http://youtu.be/0x0aSW0FS7U

20 de janeir: Salve São Sebastião do Rio de Janeiro de todos nós.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NA VEJA ONLINE

O procurador-geral Alberto Nisman, encontrado morto na madrugada de ontem, 19, deixou um bilhete para a sua diarista – revela nesta terça-feira o jornal Clarín. De acordo com o diário argentino, a informação foi confirmada por George Kirszenbaum, ex-presidente da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (Daia) e amigo de Nisman. Para Kirszenbaum, o bilhete lança dúvidas sobre a hipótese de suicídio. A nota escrita pelo procurador-geral era uma lista de compras que deveriam ter sido feitas nesta segunda. “Ontem [segunda] eu estive em contato com um parente de Nisman. Ele esteve no apartamento e viu parte do material que Nisman iria expor no Congresso. Ele encontrou uma nota para a empregada, onde Nisman dava orientações de compras”, disse Kirszenbaum.

Nisman foi encontrado morto com um tiro em sua cabeça na madrugada antes de fazer uma exposição no Congresso argentino. Em um relatório de mais de 300 páginas, ele recentemente acusou a presidente Cristina Kirchner e outros membros de governo de encobrir iranianos envolvidos no atentado terrorista contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994.

“A família não fala sobre suicídio”, disse Kirszenbaum. Se o bilhete encontrado for considerado autêntico pela Justiça, é um sinal de que Nisman “não tinha intenção de cometer suicídio”, finaliza Kirszenbaum. Nesta terça, a promotora encarregada da investigação, Viviana Fein, classificou o caso como uma “morte suspeita” e afirmou estar investigando a hipótese de “indução ao suicídio“.

A presidente argentina, Cristina Kirchner, em uma longa carta publicada em seu perfil oficial no Facebook, classificou o incidente como “suicídio” e desqualificou a investigação que Nisman conduziu ao longo de dez anos tentando desvendar o atendado.

O caso – O promotor Alberto Nisman foi encontrado morto na madrugada desta segunda-feira em seu apartamento em Puerto Madero, Buenos Aires. Na última semana, ele havia apresentado uma longa denúncia envolvendo a presidente Cristina Kirchner e vários apoiadores, segundo a qual o governo agiu para acobertar iranianos envolvidos no atentado contra a sede da Amia, em julho de 1994, que deixou 85 mortos.

O promotor havia sido alvo de ameaças – em uma ocasião, um recado foi deixado em sua secretária eletrônica advertindo que ele seria caçado e levado a uma prisão iraniana. Além disso, a denúncia contra Cristina apresentada na quarta-feira e a audiência marcada para esta semana no Congresso com o objetivo de apresentar mais detalhes representava o coroamento de um trabalho de investigação iniciado há mais de dez anos.

Quem é citado na denúncia sobre o atentado contra a Amia

Promotor argentino acusa presidente Cristina Kirchner e vários apoiadores de negociar com o Irã para encobrir envolvidos em ataque contra centro judaico em 1994

l
Marcio Gomes:passaporte retido e embarcado para Tokio

==================================================

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

O repórter Márcio Gomes, enviado especial da TV Globo à Indonésia, foi deportado pelo governo local junto com um cinegrafista da emissora, segundo informou o jornal Folha de S. Paulo. Márcio estava no país para acompanhar a execução do brasileiro Marco Archer, 53 anos, que foi fuzilado no último sábado após ter sido condenado por tráfico de drogas.

A dupla chegou a ser detida no sábado na cidade de Cilacap e teve os passaportes retidos. Nesta segunda, conforme informações da própria emissora, Gomes e o cinegrafista foram transportados pela polícia para a capital Jacarta e de lá aguardaram em um hotel pelo voo para Tóquio, onde Gomes atua como correspondente.

Márcio Gomes entrou no país com visto de turista, segundo o jornal. Além da equipe da Globo, os jornalistas da Folha também foram ameaçados de deportação, mas conseguiram deixar o país sem maiores complicações. O Itamaraty não comentou o assunto.


