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BOA TARDE!!!

DEU NO EL PAIS

Pedro Cifuentes / Rodolfo Borges Rio de Janeiro / São Paulo

A estatal brasileira Petrobras, envolvida em um gigantesco escândalo de corrupção, anunciou uma queda de 9,07% em seus lucros no terceiro trimestre de 2014 com relação ao mesmo período de 2013, segundo um balanço ainda não auditado que foi divulgado na madrugada desta quarta-feira, depois de a divulgação ter sido postergada em duas ocasiões (novembro e dezembro, respectivamente) por causa da Operação Lava Jato. O relatório é o primeiro divulgado pela empresa depois que a Polícia Federal desativou a rede de subornos e lavagem de dinheiro que afetou os principais contratos da estatal entre 2004 e 2012, no mínimo.

A petroleira ganhou 3,08 bilhões de reais (1,2 bilhão de dólares) no terceiro trimestre do ano passado, lucro 38% menor em comparação com o segundo trimestre do ano. O balanço não inclui as perdas no valor de seus ativos relacionadas com as investigações, como a empresa tinha se comprometido a informar.

O resultado, apresentado horas depois do prazo previsto, repercutiu negativamente na Bolsa de Valores de São Paulo logo no início da manhã desta quarta-feira. As ações da estatal chegaram a cair 10% na abertura do pregão, carregando a Bovespa para um cenário de perdas. No dia anterior, os papeis da Petrobras haviam fechado em alta de 2,62%, pela expectativa do balanço. Mas o atraso e as informações contidas no balanço não foram animadores.

Depois de 11 horas de reunião, o Conselho de Administração da estatal não chegou a um consenso sobre como diferenciar, no relatório, as perdas provocadas pelos desvios descobertos dos outros prejuízos, como projetos ineficientes ou atrasos por razões meteorológicas, por exemplo. Entende “que será necessário realizar ajustes nas demonstrações contábeis para corrigir os valores dos ativos fixos impactados por valores relacionados com atos ilícitos realizados por empresas provedoras, agentes políticos e outras pessoas” dentro da rede de corrupção.

Analistas do mercado esperavam uma queda no valor dos ativos da estatal entre 10 e 20 bilhões de dólares (25 e 50 bilhões de reais), fruto da revisão de contratos e obras relacionadas com a Lava Jato, que mantém presos alguns dos principais construtores do país e dois ex-diretores da empresa. A Polícia Federal calcula que o valor desviado pela rede corrupta superou os 4 bilhões de dólares na última década. Apesar dos rumores sobre um eventual corte no investimento em 2015, a estatal informa que planeja aumentar em 4,5% o volume de produção de petróleo em 2015.

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Depois de quase um mês sob intensas críticas da imprensa e da oposição, a presidenta Dilma Rousseff (PT) defendeu pela primeira vez os ajustes econômicos anunciados nas últimas semanas pelos seus ministros, definiu-os como necessários para o país crescer e negou que tenha alterado o projeto que apresentou aos eleitores. “Tomamos algumas medidas que têm caráter corretivo. São medidas estruturais que se mostram necessárias em quaisquer circunstâncias”, disse a presidenta durante a abertura da primeira reunião ministerial de seu segundo mandato na tarde desta terça-feira na Granja do Torto. Foi a primeira vez que Rousseff discursou após ser reempossada no cargo, em 1º de janeiro.

Desde a vitória nas urnas em outubro passado, o Governo elevou as alíquotas sobre combustíveis (gasolina e óleo diesel), sobre operações financeiras, sobre importações e aumentou os impostos dos cosméticos. Esses ajustes devem resultar no aumento da arrecadação em até 20 bilhões de reais. Além disso, vetou a correção de 6,5% do Imposto de Renda e alterou regras trabalhistas, como as relacionadas à pensões, seguro desemprego e licença por questões de saúde — mudanças que, para serem definitivas, têm de passar pelo Congresso. Como durante a disputa eleitoral, a presidenta afirmou que não haveria “arrocho” às custas dos mais pobres e disse que benefícios trabalhistas não seriam mudados “nem que a vaca tussa”, alguns oposicionistas, como o senador e candidato presidencial derrotado Aécio Neves (PSDB), passaram a martelar que Dilma praticava um “estelionato eleitoral”.
O desconforto com as medidas consideradas ortodoxas também se espraiou por alas e lideranças do PT. Até a ex-ministra petista Marta Suplicy, em guerra aberta à presidenta e ao PT, tripudiou em artigo na Folha de S. Paulo: “Se tivesse havido transparência na condução da economia no governo Dilma, […] não estaríamos agora tendo de viver o aumento desmedido das tarifas, a volta do desemprego, a diminuição de direitos trabalhistas, a inflação, o aumento consecutivo dos juros, a falta de investimentos e o aumento de impostos, fazendo a vaca engasgar de tanto tossir”.

