ACM Neto no Furdunço da Barra

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA (COLUNA RAIO LASER)

No meio da galera
Ainda repercutem bastante as imagens com o prefeito ACM Neto (DEM) no meio dos foliões durante o Furdunço – festa realizada na Barra, com microtrios, sem blocos e cordas.
Desinibido, mas cercado de seguranças e auxiliares diretos, o prefeito pulou e dançou ao som da música Milla, com a Banda Alavontê.
“No meio da galera”, escreveu o prefeito em uma foto no seu perfil do Instagram.
Além da foto, internautas flagraram em vídeo, que circula nas redes sociais, a diversão do prefeito.
Só quem criticou Neto foi mesmo o PT, cujos militantes e políticos dizem que ele estava cercado de seguranças e assessores, bem longe do povo, enquanto dançou e se esbaldou no chamado “Furdunço” que agitou a Ondina e a Barra.

Mestre
Aliás, um petista dizia ontem que o prefeito montou uma operação de marketing perfeita para aparecer ao lado do povo, durante o Furdunço.
E avaliava também que dificilmente o governador Rui Costa (PT) vai conseguir acompanhá-lo na tarefa de aparecer em festejos populares como o Carnaval.
“Ele (ACM Neto) é mestre nesta arte e joga sozinho”, dizia.

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BAHIA EM PAUTA INFORMA E COMENTA:

Ninguém me contou. Eu vi. Eu estava lá, domingo, 8, desde o começo do Furdunço , a bem sucedida experiência pré-carnavalesca de fazer a folia baiana retomar a cara e o espirito de maior festejo de participação popular do País, que lhe deu fama internacional a partir dos anos 70.

Ultimamente, dominado pelos espaços públicos – ruas, praças e avenidas – ocupados por camarotes e outro redutos de festa particular de ricos, “celebridades”, políticos e empresários. Pouca alegria, muita discriminação (de todo tipo), muitos negócios e muitos negociantes, como na Cidade da Bahia descrita no poema magistral de Gregório de Matos, o Boca de Brasa.

Tudo que o Furdunço não é, ou, pelo menos aparentemente, pelo que vi, ouvi e senti, não quer ser. Mini trios, em salutar pluralidade, como era da tradição do carnaval baiano, desfilaram a tarde toda e boa parte da noite: Jovens músicos e cantores sem aquela zoada infernal tocavam, cantavam e faziam a multidão cantar e dançar no meio da rua. Livre, solta e sem a polícia batendo nas pessoas (sobretudo nos pretos e pobres) por qualquer motivo.

Passaram Muzenza, Ylê, Armandinho, Alavontê, Waltinho Queiroz e muito mais novos ou consagrados artistas da Bahia. Cantaram sucessos atuais antigos hits do Axé e da música baiana de carnaval ao longo de décadas. Bonito de ver, ouvir e participar.

O prefeito ACM Neto chegou praticamente no começo do Furdunço, acompanhado do pai, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães Junior, da mãe, e um restrito grupo de amigos (a exemplo do ex-secretário Albérico Mascarenhas) e auxiliares diretos. Sem assessor de imprensa, secretário de comunicação, ou qualquer jornalista por perto durante todo o tempo em que permaneceu e participou da festa.

Por acaso, eu também estava no restaurante e bar Tomé, – onde o prefeito ficou, em um andar acima – com um grupo de queridos amigos, entre eles Marcelo Dourado um dos sócios da casa. Eu, Margarida e nossos amigos pagamos por tudo que consumimos.

ACM Neto entrou, discretamente, cumprimentou com acenos alguns presentes, atendeu educada e pacientemente pedidos de selfies, e subiu para a varanda de onde acompanhou a festa.

A verdade é que ele foi muito aplaudido e ruidosamente saudado, sempre que o identificavam, dos trios ou do meio da massa na rua. Dois momentos apoteóticos para o político e gestor, aconteceram: primeiro, quando o músico Armandinho fez homenagem do alto da velha fobica de Dodô e Osmar. e depois tocou dois hinos do carnaval da Bahia – “Imagina Só” e “Benvindo a Salvador” – , “homenagem da família Macedo ao nosso prefeito”, disse o artista. E a multidão quase vem abaixo no Furdunço da Barra.

O segundo momento é o que está dando polêmica e rendendo ciumeiras, algumas invenções mentirosas e indiretas políticas dos adversários. Na passagem do Alavontê, o prefeito foi saudado mais uma vez desde o mini trio com artistas, intelectuais do teatro, da música e do rádio e TV em Salvador. Em especial, a turma do Roda Baiana, da Metrópole, programa de grande audiência popular.
Na despedida, um integrante do Alavontê (Jonga, Andrezão ou Ricardo Chaves, não lembro bem àquela altura do Fudunço, anunciou a música Milla, em homenagem ao prefeito. Nos primeiros acordes , ACM desceu para o meio da rua (com amigos e a segurança normal de um governante da terceira maior capital do País que se arrisca a dançar na praça), e foi o que se viu e o que se sabe.

