Brito Cunha, Adeus!
=====================================================
A jornalista Rosane Santana postou no final da tarde deste domingo, 11, a seguinte nota em sua página no Facebook, sobre o falecimento do jornalista Brito Cunha , que atuou durante décadas (incluindo os anos loucos da ditadura) na redação do jornal A Tarde.

LUTO
Faleceu, neste domingo à noite, o elegante amigo e competente profissional, colega de redação em A TARDE, durante muitos anos, jornalista Brito Cunha. Meu abraço fraternal em Márcia Brito Cunha, sua filha, e toda a família. Descanse em paz, Brito. Saudades eternas de seu estilo cordial, sóbrio, simples, sereno e leal. O corpo será cremado em cerimônia marcada para amanhã, segunda-feira, 12 de janeiro, às 9 horas, no Jardim da Saudade.
================================================
Acrescento algumas palavras e um depoimento pessoal de lealdade e gratidão ao que minha querida colega e colaboradora deste site blog escreveu:

Elegância é mesmo a palavra perfeita para definir Antônio Maria de Brito Cunha. Profissional e pessoalmente. Ao lado disso, o jornalista falecido este domingo, 11, aos 79 anos, era figura singular de notável aplicação e competência técnica e honestidade intelectual em seu oficio. Extrema simplicidade, modéstia e afabilidade eram suas marcas inerentes de personalidade.

Foi também auditor fiscal aposentado da Fazenda estadual, colega e amigo de meu pai. Um registro à parte, quem sabe um aviso ao velho Alaôr da chegada lá em cima de figura que ele e tantos baianos admiravam.

Trabalhei ao lado de Brito Cunha alguns anos, quando ele era secretário de redação de A Tarde, ainda na Praça Castro Alves. Mais recentemente nos reencontramos na redação da Avenida Tancredo Neves. Jamais vi ou ouvi Brito Cunha dar um grito descontrolado (tão comum nas redações) , agir com descortesia ou deslealdade, mesmo nas horas mais tensas da vida do jornal.E olha que era tempo de ditadura!

Recém saído da Faculdade de Jornalismo da UFBA, durante noitada boêmia em uma antiga cervejaria no bairro de Ondina, recebi de Brito Cunha o primeiro convite para trabalhar ao seu lado na redação do maior jornal do Nordeste na época. Uma honra para mim, da qual Brito Cunha jamais fez cobrança, mas que eu sempre fazia questão de lembrar quando o encontrava pessoalmente ou em textos que escrevi . Um preito de reconhecimento e gratidão.

Há tempos sem revê-lo, a notícia da morte de Brito (como eu o chamava), que recebi por telefone da colega e amiga comum Rosane Santana, me emociona até as lágrimas .Na Bahia, é perda grande e histórica para o jornalismo, a ética e para a cidadania.
Com saudades.
( Vitor Hugo Soares)

========================================================

DEU NA VEJA ONLINE

A senadora petista Marta Suplicy concedeu uma reveladora entrevista na qual critica duramente a atual situação do PT, em especial a presidente Dilma Rousseff. À edição deste domingo do jornal O Estado de S.Paulo, Marta falou sobre os recentes escândalos envolvendo o partido e contou que o ex-presidente Lula também estava incomodado com Dilma e tinha pretensões de ser o candidato do PT nas eleições presidenciais já em 2014. Marta ainda definiu o chefe da Casal Civil, Aloísio Mercadante, como “inimigo” e afirmou que o presidente da sigla, Rui Falcão, “traiu o projeto do PT.” Ela não quis confirmar, mas deu indícios de que deixará o partido.

A ex-prefeita de São Paulo e duas vezes ministra pelo PT, revelou que Lula criticou Dilma em um jantar organizado por ela aos 30 empresários mais ricos de São Paulo para discutir a o cenário econômico do país. “Eles fizeram muitas críticas à política econômica e ao jeito da presidente. E o Lula não se fez de rogado, entrou nas críticas, disse que era isso mesmo. Naquele jeito do Lula, né? Quando o jantar acabou, todos estavam satisfeitíssimos com ele.” Segundo Marta, Lula queria ser candidato à presidência, mas decidiu apoiar Dilma para não gerar ainda mais conflito interno. “Ele é um grande estadista, mas não quis enfrentar a Dilma. Pode ser da personalidade dele não ir para um enfrentamento direto, ou porque achou que geraria uma tal disputa em que os dois iriam perder.”

