DEU NO CORREIO DA BAHIA (COM INFORMAÇÕES DA UOL-FOLHA)

Secretaria de Segurança de São Paulo diz que Rui Costa “desconhece os índices de criminalidade de seu próprio Estado. Quatro vezes pior do que em São Paulo”
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
07/02/2015 13:37:00 Atualizado em 07/02/2015 14:41:47

SSP-SP diz que declaração de Rui Costa

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou nota nesta sexta-feira (6) em que rebate o comentário feito pelo governador da Bahia Rui Costa sobre a morte de 12 pessoas em uma operação da polícia no Cabula. A SSP paulista disse que a declaração de Rui Costa reflete “ignorância” e “grosseria”.

“Lamento a extrema ignorância e grosseria das declarações do Governador Rui Costa. Ignorância porque desconhece os índices de criminalidade de seu próprio Estado que estão entre os piores do Brasil. 36,1 homicídios por 100 mil habitantes. Quatro vezes pior do que em São Paulo. E extremamente grosseiro porque suas débeis declarações desrespeitaram o carinho que os paulistas têm pelos baianos e a importância que o turismo tem para a Bahia”, diz a nota.

A polêmica surgiu após Rui Costa ser perguntado se a violência da operação não assustaria os turistas que chegam para o Verão no estado. O governador da Bahia ironizou dizendo que não haveria problema, já que também há violência em São Paulo. “Os turistas vem de São Paulo. Se tem um estado onde tem um recorde de número de caixa bancários arrombados é em São Paulo, que é líder nacional nesse tipo de crime. Não é por isso que o carioca, o paulista, o mineiro deixará de vir”, disse Rui.

Artilheiro diante do gol
O governador Rui Costa também comentou sobre a ação da Polícia Militar durante um confronto na Estrada das Barreiras, no bairro do Cabula, na madrugada desta sexta-feira (6), que terminou com doze mortos e três feridos. “A PM que eu imagino e quero construir no estado é uma PM que respeite o cidadão e atue sempre dentro da legalidade. A polícia, assim como manda a Constituição e a lei, tem que definir a cada momento e nem sempre é fácil fazer isso”, afirmou.

Segundo Rui Costa é preciso, em poucos segundos, “ter a frieza e a calma necessárias para tomar a decisão certa”. “É como um artilheiro em frente ao gol que tenta decidir, em alguns segundos, como é que ele vai botar a bola dentro do gol, pra fazer o gol”, comparou. “Depois que a jogada termina, se foi um golaço, todos os torcedores da arquibancada irão bater palmas e a cena vai ser repetida várias vezes na televisão. Se o gol for perdido, o artilheiro vai ser condenado, porque se tivesse chutado daquele jeito ou jogado daquele outro, a bola teria entrado”, continuou.

A declaração foi feita na manhã desta sexta-feira (6), durante a coletiva de apresentação da Operação Paz e Folia, promovida pela Secretaria de Segurança Pública durante o carnaval da Bahia. Ainda de acordo com o governador, nenhum PM da Rondesp envolvido na ação da madrugada será afastado, já que não há “indícios que teve atuação fora da lei nesse caso”. “Nós defendemos, assim como um bom artilheiro, acertar mais do que errar. E vocês terão sempre um governador disposto a não medir esforços, a defender desde o praça ao oficial, a todos que agirem com a energia necessária, mas dentro da lei”, finalizou Rui Costa, que foi aplaudido por dezenas de policiais presentes.


Ana Lúcia: estudo, conhecimento e aplicação.

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DEU NO iBAHIA

DO G1 – SÃO PAULO-

A estudante baiana Ana Luisa Rocha, 18 anos, foi aprovada em 1º lugar no curso de medicina nos vestibulares da Universidade de São Paulo (Fuvest/USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A estudante, que fez o ensino médio no Colégio Militar da Bahia, obteve a maior nota entre todos os candidatos inscritos no geral nos dois vestibulares.

