Jadson Ruas: o prefeito ausente de Caravelas

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POR ONDE ANDA O PREFEITO DE CARAVELAS?

Rosane Santana

A Bahia possui 417 municípios. Em pelo menos um terço deles, as prefeituras estão acéfalas, porque os prefeitos não moram na cidade e lá nem comparecem a não ser para receber dividendos ou assinar papeis…Caravelas, a 910 quilômetros sentido Extremo Sul da Bahia é um desses casos. O prefeito Jadson Ruas (PDT) é turista na cidade. Ninguém vê, ninguém sabe onde anda ou reside, apenas que é proprietário de extenso e caro latifúndio no município de Medeiros Neto, também naquela região. Afastado do cargo por improbidade administrativa, pelo Ministério Público, foi reconduzido à Prefeitura há dois anos, graças à interferência dos poderosos padrinhos, o presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Nilo (PDT), candidato ao quinto mandato consecutivo à presidência do Legislativo estadual, e Mário Negromonte Júnior, que em Caravelas só comparecem para buscar votos.

Esquece essa gente que a Revolução digital encurtou caminhos e tornou mais transparente a coisa pública. E o Ministério Público, guardião das leis e da Constituição, pode agir a qualquer momento. Prefeitura virou balcão de negócios contrários aos interesses da comuna. Algumas seriam também poderosos caixas de financiamento de campanhas de deputados em nível estadual e federal.

Mas não há provas disso até o momento, como no caso da Operação Lava Jato, que levou grandes empreiteiros à prisão e ameaça altas figuras da República. É claro que os prefeitos assim não agiriam, se não tivessem a conivência de escalões superiores. Mas a casa pode cair. Vamos pra frente!

Rosane Santana
Doutoranda em Comunicação e Política (Facom-UFBA )
Membro do Centro de Estudos Avançados em Democracia Digital da UFBA

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Lá e Cá, com Lenine, esperando a festa da Rainha do Mar!!!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

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DEU NO PÚBLICO, DE PORTUGAL

Luís Miguel Queirós

A escritora australiana Colleen McCullough, autora do best seller Pássaros Feridos (The Torn Birds, 1977), morreu esta quinta-feira, aos 77 anos, no hospital da ilha australiana de Norfolk, onde vivia com o seu marido Ric Robertson. Uma responsável da editora HarperCollins, Shona Martyn, confirmou a morte de McCullough, dizendo que a autora sofria nos últimos anos de graves problemas de saúde – sobreviveu a um cancro, estava quase cega, e tinha osteoporose, diabetes e uma artite incapacitante –, mas que não se deixava abater e continuava a trabalhar, ditando os seus livros.

A sua última obra, Bittersweet (Agridoce, na edição portuguesa da Bertrand), foi publicada em 2013, depois de A Independência de Uma Mulher (The Independence of Miss Mary Bennet, 2008), uma continuação do romance Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, ter recebido críticas bastante desiguais.

Colleen McCullough escreveu mais de duas dezenas de livros, incluindo uma série de romances passados na Roma Antiga e um conjunto de policiais protagonizado pelo capitão de polícia Carmine Delmonico. Mas nenhum dos seus títulos se aproximou do sucesso internacional obtido pelo seu segundo romance, Pássaros Feridos, uma saga familiar no cenário inóspito do interior australiano, e também a história da paixão proibida entre uma jovem mulher e um padre, que vendeu mais de 30 milhões de exemplares.

Pássaros Feridos deu ainda origem a duas mini-séries televisivas, a primeira das quais, realizada em 1983 por Daryl Duke e interpretada por um elenco de estrelas – Richard Chamberlain, Rachel Ward, Barbara Stanwyck, Christopher Plummer e Jean Simmons, entre outros –, tornou-se a segunda série mais vista nos Estados Unidos logo a seguir a Raízes (Roots).

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DEU NO BLOG DE FAUSTO MACEDO/ ESTADÃO

Por Mateus Coutinho, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

Em ofício ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no qual sustenta a necessidade de manter o decreto de prisão preventiva dos executivos da empreiteira OAS o juiz federal Sérgio Moro, que conduz todas as ações da Operação Lava Jato, disse que “a única alternativa eficaz” para afastar o risco à ordem pública seria suspender todos os contratos com a Petrobrás e com todas os outros setores da administração pública.

Ao todo, cinco executivos da OAS estão preso na carceragem da PF em Curitiba (PR). A empreiteira é suspeita de integrar cartel que tomou o controle de contratos bilionários na Petrobrás. Ao decretar a prisão dos executivos, o juiz Moro alegou risco à ordem pública.

Os advogados dos empresários entraram com habeas corpus no STJ pedindo revogação da ordem de prisão, alegando que eles se afastaram do comando da empresa.

Nos ofícios encaminhados ao STJ referentes a cada réu, Moro assinala que “não é suficiente” o afastamento do acusado da empreiteira. Para o magistrado da Lava Jato, “não há como controlar ou prevenir a continuidade da interferência dele na gestão da empresa ou dos contratos”.

