Venia: suspense no Palácio do Planalto

=====================================================

DO ESTADÃO

Curitiba – A secretária Venina Velosa da Fonseca é aguardada nesta terça-feira, 3, na sede da Justiça Federal, em Curitiba (PR), no segundo dia de depoimentos de testemunhas de acusação da sétima fase da Operação Lava Jato. Venina ganhou notoriedade no final do ano passado ao revelar que havia encaminhado e-mails para a presidente da Petrobras, Graça Foster, onde relatou possíveis desvios de recursos e práticas de corrupção na estatal, que passou a ser foco de investigações e por causa disso já levou à prisão os ex-diretores Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa.

No primeiro dia de depoimentos, que devem totalizar 10 testemunhas até a próxima semana, foram ouvidos o delegado da Polícia Federal, Marcio Anselmo, além dos diretores da empresa Toyo Setal, Julio Camargo e Augusto Mendonça, que fizeram um acordo de delação premiada com a Justiça.

Além de Venina estão previstos os depoimentos de Augusto Mendonça e Julio Camargo, novamente; Leonardo Meirelles e Meire Poza.

fev
03
Posted on 03-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-02-2015

DEU NO PÚBLICO, DE PORTUGAL

o velho Dylan o que era de Sinatra

Mário Lopes

Shadows in the Night é o disco em que o bardo da canção e da palavra do pós-guerra Bob Dylan regressa lá atrás, muito atrás, para recanalizar para o presente o espírito da voz americana do século, a de Frank Sinatra.

Sim, há a homenagem a Sinatra, “a montanha que tens que escalar, mesmo que fiques a meio do caminho”, como metaforizou recentemente Bob Dylan durante a primeira entrevista concedida em três anos.

Sim, Shadows in the Night é o disco em que o bardo da canção e da palavra do pós-guerra regressa lá atrás, muito atrás, para recanalizar para o presente o espírito da voz americana do século, a de Frank Sinatra, cheia e clara, sofisticada, moderna tornada clássica (ou vice-versa)

Quando Dylan anunciou que o seu 36º álbum de estúdio seria dedicado à música do cantor de All or nothing at all, a surpresa, assim que colocássemos tudo em perspectiva, não poderia perdurar por muito tempo. É certo que Dylan foi o revolucionário folk que iniciou depois uma revolução elétrica nos antípodas da sensibilidade de Sinatra, que fora primeiro a estrela pop fundadora, depois crooner da solidão e da intimidade, depois The Voice, homem moldado na era de ouro do entretenimento americano (quando a palavra não era um palavrão). Porém, na última década e meia Dylan tem agido como um guardião da tradição musical americana, guiado pelo blues e pela country pré-rock’n’roll. Nesse sentido, Dylan, que não tinha nenhum disco do old blue eyes quando era jovem na década de 1960, ainda que o ouvisse diariamente na rádio, está mais próximo que nunca de Sinatra.

Shadows in the Night reúne dez canções que Frank Sinatra gravou entre as décadas de 1940 e 1960. Não tem standards universais de Sinatra, mas encontramos nele composições de imortais como Rodgers & Hammerstein (Some enchanted evening) ou Irving Berlin (What’ll I do). Encontramos, essencialmente, uma coleção de canções em que a dor da perda e uma forte melancolia são uma constante – nesse sentido, está no limite do álbum conceitual.

Sem recorrer à recriação em cenário de época, tão comum neste tempo de todos os revivalismos (de Mad Men aos álbuns de versões do cancioneiro americano gravados por Rod Stewart), Dylan transporta as canções para aquele que tem sido o seu universo nesta fase tardia da carreira. Acompanha-o um quinteto onde se destaca a guitarra pedal-steel de Donny Herron, paredes meia entre a country e o marulhar havaiano, e as guitarras de Charlie Sexton e Stu Kimball, de uma discreta sensibilidade jazz. Os arranjos despojados são quase pano de fundo (juntam-se às guitarras, ao contrabaixo e à bateria minimal os ocasionais trompetes e trombones). Tudo em Shadows In The Night se concentra na voz gasta e rouca de Dylan, qual ruína que se impõe com altivez. É essa voz, e o que ele faz dos versos que canta e das melodias que segura, que faz de Shadows In The Night um disco especial.

Bob Dylan tem hoje 73 anos. Está muito longe do Sinatra trintão assombrado e obcecado por Ava Gardner, desse cantor que transformou a solidão de um boêmio desencantado no álbum maior que é In the Wee Small Hours. Dylan está até muito longe do Dylan que gravou Blood on the Tracks, o clássico de 1975 que foi crônica de um divórcio tumultuoso e o momento em que o vimos mais exposto, mais perto de deixar cair a máscara. Ouçamos Autumn leaves, balada em movimento lento, absurdamente tocante: “The falling leaves drift by the window/I see your lips, the summer kisses / the sun-burned hands / I used to hold / Since you went away, the days grow long / And soon I’ll hear old winter’s song”. Não, Dylan não canta sobre a paixão do Verão passado. Canta o Inverno que se aproxima, inexorável, e esse passado que não voltará jamais. É toda uma outra canção: Dylan, sábio septuagenário, tornou-a sua.

