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DEU NO PORTAL METRO 1

Por Júlia Sarmento

Marco Archer Cardoso Moreira, carioca de 53 anos, foi executado por fuzilamento às 15h30 deste sábado (17), no horário de Brasília, na Indonésia. O porta-voz da Procuradoria-Geral do país asiático, Tony Spontana, confirmou a informação. A execução aconteceu no complexo de prisões de Nusakambangan, em Cilacap.

Marco foi o primeiro cidadão brasileiro na história a ser executado por pena de morte. Ele havia sido preso em 2003 e condenado em 2004 por tráfico de drogas. Doze policiais se postaram diante de Marco, e ao sinal do líder do pelotão, dispararam. Nem todas as armas estavam carregadas, de modo que ninguém saiba quem deu o tiro fatal.

O corpo do brasileiro será cremado na Indonésia e levado para o Brasil. Os custos ocorrerão por conta de sua tia Maria de Lurdes Archer Pinto, de 61 anos.

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CRÔNICA

Os limites do humor
Janio Ferreira Soares:

A frase é manjada, mas sou capaz de perder um amigo (ou a vida, sabe-se agora), mas nunca a piada. Nem que ela seja apenas insinuada através de um toque para alguém na hora de sua ocorrência – ou então compartilhada somente com a minha ladina consciência -, a verdade é que, por uma questão genética, a gaiatice prevalece no meu DNA e, ligadíssima, definitivamente não suporta condescendências ao cinismo.

Agora mesmo, num evento de fim de ano, me apareceu um padre vezeiro na arte de empurrar coroinhas pras ribanceiras da perdição, se arvorando de já ter o seu lugar reservado num buzu com destino ao terminal celestial, muito provavelmente (matutei) com uma oportuna parada para um relaxamento corporal numa sauna a vapor na ala adolescente do purgatório.

Nesse mesmo dia, por tratar-se de um ato ecumênico organizado pelas correntes religiosas da liga dos funcionários municipais, um pastor também pregava sua intimidade com o Senhor e igualmente confirmava sua ida aos céus, porém, pelo que deu pra perceber, no lugar de um ônibus cheio de fiéis assistindo ao DVD do Irmão Lázaro, ele será transportado num jatinho cedido por Edir Macedo que, muito zeloso com suas ovelhas, faz questão de que elas cheguem diante do seu clone num estilo bem frescor pós-banho, tipo, sei lá, Luan Santana despertando numa manhã ensolarada na Provence. Mas vamos ao que interessa.

Um pouco antes dessa loucura envolvendo os humoristas franceses, Renato Aragão disse sentir falta do tempo em que podia fazer piadas com negros, gays e que tais, sem maiores consequências. Pois muito bem.
Quando eu já me preparava pra aplaudir de pé o nosso Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo, eis que ele, na mesma entrevista, diz que o pessoal do Porta dos Fundos, às vezes, pega muito pesado. Qual é, Pissiti!

A questão não é se neguinho exagera ou não, pois numa democracia todas as ideias são permitidas e qualquer um pode divulgá-las da forma que quiser, cabendo ao distinto público usar a prerrogativa do livre-arbítrio (ufa!, desde os tempos em que eu abandonei a Faculdade de Direito da Ufba vivia doido pra usar esse termo, mas nunca tinha tido a chance. Valeu, Maomé!).
A questão é: nesses chatíssimos tempos onde qualquer um pode emitir e propagar sua opinião, até que ponto (e com quem) pode-se zonar publicamente? E, em se fazendo, quais serão as punições para o autor? Tiros? Regulação da mídia, como querem alguns setores do governo? Um domingão de Carnaval no circuito Barra/Ondina jogando as mãos pra cima ao comando de La Mercury?

Pra terminar, uma historinha real acontecida em Paulo Afonso na época em que cada um cuidava de sua vida.
Aniversário do Supermercado Pesqueira, o saudoso apresentador, Gilberto Leal, chama ao palco o ganhador de uma bicicleta. Sobe um menino franzino e ele diz: “ainda bem que o sorteado foi esse neguinho pobrezinho lá da Vila do Rato. Como é o nome do seu pai, meu filho?”. E o garoto: “Doutor Roque” (um querido “negão”, médico da Chesf). Pano rápido e Gilberto, numa velocidade impressionante, chama a próxima atração. Roque, ao saber do episódio, morreu de rir. Já o “incorreto” Gilberto, só morreu quando o ponteiro do seu Seiko pousou na sua hora.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

jan
17


Jaques Wagner em foto da Agência Brasil
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DEU NO PORTAL METRO1

Matheus Morais

Um aumento de 30% na verba destinada à folha de pagamento dos diretores e membros do Conselho de Administração da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) foi aprovada pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner. Segundo a coluna Satélite, do jornal Correio, o total destinado aos salários e remunerações de gestores e conselheiros da empresa saltou de R$ 1,51 milhão para R$ 1,95 milhão anuais após a assinatura de Wagner.

