http://youtu.be/o3VTQpfIq_A

Para ouvir na manhã do domingo, sossegado, em casa, antes de partir para o Furdunço carnavalesco no Porto da Barra, esta tarde. É servido?

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)


Odete Lara

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Três mulheres sem preço

Maria Aparecida Torneros

Acordo cedo num sábado de crise política em Petrobras, o que pouco, atualmente, me interessa. Sempre haverá um bando ou vários, de ladrões e pobres coitados movidos a sonhos de grandeza, em busca de Fortunas fortuitas, na base ilícita de propinas e contas estratosféricas na Suíca.

Vejo uma reportagem que me interessa.

A recuperação de Gilda, uma lancha de madeira que esteve abandonada por décadas e era usada pelo ex presidente JK em passeios e recepções no Lago Paranoá, em Brasília.

Seu nome Gilda. Homenagem ao personagem inesquecível da atriz Rita Hayworth que na vida real chamava – se Carmen Margarida. Ela se foi com menos de 70 anos mas se tornou eterna.

Esta semana duas divas do cinema e teatro nacionais, ambas com mais de 85 também partiram. Maria de La Costa, nascida italiana mas criada no Brasil e Odete Lara, musa do cinema novo.

Olhares profundos em rostos eternos. Elas nos legam arte e beleza. E ressucitam a grandeza de superar o saldo de qualquer conta bancaria. Valem muito mais que qualquer arremedo de mala cheia de euros ou dólares. Valem os sonhos de gerações encantadas com suas atuações. Sem preço. Sem avaliação. Acima de mercado.

Muito além da idiota novela de delações premiadas com menor tempo de cadeia.

Um dia quero passear na Gilda lancha de Brasília e singrar os sonhos daquele presidente bossa nova. As Atrizes se foram mas ficaram os sonhos que inspiraram.

Elas permanecem no mistério que supera a ambição humana. São seres cujos destinos nos confortam. Em cenas onde nos ofertam suas almas, essas belas mulheres nos protegem da clausura que representa testemunhar o descaramento dos seres sem caráter. Os mesmos que devem achar normal roubar um povo e crer que as agruras da vida e mortes dos pobres em hospitais sem recursos ou escolas sem condições nada tem a ver com os milhões que desviavam.

Sobram para nossa alegria a lembrança dessas mulheres, atrizes, divas que nos resgatam instantes doidos em prol de esperança e cultura. Que suas almas descansem Paz e que pairem sobre nossas cabeças como anjos que nos ajudem a superar demônios surrupiadores em tempos de crise.

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

fev
08
Posted on 08-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-02-2015

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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Rui mostra a cara da política de segurança

Não há dúvida de que 90% da população brasileira são a favor da pena de morte e em geral aprovam quando a polícia mata aos borbotões nos morros e nas baixadas deste país.

Mas ainda bem que sobra pequena percentagem capaz de refletir um pouco sobre tão sangrenta questão, que frequenta nosso dia a dia com a naturalidade do sol e da chuva.

A motivação dessas palavras, claro, foi a morte, ontem, pela Polícia Militar, em Salvador, de 12 pessoas às quais se atribuiu a iminência da prática de crimes e que teriam reagido ao cerco militar.

A revelação mais evidente desse episódio é que o governo Rui Costa mostrou a cara de sua política de segurança, confirmada pelo próprio governador na metáfora futebolística de que a PM fez um “gol” legal.

A verdade é que estamos diante um quadro, no mínimo, obscuro. Fala-se em “troca de tiros”, mas enquanto um sargento foi ferido “de raspão” e logo liberado, do outro lado, 16 pessoas foram baleadas gravemente.
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Estado da barbárie pune os próprios frutos

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Estado da barbárie pune os próprios frutos

No presente caso, como não se conhecem as identidades ou as folhas corridas dos cadáveres depositados no Nina Rodrigues – de acusados, julgados e executados num sumário processo subjetivo –, nada contradiz que entre eles não haja aqueles absolutamente inocentes.

Um governador não pode coonestar de bate-pronto uma situação de tão alta gravidade. Ele não viu o suposto confronto, ele não sabe o que aconteceu. Pode, no máximo, ter recebido relatórios iniciais de como os fatos teriam transcorrido.

Se não foi analisada tecnicamente a cena, se não há laudos necrológicos nem depoimentos sobre o episódio, o governador corre perigosamente o risco de alinhar-se às correntes da sociedade que acham que “tem que matar mesmo”, sem saber exatamente a quem nem por quê.