Não há lamento nestas interpretações que, sendo ternas como raramente lhe ouvimos, encontram espaço para um esgar sarcástico perante a tentação do sentimentalismo e da auto-comiseração (ou não fosse Dylan, Dylan). “Fools give you reasons/wise men never try”, ouve-se em Some enchanted evening. “Where is that happy ending? / Where are you?”, ouvimo-lo perguntar no final de Where are you? – mas, ali chegado, desmascara-se o lamento e aquelas frases são entoadas com todo o artifício, forma de nos assegurar que não, isto não é a sério, é “só” a interpretação dos versos de uma velha canção.

Frank Sinatra sabia que cantava para o mundo inteiro, mas fazia-o com maestria tal que era como se o mundo não existisse: como se se dirigisse diretamente a cada uma das pessoas que o ouviam (e só a elas). O Bob Dylan de Shadows in the Night, apoiado por um pequeno grupo de músicos que se põem totalmente ao serviço da canção, canta como se liderasse a banda residente de um bar perdido na cidade. Noite após noite, entoará aquelas canções para ninguém mais que ele mesmo, indiferente ao fato de o homem sentado sozinho ao balcão julgar que aqueles versos foram escolhidos para que o seu coração magoado e a sua vida desperdiçada parecessem mais acompanhados, mais suportáveis.

Chegamos à despedida e That lucky old sun aparece-nos como gospel apoiado na suave ascensão dos trompetes e do trombone. “Up in the morning, out on the job/work like the devil for my pay / but that lucky old sun has nothing to do / but roll around Heaven all day”. A voz cavernosa há-de crescer: “lift me to paradise”, ouvimo-la, gasta mas convicta do seu poder. Mas não há paraíso no Sinatra de Dylan. A homenagem, de resto, reside nisso mesmo.

Tal como Sinatra, Dylan pôs-se totalmente nestas canções – este Dylan. 73 anos e a vida lá atrás, correndo sem parar. A banda continua a tocar com sensibilidade inatacável, o crooner recorda “the night we called it a day”. A banda continua – que sombras são aquelas no horizonte?

=================================================

DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

Os principais jornais cubanos, incluindo o Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, publicaram ONTEM, 3, fotos de um encontro de Fidel Castro com o líder estudantil Randy Perdomo García, que ocorreu a 23 de Janeiro. Fidel, sempre sentado, aparece EM ROUPA “training” de fato de treino e sorridente, concentrado na conversa com o estudante que teria durado durado mais de três horas.

Perdomo García relatou no Granma o encontro que descreve como “a maior honra que já recebeu”. Realça a secretária de Fidel “coberta de recortes de imprensa”, que comprova “o seu lendário interesse em estar informado de tudo.” Um Fidel “cheio de vida”, “troçando, com essa vitalidade, de quem pretende fazer crer que ele já não está mais vivo.”

Os rumores sobre a morte do ex-Presidente são recorrentes, desde que em 2006 cedeu o poder ao seu irmão Raul Castro por razões de saúde. Fidel já não aparece em público há mais de um ano e foi notado o seu silêncio sobre a reaproximação histórica entre Cuba e Estados Unidos, anunciada a 17 de Dezembro, e sobre a subsequente libertação de agentes cubanos detidos pelos americanos.

Só a semana passada é que as autoridades cubanas divulgaram uma carta do antigo comandante em que este aprova implicitamente a política de normalização das relações com os Estados Unidos. O brasileiro Frei Betto, que é amigo de Fidel Castro e o visitou também na semana passada, disse ao canal brasileiro Globo que o encontrou totalmente lúcido e ptimista sobre a reaproximação aos Estados Unidos.

Mas são estas fotos do encontro com o líder estudantil que constituem o sinal de vida mais recente do dirigente cubano, o que para Randy Perdomo García não deixará de constituir “uma notícia de alegria para o nosso povo e de transcendência mundial.”

============================================

Neste 3 de fevereiro de lua cheia a canção para começar o dia voa do mar da Baia de Todos os Santos, para a descer na beira do Rio São Francisco. Na cidade de Juazeiro, margem baiana do Velho Chico. É lá que mora Douglas Dourado, aniversariante da data. Querido e sempre lembrado radialista esportivo que tantas tardes de futebol alegrou (ou entristeceu, nas vezes que meu Veneza do fantástico Caboclinho perdia) no histórico estádio Adáuto Morais. Ex-colega de colégio Dom Bosco, cunhado, amigo leal de sempre, parceiro e colaborador deste site blog que também aniversaria em fevereiro.

