Apagão: passageiros andam na linha do metrô (SP)

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DEU NO PORTAL IG

Além da falta de água nas torneiras, a crise hídrica começa agora a afetar também a distribuição de energia elétrica no País. Cidades de ao menos sete Estados brasileiros, a maioria na região Sudeste, registraram cortes severos, na tarde desta segunda-feira (19), deixando residências e comércios totalmente no escuro.

O contratempo ocorreu devido a uma determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão federal responsável pela coordenação e controle de geração e transmissão de energia elétrica no País, que, no entanto, ainda não se pronunciou a respeito.

Dois Sucessos da Música Brasileira dos Anos 50:
1- O Samba Da Minha Terra, cantor Lúcio Alves, compositor: Dorival Caymmi
2- Viva Meu Samba, cantor Lúcio Alves, compositor: Billy Blanco

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Lúcio Alves, a voz de um maioral na segunda-feira ensolarada da Bahia que deixa a gente mole!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

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DEU NO EL PAIS

O promotor argentino Alberto Nisman foi encontrado morto na noite de domingo no banheiro de seu apartamento, no bairro portenho de Puerto Madero. A seu lado havia uma arma e um cartucho de bala. Nisman, de 51 anos, deveria comparecer nesta segunda-feira à Comissão de Legislação Penal, na Câmara dos Deputados, a pedido de vários grupos de oposição, para apresentar os termos de sua denúncia contra a presidenta da Argentina e outros colaboradores. Nisman tinha denunciado Cristina Fernández de Kirchner na quarta-feira por “fabricar a inocência” dos terroristas que provocaram a morte de 85 pessoas no atentado com carro-bomba contra a sede portenha da Associação Mútua Israelita Argentina (AMIA) em 18 de julho de 1994.
mais informações

Promotor acusa Cristina Kirchner de acobertar Irã em atentado
O Islã na América
Quem sucederá a Cristina Kirchner?

Alberto Nisman tinha pedido que sua escolta o pegasse em casa às 11h30 da manhã. Os guarda-costas encontraram a porta fechada quando chegaram. Ligaram em seu telefone, e ninguém atendeu. Localizaram então sua mãe e a levaram ao edifício Le Parc, onde fica o apartamento de Nisman. A partir daí, toda a cena foi presenciada pelos seguranças e pela mãe ao mesmo tempo. O corpo de Nisman estava no banheiro.

Às quatro da manhã, a promotora encarregada de investigar a morte, Viviana Fein, confirmou que havia sido encontrada uma arma de calibre 22 no apartamento. Mas pediu cautela antes de aventar qualquer hipótese: “Encontramos uma arma. Precisamos agora saber os detalhes da causa da morte. Não sei se foi suicídio ou não. Peço-lhes prudência”.

Uma hora depois, o Ministério da Segurança emitiu comunicado que é reproduzido aqui quase na íntegra:

“Os efetivos de segurança de Nisman, pertencentes à Polícia Federal Argentina, tinham alertado sua secretária à tarde sobre a falta de resposta às insistentes chamadas telefônicas. Ao constatar que ele não respondia à campainha de casa e que o jornal de domingo ainda estava no saguão, resolveram informar os familiares.

O promotor dispunha de 10 membros da Polícia Federal Argentina para sua guarda pessoal.

A segurança então buscou a mãe de Nisman em casa e a levou ao edifício Le Parc. Ao tentar entrar, a mulher constatou que a porta estava trancada, com a chave na fechadura pelo lado de dentro.

Os familiares pediram ao pessoal da manutenção do edifício que chamasse um chaveiro, para entrar no apartamento.

No início da noite, a mãe entrou na habitação acompanhada por um dos policiais, encontrando o corpo de Nisman no banheiro, bloqueando a porta.

Imediatamente foi notificado o plantão de Justiça. Na presença do juiz De Campos e da promotora Fein, a equipe policial conseguiu entrar no banheiro. Junto ao corpo de Nisman, que estava no chão, foi encontrada uma arma de fogo de calibre 22, além de um cartucho de bala.”

Nisman foi designado pelo presidente Néstor Kirchner (2003-2007) para investigar de forma exclusiva o atentado contra a AMIA. Foi essa sua função desde 2004. A relação com o Governo se tornou distante, sobretudo em razão do acordo que o Executivo de Cristina Kirchner firmou com o Irã em janeiro de 2013 para esclarecer o atentado de 1994. O acordo foi feito sem o conhecimento de Nisman. Uma vez tornado público, o promotor sempre manifestou sua oposição.

A deputada opositora Patricia Bullrich declarou ao canal TN que neste sábado falou três vezes com Nisman por telefone. Durante essas conversas, segundo Bullrich, o promotor lhe disse que tinha recebido várias ameaças. Também falou que tinha consciência de se expor a muitas críticas, pela gravidade de suas acusações, mas assegurou que se sentia tranquilo e que tinha explicado isso a sua filha de 15 anos.

