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DEU NO PÚBLICO, DE PORTUGAL

Luís Miguel Queirós

A escritora australiana Colleen McCullough, autora do best seller Pássaros Feridos (The Torn Birds, 1977), morreu esta quinta-feira, aos 77 anos, no hospital da ilha australiana de Norfolk, onde vivia com o seu marido Ric Robertson. Uma responsável da editora HarperCollins, Shona Martyn, confirmou a morte de McCullough, dizendo que a autora sofria nos últimos anos de graves problemas de saúde – sobreviveu a um cancro, estava quase cega, e tinha osteoporose, diabetes e uma artite incapacitante –, mas que não se deixava abater e continuava a trabalhar, ditando os seus livros.

A sua última obra, Bittersweet (Agridoce, na edição portuguesa da Bertrand), foi publicada em 2013, depois de A Independência de Uma Mulher (The Independence of Miss Mary Bennet, 2008), uma continuação do romance Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, ter recebido críticas bastante desiguais.

Colleen McCullough escreveu mais de duas dezenas de livros, incluindo uma série de romances passados na Roma Antiga e um conjunto de policiais protagonizado pelo capitão de polícia Carmine Delmonico. Mas nenhum dos seus títulos se aproximou do sucesso internacional obtido pelo seu segundo romance, Pássaros Feridos, uma saga familiar no cenário inóspito do interior australiano, e também a história da paixão proibida entre uma jovem mulher e um padre, que vendeu mais de 30 milhões de exemplares.

Pássaros Feridos deu ainda origem a duas mini-séries televisivas, a primeira das quais, realizada em 1983 por Daryl Duke e interpretada por um elenco de estrelas – Richard Chamberlain, Rachel Ward, Barbara Stanwyck, Christopher Plummer e Jean Simmons, entre outros –, tornou-se a segunda série mais vista nos Estados Unidos logo a seguir a Raízes (Roots).

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