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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Carla Jiménez – São Paulo

O Conselho de Administração da Petrobras confirmou o nome de Aldemir Bendine, o atual presidente do Banco do Brasil, para assumir o timão da companhia. A informação, que começou a circular nas primeiras horas desta sexta-feira, frustrou os agentes financeiros que esperavam um nome de peso para reverter o pessimismo em torno da estatal, imersa em denúncia com a operação Lava Jato. A indicação, feita pela presidenta Dilma Rousseff, foi mal recebida no mercado, pela pouca afinidade do executivo com o mundo do petróleo, uma vez que a sua experiência se resume apenas ao maior banco público do país, onde ingressou em 1978.

Se o verniz diplomático para relacionar-se com o mundo político o ajudou a chegar à presidência do Banco do Brasil em 2009, o mesmo perfil é visto com desconfiança para suceder Graça Foster, numa empresa que precisa exatamente quebrar um esquema de corrupção endêmica que está de mãos dadas com o sistema político brasileiro. O desvio de bilhões de reais da empresa foi feito com a ingerência de representantes de partidos — entre eles, o PT — segundo as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. “A expectativa era ter alguém com um profundo conhecimento técnico da área de petróleo, e personalidade para resistir a influências externas. Bendine é o avesso do que se esperava, e com ele, voltam as incertezas”, avalia Sidney Nehme, diretor da NGO Corretora.

O economista Cláudio Frischtack classificou a indicação de uma “resposta medíocre” para a crise na Petrobras. “Um símbolo do país foi tomada de assalto por partidos políticos, que levaram a números inacreditáveis e erros colossais. A solução apresentada [para substituir Foster] é equivocada”, afirma.

Firschtack chama a atenção ainda para a pressa em escolher um executivo num momento tão delicado como o atual. Foster entregou a sua renúncia há dois dias e o mais indicado, segundo o economista, seria escolher alguém que exercesse um mandato tampão até encontrar a pessoa certa que assumisse a difícil tarefa de colocar a Petrobras nos eixos, estancando o esquema de corrupção infiltrado há décadas.

Vários nomes do setor privado estavam sendo cotados, entre eles o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Rodolfo Landim, ex-executivo da EBX, e Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, assim como o atual presidente da mineradora, Murilo Ferreira. Entre os executivos sondados, alguns teriam recusado a proposta por temer o alcance da teia corruptora que até o momento é desconhecido, mas pode expor novos desvios no futuro. Assim, o próximo número um poderia ser responsabilizado judicialmente por crimes da companhia, ainda que ele fosse recém-chegado à Petrobras.

Para o economista Paulo Rabello, a escolha reflete bem a dificuldade de trazer alguém de fora de um time que já está montado. “O que a Petrobras precisa não é apenas de um CEO. Precisa de alguém que respeite os acionistas e faça a Petrobras voltar a atuar como uma empresa, e não um cabide político”, diz Rabello. Para tanto, o ideal era ter alguém com carta branca para atuar. O presidente de um banco público não transmite a confiança de que terá independência diante de desafios tão complexos para a Petrobras.

Ao fim e ao cabo, Bendine ficará na presidência da Petrobras exatamente por falta de candidatos e pela pressão de dar uma resposta rápida ao mercado depois da renúncia de Foster nesta semana. “Quem, da iniciativa privada, assumiria a Petrobras agora, e colocaria a cara a tapa [para assinar] o balanço? Teria, de qualquer jeito, de ser uma criatura política nesse momento. É o melhor cenário, no pior dos mundos”, opina uma observadora do setor financeiro.

Nascido em Paraguaçu Paulista, interior de São Paulo, Bendine entrou no Banco do Brasil aos 16 anos, como estagiário. Desde então, passou por diversos cargos no Banco do Brasil até chegar à presidência, em 2009.

Quem o conhece bem o descreve com um técnico muito qualificado, e respeitado pelos agentes do setor financeiro. Agora, porém, ele terá de mostrar qualidades superlativas para dirigir as tormentas do mundo do petróleo, e da Petrobras. Não só isso: a companhia, com 86.000 funcionários, atravessa um inferno astral, atormentada pelas investigações judiciais que sacode o Brasil, e paralisa a economia brasileira.