O promotor queria que seu comparecimento, a pedido da oposição, fosse reservado. Os parlamentares situacionistas tinham pedido que fosse televisionado. Esse foi o principal assunto tratado entre Bullrich e o promotor no sábado. Segundo a deputada, ele disse: “Não faz sentido ir ao Congresso para dizer o que já disse em público. Preciso que a presença seja reservada para dar mais informações”.

Além da presidenta, o fiscal acusava em sua denúncia o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman, o deputado situacionista Andrés Larroque, os líderes sociais kirchneristas Luis D’Elia e Fernando Esteche, o ex-juiz de instrução Héctor Yrimia e o líder comunitário iraniano Jorge Yussuf Khalil.

Nisman baseou sua denúncia especialmente em escutas telefônicas. Dispunha de informe de 300 páginas que não tornou público porque continha nomes dos serviços de inteligência que precisavam ficar em sigilo. Mesmo assim, no resumo de sua denúncia acusava a presidenta de criar uma trama diplomática paralela para negociar com o Irã a impunidade em troca de petróleo. Essa suposta negociação se materializou, segundo Nisman, no princípio de acordo firmado por Irã e Argentina em janeiro de 2013 e que ainda não foi ratificado pelo Irã.

A chave dessa negociação, sempre segundo a denúncia do promotor, é que mediante o acordo, o Memorando de Entendimento, o Irã conseguiria paralisar a ordem de busca e captura que desde 2007 pesava sobre sete altos ex-funcionários iranianos que os impedia de sair do país. Essa condição não constava em nenhum dos nove pontos do memorando, embora o promotor sustentasse que a promessa de isenção tinha sido negociada antes. Em relação a isso, baseava-se nas escutas sobre as quais falaria nesta segunda-feira na Câmara dos Deputados.

O ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman, apresentou uma carta do ex-secretário geral da Interpol, Ronald Noble, a cargo da instituição na época do acordo, na qual ele desmente a acusação de Nisman. “Enquanto fui secretário geral da Interpol”, escreveu Noble a Timerman na semana passada, “a cada vez você e eu falamos e nos encontramos em relação aos alertas vermelhos da Interpol [ordens de busca e captura] emitidos em relação ao caso Amia, você indicou que a Interpol devia manter os alertas vermelhos em vigor. Sua posição e a do Governo argentino foram consistentes e firmes”.

De quarta-feira a esta segunda-feira, Cristina não quis se pronunciar sobre as acusações de Nisman. Mas houve ataques duros do Governo contra o promotor. O chefe de gabinete, Jorge Capitanich, declarou na semana passada que a denúncia era “disparatada, absurda, ilógica, irracional, ridícula e violadora de artigos essenciais da Constituição Nacional”.


Refinaria de Mataripe:dois acidentes em menos de sete dias

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

A explosão na Refinaria Landulpho Alves, em Mataripe, no Recôncavo Baiano, aconteceu neste domingo (18/1), durante parada de manutenção na Unidade Geradora de Hidrogênio de uma das mais importantes refinarias da Petrobras no País.

Além de fogo a explosão gerou deslocamento do ar, projetando os trabalhadores contra outras estruturas.

Os operários feridos são os caldereiros José Adailton e Jonas Leal e Jucineide de Jesus, todos de empresas terceirizadas. Eles sofreram queimaduras de 20 a 70% do corpo e traumatismos, sendo levados para o Hospital de Medicina Humana, no município de Candeias.

Na quarta-feira (14), uma queda de energia provocou incêndio em outra unidade e o desarme de máquinas, equipamentos e instrumentos de segurança em outras unidades.

A queda de energia causou problemas no sequenciador dos absorvedores, bloqueando todo o sistema e pressurizando a linha de querosene. Uma válvula de segurança (PV-30043) não funcionou perfeitamente e houve vazamento de querosene em alta temperatura para a atmosfera, ocasionando incêndio no local.

Segundo a direção de dois sindicatos – o Sindipetro Bahia e o Sittican, “acidentes como o deste domingo podem ser consequências das paradas de manutenção com prazos exíguos e extensas jornadas de trabalho impostas aos que trabalham na refinaria”.

http://youtu.be/VZCL8BARE0E


BOM DIA!!!

jan
19

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DEU NO CORREIO DA BAHIA/ COLUNA SATÉLITE

Jairo Costa Junior (jairo.junior@redebahia.com.br)

