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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

A atriz Odete Lara, considerada a musa do Cinema Novo brasileiro, morreu nesta quarta-feira, aos 85 anos, no Rio de Janeiro. A artista que ao longo da sua carreira participou em mais de 40 filmes vivia numa casa de repouso e sofreu um ataque cardíaco enquanto dormia.
Filha de imigrantes italianos a atriz que nasceu em São Paulo foi também cantora e modelo tendo participado na primeiro desfile de moda que se fez no Brasil.

Foi dirigida em Boca de Ouro, de 1963, pelo realizador Nelson Pereira dos Santos que adaptou ao cinema a peça homônima de Nelson Rodrigues. E no mesmo ano entrou em Bonitinha, mas ordinária que adaptava também uma obra deste dramaturgo.

No polêmico Noite Vazia, de 1964, foi dirigida por Walter Hugo Khouri, e interpretava uma prostituta de luxo contracenando com Norma Bengell (1935-2013).
Entrou também no premiado O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, de 1969, do realizador Glauber Rocha bem como em Vai trabalhar, vagabundo, de Hugo Carvana, de 1973, com quem voltou a filmar em 1991.
Lançou o disco Vinicius e Odete (de 1963) a partir das apresentações do espetáculo Skindô com o poeta Vinicius de Moraes e Contrastes (de 1966), também com composições de Vinicius de Moraes e de Tom Jobim.
Odete Lara gravou também com Chico Buarque (entre outras a canção Meu refrão) e com Sergio Mendes (Eles e ela).

Entrou em telenovelas, sendo a última Pátria Minha, da Globo gravada em 1994 em que interpretava Valquíria Mayrink uma mulher que perdia a fortuna. Em 2011 publicou a sua autobiografia, Eu Nua.

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