Ana Luisa, que mora em Lauro de Freitas, se preparou durante dois anos em um cursinho pré-vestibular, na Pituba. Ela também foi aprovada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A rotina de Ana Luisa incluia acordar às 6h, estudar até as 11h30. Após o almoço, a jovem seguia para o cursinho Interseção, e lá ficava até às 19h. A rotina de estudos continuava em casa até às 23h. “Meus pais me falaram muito para não ir, por causa dos casos de violência que têm sido mostrados na USP, mas eles acabaram entendendo que era importante para mim”, explica a estudante ao G1 São Paulo.


Costa:defesa desastrada de ação truculente
da PM baiana em “comício” para a tropa

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DEU NO SITE EMPÓRIO DO DIREITO

Ação policial com 12 mortos e a comemoração despropositada do governante merecem atenção. Em ação no Bairro Cabula, na noite de ontem, 6 de fevereiro, em Salvador, 12 pessoas morreram em circunstâncias duvidosas. O governante exaltou as mortes. O IBADPP, entidade preocupada com a legalidade das ações do Estado e que não compactua com o extermínio, apontou a necessidade de uma apuração isenta. Segue o conteúdo da nota:

“O Instituto Baiano de Direito Processual – IBADPP, fiel às suas diretrizes e princípios, vem a público manifestar preocupação com as circunstâncias e resultados da operação policial realizada na madrugada desta sexta-feira, 06 de fevereiro de 2015, que ceifou 12 vidas no bairro do Cabula, na Capital baiana.

O elevadíssimo número de mortos demanda uma investigação isenta, com a oitiva dos sobreviventes, das pessoas da comunidade e o emprego das melhores técnicas periciais.Tranquiliza-nos saber que o Ministério Público do Estado da Bahia, cumprindo seu múnus constitucional de exercer o controle externo da atividade policial, está acompanhando as investigações.

Preocupa-nos, ainda, o discurso de exaltação e a continuidade de uma política de segurança pública de guerra, onde a população pobre, em especial os jovens negros, é despida da sua condição humana e passa a ser o inimigo a ser combatido.


Casas vizinhas ao local onde aconteceu a ação foram atingidas
pelos disparos (Foto: Marina Silva)

DEU NO CORREIO

Alexandro Mota e Bruno Wendel

Foram tantos mortos que até o fim do dia de ontem (6) a polícia não havia conseguido identificar os nomes de todas as pessoas que policiais da Rondesp mataram numa ação, ontem de madrugada, na Vila Moisés, no Cabula. O número oficial chegou a 12 vítimas fatais, entre eles dois adolescentes, e mais quatro feridos — um deles policial — no suposto confronto.

De acordo com a polícia, a ação começou quando homens da Rondesp avistaram uma Saveiro branca e um grupo com seis suspeitos, com mochilas, próximo à agência da Caixa Econômica Federal, na Estrada das Barreiras. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo Brandão, um aviso havia sido emitido pelo Serviço de Inteligência da polícia, no dia anterior, de que um grupo se preparava para organizar uma ataque na região em que atua a Rondesp Central. Por isso, o veículo suspeito teria sido denunciado à Central de Polícia.

Casas vizinhas ao local onde aconteceu a ação foram atingidas pelos disparos (Foto: Marina Silva)

Ao chegar no local, segundo o comandante da Rondesp Central, Agnaldo Ceita, a policia foi recebida a tiros e iniciou a incursão na comunidade de Vila Moisés. “O local é pouco iluminado, mas, ao descer, a polícia percebeu que não se tratava de seis, mas de cerca de 30 homens que estavam na mata”, disse. Participavam da operação três guarnições, com um total de nove policiais.

“Nós fomos para o embate e houve resistência; 12 vieram a óbito e um policial nosso também foi alvejado”, disse o coronel Anselmo Brandão. O sargento Dick Rocha de Jesus recebeu um tiro de raspão na cabeça e foi encaminhado para o Hospital Roberto Santos. Ele foi liberado e passa bem. “Reagimos de maneira proporcional à agressão sofrida de maneira injusta pelos policiais militares. Não há como, em uma troca de tiros, controlar quantas pessoas serão baleadas”, disse o comandante da Rondesp Central.