A Imbel é conhecida por abrigar em seus quadros militares apadrinhados por comandantes das Forças Armadas. Segundo a publicação, a iniciativa é parte da estratégia do ex-governador baiano de diminuir a resistência à indicação dele entre os militares. O aumento era reivindicado pelos oficiais desde novembro passado.


Padre Bernardino Padilha da Luz: Nordeste de luto

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DEU NO G1

O monsenhor Bernardino Padilha da Luz, conhecido por Padre Bernardino, faleceu aos 90 anos, na noite desta sexta-feira (16). Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital na cidade baiana de Juazeiro, vizinha a Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

Segundo a irmã do pároco, Margarida Padilha, ele estava com pneumonia e tinha mal de Parkinson. “Estou em paz, meu irmãozinho era um santo e a vida dele foi toda dedicada para Deus. Desde os cinco anos de idade, tudo que ele pensava era em Deus, é um padre santo”, destaca.

Nascido em 12 de setembro de 1925 no município de Juazeiro, Monsenhor Bernardino teve parte de sua vida dedicada ao sacerdócio como padre na diocese da cidade. Um dos poucos com o título de monsenhor, uma honra conferida aos sacerdotes da Igreja Católica pelo papa.

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FUNERAL DO MONSENHOR BERNARDINO

A  Catedral de Petrolina, ainda em reforma, foi reaberta para abrigar o velório com o corpo do Monsenhor Bernardino Padilha da Luz, falecido no início da noite de sexta-feira(16).

O velório está aberto ao público. Às 16h deste sábado(17) acontecerá o ritual das exéquias (oração fúnebre) seguida pela missa de corpo presente e logo após sepultamento. Várias orações vão acontecer durante todo o dia.

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BAHIA EM PAUTA TAMBÉM ESTÁ DE LUTO

Mesmo diante do desfecho natural e inevitável do ser humano, ainda mais alguém com 90 anos de idade, magnífica e exemplarmente vividos, um registro se impõe por justiça, admiração e reconhecimento: a morte do PADRE BERNARDINO PADILHA DA LUZ (tudo com maiúsculas como ele sempre mereceu) nos entristece profundamente. O Bahia em Pauta decreta luto, ao tempo em que exalta a vida e obra deste religioso católico e educador referencial do Nordeste.

Estudante do Colégio Dom Bosco, no fim da adolescência e começo da juventude, este editor do BP  foi aluno de Português e Literatura Brasileira do Padre Bernardino. Não haveria espaço suficiente, aqui, para expressar o quanto essa experiência significou de aprendizado específico na escola e dos ensinamentos de humanidade, ética e doação generosa, ao próximo, de uma vida inteira. Contribuiu assim, na formação de gerações e gerações . A minha em especial, evidentemente.

Jamais conheci um educador e pregador religioso de tamanha vocação e entrega. Choro com os petrolinenses , juazeirenses, pernambucanos, baianos e nordestinos a sua partida. E exalto o seu exemplo.

Lembro com emoção do encontro de despedida, quando deixei Petrolina para continuar os estudos em Salvador. Um abraço forte e o conselho:”Precisa crescer e ser santo, para salvar o mundo, meu filho”.

Na parte que me toca, preciso confessar que não foi bem assim, querido Padre Bernardino!  Mas guardo sempre seus exemplos ao longo da vida. E sei que a sua santidade na vida e na obra nos encherá a todos de graças. Adeus, mestre e amigo.

(Vitor Hugo Soares)


ACM Neto:acenos no cortejo do Bonfim…

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Mercadante e Juca:simbologia petista no MinC

