A música genial do grego Theodorakis vai com dedicatória especial ao letor e ouvinte do BP, que assina Jader, e andava sumido.

Um tributo também à pluralidade e ao exercício pleno da liberdade de expressão e da democracia, neste território livre da informação e do pensamento chamado Bahia em Pauta.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Faxineiras gregas protestam em Atenas

===============================================

DEU NO EL PAIS

Luis Prados

De Atenas (enviado especial)

Já faz oito meses que quase 600 mulheres entre 40 e 60 anos, mães, esposas, viúvas, divorciadas, mantém noite e dia um protesto no Ministério da Economia e Finanças no centro de Atenas. São mulheres da limpeza, o elo mais frágil da drástica redução de pessoal no setor público grego desde o começo da crise. Mas seu protesto não é só um a mais. As chefes de família têm sido tradicionalmente o verdadeiro estado de bem-estar neste país e sua causa, simbolizada por um punho coberto por uma luva de borracha rosa, transformou-as em heroínas para boa parte da população.

Antonia Lambropoulou conta que há 18 meses foram despedidas do ministério, de diferentes delegacias da Fazenda e das aduanas. Recebiam entre 400 e 500 euros (1.162 a 1.453 reais). Não recebem nenhuma ajuda atualmente pois estão eufemisticamente em “situação de disponibilidade” e não recebem seguro-desemprego. Antonia está confiante de que “tudo mudará a partir de domingo quando o Syriza ganhar. Essa é minha esperança”.

O símbolo do punho de borracha rosa foi elaborado por Dimitris Arvanitis, um desenhista gráfico da emissora de rádio Kokino (Vermelho) e para Antonia representa uma só coisa: “Vitória!”. As faxineiras manifestam-se regularmente pelo centro da capital grega e mais de uma vez, como ocorreu em julho, foram agredidas sem pudor pelas forças antidistúrbios.

Somente duas décadas atrás, ter um emprego público na Grécia era um seguro de vida. Salário baixo, pouco trabalho, responsabilidade nula. Não havia administração, da direita da Nova Democracia ou da esquerda do Pasok, que não aumentasse a folha de pagamento dos funcionários. O fim disso chegou abruptamente e as demissões não cessaram nos últimos cinco anos.

As faxineiras, sem experiência política anterior, se rebelaram contra uma austeridade que laminou a classe média grega, e o Syriza as convidou a levar seu protesto ao Parlamento Europeu. Seu caso está agora no Supremo Tribunal, depois de várias idas e vindas entre diferentes instâncias, e a sentença definitiva é esperada para 24 de fevereiro.

O protesto das mulheres recebe também a crítica de funcionários do setor privado, tão prejudicados ou mais pela crise como os do setor público, mas sua resistência se transformou em um símbolo de um estado de coisas que os gregos querem superar o quanto antes. É somente uma humilde luva de borracha de faxineira que se levanta contra os poderosos.

jan
23
Posted on 23-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-01-2015

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA, DOS JORNALISTAS DIOGO MAINARDI E MÁRIO SABINO

A empreiteira Engevix deu um passo muito além, e bem grande, em relação às outras empreiteiras do Petrolão. O seu vice-presidente, Gerson de Mello Almada, em cana dura, apresentou hoje à Justiça Federal do Paraná uma peça de defesa que é uma bomba. Nela está dito, EXPLICITAMENTE, que a Petrobras foi utilizada por sua direção para arrecadar e distribuir propina em altos escalões do governo, comprar apoio na base aliada (mensalão) e engordar o caixa de partidos políticos.

O Antagonista reproduz a seguir as aspas da defesa de Gerson de Mello Almada, contidas na reportagem da excelente Laryssa Borges, do site da Veja:

“O pragmatismo nas relações políticas chegou a tal dimensão que o apoio no Congresso Nacional passou a depender da distribuição de recursos a parlamentares. O custo alto das campanhas eleitorais levou, também, à arrecadação desenfreada de dinheiro para as tesourarias dos partidos políticos. Não por coincidência, a antes lucrativa sociedade por ações, Petrobras, foi escolhida para geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias.”