Ao todo, 16 pessoas foram baleadas. Dessas, dez chegaram mortos ao Hospital Roberto Santos, um morreu no local do crime e o último morreu ao dar entrada no centro cirúrgico. Até o fechamento da edição, às 20h, a polícia identificou apenas seis mortos: Adriano Souza Guimarães, 21, Caíque Basto dos Santos, 16, Everson Pereira dos Santos, 26, Bruno Pires do Nascimento, 19, Ricardo Vilas Boas Sila, 27, Natanael de Jesus Costa, 17. Famílias ouvidas pelo CORREIO no hospital ainda confirmaram que entre os mortos estão Vitor Amorim de Araújo e Tiago Gomes das Virgens, 19.

Dos quatro sobreviventes, três permanecem internados: Luan Lucas Ferreira de Oliveira, 20, passou por cirurgia e se encontra na enfermaria. Um adolescente também está estável, na enfermaria, e Elenilson Santana da Conceição, 22, tem estado considerado grave e foi encaminhado à UTI ontem. Arão de Paula Santos, 23, baleado na perna, recebeu alta e está preso (veja ao lado).

Segundo a polícia, o restante dos 30 pode estar refugiado na comunidade, mesmo feridos. Já o comandante da Rondesp Central, Agnaldo Ceita, disse que soube de feridos que procuraram outras unidades de saúde alegando que foram vítimas de assalto. Embora a polícia tenha falado em cerca de 30 suspeitos, só foram identificados três veículos no local. Além da Saveiro branca, uma moto e um terceiro veículo, de modelo não divulgado.

No final da tarde, quando confirmou o número de mortos, o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Figueiredo, apresentou o balanço de apreensões: 14 bananas de emulsão em gel que seriam usadas para explodir os caixas, 15 armas (12 revólveres 38, uma pistola ponto 40, uma pistola 45 e uma espingarda calibre 12), além de 5,7 kg de maconha, 1,5 kg de cocaína, 500g de crack, 24 celulares e R$ 390 em dinheiro.

Outra versão

Um homem que mora próximo ao local do suposto confronto conta outra versão. Ele afirma que os 12 homens foram executados. “Foram muitos, muitos tiros de uma só vez nos rapazes que estavam desarmados!”, disse o morador, que que não quis revelar o nome. Segundo ele, os tiros foram realizados em um campo de barro rodeado por uma mata fechada.

O local estava escuro, quando clareado pelos faróis dos carros da Polícia Militar. Segundo a testemunha, um grupo de rapazes desceu da viatura já sob a mira das armas dos policiais. Foram colocados de frente para matagal e de costas para as guarnições. “Todos estavam com as mãos para cima, outros com a mão na cabeça. Foi quando um PM obrigou um dos rapazes a sair com eles. Antes, o garoto foi quebrado na porrada”.

A pessoa a que o morador se referiu é Luan. “Eles (policiais) desceram com uma das vítimas e disseram: ‘Mostre o esconderijo de vocês’. Eles, então, invadiram a casa de uma senhora e quebraram tudo. A sorte é que ela não estava”, contou o morador.

Ainda segundo a testemunha, Luan foi levado de volta para o campo, onde ainda estavam os demais. “De repente, ouvi rajadas. Me abaixei. Quando ouvi que não tinha mais nada, todos os rapazes estavam no chão”, contou.

A versão é confirmada por outros moradores da Vila Moisés. “Os meninos estavam todos reunidos no campo, quando foram cercados pelas viaturas. Espancaram todos”, disse uma mulher. “A polícia não tem o direito de fazer o que fez. A polícia é paga para proteger e não matar aleatoriamente”, esbravejou outra mulher.

Apesar disso, a polícia disse que o grupo não mora na região. “Para não atrapalhar as investigações, não vamos identificar de onde eles são”, disse o diretor do DHPP, Jorge Figueiredo.

Esconderijo

Uma senhora que estava em uma janela revelou que o matagal servia de esconderijo para os traficantes da área. “Quando a polícia vinha, eles corriam pelos becos para chegar à mata, onde esperavam as viaturas sair”, disse.

Na hora dos tiros, uma aposentada de 72 anos que mora próximo ao local pulou da cama apavorada. “Caí no chão do susto e corri para a cozinha”, contou a idosa. Pelo menos dez marcas de tiros ficaram nas paredes. A maioria na entrada do imóvel. Porém, duas balas atravessaram a porta e se alojaram na sala. O quarto de dona Noélia fica ao lado da sala. “Foi Deus que intercedeu por mim”, disse.