==============================================

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

O ex-senador Eduardo Suplicy (PT) foi convidado pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), para assumir a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania no lugar de Rogério Sottili. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, Haddad ligou para Suplicy na noite desta segunda para oficializar o convite, que já havia sido transmitido ao ex-senador pelo seu secretário de governo, Chico Macena.

De acordo com a publicação, Macena e Suplicy tiveram uma reunião em São Paulo e o ex-senador respondeu positivamente. Procurado pelo jornal, Suplicy disse estar “muito honrado com o convite”. “Terei o maior prazer de seguir as diretrizes de Haddad no que diz respeito aos direitos humanos”, declarou.

Após ficar 24 anos no Senado Federal, Suplicy deve assumir pela primeira vez um cargo majoritário, aos 73 anos. O ano de 2015 promete ser de mudanças na estrutura da prefeitura paulista. A principal mudança até então havia sido a entrada de Gabriel Chalita (PMDB) na pasta da Educação, substituindo Cesar Callegari. O PSD, de Kassab, deve ainda indicar nomes para a nova equipe do prefeito petista.


============================================================

DEU NO JORNAL A TARDE

O ministro da Defesa Jaques Wagner classificou de “especulações, sem nenhuma conexão com a realidade” as denúncias publicadas pela Revista Veja na edição desta semana, que acusa o petista de suposto favorecimento do esquema de corrupção da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Segundo reportagem da Veja, um memorial redigido e entregue à PF pelo advogado da ex-gerente executiva da área de Abastecimento da Petrobras, Venina Velosa da Fonseca, revela que parte do dinheiro desviado da estatal teria nutrido os cofres das duas campanhas de Wagner ao governo da Bahia (2006 e 2010).

O ex-gerente de Comunicação da Petrobrás Geovane de Morais foi apontado como o operador do esquema. Sindicalista contemporâneo de Wagner e do governador Rui Costa no Sindquímica, Morais teria simulado contratos de serviços com empresas ligadas a petistas, que eram pagos sem contrato formal.

Duas dessas empresas – produtoras de vídeo baianas – teriam recebido R$ 4 milhões da estatal de forma irregular e, em troca, prestado serviços à campanha de Wagner. Venina conta, através do memorial assinado por seu advogado, ter cobrado investigação do operador petista ao então presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, também do PT. Gabrielli assumiu para si a sindicância contra Geovane e teria passado a protegê-lo.

O ex-sindicalista também seria protegido pelo Planalto, já que todos os gastos de comunicação da estatal tinham que ser aprovados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República antes de executados.

Ilações

Em nota, Jaques Wagner chamou as denúncias de “especulações”, repudiou a ligação entre o suposto esquema e seu nome, mas não garantiu que os desvios não tivessem ocorrido. O petista depositou “confiança nas investigações” da PF e do Ministério Público e defendeu “rigorosa punição dos envolvidos”.

À Veja, Gabrielli disse ter demitido Morais ao final da sindicância. O governador Rui Costa – que no domingo, 18, fez aniversário de 52 anos e participou de missa na Igreja do Bonfim – afirmou que as denúncias “não tem nenhum tipo de fundamento”.

jan
20
Posted on 20-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-01-2015


Jarbas, no Jornal do Comércio (PE)

Um tango magistral e clássico, de Cadícamo, na interpretação única de Roberto “Polaco” Goyeneche.

Antológicos: música, letre e interpretação. cONFIRA.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Juiz Ariel Lijo: medidas urgentes para preservar
investigações de promotor achado morto
=================================================

DEU NO EL PAIS

Depois da morte do promotor Alberto Nisman, que acusou na quarta-feira a presidenta argentina de acobertar terroristas fugitivos residentes no Irã, Cristina Kirchner deu uma guinada de transparência na política de seu Governo e autorizou a abertura do segredo que pesa sobre a identidade dos quatro espiões que aparecem nas escutas de Nisman contra ela. Também deu autorização para que seja divulgado “todo material, arquivo e informação de inteligência” vinculado à investigação do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA).

