Coração de ressaca? Henry Mancini, o inesquecível maestro, pai de Mônica!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NA FOLHA

OPINIÃO

O crime compensa na Sapucaí

Bernardo Mello Franco

BRASÍLIA – Não basta reclamar da Beija-Flor, que levantou o troféu com patrocínio do sanguinário ditador da Guiné Equatorial. Uma conversa a sério sobre o financiamento do Carnaval do Rio precisa discutir os repasses de verba pública às escolas de samba e o controle da festa mais popular do país por uma entidade ligada ao crime, com as bênçãos do Estado e da prefeitura.

A escola campeã, comandada há décadas por um contraventor de Nilópolis, está longe de ser exceção. A simpática Portela tem como patrono um miliciano, a Mocidade Independente pertence a um capo dos caça-níqueis, a Imperatriz Leopoldinense está nas mãos de um ex-torturador que virou bicheiro.

Os quatro já estiveram presos e continuam a reinar na Marquês de Sapucaí, onde têm livre acesso aos camarotes e são reverenciados por artistas e políticos. Eles mandam na Liesa, a liga que organiza os desfiles na Marquês de Sapucaí.

Em 2008, uma CPI da Câmara Municipal do Rio concluiu que a entidade deveria disputar licitação se quisesse continuar à frente do Carnaval. O então prefeito Cesar Maia foi contra. Os postulantes à sua cadeira evitaram o assunto. Eduardo Paes venceu a eleição, e pouca coisa mudou no Sambódromo.

A prefeitura continuou a injetar dinheiro nas escolas até 2010, quando o Ministério Público mandou suspender os repasses. A verba direta foi substituída por patrocínios a eventos paralelos. Os conselheiros do Tribunal de Contas do Município, que deveriam coibir a farra, assistiam a tudo em quatro camarotes na avenida, depois devolvidos por ordem judicial.

Paes já ensaiou licitar o desfile, mas desistiu alegando falta de interessados. Em 2012, quando concorria à reeleição, foi cobrado em sabatina do jornal “O Globo” sobre a permanência dos bicheiros. “Chato é, mas vou fazer o quê? Acabar com o Carnaval?”, perguntou o prefeito. Aí está um bom tema para os candidatos à sua sucessão no ano que vem.


“Partiu Rio-SP de trem bala da Dilma!!

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DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

Camisa 9 da Seleção Brasileira comandada por Dunga até o fim do ano passado, Diego Tardelli vive os seus primeiros dias na China e, ao que parece, ainda está se surpreendendo com as diferenças do país asiático com relação ao Brasil.
Saiba Mais

Na manhã desta quinta-feira, por exemplo, o ex-atacante do Atlético-MG, atualmente no Shandong Luneng, postou uma montagem de fotos em um trem bala chinês e ironizou o sistema de transporte brasileiro – com foco na presidente Dilma Roussef, do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Partiu Rio-SP de trem bala da Dilma!! #sqn #nuncavi”, escreveu o jogador, usando a hashtag que traduz a expressão “só que não”. A postagem fez muito sucesso entre os seguidores do ex-atleticano. “Dilma sem moral com os brasileiros”, escreveu um internauta. “Trem bala da Dilma kkkkkk que fase, hein, Tardelli, raxei aqui de rir”, acrescentou outro. “Mitou!”, completou um terceiro.

Tardelli usou o trem bala para se locomover de Xintiandi, no centro de Shangai, a Jinan. Acompanhando de amigos, dentre eles o volante Junior Urso, que também atua pelo Shandong Luneneg, o atacante foi a uma churrascaria matar saudades do tempero brasileiro.

fev
19


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Neto ganhou de Rui no molejo

Sem querer querendo, o prefeito travou com o governador uma luta pelo “protagonismo” da festa, palavra que a imprensa adotou para dedicar a quem aparecesse mais ou a quem saísse, de alguma forma, ganhando no confronto. Ele só não vai admitir isso – nem Rui. Políticos espertos que são, vão aparecendo, mostrando o que fazem e usufruindo.

Embora setores interessados em captação de verbas afirmem que houve equilíbrio na disputa, parece ter vencido o prefeito, integrando-se à folia com mais naturalidade, talvez porque, empresarialmente, sempre tenha sido ligado ao segmento do entretenimento.