Nisman em Ezeiza: passos vigiados
antes de ser achado morto.

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ARTIGO DA SEMANA

Petrobras aqui, AMIA no Prata: e o Carnaval no meio

Vitor Hugo Soares

Volto a Buenos Aires esta semana em pensamento, informação e tema jornalístico. Retorno irresistível – por imposição de fatos novos – ao caso do promotor Alberto Nisman, encontrado morto com um tiro de revolver na cabeça, no interior de seu apartamento em Puerto Madero. Primeiro, os estranhos e suspeitos desdobramentos na investigação, que, da beira do Rio da Prata, mexe com os nervos dos argentinos e atrai os olhos do mundo.

Mal comparando (ou bem?) algo parecido, no plano de interesse da cobertura de imprensa, às investigações conduzidas desde Curitiba pelo juiz Sérgio Moro, no Brasil, à frente da Operação Lava Jato: maior e mais deslavado escândalo político, econômico e administrativo da história do País, que ameaça afundar a credibilidade interna e internacional da Petrobras. Maior e mais emblemática empresa nacional. Número um no coração dos brasileiros, desde as lutas memoráveis por sua criação na campanha “O Petróleo é Nosso”, Governo Getúlio Vargas.

No drama argentino, um exemplo gritante, recente, são as imagens de Nisman sendo seguido passo a passo por câmeras dos órgãos de segurança e inteligência do governo justicialista de Cristina Kirchner, quando desembarcava no Aeroporto de Ezeiza, na volta de uma viagem de férias, poucos dias antes da sua morte. As imagens e toda sua intensidade de denúncia jornalística foram mostradas aos brasileiros, esta semana, no Jornal Nacional, da TV Globo.

Nisman era o encarregado geral do processo sobre o atentado terrorista que, em 1994, arrasou um quarteirão inteiro, praticado contra a sede da AMIA – a mutuária judaica localizada no bairro Once,pleno centro comercial de Buenos Aires. Não custa relembrar: 85 mortos, centenas de feridos, chagas profundas no corpo dos sobreviventes e na alma dos argentinos, que a impunidade não permite sarar.

Uma crise política, jurídica, de segurança e de governo sem tamanho, no tumultuado e explosivo ambiente social que se respira na Argentina, a braços ainda com crise econômica e moral aparentemente sem fim.

Incluídos nessa geleia geral que o jornal Clarin anuncia vale observar, com mais atenção e rigor profissional, alguns aspectos: o papel nada exemplar e isento (como caberia a uma chefe de governo e de estado) da presidente Cristina Kirchner; o comportamento radicalizado na imprensa independente, acuada politicamente e asfixiada economicamente pelo governo ; o jogo dos políticos de olhos e interesses fixos na disputa sucessória da presidente da República (já em curso), mas principalmente a comprometedora, nada profissional e perigosa atuação dos órgão de inteligência e segurança no caso da morte do promotor.

Isso ficou evidente nas cenas gravadas de toda movimentação de Nisman, no Aeroporto de Ezeiza, na volta das férias à Europa, dias antes de ser encontrado morto com uma bala na cabeça dentro de seu apartamento. As imagens nuas e cruas mostram o magistrado sendo filmado, o tempo inteiro, pelas câmeras dos órgão de segurança – não se sabem operadas por que mãos e a mando de quem. Foram mostradas na Argentina e no mundo com proporcional impacto e reação indignada da opinião pública. O JN, em forte e relevante reportagem da correspondente Delis Ortiz, mostrou as cenas esta semana.

Infelizmente, sem a devida, esperada e equivalente reação de protesto (mesmo que formal) ou real indignação de entidades de defesa de direitos humanos no País, das entidades corporativas dos Magistrados do Brasil (tão ativas no combate ao ministro Joaquim Barbosa), da OAB, ou mesmo da Justiça brasileira. Nem mesmo o presidente do Supremo, ou algum dos ministros da corte, tão eloquentes e ágeis ultimamente em protestos e ações de defesa de regalias corporativas. Uma lástima!

A petista Dilma Rousseff aqui, e a peronista Cristina Kirchner, nas banda do Prata, parecem fazer escola no continente.