“A única alternativa eficaz para afastar o risco à ordem pública seria suspender os atuais contratos da OAS com a Petrobrás e com todas as outras entidades da administração pública direta ou indireta, em todos os três âmbitos federativos. Somente dessa forma, ficaria afastado, de forma eficaz, o risco de repetição dos crimes”, assinalou o juiz.

“Entretanto, essa alternativa não é provavelmente desejada pelo acusado ou por sua empresa e teria, sem cautelas, impactos negativos para terceiros, como demais empregados e para aqueles dependentes ou beneficiados pelas obras públicas em andamento”, anotou Sérgio Moro em relação a cada um dos réus.

O juiz federal adverte que “grande parte do esquema criminoso permanece ainda encoberto, sem que se tenha certeza de que todos os responsáveis serão identificados e todo o dinheiro desviado recuperado”.

“A prisão cautelar do paciente se impõe, lamentavelmente, para prevenir a continuidade do ciclo delituoso, alertando não só a ele, mas também à empresa das consequências da prática de crimes no âmbito de seus negócios com a administração pública”, observou o juiz.

“Necessário, infelizmente, advertir com o remédio amargo as empreiteiras de que essa forma de fazer negócios com a administração pública não é mais aceitável – nunca foi, na expectativa de que abandonem tais práticas criminosas”, argumentou Sérgio Moro.

jan
29

BOM DIA!!!


Vanja Orico ao Lado de Milton Ribeiro na
cena famosa do premiado O Cangaceiro

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Paulo Virgílio – Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

A cantora, atriz e cineasta Vanja Orico morreu hoje (28), no Rio de Janeiro, aos 83 anos. Ela sofria do mal de Alzheimer e enfrentava um câncer no intestino. O enterro está marcado para esta quinta-feira, às 16h, no Cemitério São João Batista, na zona sul do Rio.

Vanja Orico ganhou destaque por sua participação no filme O Cangaceiro, de Lima Barreto, rodado em 1953 – primeira produção brasileira a ser premiada no Festival de Cannes, na França, e a conquistar sucesso internacional. No filme, ela aparecia interpretando a canção Mulher Rendeira. A carreira da atriz e cantora, no entanto, havia começado alguns anos antes, em 1950, na Itália, onde Vanja estudava música. Ela atuou em Mulheres e Luzes, produção do cineasta Federico Fellini.

Nos anos 50 e 60, ela fez grande sucesso como cantora no Brasil e se apresentou nos Estados Unidos e em países da Europa, América Latina e África. Além de O Cangaceiro, Vanja Orico atuou como atriz em vários filmes do chamado ciclo do cangaço, como Lampião, o Rei do Cangaço (1964) e Jesuíno Brilhante, o Cangaceiro (1972). Em 1973 dirigiu o filme O Segredo da Rosa.

Filha do diplomata, escritor e acadêmico Osvaldo Orico (1900-1981), a atriz, cujo nome completo era Evangelina Orico, deixa um filho, o cineasta Adolfo Rosenthal, fruto de seu casamento como o ator André Rosenthal.

jan
29
Posted on 29-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-01-2015


Jarbas, no Diário de Pernambuco


Diego Lagomarsino, durante seu pronunciamento. / ALEJANDRO PAGNI (AFP)

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DEU NO EL PAIS

Francisco Peregil

Diego Lagomarsino, o técnico em informática que emprestou a Alberto Nisman o revólver que acabou com a vida do promotor, falou na quarta-feira à tarde com a imprensa pela primeira vez. Depois de ter sido objeto de críticas por parte da presidenta Cristina Fernández e de ter sido imputado no caso por emprestar sua arma, Lagomarsino declarou que o promotor pediu uma arma porque dizia que não confiava nem em sua segurança. Acrescentou que o promotor pretendia levá-la só para proteger suas filhas. “Ele me disse: ‘Não se preocupe, é para levá-la no porta-luvas caso apareça um louco e me chame de traidor, filho da puta’”, afirmou Lagomarsino.
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Sem ler nenhum papel em nenhum momento e com a voz emocionada em várias ocasiões, Lagomarsino explicou que o promotor lhe disse que tinha mais medo de ter razão do que de estar errado. Contou que Nisman pediu um revólver e que ele perguntou: “Mas para que você quer uma arma?” “Ele me disse: ‘na verdade, tenho medo pelas meninas’”, acrescentou o técnico.

– Mas Alberto – contou Lagomarsino que respondeu ao promotor – você tem segurança.

– Mas não confio mais nem na segurança.