Enquanto isso, os primeiros resultados conhecidos da autópsia realizada em Alberto Nisman, que investigava o atentado ocorrido em 1994 contra a sede portenha da AMIA na qual morreram 85 pessoas, e que apareceu morto neste domingo em sua residência, revelam que Nisman faleceu devido a um tiro na têmpora. Foi o que confirmou Viviana Fein, a promotora encarregada da investigação. Fein emitiu um comunicado no qual afirma que os primeiros relatórios forenses recebidos indicam que “na morte de Nisman não houve intervenção de terceiros”. Mesmo assim, a promotora espera a chegada de outras provas destinadas a descartar qualquer outra hipótese.

“Será investigado se houve algum tipo de indução ou instigação ao suicídio através de ameaças, seja através de telefonemas ou mensagens de texto. Foi apreendido muitíssimo material”, acrescentou Fein em declarações a um programa de rádio. “Poderíamos falar em suicídio, o corpo não foi agredido nem submetido a maus tratos, não descarto uma incitação. Não dizemos que o caso está resolvido”, afirmou Fein, que esclareceu que ainda falta o exame toxicológico do corpo. “O caso está qualificado como morte duvidosa”, encerrou.

O promotor compareceria na segunda-feira à Comissão de Legislação Penal na Câmara dos Deputados, a pedido de vários grupos de oposição, para expor os termos de sua denúncia contra a presidenta da Argentina e outros colaboradores.

“Entre hoje e amanhã chegarão os resultados do estudo microscópico de varredura eletrônica feito com amostras coletadas das mãos do promotor Nisman. Com este resultado, será determinada a existência ou não de restos residuais de pólvora”, informou Fein antes no comunicado divulgado na página da Promotoria argentina.

A bala entrou pelo osso parietal direito de Nisman, dois centímetros acima da orelha, e não chegou a sair da cabeça. “O projétil extraído pelos médicos legistas da cabeça de Nisman durante a autópsia corresponde em 99% à arma encontrada na cena”, afirmou uma fonte ligada ao judiciário à agência Télam.

Em paralelo, o juiz argentino Ariel Lijo determinou medidas urgentes para preservar as provas reunidas pelo promotor contra a presidenta Cristina Kirchner, a quem o funcionário acusou de “fabricar a inocência” dos terroristas responsáveis pelo ataque.
Arma

A promotora Fein tenta agora determinar a propriedade do revólver. Segundo o Registro Nacional de Armas (Renar), Nisman tinha duas armas em seu nome, mas não se sabe se a encontrada junto ao cadáver é uma delas. A imprensa argentina informa que Nisman tinha pedido a um amigo que deixasse com ele esse revólver por questões de segurança. Fein chamou essa testemunha para depor e seu relato deveria ser ouvido ainda na segunda-feira.

A Polícia Federal analisa também o telefone celular do promotor falecido para saber quais foram suas últimas ligações antes de morrer.

O corpo de Nisman foi encontrado no banheiro de sua casa em Buenos Aires. A porta da casa estava fechada a chave por dentro e os jornais de domingo não tinham sido recolhidos. A presença de Nisman, de 51 anos, era esperada nesta segunda-feira na Comissão de Legislação Penal na Câmara dos Deputados, a pedido de vários opositores, para expor os termos de sua denúncia contra a presidenta da Argentina e outros colaboradores. O promotor tinha acusado Cristina Kirchner na última quarta-feira de “decidir, negociar e organizar a impunidade dos fugitivos iranianos na causa da AMIA”, a investigação judicial sobre o atentado.

Histórico

Alberto Nisman, divorciado e com duas filhas, foi designado pelo presidente Néstor Kirchner (2003-2007) para investigar com exclusividade o atentado contra a AMIA. Era o promotor especial do caso e essa era sua única função desde 2004. Gozava de excelentes relações com o Governo, até que Cristina Kirchner assinou em janeiro de 2013 um acordo com o Irã para esclarecer o atentado de 1994. O acordo foi gestado sem o conhecimento de Nisman, que sempre manifestou sua oposição desde que o documento se tornou público.

