Cunha festeja vitória acachapante
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Por iG São Paulo

Conforme o esperado, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, em votação única realizada neste domingo (1º), no primeiro dia da nova legislatura. O legislador, que lançou sua candidatura em novembro, disputou o cargo com Arlindo Chinaglia (PT-SP), Julio Delgado (PSB-MG) e Chico Alencar (PSOL-RJ).

Em uma votação que se esperava acirrada, chegando a um segundo turno que a levaria a durar longas horas noite adentro, no entanto, o resultado mostrou uma enorme tranquilidade para o peemedebista. Cunha venceu em primeiro turno, com 267 votos. Chinaglia obteve 136; Delgado, 100; e Alencar, oito.

Desta forma, o partido com a maior bancada no Congresso, o PMDB, inicia a nova legislatura da mesma forma que encerrou a anterior: com a presidência do Senado Federal – Renan Calheiros foi reeleito neste domingo – e, agora, da Câmara dos Deputados.

Apesar de criticar a interferência do governo na campanha ferrenha pela presidência da Casa, Cunha ressaltou em seu discurso de vitória que não haverá retaliação do PMDB contra o PT, que comanda o Palácio do Planalto. “Estaremos sempre prontos, de portas abertas para o debate. E a campanha nos mostrou que temos de discutir dois pontos fundamentais para este país: a reforma política e o pacto federativo”, apontou.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), eleito em primeiro turno presidente da Câmara, reclamou de “interferência do Executivo” nas eleições deste domingo (1º). Entretanto, afirmou que não haverá reativação. “Não há da nossa parte nenhum julgo de retaliação ou coisa dessa natureza.”

Governo enfraquecido

A vitória acachapante de Cunha é um baque ao Palácio do Planalto, que – em um ano que se inicia com crise econômica e denúncias cada vez mais profundas de corrupção na Petrobras – se mobilizou para emplacar o nome de um candidato próprio, Chinaglia, para chegar à presidência da Casa e facilitar sua governabilidade.

Apesar das expectativas de Cunha e seus aliados de receber mais de 300 votos, o que levou à derrota do governo foi o baixíssimo número de votos recebidos por Chinaglia. A campanha do petista contava ter ao menos 180 votos.

Para se levar o cargo em primeiro turno, é necessário ter a maioria simples de votos. Do total 513 deputados, os adversários de Cunha conseguiram atrair 244 – 23 a menos do que o peemedebista. Se Chinaglia tivesse obtido os mais de 40 votos com os quais sua equipe contava antes da divulgação do resultado, dificilmente a disputa seria encerrada sem um segundo turno.

fev
01


Suplicy: mágoas na despedida
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DEU NA VEJA ONLINE

Após 24 anos no Senado, o petista Eduardo Suplicy deixou uma mensagem de despedida com críticas à presidente Dilma Rousseff por não tê-lo recebido para uma reunião. A carta foi publicada por volta da meia-noite deste domingo no perfil do agora ex-senador no Facebook. O texto escancara a mágoa de mais um petista com Dilma – Marta Suplicy, ex-mulher do senador e ex-ministra de Dilma, abriu fogo contra a presidente no final do ano passado.

O ex-senador reclama que Dilma ignorou ao menos oito cartas suas com pedidos de audiência, mesmo depois de ter prometido que era “mais do que justo” que ele fosse recebido no Palácio do Planalto. Nesta segunda feira, Suplicy assumirá o cargo de secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo.

“Sinto imensamente que a presidente Dilma Rousseff, após ter assegurado que me receberia antes do término do meu mandato, para conversar sobre proposta feita por todos os 81 senadores, não tenha me recebido. Foram oito cartas enviadas desde junho de 2013. Sou senador do PT. Muitos foram recebidos mesmo não sendo do PT. Era justo que me recebesse ou, como ela mesmo me disse, ‘mais do que justo’.” (Felipe Frazão, de São Paulo)

Olha aí turma do Congresso, a nação está do olho no Planalto Central outra vez.
Que a memória do velho timoneiro Ulysses Guimarães, encantado no fundo do mar, seja o guia de todos (ou da maioria) nesta data democrática de reabertura dos trabalhos da nova legislatura no Congresso e votação para eleger seus novos dirigentes na Câmara e no Senado.

