DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

Rodrigo Amado

Clark Terry, lendário trompetista norte-americano que tocou nas bandas de Duke Ellington e Count Basie, morreu no último sábado, aos 94 anos. Um dos músicos de jazz mais gravados de sempre, compositor e educador, participou em discos de Billie Holiday, Ella Fitzgerald ou Quincy Jones, tendo integrado recentemente a banda do reputado The Tonight Show.

A notícia da sua morte chegou através da sua mulher, Gwen, que escreveu no site do músico: “O meu marido partiu em paz, rodeado pela família, estudantes e amigos. Juntou-se à banda do paraíso onde tocará e cantará com os anjos.”

Clark Terry era uma das últimas grandes lendas do jazz. Tornara-se conhecido não apenas pelo seu virtuosismo ou por possuir um tom de trompete puro que muitos apontavam como representando a própria essência do jazz, mas também pela enorme generosidade e alegria que colocava em tudo o que fazia, fosse uma atuação, uma aula ou uma simples conversa.

Tinha uma personalidade luminosa que o tornou um dos músicos de jazz mais requisitados de sempre, tendo participado em mais de 900 sessões de gravação e conquistado inúmeros prêmios, entre eles um Grammy pela sua carreira ou a prestigiada distinção de cavaleiro das Artes e Letras, concedida pelo Governo francês.

Numa carreira notável que atravessou sete décadas da história do jazz, destaca-se o papel determinante que teve nas duas orquestras de jazz mais famosas e prestigiadas da história, as de Duke Ellington e Count Basie, e a colaboração com inúmeras outras figuras de topo como Louis Armstrong, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Gerry Mulligan, Quincy Jones, Sonny Rollins, Thelonious Monk, Ornette Coleman, Aretha Franklin, Charles Mingus, Cecil Taylor, Dizzy Gillespie ou Ray Charles. Terry foi ainda um dos principais mentores de outra lenda do trompete, Miles Davis, o qual, cada vez que comprava um novo trompete, o entregava a Terry para fazer afinações das quais dizia serem “mágicas”.

Para lá do seu papel como músico, o trompetista tornou-se ao longo dos anos um dos mais influentes educadores no jazz, realizando workshops e masterclasses em muitos dos mais importantes colégios e universidades norte-americanas, e ocupando ainda o lugar de professor adjunto na William Paterson University, em New Jersey.

Em entrevista afirmou que uma das principais motivações para ensinar vinha da sua própria experiência como jovem músico, principalmente de ocasiões em que trabalhara com músicos mais velhos que se sentiam ameaçados pelo “jovem talento”, ocultando técnicas e métodos de dedilhação e induzindo em erro os jovens que procuravam conselhos técnicos. O trompetista acabaria por ser reconhecido por fazer exatamente o contrário.

“O melhor do mundo”

Nascido em 1920 no Sul dos Estados Unidos, em Saint Louis, Missouri, no seio de uma família numerosa (tinha dez irmãos), Clark Terry começou a tocar ainda jovem. Após uma passagem pela banda da Marinha, durante a Segunda Grande Guerra, o trompetista progrediu através das orquestras mais populares do seu tempo, incluindo as de Lionel Hampton, Charlie Barnet ou Count Basie, tendo integrado esta última de 1948 a 1951, conquistando uma reputação de virtuosismo, rigor e sofisticação.

Foi então que Duke Ellington ouviu falar de Terry através de Charlie Barnet, para o qual o trompetista era “o melhor do mundo”. Incentivado por Barnet e tendo na época um lugar vago na orquestra, decidiu então “roubar” o jovem Terry a Basie (o trompetista confessaria posteriormente que o seu maior arrependimento na vida fora ter mentido a Basie ao abandonar a orquestra para se juntar a Ellington). E o resto é História.

A orquestra de Ellington era a mais inventiva e sofisticada então, e o fato de integrar esta superorganização musical deu a Terry as ferramentas para se tornar um poderoso solista, tendo contribuído muito para os importantes avanços que se deram na técnica do instrumento, particularmente do flugelhorn, um trompete um pouco maior do que o habitual, com um som mais grave e doce. Tornaram-se lendárias as suas atuações com a orquestra em momentos como o Newport Jazz Festival de 1956 ou em gravações como a de Such Sweet Thunder.

