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DEU NO CORREIO

Por determinação médica, o governador recém empossado, Rui Costa (PT), se afastou das atividades na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), até estar restabelecido, o que deve acontecer em até 48 horas.

Com a ausência do governador, o vice João Leão irá assinar a ordem de serviço para início das obras do Sistema de Esgotamento Sanitário de Rio do Antônio, neste sábado (17).

Já na segunda, está previsto que o governador esteja em Itabuna para inaugurar o novo posto da rede SAC na cidade. A unidade ficará no Shopping Jequitibá, funcionando de segunda à sexta, das 9h às 18h. A expectativa é de 12 mil atendimentos ao mês em média, segundo a assessoria do governo .

Grande poeta!!! Fabulosas baianinhas!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Desastre em Santos. Imagem do Facebook
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Deu no portal IG (Com informações do jornal O Tempo, de Belo Horizonte)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO

Tássio Ricardo /

Os primeiros resultados das investigações da Aeronáutica indicam que o acidente que matou o candidato à Presidência e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi causado em decorrência de falhas do piloto Marcos Martins. De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, as investigações apuraram que desde a falta de experiência com o aquele tipo de aeronave até o uso de manobras de “atalho” para adiantar a descida do avião levaram ao trágico acidente.

A partir das conclusões, Martins não seguiu as recomendações do fabricante ao operar os aparelhos no momento em que foi obrigado a abortar o pouso. E, com isso, acabou perdendo a referência do avião, chamado pelos técnicos de “desorientação espacial” – quando o piloto não sabe em qual posição o avião está.

Os investigadores levantaram todo o perfil psicológico, pessoal e profissional do piloto e copiloto, Geraldo da Cunha. E identificou uma série de falhas de Martins, antes e durante o voo. Outros pontos também foram levados em conta, como a relação entre os dois pilotos, que não era boa, devido um histórico de atritos.

Com relação a aeronave, não foram encontradas falhas técnicas ou no sistema. As turbinas também não apresentaram problema. A caixa preta, aparelho que grava as conversas durante o voo, não estava operando no momento pois não havia sido ligado.

Ainda de acordo com o jornal , a investigação apurou que além do excesso de confiança do piloto e a sequência de falhas, o erro que ocasionou efetivamente o trágico acidente foi a não realização da manobra exigida para o tipo pista da Base de Santos, onde a aeronave iria pousar. Com isso, a rota estabelecida pelos manuais foi ignorada.

O relatório final da Aeronáutica com o resultado das investigações sobre o acidente que matou o presidenciável Eduardo Campos e outras seis pessoas deve começar a ser divulgado em fevereiro.

Acidente.Em agosto de 2014, o então presidenciável Eduardo Campos morreu após o jato Cessna em que estava cair em Santos (SP). Além de Campos, estavam na aeronave o assessor Pedro Almeida Valadares Neto, o assessor de imprensa Carlos Augusto Ramos Leal Filho (Percol), Alexandre Severo Gomes e Silva (fotógrafo), Marcelo de Oliveira Lyra (staff da campanha) e os pilotos Marcos Martins e Geraldo da Cunha.

BOM DIA!!!


Estudantes presos no congresso da UNE em Ibiúna (SP)

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DEU NO BLOG POR ESCRITO

OPINIÃO

Estudantes fazem falta à política

O PSB tenta ouvir uma presumível “militância” sobre rumos a tomar, como se não estivéssemos num oceano de legendas boiantes, ao deus-dará das marés, repartições com a chancela do oficialismo a serviço de tudo quanto não seja ideologia.

Não temos mais, na realidade nacional, os jovens de fé política, que, com base no conhecimento da história e na experiência do dia a dia, saíam às ruas de coração aberto.

Não há representação estudantil digna desse nome no Brasil. Foi dessa fonte primária que ficou privado o futuro do alto debate no país, efeito só viabilizado pela destruição do sistema educacional.