Nisman baseou sua denúncia contra Kirchner, sobretudo, em escutas telefônicas. Dispunha de um relatório de 300 páginas que não tinha sido divulgado porque incluía nomes dos serviços de inteligência que deviam ser mantidos em sigilo. No entanto, no resumo de sua denúncia, acusava a presidenta de criar uma trama diplomática paralela para negociar com o Irã a impunidade em troca de petróleo. Em 5 de outubro de 2006 Nisman acusou formalmente o Irã de ser o autor intelectual do atentado e o grupo Hezbollah de executá-lo. Solicitou uma ordem de prisão contra cinco iranianos e um libanês. A suposta negociação entre Kirchner e o Irã se concretizou, segundo Nisman, no início do acordo assinado entre Irã e Argentina em janeiro de 2013 e ainda não foi ratificado por Teerã.

Exatamente para proteger essas provas, o juiz federal argentino Ariel Lijo determinou medidas urgentes na segunda-feira. Lijo, que interrompeu suas férias para assumir o caso, enviou uma equipe à sede da promotoria encarregada do atentado à AMIA para “confiscar e guardar todos os CDs nos quais estão gravadas as intervenções telefônicas e toda a documentação detalhada na denúncia”, informou o Centro de Informação Judicial (CIJ) em sua página na Internet. Lijo, o mesmo juiz que dirige a investigação sobre o vice-presidente, Amado Boudou, por um caso de corrupção, será quem determinará no futuro se Nisman dispunha de provas suficientes para interrogar Cristina Kirchner, como o promotor solicitou.

DEU NO EL PAIS

Depois da morte do promotor Alberto Nisman, que acusou na quarta-feira a presidenta argentina de acobertar terroristas fugitivos residentes no Irã, Cristina Kirchner deu uma guinada de transparência na política de seu Governo e autorizou a abertura do segredo que pesa sobre a identidade dos quatro espiões que aparecem nas escutas de Nisman contra ela. Também deu autorização para que seja divulgado “todo material, arquivo e informação de inteligência” vinculado à investigação do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA).

Enquanto isso, os primeiros resultados conhecidos da autópsia realizada em Alberto Nisman, que investigava o atentado ocorrido em 1994 contra a sede portenha da AMIA na qual morreram 85 pessoas, e que apareceu morto neste domingo em sua residência, revelam que Nisman faleceu devido a um tiro na têmpora. Foi o que confirmou Viviana Fein, a promotora encarregada da investigação. Fein emitiu um comunicado no qual afirma que os primeiros relatórios forenses recebidos indicam que “na morte de Nisman não houve intervenção de terceiros”. Mesmo assim, a promotora espera a chegada de outras provas destinadas a descartar qualquer outra hipótese.

“Será investigado se houve algum tipo de indução ou instigação ao suicídio através de ameaças, seja através de telefonemas ou mensagens de texto. Foi apreendido muitíssimo material”, acrescentou Fein em declarações a um programa de rádio. “Poderíamos falar em suicídio, o corpo não foi agredido nem submetido a maus tratos, não descarto uma incitação. Não dizemos que o caso está resolvido”, afirmou Fein, que esclareceu que ainda falta o exame toxicológico do corpo. “O caso está qualificado como morte duvidosa”, encerrou.

O promotor compareceria na segunda-feira à Comissão de Legislação Penal na Câmara dos Deputados, a pedido de vários grupos de oposição, para expor os termos de sua denúncia contra a presidenta da Argentina e outros colaboradores.

“Entre hoje e amanhã chegarão os resultados do estudo microscópico de varredura eletrônica feito com amostras coletadas das mãos do promotor Nisman. Com este resultado, será determinada a existência ou não de restos residuais de pólvora”, informou Fein antes no comunicado divulgado na página da Promotoria argentina.