Desde as primeiras horas desta sexta-feira, quando o nome de Bendine começou a circular como o sucessor de Foster, as ações da empresa caíram cerca de 8%. Um movimento oposto à euforia que o anúncio de Joaquim Levy na Fazenda, por exemplo, trouxe ao mercado no final do ano passado. Além de Bendine, o Conselho de Administração da Petrobras anunciou os nomes que substituirão os cinco diretores que renunciaram junto com Foster na última quarta-feira. Ivan de Souza Monteiro, que trabalhava no BB com Bendine, é o novo diretor Financeiro, em substituição a Almir Guilherme Barbassa. Outros executivos com cargo gerencial na Petrobras vão exercer o cargo de diretores interinamente.

Colaborou Heloísa Mendonça

DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Uma troca de tiros no Cabula, em Salvador, deixou pelo menos 13 pessoas mortas e três feridas na madrugada desta sexta-feira (6). De acordo com a Central de Polícia, o tiroteio aconteceu por volta das 4h, na Estrada das Barreiras, entre um grupo com cerca de 30 homens e uma guarnição da Polícia de Rondas Especiais (Rondesp Central).

Segundo a Polícia Militar, a guarnição da Rondesp recebeu a informação de que o grupo planejava arrombar uma agência bancária na Estrada das Barreiras. A PM encontrou um veículo abandonado durante uma ronda na área, e ao investigar a denúncia, percebeu que cerca de 30 homens estavam escondidos em uma baixada.

A guarnição foi recebida a tiros, e um sargento da Rondesp foi atingido de raspão na cabeça. A PM revidou e feriu 16 homens durante o confronto. Eles foram socorridos para o Hospital Roberto Santos. Das vítimas, doze não resistiram aos ferimentos e morreram após dar entrada na instituição. Já nesta manhã, mais uma delas morreu. Entre elas estava um adolescente.

O sargento baleado durante a troca de tiros também foi socorrido, medicado e liberado ainda na manhã desta sexta-feira (6). Segundo a Polícia Civil, todas as vítimas eram do sexo masculino. As outras três pessoas feridas no tiroteio continuam internada na unidade médica. Dois passaram por cirurgia e estão em estado grave. O terceiro homem não corre risco de morrer.

De acordo com a PM, junto com os criminosos foram encontrados uma grande quantidade de drogas ilícitas e 16 armas, muitas de calibre restrito. O policiamento foi intensificado na Estrada das Barreiras para impedir retaliações ou ameaças à população do bairro.

A identidade dos envolvidos ainda não foi divulgada pela polícia. Os corpos das vítimas fatais serão encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Salvador, onde deverão passar por perícia.

Caso similar aconteceu no dia 17 de janeiro; relembre
Há 21 dias, também na Estrada das Barreiras, dois homens morreram e um tenente da PM ficou ferido em outra troca de tiros no local. O confronto aconteceu na madrugada do dia 17 de janeiro, em uma localidade conhecida como Vila Moisés.

Uma guarnição da Rondas Especiais (Rondesp/Central) realizava uma ronda no local quando suspeito da atitude de dois homens, que se esconderam ao ver a polícia. De acordo com a Polícia Militar, os policiais desceram da viatura e realizaram buscas no local.

Foi neste momento que eles encontraram um grupo de homens, que passou a atirar contra a PM. Um tenente da Rondesp foi baleado no pé direito, e durante o confronto, dois integrantes do grupo também foram baleados, enquanto os demais fugiram.

Tanto o tenente quanto os dois suspeitos foram socorridos para o Hospital Roberto Santos. Uma das vítimas foi identificada como Alexandre Leal, 22 anos. A dupla envolvida no tiroteio não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na instituição médica.

Já o militar foi transferido posteriormente para o Hospital São Rafael. O segundo rapaz que morreu após ser baleado no tiroteio ainda não foi identificado pelas polícias Civil e Militar.

Após a troca de tiros com o grupo, os policiais da Rondesp apreenderam duas armas – uma pistola Glock 9mm e um revólver de calibre 38. Também foram apreendidos 40 trouxas de maconha, cartuchos e cápsulas. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHP)), para onde o material apreendido também foi levado.

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Loucura total! Maravilhosa loucura!!!