Desconhecem-se as performances históricas do governador nos circuitos, mas a presunção é de que tenha se forjado no lado duro da vida, a luta sindical em tempos difíceis, o que dificultaria “quebrar”, como Neto, em cima do trio, ou sair na pipoca.

Enfim, um novo campo de batalha está montado, literalmente. Imagina-se como será o Carnaval do próximo ano, quando, além de blocos, furdunços, “espaços” e camarotes, estiverem nas ruas as eleições municipais.

http://youtu.be/IKKGIN64qc0

fev
19
Posted on 19-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-02-2015


Amarildo, no jornal A Gazeta (ES)


PM baiana treina para atuar nas Olimpíadas

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DEU NO EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Pedro Cifuentes

Do Rio de Janeiro

Seria necessária uma legião de repórteres para realizar uma cobertura completa e diária sobre a insegurança no Rio de Janeiro. O insólito é recorrente, como em janeiro, quando em apenas dez dias as balas perdidas podem fazer 20 vítimas – como o menino Asafe William Costa, de 9 anos, que numa tarde ensolarada saía da piscina do SESI de Honório Gurgel para beber água quando foi atingido na cabeça diante da sua mãe, sofrendo morte cerebral. Também pode acontecer de um policial militar matar uma moça inocente e desarmada, de 22 anos, porque seu carro é um modelo “que tem sido muito roubado” e o motorista do veículo não parou imediatamente ao ouvir a sirene do carro de patrulha. Ou que bandidos armados da poderosa facção de traficantes Comando Vermelho, em plena luz do dia, expulsem com total impunidade sete policiais das suas casas, em Duque de Caxias, ameaçando-os de morte.

Viver em determinadas áreas do Rio é uma atividade de risco. Trata-se do Estado com mais mortes cometidas por policiais (416 em 2013), no país que é campeão mundial de homicídios (56.337 nesse mesmo ano). A Secretaria de Segurança Pública do Rio garante que nenhuma dessas vinte balas perdidas que saudaram o início de 2015 (com 17 feridos e 3 mortos, incluindo 2 crianças) provinha de confrontos entre quadrilhas de narcotraficantes e a própria Polícia Militar, amplamente desprezada e odiada por sua violência e corrupção nas últimas décadas. E há motivos para que esse dado seja destacado, já que esse tipo de confronto é rotineiro em várias áreas – especialmente em subúrbios que os turistas não costumam conhecer, mas onde vive aproximadamente metade dos 16 milhões de habitantes da Grande Rio. “Hoje, mata-se por 30 reais”, diz o secretário fluminense de Segurança, José Mariano Beltrame.

A segurança na Copa de 2014 foi um sucesso, e atualmente poucos duvidam de que será assim também durante a Olimpíada do ano que vem. A cidade se acostumou à presença policial maciça nas ruas, especialmente na Zona Sul e nas áreas que começaram a ser pacificadas em 2008. Mas será que a violência carioca tem um perfil próprio, como pensa o prefeito Eduardo Paes? O político (que não tem atribuições em matéria de segurança) disse ao EL PAÍS que “o argumento politicamente correto de atribuir a culpa à pobreza é equivocado e muito fácil. A violência não existe pela pobreza. É um problema policial e do sistema judicial. O desemprego no Rio é de 3%… Essa é uma desculpa politicamente correta. A pior doença é a que não é adequadamente diagnosticada”.

O principal problema, portanto, parece continuar sendo o narcotráfico. Paes ataca “a cultura de que o tráfico precisa de um território dominado”. “Cocaína e maconha existem em todos os lugares, em qualquer capital ocidental. Mas esta loucura do território dominado é nossa particularidade, que tem a ver com essa desculpa politicamente correta da pobreza.” O possível candidato do PMDB na eleição presidencial de 2018 não duvida que “o Rio apresenta um padrão próprio de violência, específico, que tem a ver com esse permanente diagnóstico equivocado”.