Em um espaço de apenas três dias, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli apresentou duas declarações de bens diferentes para publicação no Diário Oficial do Estado, em decorrência de sua saída da Secretaria de Planejamento do governo da Bahia. A primeira, assinada no último dia 13, lista 74 itens do patrimônio de Gabrielli. Na segunda, datada de anteontem, há um acréscimo de outros 12 bens. O mais curioso: enquanto na relação anterior só apareciam R$ 120 investidos em ações da Petrobras, como noticiado pela Satélite no dia 15, na atual o montante é de quase R$ 500 mil, divididos em oito lotes. Todos foram adquiridos, segundo o documento, entre março de 2012 e outubro do ano passado, período em que já estava no Palácio de Ondina. Na nova listagem aparece ainda um aplicação de cerca de 59 mil euros, aproximadamente R$ 190 mil, na agência do Banco do Brasil em Portugal.

jan
19
Posted on 19-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-01-2015


Miguel, no Jornal do Comércio (PE)


Lojas em Trancoso (BA). / Luciano Andrade (Ag. Estado)

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS(EDIÇÃO DO BRASIL)

Marina Rossi – São Paulo

Camarotização. A gourmetização do espaço. A palavra ganhou força na última semana depois de aparecer no tema da redação do vestibular da USP, o mais concorrido do país, mas já faz tempo que o camarote faz sucesso ao prometer fazer do cidadão um ser diferenciado – para usar uma palavra cara ao público adepto.

De comícios políticos à farra do Carnaval, quem está no camarote não quer ser qualquer um. Em Salvador, no maior carnaval do mundo, participa quem paga – e caro- para ter direito a uma camiseta estampada com diversos logos dos patrocinadores. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, para ter acesso ao espaços exclusivos no Carnaval é preciso desembolsar até mais de 1.000 reais. A promessa é viver a festa rodeado de celebridades rodeadas de jornalistas. Os famosos mais trendy, porém, ficam em um cercadinho ao qual quase ninguém tem acesso. É a camarotização do camarote.

O Carnaval foi um start, mas não está sozinho no movimento de camarotização do país. Um dos lugares que lideram o ranking dos mais camarotizados do Brasil também está na Bahia: Trancoso. Há 20 anos era uma praia de pescadores, semideserta, só alcançada por aventureiros (inclusive os endinheirados tradicionais) e hippies. Agora, nas palavras da jornalista e consultora de moda Gloria Kalil, no Réveillon, virou uma espécie de “Cannes tropical”.

“Daqui a pouco, os moradores e antigos frequentadores só vão poder entrar no pedaço se estiverem com um vestido de marca, uma maquiagem de palco e um crachá que os autoriza a circular como no melhor estilo Festival de Cannes em dia de premiação final”, disse Kalil, em sua coluna.

O Brasil sempre foi avesso e segregado. Apesar de ter a ideologia da mistura, na verdade sempre foi o pior dos apartheids

A camarotização, neste caso na política – com seus cercadinhos em cerimônias oficiais e comemorações -, também horroriza Andrea Matarazzo (PSDB), vereador que carrega o sobrenome de uma família da alta sociedade paulistana. “Getúlio Vargas fazia sucesso porque andava no meio do povo”, conta ele. “O Lula, idem”, diz. “E eu adoraria ser o Lula”.
Acesso e renda

Mas, afinal, de festas a eventos públicos, por que o Brasil gosta tanto de segregar o espaço? Para Rosana Pinheiro-Machado, antropóloga e professora da Universidade de Oxford, a aversão à mistura é o resultado de anos de desigualdade social no país. “O que está por trás [da camarotização] é o desejo de distinção em uma sociedade colonizada como a nossa e marcada por uma grande estratificação social”, diz.

“O Brasil sempre foi avesso e segregado. Apesar de ter a ideologia da mistura, na verdade sempre foi o pior dos apartheids”, diz a antropóloga brasileira. Para ela, o acesso das camadas mais pobres da população ao que antes era exclusivo dos mais ricos potencializou a camarotização. “No Brasil pós-Lula, as pessoas das camadas mais populares estão acessando o que antes era exclusivo aos brancos de elite”, conta. “Isso faz com que o racismo e a discriminação saiam do armário.” Por outro lado, “é também um fenômeno de todas as classes. O cara mais rico de uma comunidade quer camarote também. Afinal, o modelo hegemônico de distinção é pervasivo, se espalha.”

É nos aeroportos que esse desconforto com o acesso fica explícito, diz Pinheiro-Machado. Antes, andava de avião quem tinha muito dinheiro. Com a ascensão da classe média, os aeroportos estão mais cheios, e os mais ricos tiveram que se misturar aos mais pobres. As companhias aéreas logo correram para tentar reverter isso: “As companhias aéreas brasileiras, que nos últimos anos só tinham a classe econômica, agora voltam a ter acentos ‘diferenciados’, mais caros e com mais espaço”, diz a professora. “O conforto, na verdade, é apenas uma desculpa apara agradar o passageiro rico que não quer ter o desprazer de sentar ao lado de sua empregada doméstica”, explica. “É uma forma sutil de segregação.”

A fuga dessa segregação no avião se reflete em um dado econômico do país: o Brasil está em segundo no ranking das maiores frotas de jatinhos e helicópteros particulares do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

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