DEU NO PORTAL DO JORNAL A TARDE

Biaggio Talento

O deputado Marcelo Nilo (PDT) foi eleito para o quinto mandato de presidente da Assembleia Legislativa em votação secreta realizada pelos integrantes da Casa, no início da tarde dessa segunda-feira, 2. Ele recebeu 51 votos, sendo registrado um voto em branco. Os 11 deputados do PT se retiraram do plenário no momento da votação, alegando que a candidatura de Nilo seria inconstitucional.

O deputado Rosemberg Pinto, que chegou a registrar seu nome como candidato a presidente da Casa, retirou sua candidatura assim que o deputado Reinaldo Braga, que presidia a sessão de votação, indeferiu questão de ordem da bancada petista solicitando que a candidatura de Marcelo Nilo não fosse registrada.

Para não “compactuar com um processo inconstitucional”, Pinto disse que o PT não participaria da disputa. Com isso, o Partido dos Trabalhadores ficou sem representação na nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa para o biênio 2015/2016. No seu discurso de agradecimento, Nilo disse que vai “completar” o processo de independência do Legislativo baiano nesses dois anos de gestão no comando da Casa.


DSK: ex todo poderoso do FMI
vai às barras dos tribunais

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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

O antigo diretor do Fundo Monetário Internacional e ex-favorito dos socialistas franceses para candidato às presidenciais de 2012, Dominique Strauss-Kahn, começa nesta segunda-feira a ser julgado por “proxenetismo agravado em reunião”, naquilo que a defesa descreve como “soirées libertinas” e a acusação chama orgias com prostitutas.

Strauss-Kahn deverá estar presente na abertura do processo num tribunal de Lille, apesar de o seu testemunho só estar previsto para a próxima semana. Acusado de ser o principal beneficiário e instigador de festas com prostitutas, DSK garante que pensou sempre que estava a participar em “noitadas libertinas” sem saber que estava com profissionais do sexo remuneradas. Se for condenado, enfrenta uma pena de prisão até dez anos.

O processo conhecido como Carlton começou a tornar-se público mais ou menos ao mesmo tempo que rebentava o escândalo de Nova Iorque, quando o então patrão do FMI foi detido, acusado de violar uma empregada do hotel Sofitel. Esse caso, em 2012, acabou arquivado, depois da acusadora, Nafissatou Diallo, ter chegado a um acordo confidencial com o francês.

A investigação que deu origem ao processo de Lille começou pelo menos no ano anterior, mas demorou algum tempo até que o nome de DSK surgisse nas escutas. Seguindo informações anônimas, a polícia começou a monitorar quem frequentava os hotéis Carlton e Tours de Lille, onde o relações públicas René Kojfer arranjaria prostitutas para alguns clientes.

Nas escutas ao telefone celularl de Kojfer acabou por surgir o nome de Strauss-Kahn. O mesmo aconteceu com os nomes dos empresários David Roquet e Fabrice Paszkowski, parte de um círculo com que Strauss-Kahn gostava de se divertir, ao qual se junta o polícial Jean-Christophe Lagarde.

De acordo com a acusação, os quatro encontraram-se em muitas noitadas – em Lille, mas também em Paris e até em Washington, onde teiam organizado três viagens quando Strauss-Kahn ainda dirigia o FMI (uma dessas festas teria acontecido dois dias antes da prisão por causa da acusação de Nafissatou Diallo).

Aos 65 anos, Strauss-Kahn é acusado num processo com 14 réus. A posição da defesa na fase de instrução mantém-se intocável: o ex-político gostava de festas mas ignorava que se tinha envolvido com prostitutas.

Os juízes de instrução do processo acreditam que ele não podia ignorar que as mulheres eram prostitutas e concluíram que estas festas eram organizadas especialmente para Strauss-Kahn, “o rei da festa”. “É realmente divertido acreditar na sua ingenuidade”, respondeu “Jade” uma das prostitutas ouvida no inquérito, citada por uma fonte judicial.

Segundo uma reportagem que a televisão Canal + vai exibir nesta segunda-feira, citada pela imprensa francesa, o caso envolveu escutas administrativas autorizadas pelo gabinete do primeiro-ministro francês (durante a presidência de Nicolas Sarkozy) entre Junho de 2010 e Fevereiro de 2011. Oficialmente, a investigação só foi aberta a 2 de Fevereiro de 2011.

Tal como aconteceu com o caso do Sofitel, vai voltar a ouvir falar-se de complot: a tese dos advogados de alguns dos réus será a da conspiração contra Strauss-Kahn. “O proxenetismo é uma construção jurídica para encurralar DSK”, diz ao Libération Karl Vandamme, que defende Fabrice Paszkowski, suposto co-organizador das festas. “Por causa da personalidade de um dos acusados, o caso foi insuflado, nunca teria chegado até aqui” de outra forma, diz Hubert Delarue, o advogado de René Kojfer.

Na instrução, o Ministério Público pediu que o caso fosse arquivado mas os juízes decidiram acusar Strauss-Kahn com base numa definição mais lata de proxenetismo, que vai além do sentido comum de beneficiar financeiramente da prostituição de outra pessoa. Eric Dupond-Moretti, advogado de David Roquet diz ao Libération: “Homens que chamam prostitutas a sua casa que acabam por ter relações sexuais com amigos… Isso acontece o tempo todo, e nunca ninguém foi acusado de proxenetismo por isso”.

http://youtu.be/_cKsvrOGSMI

Odoya, rainha do mar!

BOM DIA!!!