“É muito difícil isolar uma só variável”, afirma a professora Julita Lemgruber, que foi a primeira mulher a dirigir o explosivo sistema carcerário do Rio (entre 1991 e 1994). “Em primeiro lugar, a polícia do Rio de Janeiro é marcadamente violenta e corrupta, mais do que no resto do país. Não quero generalizar, é evidente que há uma parte que cumpre a lei e trabalha com dignidade, mas a corrupção é muito generalizada no Rio. Não há nenhuma atividade ilegal no Rio, de nenhum tipo, que não tenha alguma participação da polícia.” Lemgruber esclarece que não se refere às milícias clandestinas, compostas por ex-policiais, bombeiros e agentes corruptos que se propõem a expulsar traficantes de favelas e oferecer proteção à comunidade em troca de um preço elevado, “e sim aos poderes constituídos do Estado”. “Sempre estão presentes em algum momento da cadeia do delito, mesmo que seja para dar proteção. É lamentável, mas se explica por raízes históricas.”

O secretário Beltrame admite o problema e recorda que, desde sua chegada ao cargo, seus subordinados prenderam 2.000 integrantes de milícias. Mas ele se revolta contra o discurso “reducionista” dos especialistas e chama a atenção permanentemente para outros fatores que propiciam a insegurança na Cidade Maravilhosa, em especial o contrabando de armas [ver entrevista à parte]. O novo comandante da Polícia Militar, o coronel Alberto Pinheiro Neto, no cargo desde janeiro, reconheceu que recebeu “uma instituição com problemas graves, éticos, morais e operacionais […]”, mas prometeu “reconstruir a nossa instituição”.
mais informações

O ponto de vista dos estudiosos costuma ser diferente. Ana Paula Miranda, professora universitária e antropóloga vinculada ao Instituto Nacional de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INEAC), insiste no “elemento político” da violência, ou seja, a “ausência de cidadania no Brasil”. Até hoje, explica a pesquisadora, “o Brasil não conseguiu garantir direitos básicos a seus cidadãos, e certas formas de expressão da violência estão associadas a isso: é uma maneira de apresentar publicamente que as pessoas vivem isso cotidianamente”. “É preciso contextualizar”, prossegue. “Nas favelas, por exemplo: onde estão seus direitos básicos, como são tratados pela polícia? Há uma notável incompreensão dessa relação: a violência se manifesta pelas desqualificações que recebem continuamente. Confunde-se a pobreza com a violência. [Os moradores de favelas] são os mais violentados, não têm direitos básicos.” Segundo o Índice de Confiança na Justiça, realizado pela Fundação Getúlio Vargas em 2012, 70% dos brasileiros não acreditam em seus tribunais, e 63% estão insatisfeitos com a polícia (que entre 2009 e 2013 acabou com a vida de 11.000 pessoas, uma média de seis por dia).

A Secretaria de Segurança Pública diz manter um diálogo com os especialistas no assunto, mas suas análises divergem notavelmente. Tanto Lemgruber como Miranda criticam, em especial, a ausência de uma política global de segurança. “Os moradores nunca foram contrários à retirada do narcotráfico, pois são suas principais vítimas”, diz Miranda. “O que eles exigem é continuidade: porque, após alguns meses, tudo volta à rotina anterior. A polícia não oferece segurança pública, e o Estado não tem políticas de segurança. Temos ações policiais repressivas, o que não é o mesmo.” Para Lemgruber, “o que temos são movimentos pendulares desde 1983: momentos nos quais se respaldava a violência policial, e outros em que os direitos eram lembrados. Isso acontece inclusive nas áreas com polícia de pacificação: em algumas se pretende que haja proximidade, e em outras se atira primeiro e se pergunta depois”.

http://youtu.be/OxVH7_61jWM

BOM DIA!!!

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DEU NO G1/ O GLOBO

BUENOS AIRES — De acordo com a polícia metropolitana da capital argentina, cerca de 400 mil pessoas participaram da “Marcha do Silêncio”, realizada nesta quarta-feira para marcar um mês da morte do promotor Alberto Nisman, em Buenos Aires.

Nisman pretendia indiciar a presidente argentina, Cristina Kirchner, acusando-a de acobertar a participação do Irã no atentado à sede da Associação Mutua Israelita Argentina (Amia), em 1994.