A bala entrou pelo osso parietal direito de Nisman, dois centímetros acima da orelha, e não chegou a sair da cabeça. “O projétil extraído pelos médicos legistas da cabeça de Nisman durante a autópsia corresponde em 99% à arma encontrada na cena”, afirmou uma fonte ligada ao judiciário à agência Télam.

Em paralelo, o juiz argentino Ariel Lijo determinou medidas urgentes para preservar as provas reunidas pelo promotor contra a presidenta Cristina Kirchner, a quem o funcionário acusou de “fabricar a inocência” dos terroristas responsáveis pelo ataque.
Arma

A promotora Fein tenta agora determinar a propriedade do revólver. Segundo o Registro Nacional de Armas (Renar), Nisman tinha duas armas em seu nome, mas não se sabe se a encontrada junto ao cadáver é uma delas. A imprensa argentina informa que Nisman tinha pedido a um amigo que deixasse com ele esse revólver por questões de segurança. Fein chamou essa testemunha para depor e seu relato deveria ser ouvido ainda na segunda-feira.

A Polícia Federal analisa também o telefone celular do promotor falecido para saber quais foram suas últimas ligações antes de morrer.

O corpo de Nisman foi encontrado no banheiro de sua casa em Buenos Aires. A porta da casa estava fechada a chave por dentro e os jornais de domingo não tinham sido recolhidos. A presença de Nisman, de 51 anos, era esperada nesta segunda-feira na Comissão de Legislação Penal na Câmara dos Deputados, a pedido de vários opositores, para expor os termos de sua denúncia contra a presidenta da Argentina e outros colaboradores. O promotor tinha acusado Cristina Kirchner na última quarta-feira de “decidir, negociar e organizar a impunidade dos fugitivos iranianos na causa da AMIA”, a investigação judicial sobre o atentado.

Histórico

Alberto Nisman, divorciado e com duas filhas, foi designado pelo presidente Néstor Kirchner (2003-2007) para investigar com exclusividade o atentado contra a AMIA. Era o promotor especial do caso e essa era sua única função desde 2004. Gozava de excelentes relações com o Governo, até que Cristina Kirchner assinou em janeiro de 2013 um acordo com o Irã para esclarecer o atentado de 1994. O acordo foi gestado sem o conhecimento de Nisman, que sempre manifestou sua oposição desde que o documento se tornou público.

Nisman baseou sua denúncia contra Kirchner, sobretudo, em escutas telefônicas. Dispunha de um relatório de 300 páginas que não tinha sido divulgado porque incluía nomes dos serviços de inteligência que deviam ser mantidos em sigilo. No entanto, no resumo de sua denúncia, acusava a presidenta de criar uma trama diplomática paralela para negociar com o Irã a impunidade em troca de petróleo. Em 5 de outubro de 2006 Nisman acusou formalmente o Irã de ser o autor intelectual do atentado e o grupo Hezbollah de executá-lo. Solicitou uma ordem de prisão contra cinco iranianos e um libanês. A suposta negociação entre Kirchner e o Irã se concretizou, segundo Nisman, no início do acordo assinado entre Irã e Argentina em janeiro de 2013 e ainda não foi ratificado por Teerã.

Exatamente para proteger essas provas, o juiz federal argentino Ariel Lijo determinou medidas urgentes na segunda-feira. Lijo, que interrompeu suas férias para assumir o caso, enviou uma equipe à sede da promotoria encarregada do atentado à AMIA para “confiscar e guardar todos os CDs nos quais estão gravadas as intervenções telefônicas e toda a documentação detalhada na denúncia”, informou o Centro de Informação Judicial (CIJ) em sua página na Internet. Lijo, o mesmo juiz que dirige a investigação sobre o vice-presidente, Amado Boudou, por um caso de corrupção, será quem determinará no futuro se Nisman dispunha de provas suficientes para interrogar Cristina Kirchner, como o promotor solicitou.

  • Arquivos