Diante das bibocas de aluguel, a nação pranteia a figura meritória do carregador de bandeiras em comícios e passeatas, que acreditava naquilo tudo com completa sinceridade. (LAG)

Imagem do filme sobre Sebastião Salgado. / Divulgação

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DEU NO EL PAIS

O filme O Sal da Terra, dirigido pelo brasileiro Juliano Salgado em parceria com o premiado cineasta alemão Win Wenders e com o produtor e roteirista David Rosier, foi indicado nesta quinta-feira ao Oscar de 2015 na categoria Melhor Documentário. A produção acompanha a trajetória do fotógrafo mineiro Sebastião Salgado, um dos maiores nomes da fotografia contemporânea mundial.

O filme conta a história de Salgado sob a ótica do filho dele, que acompanhou o trabalho do pai durante a produção do projeto Genesis. O longa já havia sido ovacionado no 16° Festival do Rio e bastante aplaudido na última edição do Festival da Cannes.

O documentário é uma produção da companhia francesa Decia, com a colaboração de produtoras do Brasil e da Itália. O alemão Win Wenders já concorreu ao Oscar de melhor documentário em 2011, com Pina, e em 1999, com Buena Vista Social Club.

Concorrem na mesma categoria: CitizenFour; Finding Vivian Maier; Last Days in Vietnam; e Virunga. A cerimônia de premiação acontece no dia 22 de fevereiro.

jan
16
Posted on 16-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-01-2015


De Thiago Lucas, na Folha de Pernambuco


Joaquim Barbosa com jornalistas em 2014:Supremo
sob as vistas da sociedade. / N. Jr. (SCO/STF)

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DEU NO DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

“Vamos fazer nosso trabalho, e não chicana, ministro”, disse o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa ao colega Ricardo Lewandowski na última das várias e tensas discussões que marcaram o julgamento do mensalão e que ainda parecem ecoar no Plenário da maior Corte do país. Após julgar o maior caso de sua história em 53 transmissões de televisão e internet ao vivo — o que permitiu a milhares de brasileiros aprender, entre outras coisas, que “chicana” é um artifício para atrasar julgamentos —, o STF se prepara para tratar do novo maior caso de corrupção do Brasil sem expor seus ministros ao vídeo.

Nove meses depois desse último e desgastante embate público entre Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, o STF mudou seu regimento interno para deixar de julgar políticos com foro privilegiado no Plenário — desde maio de 2014, esses julgamentos são feitos pela Segunda Turma da Corte, composta por apenas cinco dos 11 ministros do tribunal. A mudança, que é questionada formalmente pela Câmara dos Deputados, foi feita em nome da celeridade, mas uma fonte que frequenta os bastidores do Supremo garante que a maior discrição das deliberações da Segunda Turma pesou na hora de o tribunal optar pela alteração.

As sessões da Segunda Turma são abertas e qualquer pessoa pode frequentá-las, mas essas reuniões nunca foram transmitidas em vídeo, porque ocorrem ao mesmo tempo que as reuniões da Primeira Turma, e o STF nunca quis privilegiar um dos grupos com exibições ao vivo. O advento da internet, contudo, permitiria transmissões em streaming de vídeo, mas, consultado pelo EL PAÍS, o Supremo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “ainda não há previsão para transmissão das sessões das Turmas do STF”. Ou seja, se nada mudar até fevereiro, quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar a denúncia contra os estimados 100 políticos investigados pela Operação Lava Jato, o maior caso de corrupção da história do país será julgado longe dos olhos da maioria da população brasileira.

A Segunda Turma do STF comporta no máximo 235 espectadores — 126 em suas poltronas fixas e 109 em cadeiras que podem ser acrescentadas, a depender da necessidade. Para além dessas dezenas de privilegiados, quem quiser ter acesso direto a detalhes do julgamento de políticos pela Corte Suprema terá de ficar atento às imagens que as emissoras de tevê podem coletar durante 10 minutos em cada reunião das Turmas ou solicitar cópias da íntegra das sessões em áudio e vídeo à Secretaria de Comunicação Social do STF. Em vias do julgamento do maior caso de corrupção da história do país, a mudança divide o mundo jurídico.

