Cunha na garganta do governo Dilma e do PT

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

As eleições para presidentes da Câmara e do Senado neste domingo são as mais dramáticas dos últimos 12 anos. Nelas, tanto o governo da Presidenta Dilma Rousseff como o Partido dos Trabalhadores (PT), têm muita coisa em jogo.

O Governo e o PT não vivem seus melhores momentos políticos. O segundo mandado de Dilma começou com a sombra do escândalo da Petrobras e a crise econômica. E o PT aparece envolvido, como nos tempos do mensalão, em outra nova história de corrupção política, desta vez de dimensões bem maiores, cujo desenlace é difícil prever.

O ex-presidente Lula, fundador do PT, já afirmou várias vezes que o partido precisa de uma renovação forte para recobrar seu espírito ético fundacional.

A debilidade do Governo de Dilma e as dificuldades de seu partido criaram divisões e atritos no Congresso entre os partidos aliados. A tensão desembocou no duelo das eleições de hoje com uma boa dose de paradoxo: o candidato com maiores possibilidades de ser eleito presidente do Congresso, o evangélico Eduardo Cunha, é do maior partido aliado do governo, o PMDB, mas é por sua vez o mais temido pela Presidenta Dilma Rousseff, já que se apresenta como independente do poder executivo. Cunha promete uma presidência da Câmara não submetida aos gostos do Governo.

Diante do medo de uma possível vitória de Cunha, a Presidenta Dilma decidiu enfrentar a mencionada candidatura com uma do PT, na pessoa de Arlindo Chinaglia, o que foi interpretado como uma vontade de medir forças com seus oponentes.

Por mandato constitucional, os três poderes do Estado, o legislativo, o executivo e o judiciário, são independentes. Na prática, nos últimos anos o legislativo acabou muitas vezes sufocado pelo executivo, que com sua política de apresentação de projetos de lei com caráter de urgência lhe roubou tempo e forças para legislar.

O Congresso tinha um acordo para a alternância na presidência entre o PT e o PMDB, para que no fim de cada mandato os dois partidos governassem dois anos cada um. Dessa vez, esse acordo foi rompido. Uma das propostas de Cunha consiste em que, com sua eleição, coloque-se ponto final nesse pacto para que outros partidos possam entrar no jogo e disputar a presidência da Câmara. Assim, o candidato do PMDB negou que no passado tenha existido uma negociação com o Governo para voltar à velha prática. Segundo a Folha de S. Paulo, foi o Governo quem tentou retomar o acordo diante do temor de uma vitória de Cunha contra Chinaglia.

Para o Governo de Dilma, nesse momento, qualquer candidato seria melhor do que o evangélico Cunha. As relações entre ambos sempre foram conflitivas e culminaram com várias derrotas da presidenta no congresso. E mais: se o escândalo da Petrobras desembocar em um pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Cunha, para demonstrar sua independência do Governo, levaria a medida ao Congresso. Vem daí a decisão, não programada, de apresentar apressadamente e correndo um candidato fiel ao Governo como Chinaglia.

As relações entre o governo e o PMDB desenvolveram-se sem atritos nos dois governos de Lula, mas acabaram deteriorando-se no primeiro mandato de Dilma. Esta, além do mais, se vê impelida pela esquerda de seu partido, o PT, a buscar aliados mais fiéis e menos conservadores que o PMDB.

Os analistas políticos frisaram o silêncio de Lula nessas horas de tensão entre o Governo e o Congresso e entre Dilma e o PMDB. Esse silêncio poderia indicar que Lula prefere manter-se à margem de tais brigas à espera de uma possível candidatura sua em 2018, na qual resgataria novamente o PMDB, que sempre lhe foi fiel.

Para o Governo Dilma Rousseff, de qualquer forma, a candidatura de Cunha constitui uma verdadeira dor de cabeça. Se o peemedebista ganhar as eleições, será a primeira grande derrota de Dilma no começo de seu novo mandato. E se ganhar seu candidato, a vitória sequer será completa, porque Cunha, que acabaria ressentido, tem grande influência entre o chamado “baixo clero” do Congresso e no grupo dos evangélicos. Dilma, mesmo ganhadora, seguiria tendo que lidar com a frustração do candidato vencido, mas não morto. A derrota, neste caso, poderia transformar-se em um problema adicional. Ou seja, há quem aposte que a equipe de ministros mais próximos de Dilma fará o impossível e até o último momento para conseguir um acordo amistoso com Cunha.