Faço esses registros antes do barulho e das multidões tomarem conta das ruas de Salvador, Rio de Janeiro, Recife, além de centenas de outros rincões brasileiros. Não se pense que sejam movimentos de protestos contra a roubalheira na Petrobras, o retorno da inflação, o massacre dos aposentados, os impostos cada vez mais escorchantes e descontrolados sobre o cidadão contribuinte, em troca do que se vê: desastre da educação pública, caos da saúde, apagões de energia e ameaças de aumentos ainda maiores nas contas de luz elétrica. Sem falar na falta de água e avisos de prováveis racionamentos, principalmente nos estados do sudeste, São Paulo à frente.

O que move a ocupação das ruas pela massa por aqui, nesses agitados dias de fevereiro, é a folia do Carnaval 2015. Na Bahia, onde o carnaval dura oficialmente uma semana, multidões já tomam praças, avenidas, becos, ruas e ladeiras – a partir do Pelourinho ou no Furduço do circuito Barra-Ondina, na folia que homenageia os 30 anos do Axé.

Dizem, há décadas, que a carraspana da Argentina, na véspera, é a ressaca do Brasil no dia seguinte. No Prata a chapa esquenta. Aqui o trio toca “Baixa do Tubo”, de Luiz Caldas, e arrasta multidões. Depois do Axé, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site Blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

fev
07


Quarto do casal ficou totalmente revirado após o assalto

DEU NO JORNAL A TARDE

Bandidos armados invadiram a casa do empresário Márcio Pereira da Silva, no bairro do Fórum, na cidade de Irecê, a 478 km de Salvador, e fizeram ele e seus familiares reféns. A ação ocorreu na madrugada da última quinta-feira, 5, e durou cerca de 30 minutos.

Segundo informações dos sites Sigi Vilares e Irecê Repórter,o comerciante, a esposa e os filhos pequenos foram ameaçados pelos bandidos, que reviraram a casa da família e fugiram levando objetos de valores como relógios, joias, R$ 6 mil em dinheiro e mais de R$ 40 mil em cheques. Ninguém ficou ferido.

Os bandidos utilizaram o carro da família para fugir, um Saveiro, cor branca e placa policial OUI-3995.

O comerciante Márcio registrou o caso na sede da 14ª Coordenadoria de Polícia do Interior em Irecê, mas até o momento nenhum suspeito deste crime foi localizado pela polícia.

Ô, Bahia!!! Triste Bahia!!! Mesmo às véspera da sua maior festa.

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO TWITTER

NOTA DA ANISTIA INTERNACIONAL

A Anistia Internacional espera que o governo baiano realize uma investigação minuciosa, independente e célere da operação policial da Rondesp (Rondas Especiais) da Bahia que provocou a morte de 13 pessoas, sendo três pessoas feridas, incluindo um policial, no bairro Cabula, em Salvador, nesta madrugada (6). Na ação, policiais teriam abordado um grupo de homens que supostamente estariam a caminho de um assalto a banco. Relatos iniciais contestam a versão oficial da polícia militar e apontam indícios de execuções sumárias.

Ao longo dos últimos meses, a Anistia Internacional tem recebido denúncias sobre a abordagem abusiva da Rondesp, com relatos de uso excessivo da força, desaparecimentos forçados e execuções sumárias. Um deles é o caso de Davi Fiuza, adolescente de 16 anos, que desapareceu no dia 24 de outubro de 2014, no bairro de São Cristóvão, na cidade de Salvador, depois de supostamente ter sido abordado por policiais militares da Rondesp e do PETO (Pelotão de Emprego Tático Operacional).

A Anistia Internacional pede ainda que as autoridades tomem todas as medidas necessárias para garantir a segurança imediata dos moradores e proteger testemunhas e os sobreviventes.

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O governador Rui Costa falou sobre a ação da Polícia Militar durante um confronto (segundo o comando da Polícia) na Estrada das Barreiras, no bairro do Cabula, na madrugada desta sexta-feira (6), que terminou com doze mortos e três feridos. “A PM que eu imagino e quero construir no estado é uma PM que respeite o cidadão e atue sempre dentro da legalidade. A polícia, assim como manda a Constituição e a lei, tem que definir a cada momento e nem sempre é fácil fazer isso”, afirmou.