A defesa de Almada afirma, ainda, que ele “é testemunha ocular do possível maior estratagema de pilhagem de recursos públicos já visto na história recente. Compõe, tão só, o grupo de pessoas que pecaram por não resisistirem à pressão realizada por porta-vozes de quem usou a Petrobras para obter vantagens indevidas para si e para outras bem mais importantes da República Federativa do Brasil.”

Deixando de lado a compreensível coitadização do réu, é a primeira vez que uma empreiteira aponta DIRETAMENTE para o Palácio do Planalto, o PT e os partidos que o apoiam.

Se ainda restar um pouco de seriedade no país, a casa de Dilma, Lula, Dirceu, Vaccari e companhia começou a cair depois dessa bomba da Engevix.

Ao deitar,Tony Bennett! Ao levantar também!!!

BOM DIA COM BENNETT!!!

(Gilson Nogueira)


===================================================

DEU NO EL PAIS

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, voltou a escrever no Facebook sobre a morte do promotor Alberto Nisman, o homem que a acusou de encobrir terroristas, apenas quatro dias antes de ser encontrado morto, com uma bala na cabeça. Em uma extensa mensagem de 2.900 palavras, divulgada nesta quinta-feira, a presidenta assegura que não acredita que a morte de Nisman tenha sido um suicídio, conforme apontara um relatório preliminar da autópsia.

“Por que iria se suicidar alguém que gozava de uma excelente qualidade de vida?.”
mais informações

Cristina Kirchner sustenta ainda que “uma rápida leitura” da denúncia integral do promotor só confirma suas “piores suspeitas”. Ela diz também que encontrou respostas para as perguntas que já tinha feito em sua mensagem anterior, publicada na rede social no último dia 19.

A presidenta ainda assegura que a denúncia não apresenta nada de novo, e garante ainda que “plantaram” informações falsas no relatório de Nisman.

“A acusação de Nisman não é apenas falsa, mas constitui um verdadeiro escândalo político e jurídico”, assegura. E em seguida afirma: “A denúncia do Promotor Nisman nunca foi, em si mesma, a verdadeira operação contra o Governo. Caía por terra sem ir muito longe. Nisman não sabia e provavelmente nunca soube disso. A verdadeira operação contra o Governo era a morte do Promotor depois de acusar a Presidente, seu Chanceler e o Secretário-Geral de La Cámpora de encobrirem os iranianos acusados pelo atentado da AMIA (Associação Mútua Israelita Argentina).”
O Crime

Alberto Nisman foi encontrado morto na noite do último dia 19 no banheiro de seu apartamento, no bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires. Ao lado do seu corpo havia uma arma e um cartucho de bala. Nisman, de 51 anos, deveria comparecer no dia seguinte à Comissão de Legislação Penal, na Câmara dos Deputados, a pedido de vários grupos de oposição, para apresentar os termos de sua denúncia contra a presidenta da Argentina e outros colaboradores. Ele tinha denunciado Cristina Kirchner na semana anterior por “fabricar a inocência” dos terroristas que provocaram a morte de 85 pessoas no atentado com carro-bomba contra a sede portenha da AMIA, em 18 de julho de 1994.

Nisman foi designado pelo presidente Néstor Kirchner (2003-2007) para investigar de forma exclusiva o atentado contra a AMIA. Foi essa sua função desde 2004. A relação com o Governo se tornou distante, sobretudo em razão do acordo que o Executivo de Cristina Kirchner firmou com o Irã em janeiro de 2013 para esclarecer o atentado de 1994. O acordo foi feito sem o conhecimento de Nisman. Uma vez tornado público, o promotor sempre manifestou sua oposição.

======================================================

DEU NO DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

À medida que avançam as horas desde a descoberta do corpo de Alberto Nisman no domingo, aumentam as dúvidas em torno da morte do promotor que acusou a presidenta Cristina Kirchner de encobrir os responsáveis por um atentado com 85 vítimas fatais. Com o avanço da investigação, surgem paradoxalmente novas incógnitas e, sobretudo, ainda não há uma resposta definitiva à pergunta que continuam fazendo os argentinos: Nisman se suicidou ou foi assassinado?