O trompetista abandona a orquestra de Ellington em 1959, mantendo uma atividade intensa com os seus próprios projetos e colaborações, e passando a integrar a cadeia NBC como músico de estúdio, o que o levaria mais tarde a ser o primeiro músico negro a ser admitido na banda do The Tonight Show.

No início dos anos 60 reforça conhecimentos como entertainer e adota um estilo que conquista audiências cada vez maiores. É nessa altura que grava Mumbles, com o trio de Oscar Peterson (Terry refere que Peterson quase caiu do piano de tanto rir), tema que se viria a tornar na sua própria alcunha e um dos ex libris do seu repertório.


“Não Tem Nada Não”, Marcos Valle, cante com ele.

(Gilson Nogueira)


O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na Câmara França Brasil / P. Whitaker/Reuters

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, começou a sua segunda-feira com uma dinâmica que tem se repetido nas últimas semanas: encontro com empresários para detalhar os planos econômicos do Governo Dilma para retomar o brilho da combalida economia. Em evento organizado pela Câmara de Comércio França Brasil, em um hotel de luxo em São Paulo, Levy não dourou pílula ao lembrar que dias melhores virão, mas apenas em 2016. Por ora, o contexto brasileiro exige um ingrediente subjetivo. Diante da expectativa de um crescimento negativo neste ano, a palavra “imaginação” foi evocada ao menos três vezes por Levy, como parte do antídoto para atravessar o deserto de 2015. “Voltar a crescer de maneira saudável exige certa imaginação e esforço de todo mundo. Mas nada dramático”, avisou o ministro.

Levy procurou detalhar a necessidade de uma “reengenharia” para ajustar o que foi a política anticíclica do primeiro mandato, focada na concessão de benefícios para a manutenção de empregos, para um momento mais realista e austero neste segundo mandato. “Tivemos uma política expansionista que levou a um aumento da relação dívida bruta/PIB. E parte da dívida tem como lastro alguns empréstimos do BNDES para grandes empresas, algumas possivelmente com representantes sentados nesta plateia”, provocou ele, para lembrar em seguida que outros países emergentes, como o México, a Índia e a Rússia, também passaram por desajustes do gênero que pediram mudanças de postura na política econômica. “Os Estados Unidos, a China e outras nações estão mudando suas políticas. A nossa também, e começa com a estabilização fiscal, que é o ponto número um”, afirmou.

Alguns benefícios sociais, como o seguro desemprego e a pensão por morte, estão na mira do Governo Dilma, apesar da grita de setores do sindicalismo e da oposição, que veem aí manobras ‘neoliberais’ que atingiriam conquistas suadas dos trabalhadores. Mas, Levy tem procurado reforçar que se tratam de ajustes para distorções desses dois benefícios. “O custo do seguro-desemprego subiu de 0,5% para 1,1% do PIB nos últimos anos”, mostrou o ministro numa apresentação.

A equipe econômica tem procurado pontuar ainda as brechas na legislação atual que tem aberto espaço para fraudes em casos de pensões por morte, por exemplo.

A palavra ‘imaginação’ foi evocada pela segunda vez quando o ministro falou sobre o setor elétrico, que vive um momento de modulação, com o reajuste de tarifas para compensar perdas que tem como base algumas intervenções do Governo Dilma, mas também afetadas pela crise hídrica, e ainda, com um consumo doméstico crescente, que cresceu 25% entre 2010 e 2014. “Na Europa, por exemplo, o consumo está caindo, pois lá houve uma sensibilização da necessidade de conservar energia”, comparou. “O Brasil pode fazer o mesmo com um pouco de desconforto, mas também com imaginação, até passar por esta fase”.

Alvo de críticas constantes por sua formação neoliberal, e por ser o mensageiro das más notícias em 2015 – anunciando cortes de gastos públicos e aumento de tributos -, Levy inseriu em sua apresentação um slide com o que ele chamou dos “três pilares da economia”: responsabilidade fiscal e monetária, rede de assistência social sustentável, – que incluiria por exemplo programas como o Bolsa Família, e incentivos para aumentar a oferta de trabalho – e apoio ao empreendedorismo, que prevê a simplificação tributária, por exemplo, e medidas para aumentar o comércio exterior.