O Estado, que ele momentaneamente representa por delegação popular, é o sucessor da barbárie, à qual se opôs. Todo quadro social é produto da ação ou da omissão do Estado, então, o Estado não pode admitir a punição aleatória de terceiros por suas próprias falhas.
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Saudade dos defensores dos direitos humanos

Não se trata de uma contestação da reação enérgica da polícia, legítima, a marginais que a enfrentem, mas do princípio civilizatório elementar de que, com a justiça confiada ao arbítrio, impera a lei da selva.

Estratos da sociedade que tenham condições de morar em bairros com arruamento, muros altos, proteção eletrônica e vigilância contínua não estão expostos a tiroteios como as populações amontoadas nas favelas e periferias.

Nos momentos de incursão policial, geralmente noturna, todos, bandidos e cidadãos, são submetidos ao mesmo terror, não sendo poucos os casos de “balas perdidas” matarem crianças. É a constatação de que o filho do engenheiro vale mais do que o do pedreiro.

No caso da Bahia – porque essa é uma realidade nacional –, houve um tempo em que atuavam incansavelmente os “defensores dos direitos humanos”. Arrefeceram sua ação ao chegar ao poder e hoje assistem omissos a um massacre que já dá saudade da Era Wagner.
(LAG)

fev
08
Posted on 08-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-02-2015


Jarbas, no Diário de Pernambuco(PE)


Dilma e Alckmin:juntos na queda

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

A enxurrada de notícias negativas no país nas últimas semanas deixou sua primeira vítima: a popularidade da presidenta Dilma Rousseff e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, despencou com o noticiário sobre o esquema de corrupção na Petrobras, o aumento de impostos, e a exposição da crise hídrica. É o que revelou uma pesquisa do instituto Datafolha, divulgada neste sábado, que ouviu 4.000 pessoas no país, entre os dias 3 e 5 de fevereiro.

A sucessão de denúncias sobre a petroleira e o ajuste fiscal, que deu início à elevação de alguns impostos, fez a presidenta perder o apoio que ela conseguiu construir durante a sua reeleição em outubro do ano passado. Em dezembro, 42% dos entrevistados acreditavam que o governo de Dilma era ótimo/bom e 24% o classificavam como ruim ou péssimo. Essa proporção se inverteu, e hoje somente 23% dos que responderam à pesquisa Datafolha acreditam que a gestão da presidenta é ótima ou boa, contra 44% dos que consideram ruim ou péssima.
mais informações

Alckmin também não passou incólume, diante da maior crise de abastecimento de água, que ameaça os paulistanos com um rodízio de cinco dias sem o insumo para dois com. Sua popularidade, porém, caiu menos: de 48% em outubro do ano passado, 38% dos entrevistados classificaram o seu governo como ótimo/bom.

A presidenta ganhou, ainda, a desconfiança geral da população de que tinha ciência sobre a corrupção da Petrobras. Dois terços dos entrevistados (77%) assinalaram que ela sabia do esquema, embora 25% acreditem que ela não podia fazer nada, e o restante avalia que ela não só sabia, como deixou acontecer. O sentimento se agrava com as perspectivas negativas da economia, que dá sinais de fatiga, com anúncios de planos de demissão voluntária, inflação persistente e empresários inseguros para investir.

Também o prefeito Fernando Haddad caiu no conceito da população. Depois de anunciar o aumento do ônibus no final do ano passado, os entrevistados interromperam a trégua com o mandatário petista, que chegou a ter 22% de avaliação positiva em setembro passado. Seu prestígio ficou restrito a apenas 20% da população, que mantém Haddad em boa conta, enquanto 44% responderam que a sua administração é ruim ou péssima. Em setembro, essa taxa era de 28%.

A pesquisa chega num momento em que os governantes se esforçam para mostrar suas boas práticas, sem sucesso. Se os problemas econômicos mexem na parte mais sensível dos brasileiros – o bolso – a escassez de água incomoda pela sombra de tempos sombrios daqui em diante no maior Estado do país. Tanto Dilma quanto Alckmin estão sendo criticados pelo que já foi chamado de “estelionato eleitoral”. Enquanto Dilma prometeu, em campanha, não prejudicar os ganhos de renda da população, Alckmin garantiu que não havia necessidade de rodízio. Ambos vinham de uma boa avaliação exatamente pela exposição do marketing político durante a campanha eleitoral. O dia a dia com o anúncio dos impostos e a falta de água parece ter trazido os brasileiros de volta à dura realidade de 2015, em pleno pré-carnaval.

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