Marta considera que Rui Falcão e Mercadante organizaram um complô contra o retorno do ex-presidente e dividiram o partido entre “lulistas” e “dilimistas”. “O Mercadante é inimigo, o Rui traiu o partido e o projeto do PT, e o partido se acovardou ao recusar um debate sobre quem era melhor para o país, mesmo sabendo as limitações da Dilma. Já no primeiro dia, vimos um ministério cujo critério foi a exclusão de todos que eram próximos do Lula. O Gilberto Carvalho é o mais óbvio.” Marta ainda disse que Mercadante pretende ser o próximo candidato do PT à presidência, mas deve esbarrar em sua “arrogância”. “O Mercadante mente quando diz que Lula será o candidato. Ele é candidatíssimo e está operando nessa direção desde a campanha, quando houve um complô dele com Rui e João Santana (marqueteiro de Dilma) para barrar Lula.”

A sendora afirma que Dilma não quis mudar mudar sua equipe econômica e solucionar os problemas do Brasil, pois isso fortaleceria a candidatura de Lula. Marta considera a nova equipe econômica qualificada, mas teme pela gestão da presidente. “Vai depender de a Dilma respeitar a independência da equipe. Se não respeitar, vai ser desastroso. Agora, é preciso ter humildade e a forma de reconhecer os erros é deixar a equipe trabalhar. Mas ela não reconheceu na campanha, não reconheceu no discurso de posse. Como que ela pode fazer agora?”

Decepção – A senadora de 69 anos se disse profundamente decepcionada com o partido que ajudou a fundar em 1980. “Cada vez que abro o jornal, fico mais estarrecida com os desmandos do que no dia anterior. É esse o partido que ajudei a criar e fundar?” Marta comentou sobre os recentes escândalos envolvendo a Petrobras e defendeu que todo o conselho e a diretoria da estatal sejam trocados. Se dizendo “alijada do PT”, ela deu a entender que deixará o partido em breve. “A decisão não está tomada ainda, mas passei um mês e meio, dois meses chorando, com uma tristeza profunda, uma decepção enorme, me sentindo uma idiota.” Ela diz ter convites de todos os partidos, exceto do PSDB e o DEM.

jan
11


Banho na Fontana de Trevi: uma cena imortalizada
====================================================

==========================================


DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

Morreu a atriz sueca Anita Ekberg, estrela do filme La Dolce Vita, de Federico Fellini. Ekberg tinha 83 anos. A “musa de Fellini” morreu numa clínica em Rocca di Papa, perto de Roma, onde estava internada desde o Natal.

Ekberg nasceu em Malmo, na Suécia, e a sua beleza nunca passou despercebida. Aos 20 anos foi eleita Miss Suécia e pouco depois levou o título na bagagem para Hollywood, onde fez carreira. E entrou na história do cinema graças ao filme La Dolce Vita, de 1960, no momento em que entrou na Fontana di Trevi, em Roma, com Marcello Mastroianni.

A fama, no entanto, não foi duradoura. A sua carreira cinematográfica quase desapareceu a partir dos anos 70 e, de acordo com várias noticias, nos últimos anos Ekberg viu-se obrigada a recorrer à fundação do cineasta italiano Federico Fellini para pedir ajuda financeira.


Marcha Republicana em Paris:um domingo
para não esquecer.

=================================================

DEU NO EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Carlos Yárnoz

Neste domingo, Paris é a capital mundial contra o terrorismo, lugar de um evento histórico sem precedentes em defesa dos valores democráticos contra a violência. Em meio à medidas extremas de segurança, cerca de 40 chefes de Estado e de Governo de todo mundo, principais dirigentes políticos do país e destacados representantes de comunidades religiosas lideram no começo da tarde a grande “marcha republicana” convocada para fazer frente ao desafio jihadista lançado contra a França esta semana, que resultou na morte de 20 pessoas, incluindo três terroristas. Em paralelo, ministros do Interior de vários países europeus se reunirão na capital francesa para coordenar várias medidas de urgência diante da nova ameaça do fundamentalismo islâmico radical.

A manifestação, iniciada às 15h (12h de Brasília) na praça da República, é liderada pelo chefe de Estado, François Hollande, que no sábado esteve em permanente contato com líderes que participarão do protesto neste domingo. Entre os dirigentes europeus que confirmaram presença estão a chanceler alemã Angela Merkel; o primeiro-ministro britânico, David Cameron; o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy; e os primeiros-ministros da Itália, Portugal, Bélgica, Grécia, Hungria, Croácia, Romênia e Suécia. Também estarão presentes o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Com um significado especial, também participam da manifestação o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas. O rei da Jordânia e o primeiro-ministro turco anunciaram sua presença. O procurador-geral dos EUA, Eric Holder, representará o Governo norte-americano, e participará da reunião de ministros do Interior.