O sucessor de Guido Mantega procurou manter o realismo com o ano em curso, para vislumbrar um futuro mais a contento, numa nova etapa de desenvolvimento. “Tudo é uma questão de atitude. Quando há desafios, vale usar a imaginação para dar a volta por cima”, disse Levy.

fev
23
Posted on 23-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-02-2015

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Bethânia, 50 anos de carreira de esmerada paixão

Marlon Marcos (especial para o BP)

Há 50 anos surgia o canto universal de Maria Bethânia…
Um dia, em uma entrevista, ela me disse: “obrigada por gostar do meu trabalho, um simples ofício de cantora popular. E que você se expresse com sensibilidade e inteligência, Deus o abençoe sempre”. Havia ali a presença toda sã de uma das maiores artistas que este país viu nascer e permanecer, falando com alguém que engatinhava, aos 33 anos, buscando a expressão como acadêmico entre a história, o jornalismo e a antropologia, usando como tema de pesquisa o talento fulgurante da cantora em associação às narrativas do orixá Oyá-Iansã.
A partir da pesquisa começada na Faculdade de Comunicação da UFBA, e continuada no Programa de Pós Graduação em Estudos Étnicos e Africanos, no CEAO, passei a centralizar em mim os exemplos estéticos e intelectuais dados por ela. Tornei-a meu controle de qualidade para as coisas que me atrevo a fazer.
Maria Bethânia Vianna Telles Velloso faz nestes 13 de fevereiro 50 anos de oficializada e luminosa trajetória artística no principal cenário lítero-musical brasileiro. Uma cantora popular nascida na Bahia que ensina ao Brasil a ser brasileiro, que brada ao som da inconfundível voz possibilidades estéticas, saídas políticas, memórias, trajetórias religiosas, convivências étnicas, melhoras sociais. Ou seja, uma voz que escreve belezas e educa a favor de uma plateia nacional que seu talento merece conhecer.

São 50 anos desfiando os lugares mais límpidos da poesia, usando o som e a palavra para expressar a sua dilacerante inteligência que colore o seu comportamento e define a sua arte. Inteligência e sensibilidade que alicerçam sua caminha embasada em autodidatismos e a elevam a fazer uma espécie de etnoantropologia deste país, que custa a se transformar em um lugar mais humano e igualitário no sentido das questões econômicas.
Bethânia é a beleza que esmigalha opiniões, pois transpõe as favoráveis e as desfavoráveis – a sua força inventiva somada à autopreservação e à vontade missionária por expressão, a conduziram ao posto de artista feminina mais importante do cancioneiro no Brasil. O amadurecimento do seu canto, aos 68 anos de idade, confere a nós brasileiros o privilégio de termos viva uma das maiores cantoras do mundo em atividade. A sua recorrência estética embeleza o mundo com as coisas mais simples e mais necessárias que temos no nosso cotidiano, e que podem nos traduzir identitariamente.

Inexplicavelmente, ela é poesia transfigurada em fêmea, mulher, cantora, brado, projeto, elucidação, silêncio… A artista que gera congressos, que atrai Omara Portuondo, que inspira poetas, desequilibra intelectuais, e melhor, singularmente canta o que se pede pra cantar.

Nota nítida é o estar desta menina que, dos seus quintais, elabora sonhos e paisagens e nos convida a participar. Uma mulher aquática destemida, dona dos ares, brincante, entreposto da emoção que dialoga com a razão de quem sabe ser gente e águia, esta sereia negra da voz matricial da Purificação.

A diva que diz: “Chegar para agradecer e louvar o ventre que me gerou, o orixá que me tomou, a mão de água e ouro de Oxum que me consagrou”; e sai pelos palcos, clariceanamente, desafiando: “ tropece aonde eu tropecei, e levante-se assim como eu fiz”.

É esta a rosa do deserto de Cecília Meireles, a destemida Iara do amado Caetano, a principal discípula de Fauzi, a filha mais exemplar da minha majestade Oyá, o manancial da diversa beleza que trago para dentro da antropologia que faço.

Musa e mestra numa carreira longeva que está sempre recomeçando.

Marlon Marcos é jornalista e antropólogo. O texto foi escrito especialmente para o Bahia em Pauta.

fev
23

Júlio Iglésias, ” Un canto a Galicia”, uma voz da Espanha para o mundo, no BP!

