Mel Tormé, I’ve Got You Under My Skin, especial como o BP e você!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)


Maduro aos venezuelsnos: “é guerra econômica”

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DEU NO DN, DE PORTUGAL

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os distribuidores privados de alimentos de estarem produzindo uma “guerra econômica” contra os venezuelanos e denunciou que os produtos importados para abastecer o mercado local vão parar em outros países, incluindo Portugal.

“Se investimos em dólares e em bolívares para importar, para produzir (…) porque é que, pelas redes privadas, os produtos acabam em Cúcuta, em Bucaramanga, em Bogotá, em Cali (todas elas localidades na Colômbia), em Aruba, em Miami (EUA) e até em Portugal”, questionou Nicolás Maduro.

Nicolás Maduro falava no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, num discurso transmitido pelas televisões venezuelanas, depois de regressar de um périplo pela Rússia, China, Irã, Arábia Saudita, Catar e Argélia, que incluiu, na sexta-feira, uma parada técnica em Portugal, onde se reuniu com o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

“A distribuição de todos estes produtos (escassos no mercado nacional) está nas mãos de empresas privadas, parasitárias quase todas e ‘maioristas’ (venda por atacado). A nossa rede (estatal) de distribuição e comercialização às vezes pode ter algum problema, aqui ou acolá, mas o povo é atendido sempre e aí encontra o que necessita para a sua família”, explicou.

Segundo Nicolás Maduro em apenas quatro dias os distribuidores impuseram uma guerra psicológica que levou 18 milhões de pessoas a irem fazer compras nos serviços comerciais públicos e privados, “três vezes mais do que em qualquer (outra) circunstância”.

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

Agencia LUSA

O papa Francisco presidiu neste domindo, 18, a maior missa de de todos os tempos com a presença de cerca de seis milhões de católicos filipinos aos quais pediu para serem missionários na Asia, onde a Igreja representa 3,2% da população.

“As Filipinas são o país líder na Ásia. É um dom de Deus, uma bênção, mas também é uma vocação. Os Filipinos são chamados a ser missionários da fé na Ásia”, afirmou na homilia realizada hoje em Manila perante milhões de pessoas que não abdicou da cerimónia, apesar da chuva que atinge a capital.

Nesta homília, que já foi considerada pela Igreja a maior reunião papal do mundo, Francisco criticou a corrupção, o conformismo, o desperdício, as ameaças contra o meio ambiente e “os ataques insidiosos” contra a família.

Protegido com um impermeável amarelo, o pontífice, de 87 anos, acenou e sorriu ao longo do percurso que fez no seu papamóvel até chegar à zona onde se realizou a cerimónia religiosa, no parque de Bayside.

http://youtu.be/Wslm8GYPAA4

BOM DIA!!!


Mauá do Porto da Barra: dias contados

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Imagem do artesanato do interior da Bahia,
do acervo do jornalista Reynivaldo Brito,
adquirida em uma feira de artesãos do Mauá.
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CRÔNICA

Pecado mortal

Gilson Nogueira

Duas mulheres deitadas. De uma vê-se a bunda, da outra o peito. A foto do Pão de Açúcar, publicada no Correio da Manhã, de 12 de novembro de 1959, dá-me essa impressão. Ela está reproduzida em um marcador de livros ganho como lembrança da mostra Capitais da Bossa Nova – Rio e Brasília nos anos JK, realizada no Arquivo Nacional, no Centro do Rio, em 2011. Encontrei o marcador folheando Balanço da Bossa, antologia crítica da moderna música popular brasileira, de Augusto de Campos, Editora
Perspectiva, São Paulo, 1968.

“E aí, qualé de mermo?”, pergunta-me o ex-vendedor de cerveja, no Porto da Barra. Encontrei-o, esta semana, indo visitar o Instituto Mauá, que fica ali. Fiz a visita para marcar meu adeus ao local, onde a Bahia está representada na arte de sua gente. O Mauá está com sentença de morte
decretada em um órgão oficial, informa o guru da Ribeira, escritor e jornalista Jolivaldo Freitas.

Que crime cometeu o Mauá?, pergunto. “Só deus sabe!”, exclamaria Jorginho, que não suporta
mais o sol a queimar-lhe os miolos e a areia quente a fazer-lhe pular mais que pipoca em frigideira. Saudade, mesmo, ele tem das bundas e peitos que admirava na
praia mais gostosa do mundo.

O certo é que, no início desta semana, deixei cair uma lágrima no chão do Mauá, como se estivesse depositando flores no túmulo da história da Bahia. Entrei e sai do prédio em menos de dez minutos. A emoção foi forte demais! Engoli o pranto, ao falar para o rapaz, que me fitava com o olhar dividido entre a beleza do mar atrás da vitrine e o movimento na loja, que éramos testemunhas de um crime.

Disse-lhe, quase chorando, que não acreditava no que estava acontecendo, a morte anunciada de uma instituição com 76 anos de serviços prestados á cultura e á arte da terra de Caetano e Gil.
Fiquei emocionado, com medo de ter um treco, e fui caminhar minha tristeza, tendo o Mauá no pensamento, seu acervo maravilhoso, sua nobre missão de manter viva a arte
de seu povo e de divulgar a alma da Bahia feita de barro, cobre, ferro, conchas, panos, couros, madeiras e tintas e outros materiais em suas peças artesanais. A Bahia segue
descendo a ladeira, reafirmo.

Em casa, de cara para o computador, fito um santo barroco, adquirido, há anos, no Mauá, e ouço, no coração, ele
dizer:“ Perdoai, filho, eles não sabem o que fazem!”

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador do BP

jan
18
Posted on 18-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-01-2015


Sponholz, no Jornal da Manhã (PR)

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