fev
08


Odete Lara

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Três mulheres sem preço

Maria Aparecida Torneros

Acordo cedo num sábado de crise política em Petrobras, o que pouco, atualmente, me interessa. Sempre haverá um bando ou vários, de ladrões e pobres coitados movidos a sonhos de grandeza, em busca de Fortunas fortuitas, na base ilícita de propinas e contas estratosféricas na Suíca.

Vejo uma reportagem que me interessa.

A recuperação de Gilda, uma lancha de madeira que esteve abandonada por décadas e era usada pelo ex presidente JK em passeios e recepções no Lago Paranoá, em Brasília.

Seu nome Gilda. Homenagem ao personagem inesquecível da atriz Rita Hayworth que na vida real chamava – se Carmen Margarida. Ela se foi com menos de 70 anos mas se tornou eterna.

Esta semana duas divas do cinema e teatro nacionais, ambas com mais de 85 também partiram. Maria de La Costa, nascida italiana mas criada no Brasil e Odete Lara, musa do cinema novo.

Olhares profundos em rostos eternos. Elas nos legam arte e beleza. E ressucitam a grandeza de superar o saldo de qualquer conta bancaria. Valem muito mais que qualquer arremedo de mala cheia de euros ou dólares. Valem os sonhos de gerações encantadas com suas atuações. Sem preço. Sem avaliação. Acima de mercado.

Muito além da idiota novela de delações premiadas com menor tempo de cadeia.

Um dia quero passear na Gilda lancha de Brasília e singrar os sonhos daquele presidente bossa nova. As Atrizes se foram mas ficaram os sonhos que inspiraram.

Elas permanecem no mistério que supera a ambição humana. São seres cujos destinos nos confortam. Em cenas onde nos ofertam suas almas, essas belas mulheres nos protegem da clausura que representa testemunhar o descaramento dos seres sem caráter. Os mesmos que devem achar normal roubar um povo e crer que as agruras da vida e mortes dos pobres em hospitais sem recursos ou escolas sem condições nada tem a ver com os milhões que desviavam.

Sobram para nossa alegria a lembrança dessas mulheres, atrizes, divas que nos resgatam instantes doidos em prol de esperança e cultura. Que suas almas descansem Paz e que pairem sobre nossas cabeças como anjos que nos ajudem a superar demônios surrupiadores em tempos de crise.

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

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Comentários

Cida Torneros on 8 Fevereiro, 2015 at 10:16 #

Bom domingo!


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