Com os agradecimentos do BP ao leitor e amigo do site site blog que assina Vangelis, pela sugestão de extremo bom gosto no Facebook.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Reeleição não é indispensável em 2017

Apesar da convicção generalizada de que Marcelo Nilo está decidido a disputar o sexto mandato, daqui a dois anos, ele sabe que dificilmente terá condições políticas para tanto, o que é admitido até por parlamentares que lhe são próximos.

Mas, ao contrário do que se comenta na imprensa, a pretensão de Nilo de chegar à chapa majoritária de 2018 não será afetada por uma eventual interrupção de sua série de presidências na Assembleia Legislativa.

Nilo, hoje, é um polo de poder no Estado. Lidera um grupo que tem se mostrado extremamente forte e coeso. Mesmo que a Justiça determine sua remoção do cargo, pode até haver disputa, mas o sucessor será alguém de sua completa confiança.

A Assembleia continuará sendo um contraponto à força do PT, que tem o governo por no mínimo 12 anos. Outros segmentos do arco político perderiam espaço se o Legislativo fosse um caminho totalmente aberto para o Executivo.

Assim, as circunstâncias apontam para a factibilidade da indicação de Nilo para concorrer, por exemplo, a uma das vagas ao Senado, como candidato inarredável de quem for, na época, presidente da Assembleia.

DEU NO JORNAL EL PAIS

Marina Rossi, de São Paulo

Na mesma semana em que a presidenta Dilma Rousseff inaugurou a primeira Casa da Mulher Brasileira, local que reúne assistência jurídica e médica e acolhimento para mulheres vítimas de violência, o Ministério da Justiça mostra que políticas voltadas para o gênero no Brasil ainda têm um longo caminho a percorrer.

Uma peça publicitária divulgada no Facebook do Ministério da Justiça virou alvo de centenas de críticas por estimular a violência contra a mulher. Com os dizeres: “Bebeu demais e esqueceu o que fez? Seus amigos vão te lembrar por muito tempo”, a foto mostrava duas meninas ao fundo rindo de uma terceira, que segura um celular e faz cara de desentendida. Durou menos de um dia inteiro no ar.

E é fácil entender por quê. Em uma sociedade que volta e meia coloca a responsabilidade do abuso sexual na própria vítima, uma publicidade desse tipo endossa os argumentos de que “a culpa é da mulher”, ou que ela “pediu para ser estuprada”, como muitos chegam a argumentar.
mais informações

Após a enxurrada de críticas, o Ministério da Justiça tirou a peça do ar e se desculpou publicamente, via Facebook: “A campanha ?#?BebeuPerdeu é muito mais do que isso. Nós nos equivocamos com a peça. Ela tem o objetivo de conscientizar jovens até 24 anos sobre os malefícios do álcool. Atuamos em políticas públicas em conjunto com a Secretaria de Políticas para a Mulher (SPM) contra a violência doméstica, o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher. Pedimos desculpas pelo mal entendido e ao mesmo tempo contamos com a colaboração de todos na campanha. Abraços”.

O estrago já havia sido feito, e as internautas reagiram. “É [uma peça] misógina e naturaliza a cultura do estupro, deixa a entender que alguém que bebe – neste caso mulheres – seria responsável por qualquer coisa que lhe ocorresse e ainda ridiculariza a vítima, deixando claro que além de culpada também deve ser satirizada por isso”, escreveu uma leitora no Facebook. “Conscientizar é conscientizar e não estimular violência. Ministério da Justiça, vocês sabem quantas mulheres são vítimas de abuso por ano no Brasil? Ou melhor, vocês sabem quantas pessoas abusam de mulheres porque elas beberam? Cadê a responsabilidade e a noção nessa campanha?”, disse outra.

A foto polêmica fazia parte de uma campanha, iniciada no carnaval do ano passado, que visa conscientizar jovens e adolescentes sobre o consumo de bebidas alcoólicas. A ação foi criada pela agência SLA, a pedido do Ministério da Justiça. Ao Portal Imprensa, Marcone Gonçalves, diretor de comunicação do Ministério, disse que a responsabilidade pela peça ter ido ao ar foi do órgão e não da agência.

A bola fora faz o o Ministério da Justiça entrar no carnaval pela quarta-feira de cinzas. Com uma propaganda que, sem dúvida será “lembrada por muito tempo”.

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06
Posted on 06-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-02-2015


Heringer, no portal de humor gráfico A Charge Online

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