Para destruir essa tese, durante seu discurso de quase 35 minutos, a presidenta conclamou seus assessores a travarem uma batalha da comunicação para mostrar aos brasileiros que ela não alterou, “em um só milímetro”, o compromisso com o projeto vencedor da eleição do ano passado: “Nós não podemos permitir que a falsa informação se crie e se alastre. Reajam aos boatos”, afirmou. E completou: “Quando dizerem que vamos acabar com as conquistas históricas dos trabalhadores, respondam em alto e bom som: ‘Não é verdade, direitos trabalhistas são intocáveis’. Não será o nosso governo, um governo dos trabalhadores, que irá revogá-los.”

No discurso, Rousseff fez quatro citações aos governos petistas, que iniciaram em 2003 e tentou colar sua imagem a do presidente Lula da Silva, que governo o Brasil entre 2003 e 2010.
Salvar as empresas

Sobre a crise da Petrobras, envolta no escândalo da Operação Lava Jato, a presidenta afirmou que a companhia já vem passando por um rígido processo de aprimoramento de gestão. Ela defendeu também que as empreiteiras privadas envolvidas no esquema, entre as maiores do país, não sejam destruídas. “Devemos punir as pessoas, não destruir as empresas. As empresas são essenciais para o Brasil. Temos de saber punir o crime. Temos de saber fazer isso sem prejudicar a economia e o emprego do país”, afirmou. A sinalização da presidenta sobre a empresas envolvidas no escândalo ocorre num momento em que as investigações começam a comprometer as finanças das companhias.

Para não ser vinculada apenas a um “pacote de maldades”, como foi apelidada a série de reajustes de impostos, Rousseff anunciou medidas de combate à corrupção que vai encaminhar ao Congresso Nacional no próximo mês. São elas: transformar em crime o caixa dois em campanhas eleitorais, punir com maior rigor o enriquecimento ilícito de agentes públicos, criar uma nova espécie de ação judicial que permita o confisco de bens adquiridos de forma ilícita, acelerar o julgamento dos processos que envolvem o desvio de recursos públicos e os que envolvem políticos com foro privilegiado.

A presidenta disse ainda que pretende apresentar um Plano Nacional de Exportações e um programa de desburocratização voltado para pequenas e micro empresas. Rousseff também sinalizou que vai ampliar as concessões de rodovias, portos, aeroportos e hidrovias para a iniciativa privada e prometeu construir mais três milhões de moradias do projeto Minha Casa Minha Vida até o fim de seu mandato.

Após o discurso transmitido ao vivo pela NBR, a TV estatal, a presidenta se reuniu a portas fechadas com seus 39 ministros. O posicionamento da enorme mesa de discussão deixou claro quem serão seus grandes defensores nesses primeiros meses do segundo governo. Logo ao lado de Rousseff e do vice Michel Temer estavam três petistas – José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloízio Mercadante (Casa Civil) e Jacques Wagner (Defesa) – e um técnico fiel ao PT, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

http://youtu.be/uZqODnxbPC0

Composição Orlando Moraes/Enzo de Almeida Passos
Voz: Maria Bethania

Gravação do album “Imitação da Vida”.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Composição Orlando Moraes/Enzo de Almeida Passos
Voz: Maria Bethania

Gravação do album “Imitação da Vida”.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jan
28
Posted on 28-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-01-2015


Mario, no jornal Tribuna de Minas


Protesto na Praça de Maio na frente da Casa Rosada

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DEU NO EL PAIS, JORNAL ESPANHOL

A bala que matou Alberto Nisman se alojou na disputa eleitoral pela Casa Rosada, com consequências imprevisíveis. Seja suicídio ou assassinato, o caso do promotor argentino que morreu quatro dias depois de denunciar a presidenta faz as atenções se voltarem para as opacas operações da Secretaria de Inteligência (SE).