O resto é polêmica, que não pode faltar em um bom carnaval baiano, desde o Baile da Oxum. Ciumadas e inveja política (alimentadas nas redes sociais principalmente por aliados do governador petista, Rui Costa, desconsolados com o desempenho desastrado e sem jogo de cintura do novo governador da Bahia. Mesmo depois de ter recebido uma replica de guitarra baiana, presenteada por Armandinho.

EVOÉ, MOMO!

(Vitor Hugo Soares)

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Magnífica interpretação de Juliette Gréco (que arranjo musical!) da esplêndida composição da Charles Trenet. Confira!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Deputado alivia discurso sobre mortes na periferia

Noticia-se que o deputado João Carlos Bacelar (PTN) ficou “indignado” com as ações da PM que resultaram em 15 mortes em dois bairros populares de Salvador, atribuindo-as à inexistência de educação de qualidade na periferia, que conduziria os jovens à marginalidade.

”De um lado, temos uma ampla parcela da juventude negra da periferia sem oportunidade de estudo e trabalho. Do outro lado, a polícia, que diante de uma situação de perigo imediato, precisa decidir se atira ou não”, afirmou o parlamentar, imitando a declaração do governador Rui Costa sobre “o artilheiro na hora do gol”.

Com a carreira e os mandatos, na oposição, sempre voltados para esse, digamos, público, Bacelar, no governo, dá uma guinada radical no discurso histórico, em que condenava com veemência os autos de resistência e falava em “extermínio” e “genocídio” na Bahia.

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Um passeio pelo passado recente

Em maio de 2010, este blog publicou matéria em que Bacelar lamentava que “a nossa polícia esteja se transformando em agentes de extermínio” e questionava por que “esses autos de resistência só matam pobres e negros” – numa referência ao documento em que o delegado justifica a morte praticada pelo agente.

Em novembro do ano seguinte – para se aferir a extensão do trabalho político do deputado –, o Fórum Estadual da Juventude Negra do Maranhão publicava texto em que ele cobrava ação para conter o que tachou de “genocídio contra jovens negros pobres, moradores da periferia”.

Há pouco mais de um ano, em novembro de 2013, em artigo publicado na seção de educação do site Política Livre, o próprio Bacelar reclamava de que “o aumento da violência contra os jovens negros tem provocado ainda um debate silencioso”. E assim, presume-se, continuará.

fev
10
Posted on 10-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-02-2015


Bruno Aziz, no jornal A Tarde (BA)

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10

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DEU NO JORNAL A TARDE

Thaís Seixas

Com mais de 30 anos de experiência na área audiovisual e cerca de 40 filmes produzidos, Pola Ribeiro vai encarar mais um desafio em sua carreira. A convite do ministro Juca Ferreira, o cineasta assumirá em breve a Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura (Minc).

Pola substitui João Batista da Silva, que ocupava o cargo interinamente após a saída do cineasta Leopoldo Nunes. Com a missão de retomar o trabalho da secretaria na área do audiovisual, ele trabalhará em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e também será responsável por áreas ligadas à comunicação, TV pública, festivais e produção de conteúdo.

“Meu nome foi muito bem aceito pela Ancine e pela categoria. O ministro tem conhecimento do assunto e acompanha de perto. A secretaria passou por alguns períodos de dificuldades e a Ancine foi suprindo a demanda. A expectativa é que a gente rearrume o que é área da Ancine e o que é da Secretaria”, revela.

Esta divisão de responsabilidades vai ser baseada nas discussões de cultura e mercado, que não podem pertencer a apenas uma das instituições. O novo secretário deve trabalhar com o foco na cultura e manter o diálogo constante com a Ancine. “A gente consegue fazer esta dobradinha sem criar uma cisão”.

Sobre a nova empreitada, Pola explica que pretende dar contuinidade aos projetos da secretaria e sua atuação nacional. “Existem vários projetos iniciados no Governo Lula e que tiveram uma certa descontinuidade. Há ainda questões do Centro Técnico de Audiovisual, no Rio de Janeiro, que atende todo o Brasil, além da Cinemateca de São Paulo. Mas meu projeto inicial é ouvir os produtores e diretores para fechar este desenho”, enfatiza ele, que aguarda a nomeação para o cargo.

Além de diretor, roteirista e produtor, Pola exerceu inúmeras funções nas áreas da Comunicação, Educação e Gestão Pública – foi diretor do Instituto de Radiodifusão do Estado da Bahia (Irdeb), presidente da Associação Baiana de Cinema e Vídeo, consultor de cinema e vídeo na Fundação Cultural do Estado da Bahia, membro titular do Conselho Consultivo da SAV e professor universitário, entre outras.

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