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ARTIGO DA SEMANA

Marta, Juca, Bonfim: Dança do PT à beira do fogo

Vitor Hugo Soares

Se uma boa foto vale por mil palavras – assim dizem os melhores manuais de jornalismo e comunicação – então, pode multiplicar por dois o peso político do significado simbólico da imagem mais divulgada da explosiva cerimônia de posse no Ministério da Cultura do segundo governo Dilma: o abraço, seguido de forte aperto de mãos e sorrisos mais que expressivos, trocados entre o ministro-chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante e o novo dono do pedaço no Minc (de volta), Juca Ferreira.
É o que se pode denominar de bailado do PT à beira da fogueira acesa pela senadora paulista e ex-ministra Marta Suplicy. Ela parece anunciar sua retirada do ninho antigo riscando fósforo em gasolina e, ao mesmo tempo, disparando balas para todo lado, com metralhadora giratória e língua ferina e afiada. Além do dossiê de contratos, do tempo de Juca, que ela entregou na CGU.
E por falar em Bahia, e política nacional, vale contar: entendidos de signos de comunicação e palpiteiros em geral, que rondam o poder como libélulas em tempo de chuva, andam multiplicando por quatro, o impacto das imagens nas tvs, jornais, blogs e sites de notícias na Internet, do cortejo da Lavagem do Bonfim, na quinta-feira, 15, em Salvador.
O desfile que misturou mais uma vez fé, religiões, culturas, algazarra popular e muita política, no espaço de cerca de oito quilômetros entre o largo da Conceição da Praia e a igreja do dono da festa, na Colina Sagrada dos baianos, passou belo e empolgante, como sempre. E segue rendendo conversas e suspeitas de bastidores que tendem a durar ainda por um bom tempo. Tanto pelo que se vê nas fotos e vídeos, como pelo que não está explícito nos registros.
No primeiro caso, as entusiásticas e prolongadas manifestações de aplausos e reconhecimento ao prefeito de Salvador, ACM Neto, do DEM, (primeiro colocado na pesquisa do Ibope entre os melhores gestores de grandes capitais do País). Dentro e à margem do desfile, gritos e sinais de aprovação, abraços, beijos, flores, água de cheiro jogada na cabeça do prefeito por “baianas” no melhor estilo do lugar. Da partida à chegada do cortejo – andando a pé como recomenda a tradição – um auê de dar inveja a qualquer político ou administrador público. Com sobras de prestígio despejadas sobre outras cabeças aliadas, a exemplo do deputado Lúcio Vieira Lima, um dos mais votados no Estado na eleição passada, que desponta, agora, como fortenome para líder do PMDB na Câmara.
No segundo caso, espaços enormes de desencanto e frustrações. Causados, principalmente, pela ausência de três maiorais do petismo na Bahia: O governador recém empossado, Rui Costa, presença anunciada e assegurada até pouco antes da largada do cortejo, foi atacado por uma inesperada traqueobronquite, segundo seu secretário da Saúde, e aconselhado pelos médicos (depois de exames de laboratório) a guardar repouso no Palácio de Ondina pelas próximas 72 horas. Baixa mais que significativa na primeira Lavagem do Bonfim em seu governo.
Ausente também o ex-governador Jaques Wagner. Atual ministro da Defesa, o petista preferiu ficar cuidando de seus afazeres em Brasília. Em mensagem, através de sua página no Facebook, o ex-governador explicou: ”Não pude participar, este ano, do cortejo e subir a Colina Sagrada, mas, daqui de Brasília, saúdo os devotos daquele que é o padroeiro do povo da Bahia e representa, no sincretismo religioso, Oxalá”.
Wagner, ainda à frente do governo baiano, também não cumpriu o percurso do cortejo no ano passado. As vésperas da festa deu uma topada durante caminhada em Ondina e precisou usar bota ortopédica. No dia da Lavagem andou apenas uns 200 metros, a partir da largada, e teve de abandonar a caminhada, acusando dores fortes e para não agravar a fratura. O caminho então ficou livre para a primeira apoteose de ACM Neto na grande festa que atrai olhos nacionais e estrangeiros.
O terceiro grande ausente foi o ministro da Cultura, Juca Ferreira, habitual frequentador do cortejo desde os bancos acadêmicos na UFBA. O petista titular do Minc não deu justificativas para a ausência, mas corria de boca em boca que ele estava recolhendo munição pesada entre Brasília e São Paulo, para futuros embates com Marta Suplicy.
Juca, que ninguém se engane, é bom de briga e não costuma fugir de polêmica. Ao contrário, não raramente as provoca. Para os que ainda o desconhecem, não custa lembrar: ele é formado nas hostes do movimento tropicalista, gestado a partir dos anos 70, e que revirou a cabeça do país culturalmente.
Desde então Juca Ferreira aprendeu a dar nó em pingo d’ água. A fazer incríveis malabarismos sobre o arame e no meio dos rodopios constantes da política na Cidade da Bahia (na expressão de Gregório de Matos e Jorge Amado), e brasileira. Aluno dileto da escola de pensamento de Gilberto Gil. Velho camarada, do peito, do poeta José Carlos Capinan, com quem Juca também trocou um dos abraços mais apertados e emocionados da concorrida e faiscante festa da posse no Minc esta semana.
O resto, a conferir.
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta, E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Bahia minha preta
Voz: Gal Costa

