindicância para apurar o uso do carro pelo magistrado.

O advogado de Eike, Sérgio Bermudes, criticou a ação. “Absurdo o juiz usar contrariamente a lei, o bem cuja apreensão ele decretou. Ele age dolosamente fazendo uso do bem”, disse.

Em documento sigiloso, que tem como coautor o Ministério Público Federal (MPF), o magistrado pede que os veículos “fiquem à disposição” da 3ª Vara Federal Criminal e que seja confeccionado um certificado de registro provisório para os carros serem utilizados pelo tribunal. A mudança valeria até o “trânsito em julgado da decisão que decretar o perdimento do veículo em favor da União”.


Protesto de camonhoneiros na área que Dilma
visita esta quarta-feira (25)

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DEU NO PORTAL A TARDE

Da Redação

Com informações de Alean Rodrigues
de Feria de Santana Bahia

Caminhoneiros bloqueiam, nesta terça-feira, 24, a BA-116 Norte, rodovia que sai do município de Feira de Santana (distante a 109 km de Salvador), no sentido de Serrinha (a 173 km da capital), em adesão à manifestação nacional feita pela classe por causa do preço do combustível e os baixos valores dos fretes.

Os caminhões ocupam a faixa do acostamento da pista no km 420 da rodovia. Durante a manifestação, nesta manhã, os motoristas queimaram pneus próximo ao viaduto Conceição Lobo, no bairro de Cidade Nova, e interditaram o trânsito nos dois sentidos da via.

No início da tarde, por volta das 11h30, os pneus foram retirados da pista e o tráfego voltou a fluir com lentidão, informou por meio do Twitter a Polícia Rodoviária Federal (PRF). No entanto, de acordo órgão, o fluxo foi liberado apenas para carros de passeio e ônibus.


Janot e Lewandowski, no STF em outubro do ano passado.
Foto: José Cruz (Ag. Brasil)

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Afonso Benites

De São Paulo

Quando escreve um livro, qualquer autor se preocupa em deixar detalhes para prender a atenção do leitor. Se a operação Lava Jato fosse uma obra, um desses momentos-chave estaria para ocorrer nos próximos dias. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar até a próxima sexta-feira, as denúncias contra os políticos suspeitos de fazerem parte do esquema que desviou entre 10 bilhões e 20 bilhões de reais da Petrobras.

Ao lado de um grupo de outros oito procuradores, Janot está se debruçando desde o início do ano sobre os últimos detalhes da investigação para apresentar sua acusação formal. Sem detalhar quantos ocupantes de cargos públicos serão citados, o chefe do Ministério Público deverá solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que todos os políticos tenham seus nomes divulgados, sob o argumento de que os processos precisam ser públicos e até mesmo para esclarecer quem teria relação com o petrolão, o nome usado na imprensa para o esquema, e quem teve o nome citado de maneira incorreta nos últimos meses.
Caso Petrobras

MP fecha cerco e cobra 4,47 bi de reais de empresas envolvidas na Lava Jato
“Foi criada uma versão sobre uma reunião que não existiu”
Petrobras, o Titanic político da presidenta Dilma Rousseff, por JUAN ARIAS
Perigo, convém evitar manobras perigosas, por ALBERTO DINES
Todos os 39 investigados por fraude na Petrobras se tornam réus

Em dezembro do ano passado, veiculou-se a informação de que ao menos 28 políticos teriam alguma participação no esquema criminoso. Um mês antes, lideranças dos principais partidos brasileiros já estimavam que o escândalo atingiria ao menos cem ocupantes de cargos públicos, entre eles os presidentes das duas principais casas Legislativas na época, os peemedebistas Renan Calheiros (Senado) e Henrique Eduardo Alves (Câmara). Recentemente, apareceram nas listas extraoficiais o atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL). Todos negam participação.

Caso o STF acate o pedido de ampla divulgação de Janot, só estariam sob sigilo detalhes como movimentações financeiras, fiscais ou dados telefônicos. Após a denúncia, caberá ao ministro Teori Zavascki, o relator do processo no Supremo, aceitar ou não as acusações. Aceitando, os envolvidos se tornarão réus e poderão apresentar suas defesas.

