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Postado em 13-02-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 13-02-2015 00:31

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Bethânia: 50 anos de arte!

Marlon Marcos

Ela é uma voz ordenada a celebrar as belezas que criou.
Acenos para a música em canções que somos nós.
Dicção que formula sonhos e cala nossas agitações.
Mas ela não é e nem pode ser só paz.
É-lhe todo o belo o mais certeiro,
Dança baiana em dourado vermelho
Entre Oxum e Iansã ela rasga como ninguém
O céu quente do Rio de Janeiro.
Quase um canto francês à luz
Deste idioma a se melhorar.
Ela inflama plateias
E o seu voo é de águia
Mesmo que aquática seja
Esta mulher fenda dos ares,
Ela é água: rios e mares…
Sua guerra me assiste
Seu perfume sonoro absorve
Minha percepção
Controla o que ouço
Silencia-me a favor da temperança.
Um Brasil eterno se eleva ali
Na bravura daquele canto
Que eu também quero azul…
A sereia que dança
Lado da mesma criança
Sendo-me a senhora rainha
Que me acolhe no lugar da arte
Onde sempre eu quis existir.

Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 2015

Marlon Marcos é antropólogo da UFBA, cronista e poeta

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