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Comentários

Arnaldo Ribeiro ou Israel on 2 setembro, 2016 at 16:37 #

IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEF

Depois de nove meses de penosa gestação indesejada, eis que vimos o renascer da esperança por dias melhores , graças a Providência Divina: E na verdade, O Grande Arquiteto do Universo é o Autor desse livramento, embora o parto haja ocorrido num decantado hospício babilônico, onde a inconsequência conseguiu fechar um processo político-jurídico com chave de ouro, impondo a inadmissível substituição de dispositivo constitucional, por queda de burro sem coice, preservando os direitos políticos da Presidenta caçada: Esse fato seria cômico se não fosse trágico!Contudo, seja como Deus quiser…

SITUAÇÃO AUAL E O FUTURO DO BRASIL

oi companheiros, diante desse cenário politico tão perturbador eu fico muito preocupada com o futuro desse país. queria saber o que vocês pensam sobre como um pequeno grupo de pessoas mau intencionadas pode prejudicar um país de milhões e como que a espiritualidade pode permitir isso tudo. me consolem por favor porque estou mesmo desanimada com medo do futuro. um abraço a todos.
Oi, Sabrina, prazer em te receber no Fórum.

Parabéns por abordar o assunto sem citar nomes e instituições;

Sabe, toda crise tem seu lado bom, mesmo que meio amarguinho. Enquanto a gente fica sabendo dos escândalos de mentira, traição e roubo, também pode se perguntar:

– E eu? Até que ponto sou verdadeiro, fiel e incapaz de roubar?

Muita coisa que parece sem importância pode ser roubo e traição. Quantas vezes a gente não roubou confiança dos outros? E a boa-fé?

– Ah!, aquilo foi só uma mentirinha boba.

Pode ser, mas mentira é uma forma de traição e roubo.

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Potencialmente, o Brasil é um dos países mais ricos do planeta. Rico, ingênuo e generoso.

Desde séculos, a terra brasileira foi espoliada e despojada de riquezas minerais, vegetais, animais e riquezas do coração. Sim, quantas vezes comunidades nativas ou brasileiras tiveram sua esperança levada embora?

Na Europa, as guerras e misérias contínuas tiraram a alegria e a confiança dos povos. Somente as novas gerações conseguiram se livrar um pouco do pessimismo de seus pais e avós.

Já o Brasil sempre foi por caminhos mais leves. A humanidade brasileira não se abate, mesmo nas crises inevitáveis.
Pra não te deixar sem algo esperançoso, eis alguma coisa boa já prevista pro Brasil.

Dom Bosco: Foi um expoente da Igreja no Século 19. Tinha sonhos proféticos. Uma vez, preocupado em construir uma sede na América do Sul, ele dormiu e sonhou. Era a noite de 30 de agosto de 1883. Sonhou que viajava num trem pela lombada da Cordilheira dos Andes, desde o Norte ao Sul. Olha o que ele escreveu:

“Eu enxergava nas vísceras das montanhas e nas profundezas da planície. Tinha, sob os olhos, as riquezas incomparáveis dessas regiões, as quais, um dia, serão descobertas. Eu via numerosos minérios de metais preciosos, jazidas inesgotáveis de carvão de pedra, de depósitos de petróleo tão abundantes, como jamais se acharam noutros lugares.

Mas não era tudo. Entre os graus 15 e 20, existia um seio de terra bastante largo e longo, que partia de um ponto onde se formava um lago. E então uma voz me disse, repetidamente: – Quando vierem escavar os minerais ocultos no meio destes montes, surgirá aqui a Terra da Promissão, fluente de leite e mel. Será uma riqueza inconcebível.”

Nos anos 50, o Presidente Kubitschek parecia fã da famosa previsão de Dom Bosco. Tanto que fez construir um lago bem no meio do tal “seio de terra largo e longo” (Planalto Central Brasileiro). Seria o lago do Paranoá, em Brasília. Engraçado é que Brasília fica bem no começo da tal faixa de D. Bosco, entre as latitudes 15º e 20º Sul.

Emmanuel e Humberto de Campos (Chico Xavier): Também deixaram previsões muito boas sobre o Brasil.

Ramatis (Hercílio Maes): Avisou que o Brasil conquistaria seu equilíbrio econômico e financeiro, já previsto pelo Alto. Que também seria tipo um líder moral da humanidade, em parte graças à simpatia que seu povo tem pelo Espiritismo.

Ramatis (América Paolielo): Escreveu o livro Brasil, terra de promissão. Prevê a atuação decisiva do povo brasileiro nos momentos difíceis de transformação do planeta.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/off-topic/o-futuro-do-brasil-52211/#ixzz4IqoyXtcW


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