Composição: Caetano Veloso

Bahia, minha preta
Como será?
Se tua seta acerta o caminho e chega lá?
E a curva linha reta
Se ultrapassar
Esse negro azul que te mura,
O mar, o mar?
Cozinha este cântico
Comprar o equipamento
E saber usar
Vender o talento e saber cobrar, lucrar
Insiste no que é lindo
E o mundo verá
Tu voltares rindo ao lugar que é teu no globo azul
Rainha do atlântico sul
E ô! Bahia, fonte mítica encantada
E ô, Ê ô! expande teu axé, não esconde nada
E ô! teu grito de alegria ecoa longe, tempo e espaço
E ô! rainha do atlântico
Te chamo de senhora
Opô afonjá
Eros, dona Lina, Agostinho e Edgar
Te chamo Menininha do Gantoise
Candolina, Marta, Didi, Dodô e Osmar
Na linha romântico
Teu novo mundo
O mundo conhecerá
E o que está escondido no fundo emergirá
A voz mediterrânica e florestal
Lança muito além a civilização ora em tom boreal
Rainha do atlântico austral
E ô! Bahia, fonte mítica encantada
E ô, Ê ô! expande teu axé, não esconde nada
E ô! teu grito de alegria ecoa longe, tempo e espaço
E ô! rainha do atlântico
Como será?
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BOM DIA!!!

jan
17
Posted on 17-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-01-2015


Miguel, no Jornal do Comércio (PE)


Marco: destino praticamente selado

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DEU NO EL PAIS

Heloísa Mendonça

De São Paulo

O presidente da Indonésia não atendeu ao apelo da presidenta Dilma Rousseff para que a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso, de 53 anos, fosse cancelada. Após dias de espera, a presidente conseguiu conversar na manhã desta sexta-feira, por telefone, com o presidente Joko Widdo para tentar evitar o fuzilamento do brasileiro, previsto para acontecer à 0h de domingo, no horário oficial de Jacarta, o que corresponde às 15h de sábado no horário de Brasília. Apesar dos esforços do Governo, Widodo afirmou que compreendia a preocupação de Dilma, mas estava decidido sobre a execução.

Além de Marco Archer, Dilma pediu a clemência também para o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte. Os dois brasileiros foram condenados à morte por tráfico de drogas, mas a execução de Gularte ainda não foi marcada. De acordo com nota publicada pelo Planalto, a presidente afirmou em conversa com Widdo “ter consciência da gravidade dos crimes cometidos pelos brasileiros”. A presidente disse ainda respeitar a soberania da Indonésia e do seu sistema judiciário, “mas como Chefe de Estado e como mãe, fazia esse apelo por razões eminentemente humanitárias”.

A Presidenta recordou, de acordo com o comunicado, que o ordenamento jurídico brasileiro não comporta a pena de morte e que seu enfático apelo pessoal expressava o sentimento da sociedade brasileira. O presidente da Indonésia disse compreender a preocupação da presidenta com os condenados à morte, mas ressalvou que não poderia comutar a sentença de Marco Archer, “pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal”.
mais informações

Dilma lamentou profundamente a decisão, que segundo o comunicado, “vai gerar comoção no Brasil e terá repercussão negativa para a relação bilateral” dos dois países .

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais Marco Aurélio Garcia disse, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, que a decisão da Indonésia joga uma “sombra nas relações” entre os dois países. Para Garcia, apenas um “milagre” pode reverter a condenação de Archer. “Vamos esperar que um milagre possa reverter essa situação”, afirmou.
Prisão

Marco Archer foi preso em flagrante no aeroporto de Jacarta, na capital do país, ao tentar passar pela fronteira com 13 kg de cocaína escondidos dentro dos tubos estruturais de uma asa-delta, em 2003. No ano seguinte ele foi condenado, e desde então estava detido. No país asiático sentenciados à morte podem fazer apenas dois pedidos de clemência e a segunda solicitação dele já tinha sido negada por Widodo.

Já Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 42 anos, que também está no corredor da morte, foi detido em 2004 portando 6kg de cocaína em uma prancha de surf. Ele também teve rejeitado seu pedido de clemência e já não há recursos legais que impeça seu fuzilamento.

Segundo Utomo Karim, advogado pago pelo governo brasileiro para defender Marco Archer, ele ficará isolado na prisão de Pasir Putih ( a 400km da capital) até o sábado. O advogado disse à Folha de S. Paulo que seu cliente ficou “chocado” ao ser informado da execução iminente. Sem filhos e com os pais mortos, somente uma tia do brasileiro está na Indonésia acompanhando o caso.

Ex-governador de Jacarta, Joko Widodo assumiu a presidência em outubro e implantou uma política de tolerância zero para traficantes, prometendo executar os condenados por esse tipo de crime. Ele tem apoio da população, amplamente favorável à pena de morte. Segundo ele, as execuções são necessárias porque o país “está em um estado de emergência com as drogas”. Quando Marco foi flagrado com a droga, tentou fugir, o que desencadeou uma perseguição policial cinematográfica transmitida ao vivo pelas tevês de todo o país.

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