Mesmo debaixo de chuva intensa, uma enorme quantidade de manifestantes se concentrou na Praça dos Dois Congressos, saindo depois em passeata em direção à Praça de Maio, tradicional reduto de protestos políticos em Buenos Aires.

O protesto — uma das maiores manifestações já enfrentadas por Cristina em sete anos à frente da presidência — foi convocado por um grupo de promotores e rapidamente recebeu a adesão da oposição, em meio à tormenta política que sacode o governo desde a morte de Nisman. Ao mesmo tempo em que manifestantes marcharam por Buenos Aires, outras cidades argentinas e até mesmo países vizinhos, como o Chile também realizaram eventos, convocados por diversas páginas na internet. Manifestações aconteceram na Austrália, Alemanha, França e Espanha.

— É uma marcha de silêncio. Mas o silêncio vale mais que mil palavras, e expressa os sentimentos de grande parte do país que não compactua com as ideias do governo — afirmou o aposentado Héctor Fiore, de 68 anos.

Apesar do apoio da oposição, bandeiras e cartazes partidários não foram vistos na multidão, que exibiu faixas com dizeres como “Somos todos Nisman”, “CFK [iniciais da presidente] Assassina”, e “Cristina, não se meta com a República”.

Durante o evento, o silêncio prevaleceu, sendo quebrado por ocasionais pedidos de “justiça”.

‘Palco de conflitos’

Cristina Kirchner advertiu nesta quarta-feira que “não se pode permitir que a Argentina seja palco de conflitos”, enquanto alertou sobre “um mundo que está atravessado por interesses profundos geopolíticos e estratégicos”.

— Não nos tragam conflitos que não são nossos. Nossas idiossincrasias, costumes e ideais são os de um país pacífico, um lugar onde as diferentes religiões e etnias convivem, são todos filhos de imigrantes — enfatizou a presidente ao conduzir o ato de comissionamento da Usina Nuclear de Atucha II , localizada em Lima, no distrito de Zarate.

Desta forma, a chefe de Estado referiu-se à carta dirigida ao secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, na qual pediu que os Estados Unidos “não interfiram nos assuntos internos” relacionados aos ataques à AMIA e à Embaixada de Israel. Neste contexto, Cristina Kirchner destacou que “hoje, forças que são óbvias para todos se movem pelo mundo e pretendem instalar conflitos onde eles não existem”.

Em outra parte em seu discurso, a chefe de Estado disse que a Argentina é “líder no campo dos direitos humanos”, e lembrou que há países que “têm prisões secretas e pessoas detidas sem julgamento”, bem como outros que “lançam mísseis contra a população civil”.

— Posso ir a qualquer país do mundo, mesmo aqueles que têm prisões secretas e pessoas detidas sem julgamento, ou aqueles que disparam mísseis contra populações civis indefesas, e posso dizer que na Argentina a lei prevalece — disse Cristina Kirchner.

Além disso, em um discurso na Atucha II, a chefe de Estado disse que há setores que “preferem uma Argentina sem plano nuclear, uma Argentina que não se desenvolva no campo científico, uma Argentina de baixos salários e mão de obra barata”.

— Quando se fala de Estado parece que falamos de um fulano qualquer, mas o Estado não é meu, eu não levo o Estado para a minha casa. Em 2015 temos que garantir que quem conduza o país tenha as mesmas ideias sobre soberania, renda, ciência e tecnologia — afirmou a presidente. — Este é o melhor legado que podemos deixar.

Antes de mencionar as duas cartas, Cristina questionou, sem identificá-las, “aquelas vozes que não são ingênuas”, acrescentando: “Peço-lhes que pensem como pensam, e votem como votam. Vivemos isolados atravessados por interesses estratégicos”.

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Casa Branca monitora clima no país

A Casa Branca está monitorando a situação na Argentina, onde a morte de um promotor que acusou a presidente Cristina Kirchner de encobrir o suposto papel do Irã em um atentado de 1994 tem provocado protestos, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, nesta quarta-feira.

Earnest afirmou que a Casa Branca está “preocupada” com as questões relativas ao Estado de direito e de Justiça que têm sido levantadas em torno do aparente suicídio do promotor no mês passado.

Os opositores alegam que o promotor foi assassinado.
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