Câmara questiona mudança

Apesar de a alteração de procedimento do STF ter ocorrido em maio de 2014, seus efeitos só foram sentidos de fato em outubro, quando apenas três ministros da Segunda Turma condenaram o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB) pelo vazamento de informações sigilosas da Operação Satiagraha — à época, ele ainda era delegado da Polícia Federal.

Na ocasião, a Câmara questionou a alteração no regimento do STF com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), pedindo que os parlamentares voltem a ser julgados pelos 11 ministros no Plenário. Com apenas três ministros no julgamento, Protógenes não teve nem a chance de solicitar um embargo infringente — recurso a que o réu condenado tem direito desde que tenha recebido quatro votos pela sua absolvição.

A Câmara também argumenta que a alteração provocou uma quebra de isonomia ao fazer distinção entre parlamentares “do mesmo corpo legislativo”, já que passaram para as Turmas as ações penais contra deputados, senadores e ministros de Estado, mas continuam a ser julgados pelo Plenário presidente e vice-presidente da República; presidentes de Senado e Câmara; ministros do Supremo; e o procurador-geral da República.

Atualmente, a ADI 5175 aguarda avaliação do procurador-geral da República. Segundo o STF, sua tramitação não impede a dinâmica do julgamento de parlamentares pela Segunda Turma, pois “a alteração no Regimento Interno do STF continua válida até que venha a ser proferida declarando sua inconstitucionalidade”.

Juristas ouvidos pelo EL PAÍS avaliam que o Plenário do Supremo deve referendar a alteração do regimento, já que foram os próprios ministros que aprovaram a mudança. Uma possibilidade de entendimento entre STF e Câmara é que os parlamentares condenados na Segunda Turma possam apresentar recurso para serem julgados pelo Plenário. Nesse caso, o argumento da celeridade já não faria mais sentido como base para a mudança.

Para Wadih Damous, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB e um dos maiores críticos da forma de condução do julgamento do mensalão, o STF acerta ao optar pela discrição. “Acho a medida correta, julgamento não é espetáculo. Quando há elementos externos de pressão, em que só pode haver um resultado possível, que é a condenação, saímos do estado de direito e entramos no autoritarismo”, defende o jurista. O advogado Gustavo Badaró, que defendeu Silvio Pereira no julgamento do mensalão, também vê benefícios na alteração, pois sem televisão “os ânimos não estarão tão acirrados” e “não haverá votos tão longos ou citações e demonstrações de erudição que em nada acrescentam ao julgamento da matéria”.

Apesar de concordar que as transmissões ao vivo podem influir nos julgamentos, o professor de Direito Penal da FGV Thiago Bottino acredita que a exposição das sessões contribui para a transparência do Judiciário e para a educação da população brasileira. “Os prós são superiores aos contras. Não televisionar vai trazer algumas perdas, como a impossibilidade de controlar o Judiciário. Do ponto de vista do acusado absolvido, também seria importante exibir o resultado”, diz Bottino, que menciona os ganhos alcançados com a transmissão de julgamentos de grande repercussão como os de ações afirmativas e de pesquisa com células-tronco (esses casos de repercussão geral seguem sendo julgados pelo Plenário do STF).

Também professor da FGV, o especialista em Direito Constitucional Joaquim Falcão é ainda mais contundente em sua defesa da transparência nos julgamentos. “No caso do mensalão, o Supremo se impôs, com legitimidade. O Supremo ganhou com o mensalão. Não justifica se fechar. Temos pesquisas que mostram que, quando se falava em Justiça, antes desse julgamento, o que vinha na cabeça do cidadão eram crimes e prisão. Agora, quando se fala em Justiça, as pessoas relacionam ao Supremo. Isso foi um conquista”, argumenta o professor, segundo quem o Brasil divide com a Inglaterra e o México o pioneirismo nas transmissões de julgamentos — um tema que também começa a ganhar força nos Estados Unidos. “O caminho é o da transparência, e não o da proibição de veiculação”, defende Falcão.

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