Segundo Rui Costa é preciso, em poucos segundos, “ter a frieza e a calma necessárias para tomar a decisão certa”. “É como um artilheiro em frente ao gol que tenta decidir, em alguns segundos, como é que ele vai botar a bola dentro do gol, pra fazer o gol”, comparou. “Depois que a jogada termina, se foi um golaço, todos os torcedores da arquibancada irão bater palmas e a cena vai ser repetida várias vezes na televisão. Se o gol for perdido, o artilheiro vai ser condenado, porque se tivesse chutado daquele jeito ou jogado daquele outro, a bola teria entrado”, continuou.

A declaração foi feita na manhã desta sexta-feira (6), durante a coletiva de apresentação da Operação Paz e Folia, promovida pela Secretaria de Segurança Pública durante o carnaval da Bahia. Ainda de acordo com o governador, nenhum PM da Rondesp envolvido na ação da madrugada será afastado, já que não há “indícios que teve atuação fora da lei nesse caso”. “Nós defendemos, assim como um bom artilheiro, acertar mais do que errar. E vocês terão sempre um governador disposto a não medir esforços, a defender desde o praça ao oficial, a todos que agirem com a energia necessária, mas dentro da lei”, finalizou Rui Costa, que foi aplaudido por dezenas de policiais presentes na cerimônia.

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“Ação enérgica”

Quem também se pronunciou sobre o caso durante a coletiva desta sexta foi o secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP/BA). “A polícia deve agir com rigor, deve ser dura. Lógico, sem ser arbitrária. Mas atuando com firmeza”, disse Barbosa.

“A atuação da polícia foi muito enérgica nesse ponto”, reiterou o secretário, que revelou que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso, mas que informações preliminares apontam que todos os homens feridos participaram da troca de tiros.

“O Estado tem de atuar de forma enérgica no combate à criminalidade e ao crime organizado”, afirmou Maurício Barbosa. “Eu defendo muito a vida dos meus policiais, e isso para é o que importa: a vida dos policiais e a vida da sociedade, que está sofrendo com essas ações delituosas”, lamentou.

Junto com os criminosos a polícia afirma ter encontrado uma grande quantidade de drogas e 16 armas, muitas de grosso calibre, assim como pelo menos cinco fardas do exército. Além disto, diversos veículos que podem ter participados de assaltos também foi apreendidos pela polícia.

Ainda segundo o secretário da SSP, a suspeita é de que o arsenal seria utilizado em ações criminosas que visavam agências bancárias. O DHPP investiga se o grupo participou de outros assaltos a bancos, entre eles o do terminal de autoatendimento do Banco do Brasil, no Posto-Escola BR que fica na avenida Tancredo Neves, no bairro do Stiep.

Entenda o caso

A “troca de tiros”, como qualifica a polícia, aconteceu por volta das 4h, na localidade do Campinho, entre um grupo com cerca de 30 homens e uma guarnição da Polícia de Rondas Especiais (Rondesp Central). Segundo a Polícia Militar, a guarnição recebeu a informação de que um grupo planejava arrombar uma agência bancária na Estrada das Barreiras.

A PM encontrou um veículo abandonado durante uma ronda na área. Ao investigar a denúncia, os militares foram recebidos a tiros, e um sargento da Rondesp foi atingido de raspão na cabeça. A PM revidou e feriu 15 homens durante o confronto.

Eles foram socorridos para o Hospital Roberto Santos. Das vítimas, doze não resistiram aos ferimentos e morreram após dar entrada na instituição. Já nesta manhã, mais uma delas morreu. Entre elas estava um adolescente. O sargento baleado durante a troca de tiros também foi socorrido, medicado e liberado ainda na manhã desta sexta-feira (6).

Segundo a Polícia Civil, todas as vítimas eram do sexo masculino. As outras três pessoas feridas no tiroteio continuam internada na unidade médica. Dois passaram por cirurgia e estão em estado grave. O terceiro homem não corre risco de morrer.

A identidade dos envolvidos ainda não foi divulgada pela polícia. Os corpos das vítimas fatais serão encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Salvador, onde deverão passar por perícia.

fev
07
Posted on 07-02-2015
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Miguel, no Jornal do Comércio (PE)

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