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DEU NO EL PAIS

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, voltou a escrever no Facebook sobre a morte do promotor Alberto Nisman, o homem que a acusou de encobrir terroristas, apenas quatro dias antes de ser encontrado morto, com uma bala na cabeça. Em uma extensa mensagem de 2.900 palavras, divulgada nesta quinta-feira, a presidenta assegura que não acredita que a morte de Nisman tenha sido um suicídio, conforme apontara um relatório preliminar da autópsia.

“Por que iria se suicidar alguém que gozava de uma excelente qualidade de vida?.”
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Cristina Kirchner sustenta ainda que “uma rápida leitura” da denúncia integral do promotor só confirma suas “piores suspeitas”. Ela diz também que encontrou respostas para as perguntas que já tinha feito em sua mensagem anterior, publicada na rede social no último dia 19.

A presidenta ainda assegura que a denúncia não apresenta nada de novo, e garante ainda que “plantaram” informações falsas no relatório de Nisman.

“A acusação de Nisman não é apenas falsa, mas constitui um verdadeiro escândalo político e jurídico”, assegura. E em seguida afirma: “A denúncia do Promotor Nisman nunca foi, em si mesma, a verdadeira operação contra o Governo. Caía por terra sem ir muito longe. Nisman não sabia e provavelmente nunca soube disso. A verdadeira operação contra o Governo era a morte do Promotor depois de acusar a Presidente, seu Chanceler e o Secretário-Geral de La Cámpora de encobrirem os iranianos acusados pelo atentado da AMIA (Associação Mútua Israelita Argentina).”
O Crime

Alberto Nisman foi encontrado morto na noite do último dia 19 no banheiro de seu apartamento, no bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires. Ao lado do seu corpo havia uma arma e um cartucho de bala. Nisman, de 51 anos, deveria comparecer no dia seguinte à Comissão de Legislação Penal, na Câmara dos Deputados, a pedido de vários grupos de oposição, para apresentar os termos de sua denúncia contra a presidenta da Argentina e outros colaboradores. Ele tinha denunciado Cristina Kirchner na semana anterior por “fabricar a inocência” dos terroristas que provocaram a morte de 85 pessoas no atentado com carro-bomba contra a sede portenha da AMIA, em 18 de julho de 1994.

Nisman foi designado pelo presidente Néstor Kirchner (2003-2007) para investigar de forma exclusiva o atentado contra a AMIA. Foi essa sua função desde 2004. A relação com o Governo se tornou distante, sobretudo em razão do acordo que o Executivo de Cristina Kirchner firmou com o Irã em janeiro de 2013 para esclarecer o atentado de 1994. O acordo foi feito sem o conhecimento de Nisman. Uma vez tornado público, o promotor sempre manifestou sua oposição.

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