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Postado em 18-02-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 18-02-2015 10:46

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DEU NO PÚBLICO, DE PORTUGAL

As autoridades suíças realizaram nesta quarta-feira, 18, buscas na sede da filial suíça do HSBC, em Genebra, na sequência de uma investigação criminal do suposto esquema de lavagem de dinheiro que foi denunciado na semana passada por um grupo internacional de jornalistas de investigação.

“O Ministério Público anuncia que, na sequência de recentes revelações públicas relativas ao HSBC Private Bank (Suiça), foi aberto um procedimento criminal contra o banco” por “lavagem de capitais agravado”, revelou a agência de notícias Lusa, citando o comunicado do Ministério Público daquele cantão suíço.

Segundo o britânico The Guardian, as acusações criminais aplicam-se ao banco, mas também serão contra “desconhecidos”. O jornal adianta que as buscas às instalações do HSBC são conduzidas pelo procurador-geral do cantão de Genebra, Olivier Jornot, e ainda não é certo que já tenham terminado.

O caso, conhecido como SwissLeaks, implica cidadãos de diversas nacionalidades, num esquema de evasão fiscal e branqueamento de capitais. O dossier foi revelado na semana passada pelo consórcio de jornalistas internacionais (ICIJ) e contém informações relativas a mais de 100 mil clientes e 20 mil sociedades offshore, com contas no valor de 100 mil milhões de dólares (cerca de 87.300 milhões de euros) que teriam passado pelo HSBC em Genebra.

A investigação do SwissLeaks assenta em documentos fornecidos pelo técnico em informática Hervé Falciani, ex-trabalhador do HSBC em Genebra, ao jornal francês Le Monde e partilhado com o ICIJ e com jornalistas de mais de 40 países.

Os dados, que dizem respeito apenas ao período entre Novembro de 2006 e Março de 2007, indicam que o HSBC Private Bank teria permitido aos seus clientes retirar grandes quantidades de dinheiro em moeda estrangeira na Suíça, teria ajudado clientes a escapar ao pagamento de impostos em domicílios fiscais na Europa, terá escondido fundos em contas “negras” e aberto contas a criminosos internacionais e empresários suspeitos de corrupção.

O HSBC em Londres reconheceu que a casa-mãe é responsável pelas “falhas de controle” sobre o HSBC Private Bank e veio publicamente pedir desculpa aos seus clientes em anúncios de página inteira publicados na imprensa brtânica. No Sunday Times, Sunday Telegraph, Mail e Sun, o presidente executivo do HSBC, Stuart Gulliver, sublinhou que o banco suíço foi “completamente reorganizado” e que as notícias foram motivadas por “eventos históricos e padrões” em que o banco já não opera.

Entre os titulares das contas investigadas contam-se políticos, membros da realeza, celebridades, executivos de empresas, desportistas e estrelas de Hollywood. Na lista estão nomes como Mohamed VI de Marrocos, Li Xiaolin, filha do ex-primeiro ministro chinês Li Peng, o banqueiro espanhol Emilio Botín (fundador do Santander, que morreu em Setembro), o piloto Fernando Alonso, os atores norte-americanos John Malkovich e Christian Slater e o músico Phil Collins. Também constam a modelo Elle MacPherson e o estilista Valentino Garavani, bem como o tenista Marat Safin, entre vários outros.

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