No meio político, não se fala de outra coisa. Há até os parlamentares que dizem não ver a hora de que os nomes denunciados emerjam. Alguns deles, como os ex-deputados Candido Vacarezza (PT-SP) e Luiz Argolo (SD-BA), atribuem suas derrotas nas eleições passadas à citação de seus nomes na Lava Jato. Outros mencionados, como os senadores Lindbergh Alves (PT-RJ) e Humberto Costa (PT-PE), cobraram a celeridade nas investigações e colocaram seus dados bancários à disposição da Justiça para tentarem comprovar inocência.

De todo modo, o “livro Lava Jato” ainda está distante do fim. O julgamento poderá demorar um bom tempo, como os seis anos percorridos da denúncia até o veredito sobre o mensalão.

Inesquecível e inimitável Conjunto Farroupilha. Confira nessa mágica e eterna interpretação.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

fev
24

DEU NA COLUNA TUDO SOBRE CINEMA, DE MIGUEL BARBIERI JR. (VEJA SÃO PAULO)

Como crítico de cinema há mais de duas décadas, eu vejo muitos filmes ao longo do ano. Assisto a muitas bobagens, longas-metragens medianos e, raramente, algo que me tire o fôlego. Fazia muito tempo que não saía do cinema tão entusiasmado e isso ocorreu logo após a sessão para a imprensa de Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância. Não à toa, a fita de Alejandro González Iñárritu foi a grande vencedora do Oscar 2015, levando os importantes prêmios de melhor filme, direção, roteiro original e fotografia. Quer dez motivos para ver Birdman?
Birdman, com Michael Keaton, foi escolhido o melhor filme pelo sindicado dos produtores

Birdman, com Michael Keaton, foi o grande vencedor do Oscar 2015

1- O mexicano Alejandro González Iñárritu tem uma filmografia composta pelos elogiados Amores Brutos, 21 Gramas e Babel. Em rumo totalmente distinto ao dos trabalhos anteriores, conseguiu a proeza de realizar seu melhor longa-metragem.

2- Uma das qualidades do roteiro está em alfinetar o cinemão americano sem ofensas grosseiras. O personagem de Michael Keaton, por exemplo, é um ator que, no passado, fez muito sucesso interpretando o super-herói de uma franquia. Só para lembrar: Keaton atuou duas vezes como Batman, sob a direção de Tim Burton.

3- Birdman é o filme mais premiado da temporada, ao menos nas associações dos profissionais dos Estados Unidos. Venceu no sindicato dos produtores, dos diretores e também dos atores (um merecido troféu para o elenco).

4- O filme é composto de vários planos-sequência – um recurso narrativo que dá a impressão de ter sido filmado num só take. É difícil perceber onde foram feitos os cortes de uma tomada para a outra. Fique ligado para tentar encontrar as “emendas”.

5- Atuações também são o forte. Como a ação se passa poucos dias antes da estreia de uma peça, os atores imprimem uma intensa carga de adrenalina aos papéis. Destaco as interpretações de Michael Keaton, Edward Norton e Emma Stone, todos candidatos ao Oscar.

6- Também mexicano, o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, conhecido como Chivo, ganhou seu segundo Oscar – e consecutivo. No ano passado, venceu por Gravidade, outro filme que me deixou boquiaberto.

7- Poucas vezes, vi um casamento entre cinema e teatro tão azeitado. Embora o assunto central seja a montagem de uma peça, Birdman consegue escapar facilmente do quadrado formato “teatro filmado” por causa da agilidade das câmeras e dos diálogos calorosos.

8- A história é um drama (de um astro decadente tentando voltar à cena como um ator de prestígio na Broadway), mas há vários momentos de humor, sobretudo ligados às celebridades e ao universo do cinema.

9 – Difícil citar apenas uma cena emblemática, mas gosto, particularmente, da sequência em que Michael Keaton anda de cueca pela Times Square, em Nova York. É um feito cinematográfico de arregalar os olhos.