BOM DIA!!!

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DEU NO PORTAL A TARDE

Biaggio Talento (AG. A TARDE)

Uma reunião realizada na sexta-feira, 20, entre o governador Rui Costa, o líder da bancada do PT deputado estadual Rosemberg Pinto e o secretário de Relações Institucionais Josias Gomes pode ter resolvido o impasse criado com a quinta releição do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PDT), cuja legalidade é questionada pelos petistas. Rui pediu a Rosemberg que a questão não seja judicializada para evitar problemas nas relações entre os poderes Executivo e Legislativo do Estado.

A bancada do PT anunciou que iria entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) contra a reeleição de Nilo, o que seria definido numa reunião marcada para terça-feira entre os 11 deputados estaduais petistas e o presidente esdual do partido, Everaldo Anunciação.

Rosemberg contou que o governador solicitou à bancada não judicialize a reeleição em nome da estabilidade das relações entre os partidos da base aliada que apoiam Rui Costa. “O governador fez esse apelo, lembrando que teremos um ano difícil em função do cenário econômico, e que não seria bom um desentendimento entre integrantes dos partidos base”, disse o deputado, explicando que diante do pedido da maior liderança do PT no Estado não tem como não atender.

“Vamos levar essa posição à bancada, na reunião de terça-feira”, disse. Conforme Rosemberg, o governador, por outro lado, observou que os petistas tem o direito de lutar na Assembleia contra a tese da reeleição do presidente da Casa, inclusive pelo fato de a próxima eleição em, 2017, ser na mesma Legislatura. “Um dos argumentos usados pelo deputado Marcelo Nilo era de que não haveria ilegalidade na reeleição por ser uma nova legislatura. Daqui a dois anos não vai poder usar essa mesma tese”, disse.

Para Rosemberg a “ameaça” de Nilo de romper com o PT seria inócua pois ele não é do partido. No entanto reconhece que não é bom continuar com o desentendimento entre o chefe do Poder Legislativo e o partido do governador.

Bandeira branca

O secretário de Comunicação do governo, André Curvelo confirmou a reunião e o pedido de “bandeira branca” feita por Rui Costa. “O governador apelou para que a bancada encerre esse problema, pois precisamos todos trabalhar muito esse ano para enfrentar a crise econômica”, disse.

Conforme Curvelo, Rui respeita o posicionamento da bancada petista contrária à reeleição do presidente da Assembleia Legislativa, mas assinalou que esse é um problema interno do Legislativo e que o Executivo não deve e não vei se meter. Quer apenas que a temperatura baixe, pois na sua avaliação todos sairiam perdendo com a briga.

Retirou

Rosemberg Pinto manteve sua candidatura à presidência da Assembleia até o dia da eleição. Quando Nilo confirmou a dele, disse que não participaria do processo para não “legitimá-lo” e orientou os 11 deputados do PT a se retirar do plenário e não votar.

Nilo foi eleito com 51 votos e houve uma abstenção. Logo depois, Rosemberg anunciou que a bancada iria estudar entrar com uma ADIN alegando que a reeleição seria inconstitucional.

fev
23
Posted on 23-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-02-2015


Sid, no portal digital A Tarde


Elenco e equipe técnica de “Birdman” festejam
Oscar de Melhor Filme

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DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

A edição de número 87 do Oscar tem dono: Alejandro G. Iñárritu. O diretor mexicano e seu Birdman levaram quatro estatuetas na noite deste domingo (22) em cerimônia realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Outro longa que ganhou destaque foi O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson, que também ganhou quatro prêmios, mas de categorias “menores”. Whiplash, que conta a história de um jovem baterista atormentado por seu professor de música surpreendeu ao vencer três categorias. O fator inesperado para quem fez previsões do Oscar ficou por conta do badalado Boyhood, que acabou ficando apenas com o prêmio de Melhor Atriz com Patricia Arquette.

Para a categoria mais aguardada, a de Melhor Filme, a tarefa de apresentar o vencedor ficou com outro nome querido pela Academia, Sean Penn. “Só um vai ganhar o Oscar de Melhor Filme, mas todos vão perdurar, pois tocaram alguém”, disse o ator, ao anunciar os indicados. “Quem deu um green card para esse filho da p***”, brincou Sean Penn ao anunciar Birdman, do mexicano Alejandro G. Iñárritu, cujo filme levou quatro estatuetas na noite. “A ideia era realmente algo louco. Podíamos estar em qualquer lugar, mas aconteceu, estamos aqui”, disse o cineasta.