Enquanto os três candidatos favoritos para a eleição presidencial de 25 de outubro criticam esse órgão, a presidenta Cristina Fernández de Kirchner foi além. Longe de assumir responsabilidades pelas operações turvas da agência, a chefa do Executivo se colocou como vítima do seu próprio serviço de inteligência. Na segunda-feira, declarou que, desde que assinou em 2013 um acordo com o Irã para elucidar o atentado contra a Associação Mútua Israelita Argentina (AMIA), tem sido alvo de muitas denúncias, dando a entender que estas foram forjadas dentro da SE, com a cumplicidade de promotores, juízes e jornalistas.

A oposição qualificou de improvisada e oportunista a posição da presidenta. Após quase oito anos no Governo, e restando-lhe apenas 10 meses de mandato, Cristina pareceu ter percebido que a reforma dos serviços secretos era uma dívida incontornável que a democracia argentina vinha arrastando desde 1983.
Os aspirantes

– Daniel Scioli. O chamado “governador teflón” de Buenos Aires é um camaleão político de 57 anos e favorito dos desencantados com Cristina Fernández.

– Sergio Massa. O ex-chefe de gabinete da presidenta, de 42 anos, é um dos políticos mais populares do país.

– Mauricio Macri. De 56 anos, vem dos negócios e presidiu o Boca Juniors. É chefe do governo de Buenos Aires (prefeito).

Na segunda-feira à noite, ela anunciou um projeto para dissolver a SE e transformá-la em uma Agência Federal de Inteligência. Diferenças, além do nome? Para ela, todas: seus dois principais responsáveis serão escolhidos pelo Executivo, como agora, mas referendados pelo Senado, onde o kirchnerismo conta com maioria absoluta; permanecerão no cargo por quatro anos; e o sistema de escutas telefônicas já não ficará mais subordinado ao Executivo, e sim ao Ministério Público.

A oposição diz que só o nome muda, porque tanto a Procuradoria Geral como o Senado atendem às ordens da presidenta. A única intenção de Cristina, segundo vários deputados oposicionistas, é impor ao seu sucessor um diretor de inteligência escolhido por ela.
mais informações

Cristina Kirchner pretende dissolver Serviço de Inteligência
“Me pergunto se o meu tuíte arruinou a vida de alguém”
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20 anos de sombras e impunidade

Daniel Scioli, governador peronista da província de Buenos Aires, Sergio Massa, deputado da Frente Renovadora, e Mauricio Macri, chefe de Governo da cidade de Buenos Aires, são os políticos com mais chances de suceder Cristina, segundo as pesquisas. A morte de Nisman os obrigou a redesenharem suas agendas. Scioli já declarou na semana passada que seria preciso “repensar as estruturas e o funcionamento” dos serviços secretos. Massa, um kirchnerista que decidiu se bandear para a oposição há um ano, saindo candidato a presidente por um partido próprio, anunciou na segunda-feira que deseja aparecer como querelante na ação judicial, para que “a sociedade se sinta representada”.

A resposta da Casa Rosada foi taxativa. O secretário da Presidência, Aníbal Fernández, tuitou: “Sergio Massa: você é grosseiro e mal intencionado. Deveria saber que só os particulares afetados podem ser parte querelante, ou (…) associações como a CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais) por crimes contra a humanidade. Você não tem consideração nem respeito pelas 85 vítimas e mais de 200 feridos”. Colaboradores da Massa informaram depois que tudo se deveu a um “erro de comunicação”, e que o político pretende na verdade se apresentar como autor na ação judicial contra a presidenta por suposto acobertamento de terroristas – conforme a denúncia feita por Nisman dias antes da sua morte.

Macri, candidato do oposicionista PRO, é o que mais abertamente critica os serviços secretos, embora ele mesmo esteja sendo processado em um caso de escutas ilegais: “Os serviços de inteligência”, declarou dias atrás, “precisam estar a serviço dos interesses da nação, não de um partido nem contra outros dirigentes, como me coube sofrer esse sistema com o processo das escutas”.

E, quanto à reforma anunciada pela presidenta, Macri disse que a SE não se transformará com uma mudança de nome, mas sim de política. Macri solicitou que continue sendo investigada a denúncia de Nisman contra Cristina, embora juristas de prestígio antevejam que ela não prosperará, por entenderem que não há crime descrito nas acusações. Seja como for, a atenção da imprensa se centra agora nas circunstâncias da morte do promotor. Os candidatos presidenciais deverão se pronunciar sobre isso à medida que a investigação avançar. Apesar de os primeiros laudos da autopsia indicarem suicídio, nenhum candidato quer aderir a essa tese. As pesquisas revelam que a maioria dos cidadãos não acredita no suicídio de Nisman. E nenhum aspirante à presidência quer contradizer a opinião pública.

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