10 – Os detratores acham que Iñárritu passou dos limites fazendo um trabalho pretensioso.
Discordo. O filme trata, justamente, do ego inflado dos artistas expondo os personagens a situações muitas vezes ridículas.


(Com agradecimento do BP à jornalista e escritora Cida Torneros pela sugestão).


Recorded on Ben Websters Birthday Easter Sunday, April 7, 1985, in Club Montmartre Copenhagen, Denmark.

Histórica apresentação em Copenhague de Clark Terry e seu fabuloso Quarteto.

R.I.P

(Vitor Hugo Soares)


Igor Kannário:”Tudo nosso, nada deles”

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DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)
Kannarismo desagradou corporações policiais

Uma luta política transformada em guerra que admite qualquer tipo de arma pode ser um risco para a sociedade, como se insinua, agora, na disputa do governador Rui Costa e do prefeito ACM Neto, prováveis candidatos ao governo do Estado em 2018.

Participando de fórum de discussão fechado, na internet, delegados da Polícia Civil manifestaram solidariedade à Polícia Militar, que teria sido “afrontada” pela súbita elevação do cantor Igor Kannario a estrela do Carnaval quase imediatamente a duas prisões que sofrera por porte de maconha.

O aproveitamento político do artista partiu do prefeito, que retirou Kannario da condição de maldito, contratando-o com dinheiro público para apresentar-se na folia, sendo referendado pelo governador, que com o músico confraternizou em camarote. No rastro, o secretário estadual da Cultura anunciou-o para a Virada Cultural, em São Paulo.

A incongruência estaria no fato de que as letras do cantor fazem apologia da violência e do uso de drogas, justamente quando o governo do Estado atribui ao tráfico as grandes mazelas sociais e o alto índice de criminalidade – e ainda se vê envolvido na operação em que a PM matou 12 pessoas no Cabula.

Os delegados ficaram especialmente contrariados com o refrão da música de Kannario que teve projeção no Carnaval. “É tudo nosso e nada deles” representaria um absolutismo comportamental e um posicionamento visivelmente acima da lei, que não serviria de referência para a juventude nem de estímulo à ação policial contra o crime.
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fev
24

DEU NO UOL/FOLHA

SEVERINO MOTTA
DE BRASÍLIA

O relator dos processo da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Teori Zavascki, negou nesta segunda-feira (23) pedidos de liberdade feitos por dois executivos da Camargo Corrêa: Dalton Avancini, diretor-presidente da empresa, e João Ricardo Auler, presidente do Conselho de administração.

Nos pedidos, os executivos argumentavam que tal como o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, solto por habeas corpus de Zavascki cerca de um mês após a prisão, os dois também teriam direito ao benefício.

Em sua decisão, o ministro ponderou que a libertação de Duque aconteceu pois sua detenção provisória era baseada unicamente no risco de fuga, e o STF tem jurisprudência consolidada de que tal situação não pode justificar pedidos de detenção.

De acordo com Zavascki, os casos de Auler e Avancini são diferentes, uma vez que a fundamentação de suas prisões levaria em conta outros fatores ligados à gravidade dos delitos praticados, uma vez que, segundo o Ministério Público, os executivos seriam uns dos responsáveis pela cartel de empresas que operou em licitações da Petrobras.

fev
24
Posted on 24-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-02-2015


Caó, no portal de humor digital A Charge online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DOS JORNALISTAS DIOGO MAINARDI E MÁRIO BONFIM)

Sergio Moro dá o troco nos pilantras

A colunista Mônica Bergamo, sobre quem não temos suspeitas, somente certezas, publicou uma reportagem lamuriosa sobre as condições “terríveis” em que vivem os diretores de empreiteiras e operadores do Petrolão na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Tudo parte do esforço dos advogados dos pilantras para vitimizar os presos perante a opinião pública e os ministros do STF que podem reverter as prisões preventivas.

O que fez o juiz Sergio Moro depois da publicação da reportagem? Intimou os advogados dos meliantes a responder se os clientes preferiam ir para o presídio estadual. O prazo para a resposta é de 48 horas.

Enquanto os advogados estão indo, Sergio Moro já voltou faz tempo. Por isso, eles o odeiam. Por isso, nós o admiramos.

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