BOM DOMINGO!!!
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A música de Djavan vai com dedicatória especial também para Regina Soares, amiga, conselheira e estimuladora deste site blog que completa mais um aniversário neste fevereiro de 2015.

Vai lá para o condado de Santa Rosa, cercado pelos vinhedos dos vales de Napa e Sonoma, ao pé da Baía de San Francisco, costa oeste americana, à beira do Pacífico.

Para ela ouvir no rádio de seu Mitsubishi, rodando livre neste domingo como um tapete mágico pelas fantásticas Freeways da Califórnia.

Saudades! Mande notícias suas e do lugar. Abraço em Pablo, beijos em Gabee.

(Hugo)

(Vitor Hugo Soares)


Cunha na garganta do governo Dilma e do PT

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

As eleições para presidentes da Câmara e do Senado neste domingo são as mais dramáticas dos últimos 12 anos. Nelas, tanto o governo da Presidenta Dilma Rousseff como o Partido dos Trabalhadores (PT), têm muita coisa em jogo.

O Governo e o PT não vivem seus melhores momentos políticos. O segundo mandado de Dilma começou com a sombra do escândalo da Petrobras e a crise econômica. E o PT aparece envolvido, como nos tempos do mensalão, em outra nova história de corrupção política, desta vez de dimensões bem maiores, cujo desenlace é difícil prever.

O ex-presidente Lula, fundador do PT, já afirmou várias vezes que o partido precisa de uma renovação forte para recobrar seu espírito ético fundacional.

A debilidade do Governo de Dilma e as dificuldades de seu partido criaram divisões e atritos no Congresso entre os partidos aliados. A tensão desembocou no duelo das eleições de hoje com uma boa dose de paradoxo: o candidato com maiores possibilidades de ser eleito presidente do Congresso, o evangélico Eduardo Cunha, é do maior partido aliado do governo, o PMDB, mas é por sua vez o mais temido pela Presidenta Dilma Rousseff, já que se apresenta como independente do poder executivo. Cunha promete uma presidência da Câmara não submetida aos gostos do Governo.

Diante do medo de uma possível vitória de Cunha, a Presidenta Dilma decidiu enfrentar a mencionada candidatura com uma do PT, na pessoa de Arlindo Chinaglia, o que foi interpretado como uma vontade de medir forças com seus oponentes.

Por mandato constitucional, os três poderes do Estado, o legislativo, o executivo e o judiciário, são independentes. Na prática, nos últimos anos o legislativo acabou muitas vezes sufocado pelo executivo, que com sua política de apresentação de projetos de lei com caráter de urgência lhe roubou tempo e forças para legislar.

O Congresso tinha um acordo para a alternância na presidência entre o PT e o PMDB, para que no fim de cada mandato os dois partidos governassem dois anos cada um. Dessa vez, esse acordo foi rompido. Uma das propostas de Cunha consiste em que, com sua eleição, coloque-se ponto final nesse pacto para que outros partidos possam entrar no jogo e disputar a presidência da Câmara. Assim, o candidato do PMDB negou que no passado tenha existido uma negociação com o Governo para voltar à velha prática. Segundo a Folha de S. Paulo, foi o Governo quem tentou retomar o acordo diante do temor de uma vitória de Cunha contra Chinaglia.

Para o Governo de Dilma, nesse momento, qualquer candidato seria melhor do que o evangélico Cunha. As relações entre ambos sempre foram conflitivas e culminaram com várias derrotas da presidenta no congresso. E mais: se o escândalo da Petrobras desembocar em um pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Cunha, para demonstrar sua independência do Governo, levaria a medida ao Congresso. Vem daí a decisão, não programada, de apresentar apressadamente e correndo um candidato fiel ao Governo como Chinaglia.

As relações entre o governo e o PMDB desenvolveram-se sem atritos nos dois governos de Lula, mas acabaram deteriorando-se no primeiro mandato de Dilma. Esta, além do mais, se vê impelida pela esquerda de seu partido, o PT, a buscar aliados mais fiéis e menos conservadores que o PMDB.

Os analistas políticos frisaram o silêncio de Lula nessas horas de tensão entre o Governo e o Congresso e entre Dilma e o PMDB. Esse silêncio poderia indicar que Lula prefere manter-se à margem de tais brigas à espera de uma possível candidatura sua em 2018, na qual resgataria novamente o PMDB, que sempre lhe foi fiel.