“E nesse momento”, acrescentou Lagomarsino, “ele se emociona e me diz: ‘Você sabe o que é ouvir de suas filhas que não querem estar com você por medo de que lhe aconteça algo?’” Lagomarsino bebeu nesse momento um copo de água e acrescentou: “Eu sou pai, como a maioria de vocês, imagino. E o mais importante que temos são os filhos…”. A voz do técnico se emociona e ele continua: “Ele tinha um orgulho tremendo de suas filhas. Segundo sei… Então, eu falei: ‘Olha, é uma arma velha, é um 22, do que você vai se defender com isso?’. E ele me responde: ‘Não se preocupe, é para levá-la no porta-luvas caso apareça um louco com um pau e me chame de traidor, filho da puta’. Eu falei: ‘Mas Alberto, isso não assusta ninguém.’ E ele me respondeu: ‘O único favor que te peço e você não quer fazer?’”.

Lagomarsino confirmou que no sábado esteve em duas ocasiões na casa de Nisman. Na primeira chegou uns vinte minutos depois que Nisman ligou para ele às 16h25. Quando chegou ao domicílio do promotor, este perguntou se tinha uma arma. “Fiquei totalmente sem jeito, não podia acreditar que estava perguntando isso. Imaginem se o chefe de vocês pede algo assim. E lamentavelmente disse que tinha.”

A promotora Viviana Fein desmentiu a presidenta Fernández ao dizer que Nisman já tinha comprado sua passagem de volta a Buenos Aires e não interrompeu suas férias

Lagomarsino foi até sua casa buscar o revólver e voltou horas mais tarde à casa de Nisman com a arma enrolada em um pano verde. O técnico quis levar o pano, mas segundo relatou, o promotor disse que em duas semanas terminaria tudo e devolveria o revólver e o pano.

Às onze de domingo, Lagomarsino lhe mandou um WhatsApp: “Está mais tranquilo agora?”, perguntou. “Nunca me respondeu.”

Lagomarsino foi imputado na segunda-feira por ter emprestado ao promotor a arma de onde saiu a bala que o matou. O empréstimo de arma na Argentina é punível com um a seis anos de prisão. A presidenta o colocou no centro do redemoinho ao citar seu nome nas três ocasiões em que se pronunciou sobre a morte de Nisman. Na última, diante das câmeras de televisão, Cristina Kirchner chegou a utilizar quatro vezes a palavra íntimo para referir-se à confiança e à amizade que uniam Nisman e Lagomarsino.

A promotora que investiga a morte de Nisman, Viviana Fein, declarou ontem aos jornalistas que não há elemento algum que possa comprometer Lagomarsino em um fato doloso de maior gravidade, além de ter emprestado o revólver. Em relação a outro ponto da investigação, Fein afirmou que, segundo a informação oficial fornecida por Iberia Nisman, já havia comprado em 31 de dezembro, em Buenos Aires, a passagem de volta para a capital argentina para 12 de janeiro. Com isso, ficou desmentida a declaração pública da presidenta efetuada no Facebook, segundo a qual Nisman interrompeu suas férias na Espanha para apresentar a denúncia contra ela.

Por outro lado, na terça-feira foram suspensos provisoriamente da Polícia Federal dois dos dez policiais encarregados de proteger Nisman e na quarta-feira foi suspenso um terceiro agente. Os de terça-feira são o sub-oficial Armando Niz e o sargento Luis Miño. Ambos declararam ter chegado à casa de Nisman às 11h de domingo, 19 de janeiro. No entanto, só informaram seus superiores do ocorrido quase 12 horas depois, às 22h40, quando já se encontravam na residência de Nisman a mãe do promotor e o juiz encarregado de investigar a ocorrência.

Niz e Miño além disso, entraram em contradição. Coincidem em declarar que chegaram à residência às onze da manhã de domingo, tal como Nisman tinha pedido a eles. Mas, em suas declarações à promotora Viviana Fein, divergem sobre o momento em que dizem ter subido para bater à porta do apartamento, uma vez que Nisman não respondia ao telefone. Niz assegura que subiram entre 14h e 14h30 e Miño sustenta que foi às 17h. Além disso, Miño declarou que permaneceram com o carro estacionado no subsolo do edifício, onde não havia cobertura telefônica. E Niz afirma que se encontravam no chamado “estacionamento de cortesia”, onde podiam receber chamadas. Em qualquer caso, ficaram mais de 11 horas sem informar seus superiores.

Rubén Benítez, o policial afastado na quarta-feira, é o que trabalhava havia mais tempo na escolta do promotor e em quem Nisman mais confiava. A imprensa argentina revelou que o promotor convidou Benítez a entrar em seu apartamento no sábado de manhã, horas antes de sua morte. O promotor lhe disse que queria comprar um revólver e perguntou questões práticas como a marca, o calibre e o lugar onde poderia conseguir a arma.

Os três agentes passaram para o regime de “disponibilidade preventiva”, quer dizer, foram punidos com uma sanção administrativa mediante a qual são suspensos de seus cargos e proibidos de portar armas até que se pronuncie a Superintendência de Assuntos Internos.

O promotor Nisman foi encontrado morto em sua residência em 18 de janeiro, um dia antes de apresentar na Câmara dos Deputados uma denúncia contra a presidenta argentina e outros membros de seu Governo por suspeita de acobertar os terroristas responsáveis pelo atentado à sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em 1994, que causou 85 mortos.

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