O que se sabe: Alberto Nisman, de 51 anos, aparece morto na madrugada de domingo, no banheiro de seu apartamento, situado no décimo terceiro andar da torre Le Parc, no bairro portenho de Puerto Madero. A mãe do promotor e seus seguranças encontraram-no com um tiro na cabeça à altura da orelha. O corpo bloqueava a porta. A seu lado foi encontrada uma pistola e uma cápsula de bala. Tinha uma audiência marcada para poucas horas depois na Comissão de Legislação Penal na Câmara dos Deputados, a pedido de vários grupos de oposição, para expor os termos de sua denúncia contra a presidenta da Argentina e outros colaboradores. As primeiras análises forenses determinam que em sua morte “não houve intervenção de terceiros”. Ou seja, que se trata de um suicídio, embora não se descarte que tenha sido induzido ou instigado por ameaças.

E as (pelo menos) oito incógnitas:

1. Não há resíduo de pólvora na mão de Nisman. A promotora encarregada da investigação, Viviana Fein, informa que não foram encontrados vestígios de pólvora na mão direita do promotor, com a que supostamente efetuou o disparo. Fein indica, no entanto, que o tipo de arma pode não deixar resíduos. “Uma arma de calibre 22, que não é uma arma de guerra, normalmente não permite que a varredura eletrônica dê resultado positivo. Não descarta que ele não tenha feito o disparo”, indica em uma entrevista pelo rádio. Diretores da polícia científica espanhola consultados pelo EL PAÍS descrevem como “inquietante” a ausência de resíduos de pólvora nas mãos de um suicida. A promotora ordenou um novo disparo com a arma para comprovar que rastros deixa.

O secretário de Segurança, Sergio Berni, chega ao apartamento do promotor Nisman na noite de domingo. / CLAUDIO FANCHI (AFP)

2. A arma utilizada era emprestada, embora Nisman tivesse duas próprias. O Registro Nacional de Armas confirmou que Alberto Nisman tinha duas armas registradas em seu nome. A que supostamente utilizou para se matar (de calibre 22), no entanto, não lhe pertencia. Um funcionário da promotoria, Diego Lagomarsino, disse ter emprestado a arma a Nisman no sábado porque o promotor a pediu para poder defender-se caso acontecesse algo. Pergunta-a é por que não lhe bastavam suas duas armas para isso.

3. O secretário de Segurança, chegou à cena antes do juiz. O número dois do Ministério de Segurança, Sergio Berni, reconheceu que chegou ao apartamento do promotor Alberto Nisman na noite de domingo antes da juíza e da promotora encarregadas da investigação. “Cheguei dois minutos antes da juíza, e uma hora depois chegou a promotora”, assegurou Berni em declarações à rede TN, mas não soube precisar a que hora exata chegou, possivelmente depois da meia-noite. O membro do Governo de Cristina Kirchner, que ao chegar ao local encontrou a mãe de Nisman, “alguém que parecia ser sua tia” e os guarda-costas do promotor, alega que foi para “assegurar que tudo estava sendo feito com a maior transparência” e diz que não entrou no banheiro. É certo que o secretário de Estado está acostumado a ir a cenários de crimes ou de incidentes, mas a deputada oposicionista Patricia Bullrich pediu explicações. O relato do alto funcionário traz outra revelação: a estranha atuação da mãe ao encontrar seu filho morto. “A preocupação da mãe era que tudo fosse preservado”, diz Berni.

4. Uma passagem para apartamento do promotor. A agência de notícias DyN revelou que os investigadores da morte do promotor descobriram um terceiro acesso ao apartamento de Nisman (além da porta principal e uma porta de serviço, como se pode ver no plano do apartamento). Trata-se, segundo essa informação, de uma passagem que conecta por meio de uma pequena porta metálica o apartamento do promotor a outro apartamento “ocupado por um cidadão estrangeiro, que não é de origem iraniana”. Na passagem, onde estão localizados aparelhos de ar condicionado, foram encontradas uma pegada de aparência recente e impressões digitais, amostras que estão sendo analisadas.