Para o Governo Dilma Rousseff, de qualquer forma, a candidatura de Cunha constitui uma verdadeira dor de cabeça. Se o peemedebista ganhar as eleições, será a primeira grande derrota de Dilma no começo de seu novo mandato. E se ganhar seu candidato, a vitória sequer será completa, porque Cunha, que acabaria ressentido, tem grande influência entre o chamado “baixo clero” do Congresso e no grupo dos evangélicos. Dilma, mesmo ganhadora, seguiria tendo que lidar com a frustração do candidato vencido, mas não morto. A derrota, neste caso, poderia transformar-se em um problema adicional. Ou seja, há quem aposte que a equipe de ministros mais próximos de Dilma fará o impossível e até o último momento para conseguir um acordo amistoso com Cunha.


DEU NO G1/ O GLOBO

RIO – O jornal britânico “Financial Times” cobrou da presidente Dilma Rousseff que ela explique “o que sabia” do esquema de corrupção na Petrobras e “quando soube” dele. Em artigo publicado na última sexta-feira, o jornal destaca que, apesar de não haver acusações de que Dilma estaria diretamente envolvida no esquema alvo da Operação Lava-Jato, ela deve explicações, já que fez parte do Conselho de Administração da estatal durante boa parte do período investigado. Ao se referir à diretoria da Petrobras, a publicação afirma que “o tempo para ser indulgente já passou”.

No texto, intitulado “Limpando a bagunça na Petrobras”, o “Financial Times” afirma que a empresa “representa o melhor e o pior do Brasil”, referindo-se à competência técnica, de um lado, e à corrupção, de outro. “Isso não tem apenas consequências corporativas”, ressalta o artigo, destacando que as denúncias também ameaçam a economia brasileira e o governo. “A Petrobras é grande demais para fracassar. Mas também é corrupta demais para continuar como está”, argumenta.

‘Elefantes brancos’

Lembrando o fato de o ex-gerente Pedro Barusco ter se comprometido a devolver US$ 100 milhões aos cofres públicos.

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Redução da pobreza decidiu na Bahia

Está explicada, em grande parte, a espetacular vitória obtida por Rui Costa na Bahia, e mais ainda da presidente Dilma Rousseff: os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2013, do IBGE, indicam que os baianos mais pobres tiveram um crescimento real de renda da ordem de 33% em sete anos do governo Jaques Wagner.

Os levantamentos em todo o país dão conta de que a Bahia ficou em primeiro lugar na redução da pobreza, cuja taxa passou de 21,7% para 10,4%. Na zona rural, segundo o superintendente da SEI, Armando Castro, esse avanço foi propiciado, principalmente, “pela agricultura familiar, que teve acesso a investimentos e uma política de crédito sólida”.

fev
01
Posted on 01-02-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-02-2015


Aroeira, no jornal O DIA (RJ)

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Foto Eric Gaillard / Reuters

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (DE PORTUGAL)

por Mariana Pereira

Todo o universo da história em quadrinhos exibe-se desde quinta-feira no Festival de Angoulême, na França, que hoje encerra a sua 42ª edição. Este foi o ano do jornal francês Charlie Hebdo. E foi de passagem pelo Festival que a responsável de comunicação do jornal, Anne Hommel, afirmou ao Le Parisien que a publicação fará uma pausa e que “não há qualquer data fixada” para o próximo número. Charlie vai continuar, garante, mas a equipe ainda “não está pronta”.

Na sexta-feira foi atribuído o Grande Prêmio Especial ao Charlie Hebdo em memória das dez vítimas – entre elas os cartoonistas Cabu, Wolinski, Charb, Tignous e Honoré – do ataque terrorista de 7 de janeiro em Paris.

Em pausa mas, como mostrou, vivo, o nome de Charlie voltou a soar quando o autor de BD Jean-Christopher Menu, representante da redação, recebeu o prêmio. “Eu sou Charlie não é um slogan, é Charlie que diz ao presidente da câmara de Angoulême que é um idiota”, citava o Le Monde. A crítica de Menu – com o presidente Xavier Bonnefont na plateia – deve-se às grades que atualmente cercam os bancos públicos para que os sem abrigo não se deitem neles.

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