Junto a Hollande e seu primeio-ministro, Manuel Valls, também participam da manifestação os ex-primeiros-ministros François Fillon, Alain Juppé e Jean-Pierre Raffarin, assim como o ex-presidente Nicolas Sarkozy, atual líder da União por Um Movimento Popular (UMP), o principal partido de oposição.

O ministro do Interior da França, Bernard Cazenueve, anunciou “medidas excepcionais” de segurança ao mesmo tempo em que mantém o alerta máximo na capital. Franco-atiradores de elite, segundo ele, estarão localizados em telhados e terraços ao longo do percurso da passeata, que terminará na praça Nation, com um total de três quilômetros percorridos. Cerca de 24 unidades policiais de reserva estarão dedicadas exclusivamente à proteção dos líderes. Enquanto isso, outros 2.200 agentes se deslocarão por Paris e imediações para garantir a segurança dos lugares mais sensíveis da cidade, incluindo os centros de culto e embaixadas.

A grande manifestação deste domingo em Paris está sendo seguida de outras nas principais cidades do país. Esses protestos já foram precedidos por outros espontâneos realizados na quarta-feira passada, horas depois do ataque jihadista contra o jornal satírico Charlie Hebdo, que terminou com 12 assassinados e, no sábado, quando mais de 700.000 pessoas saíram às ruas de todo o país para expressar oposição ao terrorismo e ao antissemitismo. Nas manifestações de sábado, muitos dos participantes carregavam cartazes com a frase “Sou judeu”. Na sexta-feira, um dos terroristas mortos pela polícia matou quadro judeus em um mercado de comida kosher na avenida Vincennes de París.

As sinagogas estão especialmente protegidas desde sábado, mas o Governo anunciou que, se necessário, o Exército participará diretamente da vigilância. Hollande tem previsto participar depois da manifestação da Grande Sinagoga de Paris para mostrar sua solidariedade com a comunidade judaica.

O transporte público em Paris é gratuito neste domingo, mas várias estações do metrô próximas da passeata estarão fechadas.

Vamos, Paris! Resistir é preciso!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

=====================================================

DEU NO CORREIO DA BAHIA

PCdoB, mentiras e ocaso do Mauá
Jolivaldo Freitas

Os funcionários do Instituto de Artesanato Visconde de Mauá, tanto do Porto da Barra como de Pelourinho, não tiveram muito o que comemorar nos festejos de final de ano e entram 2015 com o coração em luto. Mas, acima de tudo, adentram esta nova era com uma mágoa muito grande do PC do B, a quem o instituto faz parte de sua cota política como partido de base do governo, do seu quinhão face à nova fase do governo petista que também está se iniciando. O Instituto Mauá está fechando as portas, conforme publicado no Diário Oficial.

O que será feito do Mauá ninguém lá sabe ao certo e estima-se que poderá ser gestado por uma organização não-governamental, privatizado ou simplesmente esperar que alguém apague a última luz e jogue as chaves ao léu. A ironia de tudo está patente e os funcionários nem gostam de lembrar que, dias antes das eleições passadas para governador na Bahia, uma força-tarefa do PCdoB saiu visitando as unidades do Mauá para alertar que não votassem em Paulo Souto pois tiveram acesso ao plano de governo do então candidato do DEM e descobriram que seu primeiro ato seria fechar o instituto.

Claro que os funcionários entraram em polvorosa e decidiram, mesmo aqueles que tinham suas diferenças com a política na área de turismo, com as ações de Jacques Wagner no trato com o funcionalismo público e os terceirizados e decepção com o próprio PT, prestar atenção ao que diziam os prepostos comunistas e votaram em peso em Rui Costa para governador. Daí, quando este anunciou a reforma administrativa da sua gestão, logo depois de eleito, os funcionários do Mauá viram que sofreram um 171; foram feitos de besta, foram enganados pelo PCdoB. Entram o ano novo com a guilhotina já escorregando em direção aos seus pescoços. E o PCdoB enfiou a cabeça na areia.

