Rui e Neto: tempo quente na saída do Ilê
Foto Marco Aurélio Martins (A Tarde)
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DEU NO JORNAL A TARDE

Rodrigo Aguiar

O governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto foram recebidos com vaias ao chegar na noite de ONTEN,14, ao Curuzu, para a saída do Ilê Aiyê. Uma mulher não identificada chegou a chamar o petista de “assassino”. Rui apareceu exatamente no mesmo momento que Neto, que já havia sido vaiado no mesmo local no último Carnaval.

Questionado sobre os gritos, Rui minimizou. “É natural. A democracia é assim. Uns aplaudem e outros vaiam”, disse, em referência aos aplausos vindos de alguns presentes. Na semana passada, o governador disse que a polícia age da mesma forma que “um artilheiro em frente ao gol, que tem que decidir em alguns segundos como é para colocar a bola para fazer um gol”. A declaração foi dada poucas horas após a morte de 12 pessoas em uma operação policial no bairro do Cabula. Segundo a versão oficial do governo, a polícia foi recebida a tiros e revidou.

O caso, no entanto, ainda é investigado e a Anistia Internacional chegou a falar em “indícios de execuções sumárias”. Rui estimou que as investigações estarão concluídas até o final do mês. O governador reafirmou que, a princípio, acredita na versão da polícia e declarou que não deixará “os traficantes dominando”. “Foram 178 homicídios em janeiro, nenhum em confronto com a polícia. A lei do tráfico é a da morte: consumiu e não pagou, morre. Olhou com cara feia, morre. Mexeu com a namorada de alguém, morre. Isso não pode continuar”, disse.

Neto seguiu a mesma linha de Rui, dizendo que as vaias faziam parte da “democracia do Carnaval”. “Aqui há um histórico de manifestação política e a gente respeita”, afirmou, em referência ao fato de o Curuzu ter uma identidade com o PT. “Mas fico emocionado e motivado com o que tenho visto na cidade, com os elogios recebidos”, declarou.

Sobre os gritos de “assassino” dirigidos a Rui e as declarações do governador, preferiu não polemizar. “Prefiro me reservar ao silêncio. É fundamental a apuração, para saber se foi tudo dentro da legalidade ou seu houve extrapolação”, afirmou.

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