O grande prêmio entre os atores ficou pela interpretação de Stephen Hawking de Eddie Redmayne em A Teoria de Tudo. “Estou ciente de que sou muito sortudo. Esse Oscar pertence a todos que estão tendo que lidar com a esclerose lateral amiotrófica”, disse o empolgado ator, que não segurou a emoção e empolgação no palco.
Sean Penn apresentou a categoria de Melhor Filme do Oscar Foto: Kevin Winter / Getty Images
Sean Penn apresentou a categoria de Melhor Filme do Oscar
Foto: Kevin Winter / Getty Images

Na sequência, o vencedor do Oscar Matthew McConaughey apresentou a categoria de Melhor Atriz. Julianne Moore, em sua quinta indicação, venceu o prêmio pela primeira vez por seu papel em Para Sempre Alice. “Eu li um artigo que dizia que ganhar o Oscar podia fazer a pessoa viver cinco anos a mais. Se isso for verdade, queria agradecer, porque meu marido é mais novo que eu. Me sinto muito honrada de estar com vocês e estar com pessoas que amo”, disse.

Alejandro G. Iñárritu venceu na categoria de Melhor Diretor com Birdman. “Toda sorte funciona. Hoje eu estou usando a roupa do Michael Keaton. Está um pouco apertado, mas funcionou. Honestamente, isso é uma loucura. Vou falar sobre aquele cara chamado ego. O ego adora competir. Para ganhar, alguém tem que perder, mas o paradoxo é que a arte verdadeira, a expressão pessoal de todos os outros diretores não podem ser comparados. Não podem perder. Nosso trabalho só será julgado pelo tempo. Eu simplesmente agradeço pelo reconhecimento”, disse o mexicano.

Sem muita surpresa, JK Simmons levou o prêmio por Melhor Ator Coadjuvante em sua primeira indicação ao prêmio na pele do exigente maestro Fletcher de Whiplash. O ator agradeceu sua esposa por sua “paciência”. Também vencedora do Oscar, a atriz Lupita Nyong’o arrancou risos ao apresentar a categoria e cometer uma gafe ao indicar o vencedor. “E o ator vai para…digo…o Oscar vai para…”. Nesta disputada seleção, Simmons superou competidores de peso: Mark Ruffalo, Ethan Hawke, Edward Norton e o veterano Robert Duvall.
Neil Patrick Harris foi o apresentador da cerimônia Foto: Kevin Winter / Getty Images
Neil Patrick Harris foi o apresentador da cerimônia
Foto: Kevin Winter / Getty Images

Entre as atrizes coadjuvantes, Patricia Arquette, venceu a categoria por seu papel em Boyhood. “Obrigada por todos da família Boyhood. Todos os amigos que me ajudaram a fazer desse mundo melhor”, disse a atriz, que reforçou o discurso feminista, um dos assuntos em alta em Hollywood neste ano, ao pedir mais igualdade para atrizes, produtoras e diretoras de cinema. Esta foi a primeira indicação de Patricia Arquette ao prêmio.

Na hora da homenagem aos atores, executivos, produtores, figurinistas e outros que faleceram no último ano, Meryl Streep fez um emocionado discurso. “Pelo trabalho deles, eles compartilharam um pedaço de sua alma. Sentiremos a falta deles como sentimos a falta de um amigo”, disse. Entre os homenageados estavam James Garner, Virna Lisi, Gordon Willis, Eli Wallach, Lauren Bacall e Robin Williams. O número musical seguinte foi da cantora Jennifer Hudson.

Em outra categoria muito concorrida, a de roteiro original, contrariando algumas previsões, o quarteto responsável por Birdman levou a melhor. “A jornada começou há tres anos, quando pedi que me seguissem nessa loucura. E eles são loucos e me seguiram. Queria agradecer nosso elenco fabuloso, que fizeram esse filme voar. Sem vocês, não estaríamos aqui”, disse o diretor Alejandro G. Iñárritu.

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