Targino Gondim (parceiro de Gilberto Gil) maior sanfoneiro do lugar, velho conhecido do aniversariante, é o escolhido para animar a festa.

Parabéns Douglas. Puxa o fole Gondim.

(Vitor Hugo e a mana Margarida)


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Nilo se diz “aliado”, não “liderado” de Rui

O presidente pentaeleito Marcelo Nilo não se fez de rogado: agradeceu a quem não votou nele “pelo exercício democrático” e também aos deputados do PT, que não participaram da votação.

Aos jornalistas que o cercaram na saída do plenário, fez questão de separar toda a articulação da bancada petista da atitude do governador Rui Costa, que, segundo ele, cumpriu o acertado: “Ele não se meteu”.

Nilo disse que “amanhã” começa uma nova etapa no parlamento baiano e que não haverá qualquer retaliação aos deputados que não o apoiaram, os quais, supostamente, terão na estrutura da Casa, fora os cargos da Mesa, o espaço proporcional que lhes corresponder.

Definindo a vitória como “maior emoção” de sua vida, o presidente disse que continuará o trabalho de “consolidação da independência do Poder Legislativo” e que atuará para favorecer a “governabilidade” para o “amigo” Rui Costa, esclarecendo:
“Sou aliado do governador Rui Costa, mas não seu liderado, porque nem sou do partido dele. Vou tratar com ele de igual para igualo, como presidente de um Poder, como fiz nos dois mandatos do ex-governador Jaques Wagner”.
Imprimir Imprimir Enviar por e-mail

fev
03
Posted on 03-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-02-2015

03 DE FEVEREIRO DE 2015. OLHE PARA O CÉU , QUANDO ANOITECER, QUE HOJE É DIA DE LUA CHEIA.

E TEM CAMINHADA DA LUA EM ITAPUÃ CONDUZIDA POR GLAUVÂNIA JANSEN, CRIADORA DESTA JORNADA DE BELEZA , GENEROSIDADE . CONFRATERNIZAÇÃO E TROCA DE INFORMAÇÕES QUE SE REPETE TODO MÊS, HÁ DÉCADAS, EM NOITES COMO A DESTA TERÇA-FEIRA. PODE CHEGAR!

O CONVITE É DE GLAU (A PERNAMBUCANA CIDADÃ DO MUNDO MAIS BAIANA DE SALVADOR. ESTÁ FALTANDO SÓ O TÍTULO DA CÂMARA MUNICIPAL (NINGUÉM MERECE MAIS QUE GLAUVÂNIA )

LEMBRE-SE

Hoje, 3 de fevereiro
às 18:45 – 22:00 em UTC-03

Praia de Catussaba.

Coordenação: Glauvania M. Jansen – Nutricionista/Naturalista
Amiga do peito dos que pensam e fazem o Bahia em Pauta.

(Vitor Hugo Soares)

fev
03

DEU NO EL PAIS

O Congresso dos Estados Unidos tem resistido, quase como regra, a aprovar os orçamentos apresentados pelo presidente Barack Obama e tudo indica que este não será a exceção. Em Washington começa a ser encenada a mesma comédia orçamentária desde que o mandatário democrata entrou na Casa Branca, chegando ao cúmulo do grotesco quando em 2011 foi realizado o famoso sequestro como uma medida de pressão para obrigar os republicanos a negociar e chegar a um acordo sobre as contas da nação ou, do contrário, aconteceriam cortes automáticos no valor de 1,2 trilhão de dólares. As negociações foram rompidas e ocorreu o sequestro.

Nos dois últimos anos de seu mandato, com a economia florescendo e o desemprego chegando a 5,2% este ano – o que estaria na linha do pleno emprego –, Barack Obama marcou suas prioridades e elas não têm nada a ver com a austeridade nem com o equilíbrio do déficit. O presidente, como já antecipou em seu discurso sobe o Estado da União no final do mês passado, pretende cortar o que, do contrário, pode definir uma era: a cada vez maior distância entre os ricos e o resto dos cidadãos.

“Precisamos ser inteligentes sobre como escolher nossas prioridades”, declarou Obama na manhã desta segunda-feira, 3, para acrescentar que isso era o que fazia seu orçamento, revitalizar as velhas infraestruturas da nação, apostar na educação dos jovens, investir em saúde e fortalecer uma classe média que, na opinião do mandatário, já esperou por muito tempo.

fev
03
Posted on 03-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-02-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

  • Arquivos

  • Fevereiro 2015
    S T Q Q S S D
    « jan   mar »
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    232425262728