5. A porta de serviço, sem fechar. O chaveiro chamado pela mãe de Nisman e seu guarda-costas para entrar no domicílio do promotor diz à imprensa, depois de prestar declaração à Justiça, que foi muito fácil abrir a porta de serviço: “A [porta] de serviço estava destrancada. Simplesmente empurrei a chave e entrei em dois minutos”. Perguntado se somente um chaveiro seria capaz de abri-la responde que “não, qualquer um”.

6. A lista de compras para segunda-feira. O ex-presidente da organização judaica DAIA (Delegação de Associações Israelitas Argentinas) Jorge Kirszenbaum revelou na terça-feira que, durante a inspeção do departamento, um dos familiares de Nisman viu um bilhete. Era uma mensagem de Nisman indicando a sua empregada doméstica as compras que devia fazer na segunda-feira.

A imagem do escritorio de Nisman enviada por ele mesmo antes de morrer.

7. A última foto do promotor: seu escritório com a denúncia. Na tarde de sábado, por volta das seis, Nisman envia sua última mensagem conhecida: comunica-se com Waldo Wolff, vice-presidente da DAIA, conforme relata Wolff. Na conversação, pelo WhatsApp, o promotor envia uma foto: nela se vê um escritório no qual se observa abundante documentação organizada em pastas azuis e meia dúzia de marcadores amarelos para estudar a informação. É a documentação que Nisman tinha intenção de apresentar na segunda-feira à Câmara dos Deputados.

8. A ex-mulher: “Não se suicidou”. O promotor Nisman estava divorciado e tinha duas filhas. Sandra Elizabeth Arroyo Salgado, juíza e ex-esposa de Nisman, mãe de suas duas filhas, reuniu-se com a promotora Viviana Fein. “Você acredita que tenha sido suicídio?”, perguntaram-lhe os jornalistas. “Não”, respondeu categoricamente diante das câmeras e sem dar mais detalhes.

jan
23
Posted on 23-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-01-2015


Deu no jornal NH, de Porto Alegre (RS)

jan
23
Posted on 23-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-01-2015

===============================================

DEU NO PORTAL G1

O rei saudita Abdullah bin Abdul Aziz morreu à 1h desta sexta-feira (23), pelo horário local (noite de quinta-feira no Brasil), anunciou a TV estatal da Arábia Saudita. Com a morte de Abdullah, seu meio-irmão Salman Ben Abdel Aziz, de 79 anos, se torna o novo rei da Arábia Saudita, segundo comunicado transmitido pela TV.

De acordo com algumas agências de notícias, o rei saudita tinha 91 anos. Porém, não se sabe a data exata de seu nascimento. Muqrin bin Abdul Aziz, irmão mais novo de Abdullah, passa a ser o novo príncipe.

Antes de fazer o anúncio, a TV estatal cortou a programação para exibir versos do Corão, o que significa que viria o anúncio de morte de uma autoridade real.

O rei Abdullah subiu ao trono em 2005 após a morte de seu irmão Fahd, mas dirigia o país de fato desde 1995. Nos últimos tempos, suas aparições em público se tornaram cada vez menos frequentes, motivo pelo qual foi frequentemente representado pelo príncipe Salman.

O rei Abdullah foi internado no dia 31 de dezembro em Riad para passar por exames médicos. No dia 2 de janeiro, a casa real anunciou que o monarca sofria de pneumonia e teve que ser entubado “para ajudá-lo a respirar”. O comunicado desta quinta não especificou o motivo de sua morte.

Abdullah era visto como um reformista, ampliando a participação das mulheres na sociedade, e um um dos principais defensores da paz no Oriente Médio.

Governo
Seu objetivo na Arábia Saudita era modernizar o reino muçulmano para encarar o futuro. Um dos maiores exportadores de petróleo, a Arábia Saudita tem grandes disparidades em termos de riqueza e uma população jovem crescente que busca postos de trabalho, habitação e educação.

  • Arquivos