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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Rosemberg confirma disputa contra Nilo

Interessado em reeleger-se presidente da Assembleia Legislativa com um acordo amplo, o deputado Marcelo Nilo (PDT) passou o dia hoje preocupado com a posição que seria tomada pela bancada do PT com relação ao pleito.

Não adiantou muito, porque o deputado Rosemberg Pinto (PT), como disse a Por Escrito no final da tarde, levará a candidatura amanhã ao plenário, tendo manifestado confiança na vitória quando indagado sobre a expectativa para sua votação.

Nos bastidores, no entanto, circularam as versões de que Rosemberg não disputaria ou poderia chegar a um entendimento caso Nilo se comprometesse a acatar a emenda constitucional que impediria nova reeleição em 2017.

Essa última interpretação ganhou corpo com a afirmação do presidente do PT, Everaldo Anunciação, de que a candidatura de Rosemberg estaria mantida “a príncípio”, sugerindo que poderia haver uma mudança.

Conversando com jornalistas no cafezinho da Assembleia, o presidente Nilo limitou-se a dizer que a emenda ia ser votada no ano passado, mas foi retirada “a pedido do deputado Rosemberg e do deputado Paulo Rangel”. Ele lembrou que a aprovação requer 38 votos favoráveis.

fev
02


Vitória de Cunha:festa no plenário da Câmara

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

A nova legislatura do Congresso Nacional começou os trabalhos neste domingo impondo uma expressiva derrota ao Governo Dilma Rousseff, com a eleição do deputado Eduardo Cunha, do PMDB, para a presidência da Câmara logo no primeiro turno. Motivo de dor de cabeça para o Palácio do Planalto ao longo do primeiro Governo Dilma (2011-2014) enquanto líder do PMDB, Cunha se elegeu com 267 (dez a mais que o mínimo necessário) após uma campanha que pregava a “independência” da Câmara em relação ao Executivo. Como consolo, Dilma viu seu candidato no Senado, Renan Calheiros, também do PMDB, ser reeleito sem sustos.

Após o anúncio de sua vitória, Cunha disse que será o “presidente de todos” e que, apesar da “tentativa de intervenção do Executivo” nas eleições do Legislativo, “não há da nossa parte nenhum jugo de retaliação ou jogo dessa natureza”. “Foi uma campanha muito acirrada e disputada, mas a gente deixou muito claro que ia buscar altivez e independência do Parlamento. Aqui é o palco para exercer os grandes debates que a Casa precisa e vai fazer, com certeza absoluta. Nunca falamos que seríamos oposição, mas falamos que não seríamos submissos, e não seremos.

Enquanto presidente da Câmara, Cunha, que se indispôs com o Governo Dilma principalmente durante o desgastante processo de votação da Medida Provisória dos Portos, em 2013, terá o poder de definir o que irá a votação na Casa. Sem estar alinhado com o Planalto, apesar de fazer parte da base do Governo, o novo presidente pode causar problemas à presidenta ao pautar projetos como o do orçamento impositivo, que, se aprovado, pode levar o Governo a fazer mais gastos do que planeja em um ano planejado para arrocho econômico.

Outro problema potencial para Dilma é que Cunha já se disse a favor da criação de uma nova CPI da Petrobras, além de ser totalmente contrário à regulamentação da mídia, uma proposta que o PT tenta emplacar há anos. Outro risco mais remoto é o surgimento de um processo de impeachment como consequência do escândalo da Petrobras, mas o próprio Cunha já disse que o assunto não está em seu radar. De qualquer forma, Dilma precisará de disposição para lidar com o novo presidente da Câmara.

Neste domingo, Cunha, que fez uma campanha intensa Brasil afora em busca de votos e chegou a alugar o bar de um hotel para convencer os colegas a apoiar sua candidatura, bateu a candidatura do ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia, petista apoiado pelo Governo, que recebeu 136 votos. Em terceiro lugar ficou o candidato de oposição, Júlio Delgado, do PSB, com 100 votos, à frente do socialista Chico Alencar, que recebeu 8 votos.
Senado

No Senado, também ocorreu o esperado: Renan Calheiros foi reeleito presidente com 49 votos, contra 31 recebidos pelo único adversário, o colega de PMDB Luiz Henrique, e apenas uma abstenção. Caberá ao senador, que se manteve fiel ao Governo durante o primeiro mandato de Dilma, tentar conter, na medida das possibilidades legislativas, possíveis rebeldias de Cunha na Câmara.

Depois de eleito, Calheiros, que foi surpreendido pela candidatura alternativa na semana anterior à eleição, agradeceu a renovação da confiança e se disse “obrigado a redobrar o trabalho, triplicar o ânimo e quadruplicar a vontade de acertar para corresponder ao crédito que me foi concedido”. “O PMDB também trabalhará pela estabilidade econômica”, discursou, fazendo questão de mencionar o também peemedebista Michel Temer, vice-presidente da República.

Segundo o renovado presidente do Senado, “as decisões serão tomadas de forma coletiva, e nunca serão, como nunca foram, monocráticas”. “Buscamos o consenso até o limite. O entendimento nunca será supressão da vontade de quem pode menos em detrimento de quem pode mais. Os próximos anos ensejarão uma doação mais efetiva”, seguiu.

Calheiros disse ainda que “há muito a fazer” e destacou a reforma política, pela qual prometeu se empenhar “pessoalmente”. O peemedebista anunciou que vai se reunir com o novo presidente da Câmara já nesta segunda-feira pra “afinar” uma agenda comum que acelere o processo legislativo e “contribua para melhorar o ambientes de negócios” no país.

fev
02
Posted on 02-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-02-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

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