Mas não somente a situação dos funcionários do Mauá preocupa. Causa apreensão também o que será feito do espólio do instituto e qual organismo que agora terá a capacidade de executar o trabalho de valorização do artesão baiano e do artesanato regional, como sempre o fez este que se vai. Realmente é preciso coragem para fechar as portas de uma instituição que vai fazer 76 anos de história de valorização de importante parcela do patrimônio artístico e cultural do estado. Seu perfil sempre foi de fomentar, promover, comercializar e preservar o artesanato e a cultura da Bahia.

Já quando da sua criação, no século passado, ele passou a ser conhecido internacionalmente, pela produção realizada por senhoras de todo o rincão baiano (foi inicialmente chamado de Instituto Industrial Feminino Visconde de Mauá e vinculado à Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio). Muitas mães criaram seu filhos com o trabalho de confecção de roupas típicas, crochês, tricôs, lençóis de linho, panos da costa, toalhas rendadas, produtos de couro e artefatos diversos que tinham a garantia de um agente oficial a cuidar de colocar a manufatura no mercado até internacional. O Instituto Mauá é detentor de muitos prêmios internacionais.

Não sei como o Mauá vinha se comportando atualmente, com o aparelhamento feito pelo PCdoB, mas seu histórico (basta entrar no site antes que saia do ar, pois ele tem apenas três meses de vida até a morte inglória) é feito do estímulo à produção artesanal, ensino e capacitação, tanto na capital como no interior. Do couro ao sisal, da concha ao algodão, tudo se transforma em arte e podia ser encontrado em suas lojas. Seu carro-chefe sempre foi a Feira Baiana de Artesanato, levada para outras plagas e sempre elogiada e reconhecida, mostrando a força criativa dos nossos artesãos. A Bahia entra 2015 com o Mauá caindo no ostracismo na contramão de estados como Pernambuco, Ceará, Minas e Rio Grande do Sul que estão investindo cada vez mais em suas artes típicas. Perplexo com o feito, com certeza o visconde de Mauá, se vivo fosse, não votaria no PCdo B. E o estranho é que os artesãos, suas associações e cooperativas parecem que não sabem de nada. Inocentes!

* Jolivaldo Freitas é jornalista e escritor

jan
11
Posted on 11-01-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-01-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


Momento em que um dos terroristas mata o policial Ahmed Merabat. / afp

==================================================

DEU NO DIÁRIO ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Javier Lafuente

A mensagem solidária de Je suis Charlie – Eu sou Charlie – se espalhou poucas horas depois do atentado contra o jornal satírico francês. A primeira imagem que circulou do crime, entretanto, não tinha relação nenhuma com os trabalhadores da publicação. Um vídeo amador mostrava o assassinato a sangue-frio de um policial que fazia sua ronda no momento em que a revista foi atacada.

As imagens mostravam os dois autores do crime, os irmãos Chérif e Said Kouachi, descer de um carro. Ao passar ao lado do agente, enquanto este pedia clemência a gritos após ter sido baleado no pé, um dos assassinos lhe deu um tiro fatal na cabeça. Sem olhá-lo. Sem compaixão. O agente morto se chamava Ahmed Merabat e, segundo vários meios de comunicação franceses, era muçulmano. Enquanto os cartunistas do Charlie Hebdo foram reconhecidos por sua luta pela liberdade de expressão, Merabat se transformou em um ícone por ter morrido em defesa de um jornal atacado por insultar a fé que ele mesmo professava.
A mensagem de Je suis Charlie foi crescendo, principalmente nas redes sociais, ao mesmo tempo em que ganhava força a de Je suis Ahmed – Eu sou Ahmed –, em solidariedade ao agente assassinado. “Eu não sou Charlie, sou Ahmed, o policial morto. Charlie ridicularizou minha fé e cultura e morri defendendo seu direito de fazer isso”, escreveu no Twitter o ativista árabe e escritor Dyab Abu Jahya, fazendo referência à expressão do filósofo francês Voltaire.

“Ele foi morto de uma forma muito covarde por pessoas que interpretaram erroneamente seu texto sagrado”, lamentou Christophe Crépin, porta-voz de um dos sindicatos policiais franceses, segundo a imprensa local.

Merabat era um oficial de 42 anos, solteiro e sem filhos, que pertencia à delegacia do distrito 11 de Paris, onde fica a sede do Charlie Hebdo. Seus pais eram originários do norte da África e, segundo declarações de outro agente divulgadas por vários meios de comunicação franceses, residia em um bairro do norte de Paris com uma grande tradição de recebimento de imigrantes.

  • Arquivos